– Grêmio finalista da Copa do Mundo de Clubes 2017. E o alemão que apitou? E quem apitará sábado?

Grêmio x (99,999999999999% de chances de ser) Real Madrid farão a final do Mundial Interclubes da FIFA. Só não digo 100% pois o esporte em questão é o Futebol.

Um jogo encardido, contra um Pachuca bem montado que usava muito o artifício das faltas. Aliás, os mexicanos estão cada vez mais ricos e com elencos internacionais.

A decepção foi o árbitro alemão Felix Brynch, que contrariando a Escola Alemã de Arbitragem, parou o jogo ao menor contato físico. Só voltou a apitar “como deveria” no segundo tempo da prorrogação, sendo bem rigoroso nesse instante. Aliás, muita confusão com o nome dele pois o alemão que comandou a equipe do VAR foi seu xará, Felix Zwayer.

E parabéns ao Renato Gaúcho, pois seu time não bate, joga ofensivamente e está recheado de jogadores “excluídos” de outros times: Lucas Barrios, Jael, Fernandinho, Maicon, Cortês, Leo Moura… (e lembremo-nos do Cícero, que não pode ser inscrito).

Espero que a FIFA não invente um nome alternativo para apitar o jogo tão importante para brasileiros (exceto colorados) x espanhóis (exceto catalães). Lembram do ano passado a lambança de Janny Sikazwe, o árbitro de Zâmbia que apitou Real Madrid x Kashima, jogo decidido na prorrogação?

Relembre aqui: https://wp.me/p4RTuC-ho5

Amanhã tem Sandro Meira Ricci apitando Real Madrid x Al Jazira. Ansioso por ver ou ler alguém dizer: “confronto entre Cristiano Ronaldo x Romarinho”.

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FOTO: o árbitro de Zâmbia que pipocou e não expulsou Sérgio Ramos.

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– As Apostas Frustradas da Máfia do Apito

Eu não conhecia o pessoal do site “Puentero Izquierdo“, mas fiquei muito bem impressionado sobre a ótima reportagem sobre a Máfia do Apito, com alguns detalhes revelados e não sabidos 12 anos depois do ocorrido episódio que manchou o futebol brasileiro.

Quer saber sobre o que faz hoje, por exemplo, Gibão (um dos cabeças e que contratou Paulo Danelon e depois Edilson Pereira de Carvalho)?

Está aqui, em: https://medium.com/puntero-izquierdo/as-apostas-frustradas-da-máfia-do-apito-7fcd10ad2b28

Aliás, sobre esse assunto, uma matéria especial da ESPN nos 10 anos do caso, além de testemunhal meu, em: https://wp.me/s55Mu0-espn

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– Um campeonato com a regra desrespeitada. Anule-se tudo!

Dias atrás, soube “por cima” que no Campeonato Amador de Jundiaí (minha cidade), não estava se respeitando a suspensão automática pelo Cartão Vermelho. Até então, eu achava que houvera sido um equívoco e explicava os motivos para condenar tal atitude.

Entenda todos os detalhes que dissertam sobre a não existência de “efetivo suspensivo” detalhadamente explicados no link em: https://wp.me/p55Mu0-1Qi.

E não é que durante a semana descobri ao acaso que tem sido uma praxe a vergonhosa “anulação de cartões vermelhos”?

Agora sei que dois casos aconteceram: o primeiro, a Ponte Preta da Agapeama (do meu amigo e competentíssimo Rodrigo Alves) jogou com um jogador tendo conseguindo “liminar que suspende cartão” contra o Estrela da Ponte no 1o jogo da semifinal; e, o outro caso, acontecendo neste momento em que escrevo: o Palmeiras (nosso querido Palmeirinha do Medeiros, do Vado, do Marcão e do saudoso Barrica) está também usando o mesmo artifício na 1a partida da final contra a própria Ponte Preta.

Vou deixar bem claro o que já está escrito na postagem recomendada no link acima: recebeu cartão vermelho, com ou sem efeito suspensivo, antes ou depois de um julgamento por Junta Desportiva, DEVE-SE cumprir OBRIGATORIAMENTE um jogo de suspensão. Quem inventou “efeito suspensivo” para a suspensão automática, ou, pior, criou uma “liminar” liberando os atletas, ou faz isso por pura ignorância ou por má fé!

