– Quando a Imagem diz tudo sobre o lance… Fluminense x Cruzeiro

Não assisti ao jogo, não comentarei a jogada pela foto (pois é imagem estática e pode deturpar o acontecido) nem ouso recriminar, mas…

Acho que doeu, não? Recebi e compartilho:

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– Os dois lances polêmicos de Palmeiras 1×0 Internacional

Muita reclamação do Colorado na partida contra o Verdão no Pacaembu. Procedem as queixas?

Foram dois lances polêmicos. Vamos a eles?

1 – Aos 44 minutos, Nico Lopez está no ataque, é cercado por dois palmeirenses e entra na área. Lucas Lima tenta disputar a bola e o atacante vai ao chão reclamando pênalti. Por baixo, é lance certeiro na bola (portanto, não houve infração). Por cima, a mão esquerda de Lucas Lima não tem visivelmente força suficiente para derrubá-lo (portanto, também não há infração). Parece-me, pela câmera lateral, que Nico se aproveita do contato físico e tenta se jogar, escorregando ao mesmo tempo. Dessa forma, acertou o árbitro Marcelo de Lima Henrique.

2 – Aos 73 minutos, Leandro Damião está na mesma linha que o penúltimo adversário e é lançado. Entretanto, o bandeira Silbert Sisquim, que estava muito bem posicionado, invalida o lance sancionando o impedimento. Errou! A explicação mais lógica é a desatenção no momento em que a bola é lançada, já que Damião está bem à sua linha, mas o companheiro do atacante está longe do árbitro assistente, sendo que o momento do impedimento é o do toque deste atleta quando ele lança a bola. Aqui, vale a máxima: “bandeira bom é bandeira vesgo”…

Assim, um lance não procede a reclamação; no outro, sim!

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– Análise da Arbitragem de Paulista 4 x 0 União

Muito boa arbitragem de Daniel Carlos Luciano Fernandes no Estádio Jayme Cintra, para a partida em que o Galo venceu seu adversário de Mogi das Cruzes em um bom jogo de futebol.

Pela divisão e experiência do juizão, gostei muito do que vi. Daniel correu bastante, não se acomodou apesar da facilidade em apitar a partida (o jogo ajudou muito, devido à elasticidade do placar) e esteve bem atento aos detalhes da partida.

Tecnicamente, foi exigido em dois lances de suposta mão na bola, e acertou nos dois: bolas que bateram na mão dos zagueiros (uma a favor do União e outra do Paulista, ambas no segundo tempo) e ele mandou seguir. Errou apenas em dois lances: uma falta que aconteceu na entrada da área e ele preferiu entender que a posse de bola seria vantagem (pelo local, a vantagem seria a marcação da falta, pois a posse de bola não correspondeu a uma vantagem). O outro equívoco foi quando Fábio Luís recua uma bola do meio de campo ao seu arqueiro e o goleiro Lelito espera a aproximação do atacante Carlinhos – na sequência, Lelito pega a bola com a mão para a saída de jogo. Isso é recuo deliberado, e talvez tenha bobeado pela demora do lance e não se atentou (mesmo, repito, sendo atento ao jogo).

Disciplinarmente, usa muito bem a advertência verbal e é correto nos cartões, que foram todos bem aplicados, faltando apenas um a Anderson, que fez dura falta em Quadrado; a vantagem foi aplicada (aí sim corretamente) mas não advertiu o atleta infrator quando a bola parou. Tenho a impressão de que ele “perdeu o jogador faltoso” – e se tivéssemos árbitro