Os clubes estão na dele, devem tentar sempre o melhor para seus treinadores; mas a Liga Jundiaiense não pode simplesmente cancelar / anular / suspender um cartão vermelho com uma canetada! É regra universal do futebol pela International Board sempre alertada pela FIFA, e qualquer coisa que se diga ao contrário, é demagogia barata para se defender ou enrolar o próximo.

Diante de tudo isso, entendo porque a Prefeitura Municipal de Jundiaí não quer dar dinheiro à LJF. Afinal, inventou-se essa absurda regra sabe-lá-Deus como e por quê, e ninguém faz nada.

Lamentável. Já que a entidade é filiada na Federação Paulista de Futebol (pelo menos, penso que ainda é), alguém deveria denunciar essa barbaridade ao TJD-SP.

Será que ninguém se sentiu prejudicado com essa arbitrariedade? Por quê os clubes do futebol amador aceitam isso numa boa? Tira-se, dessa forma, toda a respeitabilidade do torneio.

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– Reclamar com o 4o árbitro custará 9 mil euros para o italiano Antonio Conte. E se fosse aqui?

Nesta temporada, a Inglaterra tem feito uma dura repressão às atitudes unfair-play no futebol. Em especial, a simulação de faltas e penalidades tem se destacado.

Mas uma situação curiosa me chamou a atenção: Antonio Conte, técnico do Chelsea, teria que pagar 9 mil euros por seu comportamento indevido.

Sabe o que o treinador do Chelsea fez?

Estando vencendo o jogo contra o Swansea por 1×0, Conte se exaltou e esbravejou com os braços abertos ao quarto-árbitro pela cera do goleiro adversário. Ele reclamara que o árbitro teria que agilizar a partida pois estava esfriando o ímpeto do Chelsea, que buscava o segundo gol. O árbitro viu e expulsou o técnico, relatando que não houve ofensa verbal, mas conduta inadequada perante a autoridade da arbitragem.

Aqui no Brasil, por muito mais, os “professores” permanecem no campo. Mas o que você pensa sobre isso: exagero dos ingleses ou nós, brasileiros, somos complacentes demais?

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– Análise da Arbitragem de Paulista 1 (4) x (3) 1 Bragantino

Um jogo nervoso, de dois tempos muito distintos, decidido nos pênaltis, com muitas famílias nas arquibancadas e, infelizmente, com arbitragem ruim. Assim foi a finalíssima da Copa Ouro na qual o Paulista FC foi campeão na tarde desta quarta-feira (transmitimos com o Time Forte do Esporte da Difusora AM 810).

Torci para que o árbitro Max Venâncio Passos Gomes da Silva tivesse boa atuação. Um sujeito bacana, batalhador e que tem bom porte físico para ser juiz de futebol. Entretanto, alguns pecados cometidos precisam ser observados:

  • Posicionamento em campo: por duas vezes se posicionou mal e tiros de longa/ média distância bateram nele. Em determinado momento acabou sendo “zagueiro do Bragantino” (quando a bola que ía para o gol desviou nele e matou o ataque); em outro, armou sem querer um contra-ataque.
  • Tecnicamente: acertou em 3 decisões de “pênalti ou não”: uma falta a favor do Paulista que se pediu pênalti (não foi, o atleta cai dentro mas sofre fora da área), um tropeção do atacante Gil (PAU) onde o defensor do Bragantino não tocou nele (correto) e na marcação do pênalti no gol de empate do time de Bragança (embora tenha demorado a marcar, não foi convicto no primeiro momento). Nos lances de divididas, foi muito mal! Empurrões e faltas diversas não foram marcadas.
  • Disciplinarmente: ruim. Deixou de dar cartões amarelos a vários atletas (das duas equipes), mas especialmente ao time visitante que abusou de lances mais duros e faltosos. Lucão, por exemplo, cometeu 6 faltas e só tomou cartão amarelo aos 48 minutos do 2o tempo.
  • Fisicamente bem. Correu bastante e mostrou ótimo condicionamento físico.

Os bandeiras não foram tão exigidos na partida, passaram despercebidos. Já o 4o árbitro Alester Tambelli se mostrou atento, participativo e a todo tempo cuidou dos seus afazeres, auxiliando o árbitro e controlando os bancos.

Sobre o jogo em si: o Galo começou com um “abafa” muito grande, se impôs e parecia que a vitória seria expressiva com o gol logo aos 7 minutos. Nada disso… Apesar do grande volume de jogo e de estar sempre no ataque, não conseguiu traduzir esse bom futebol em gols. No segundo tempo, talvez pelo relaxamento natural da equipe, o Bragantino começou a gostar do jogo (que ainda era dominado pelo Paulista). Até o momento do lance do pênalti na etapa final, o goleiro jundiaiense Allan não tinha sujado o uniforme. Enfim, o Paulista (apesar do futebol ruim no segundo tempo), ainda merecia a vitória pelo conjunto da obra. Após a expulsão justa de Gustavo, o Galo pressionou bastante, o clima de rivalidade ficou ainda maior e o árbitro teve dificuldade em controlar os ânimos. Com o empate, a decisão foi para os penaltis: 4×3, com duas defesas de Allan.

Gostei do camisa 8 Quadrado (seria alusão ao jogador colombiano da Juventus?), que foi substituído por cansaço. Também Falcão e sua cabeleira chamaram a atenção, além do espírito de liderança do capitão Evandro, zagueiro do time.

Parabéns Paulista Futebol Clube, campeão da Taça Ouro!

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– O que os Grandes Times de Futebol Paulistas pensam da Arbitragem Profissionalizada, segundo seus Presidentes!

Realizou-se nesta 3a feira o Congresso Brasileiro de Direito Desportivo (iniciativa da Faculdade de Direito do Largo São Francisco – USP). E em determinado tópico questionou-se a PROFISSONALIZAÇÃO DA ARBITRAGEM, sendo que Leco (presidente do São Paulo), Maurício Galiotte (Palmeiras) e Modesto Roma (Santos) defenderam o árbitro profissional. Roberto de Andrade (Corinthians), não.

  1. Leco disse que profissionalizar é importante para a dedicação em tempo integral do árbitro, já que “não cabe mais no futebol que os árbitros façam bico apitando”.
  2. Galiotte disse que “como poderemos exigir evolução da arbitragem se não oferecemos mais recursos e treinamento para se dedicarem à profissão”?
  3. Modesto disse que “precisamos gastar dinheiro com gente competente em vez das incompetentes, gastando com modernização e profissionalização”.
  4. Roberto disse que “a arbitragem profissionalizada não vai mudar nada, só vai ser mais caro. O árbitro de vídeo tem eficiência muito maior, é ele que vai cooperar bastante”.

Particularmente, DEFENDO a profissionalização com carteira assinada, FGTS, PIS, INSS e Férias bancados pela riquíssima CBF (os escândalos do futebol têm nos mostrado como ela é mais milionária do que pensávamos – incluindo seus cartolas). Mas o que me pesa é: por quê os “profissionais” que comandam os árbitros nas Comissões de Arbitragem e/ou nos Sindicatos da Categoria são remunerados mensalmente (e muito bem) e defendem que os árbitros NÃO PODEM TER CARTEIRA ASSINADA pela CBF ou FPF, por exemplo.

Vale a discussão…

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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– Os drones substituirão os árbitros de futebol?

Visualize em sua mente: Domingo, 16h00, e acontece um clássico no Cícero Pompeu de Toledo! O São Paulo FC está jogando contra um dos seus arquirrivais e… já pensou se em determinado momento da partida um DRONE da CBF que sobrevoa o Morumbi flagra um pênalti a favor do Corinthians ou do Palmeiras?

Maluquice, certo? Daria uma confusão muito grande! Para alguns, talvez não.

Franz Beckenbauer, ícone do futebol alemão e mundial, há três anos declarou à Rede Sky90 que espera ver um dia drones fazendo parte da equipe de arbitragem virtual de uma partida. O assunto drone no futebol” voltou à tona, já que dias atrás o Grêmio espionou o rival Lanús com um equipamento desse. O Kaiser disse na oportunidade:

Estamos vivendo em um século em que tudo é tecnologia. Nós sabemos que a tecnologia de linha de gol é só um começo. Em algum momento, não precisaremos mais de um árbitro. Drones filmariam tudo o que acontecesse dentro de campo. Não estarei vivo quando isso acontecer, mas é o futuro.

Particularmente, eu gostaria de ver a tecnologia servindo ao árbitro, não o substituindo. Mas em um exercício de futurologia, como você vê a figura do juiz de futebol?

Não o vejo sozinho, mas acompanhado de outros árbitros dentro de campo, consultando monitores de TV para tirar suas dúvidas (que está se tornando uma realidade, com a necessidade de ajustes) e, se precisar, com auxílio de imagens até de drones. Que tal?

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Bragantino, Final da Copa Ouro sub-19

Max Venâncio Passos Gomes da Silva, 38 anos, personal training, apitará a final entre o Galo da Serra do Japi x Massa Bruta pela VII Copa Ouro Sub 19.

O árbitro trabalha na FPF desde 2004; entretanto, apesar dos 13 anos de carreira, ficou vários períodos licenciado. Só esteve escalado uma vez em jogos do Galo na Categoria Profissional: foi em 2015, no Novelli Jr, como 4o árbitro no jogo entre Ituano 2×1 Paulista pela Copa Paulista.

Ultimamente, vem apitados as categorias Sub 17, Sub 15 e sub 13 da FPF, sendo sua última partida em Outubro: Rio Claro 1×0 Comercial – RP (Sub 13). Na APF (Associação Paulista de Futebol, que organiza o torneio), tem trabalhado a contento onde apitou Paulista 5×0 Atlético Aliança.

A única preocupação é: a rivalidade desses dois grandes times do Interior se fará presente na categoria Sub 19? Se sim, estará ciente disso o árbitro?

Os Assistentes serão Rafael Tadeu Alves de Souza e Pietro Dimitrof Stefanelli. O Quarto Árbitro será Alester Clauli da Costa Tambelli (todos trabalharam como árbitros na Copa Ouro). O representante será Reinaldo Pacheco.

Torço para uma boa arbitragem e um grande jogo!

Acompanhe a transmissão de Paulista x Bragantino pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Thiago Batista de Olim; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Quarta-feira, às 15H00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h30 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

Não esqueça – vá ao Estádio Jayme Cintra e leve seu radinho, ligado na Difusora!

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– Uma premiação à incompetência na arbitragem

É cansativo fazer tantas críticas à Comissão de Arbitragem da CBF, mas ela se supera rodada a rodada.

Qual o critério do sorteio de árbitros?

Se me disser que na derradeira rodada só estarão os árbitros da FIFA por conta de muitos jogos serem decisivos (e por isso não dá para escolher a dedo cada juiz pois, afinal, é sorteio e não se pode correr o risco de escalar qualquer um), é mentira.

Se me disser que os 10 árbitros que apitarão são os que foram mais regulares no ano, mentira também.

Se me disser ainda que são os melhores, mentira idem!

Depois do absurdo erro de Anderson Daronco e seu assistente adicional de linha de fundo Eleno Todeschini no jogo entre Coritiba 1×2 São Paulo (vide aqui: https://wp.me/p55Mu0-1Q9), eis que AMBOS foram premiados com a escalação, juntos, para Atlético Goianiense x Fluminense (em tese, um jogo fácil para se apitar, que poderia ser colocado um árbitro jovem para ganhar experiência).

Respeitosamente, mas o sexteto gaúcho de arbitragem que estará trabalhando no Estádio Olímpico de Goiânia vai ganhar uma boa taxa “na molezinha”… (em referência a ser um jogo não-difícil para se trabalhar).

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– Existe efeito suspensivo para jogador antes do julgamento de um Cartão Vermelho?

Não assisti a última rodada do Campeonato Amador de Jundiaí. Entretanto, ouvi falar que um atleta expulso na rodada das quartas-de-final jogou a primeira partida da semi-final.

Como não tenho certeza, não cito nomes e espero que nada disso tenha acontecido. Mas para fins didáticos: e se isso tivesse acontecido?

Se aconteceu, é algo gravíssimo. Logo no início da administração de Joseph Blatter, começou a discussão sobre julgamentos de atletas que eram expulsos e jogavam a rodada seguinte por conseguirem absolvição. No Brasil, isso culminou com um jogo entre Palmeiras x Vasco, quando um julgamento foi adiantado pelo Eurico Miranda para que um atleta expulso (salvo engano Edmundo) pudesse jogar.

Há mais de uma década, a FIFA determinou que OBRIGATORIAMENTE um atleta que receba o Cartão Vermelho cumpra um jogo de suspensão, justamente para evitar tal ocorrência. Isso acontece até mesmo se for numa final de Copa do Mundo (o atleta em questão está automaticamente suspenso para o primeiro jogo de Eliminatórias da Copa seguinte).

Como exemplo, imagine a seguinte situação: um jogador dá um soco no adversário e recebe o Cartão Vermelho. O atleta não poderá jogar a partida seguinte e está liberado para as demais até ser julgado. Se for condenado a 5 jogos de gancho, por ter cumprido 1, cumprirá os outros 4 quando for comunicado pelo Tribunal. NESSA OCASIÃO (após o julgamento e a pena determinada), o departamento jurídico do clube pode pedir o efeito suspensivo (ou seja, que ele não cumpra a pena, possa jogar as demais partidas até novo julgamento). O risco de se pedir um efeito suspensivo é que o atleta pode ser absolvido, ter a pena reduzida, mantida ou até mesmo aumentada!

Mas imagine a situação 2: um atleta dá um carrinho em disputa de bola e atinge o adversário, sendo expulso por jogo brusco grave. Acontecerá a mesma coisa: cumprirá 1 jogo de suspensão e será julgado. Entretanto, pela natureza da falta, normalmente se cumpre apenas uma partida (ou seja, a suspensão automática). Só que se porventura o julgamento dele for antecipado e se decidir que há a absolvição, DEVE cumprir a suspensão automática determinada pelas Regras mesmo assim.

Em suma: recebeu Cartão Vermelho, absolvido ou não, é obrigado cumprir a automática. O EFEITO SUSPENSIVO SÓ EXISTE APÓS A JUSTIÇA DESPORTIVA JULGAR. Mais ainda: conseguir o efeito suspensivo não livra do cumprimento da suspensão de um jogo, e só pode ser concedido pelo Tribunal, nunca por uma junta emergencial ou por presidente de entidade.

Já imaginaram se tivéssemos uma partida final do Brasileirão entre Corinthians x Flamengo, sendo que Jô e Felipe Vizeu estivessem suspensos por terem sido expulsos na última rodada, e o STJD decide antecipar o julgamento para absolvê-los? Nem assim poderiam jogar. Muito menos se Marco Polo Del Nero desse uma canetada e “criasse um efeito suspensivo” – inexistente pelas Regras da forma que se deseja – a fim de permitir que ambos atletas joguem e abrilhantem o espetáculo!

Creio que não foi cometida a irregularidade jurídica de se inventar um efeito suspensivo por parte do Executivo da Liga Jundiaiense (pois tal instrumento inexiste, só é aplicado pela Justiça Desportiva), sempre respeitando a Regra do Jogo de que, um atleta que recebe o Cartão Vermelho, com efeito ou não, absolvido ou condenado, DEVE estar suspenso automaticamente no jogo seguinte. Isso é irrevogável.

A única situação que se cancela o Vermelho é aquela em que há o claro dolo sofrido pelo time que prova o erro de confusão com o atleta expulso (como o caso de Gabriel no Corinthians x Palmeiras apitado por Thiago Duarte Peixoto no Paulistão), mas isso se faz pelo Departamento Técnico, é levado ao Tribunal em condição excepcional e permitida pelas leis, e, logicamente, com o uso de claras imagens provando o equívoco ou depoimento do árbitro reconhecendo o erro (isso acontece desde a Copa de 90). Testemunho de boca é claro que não vale.

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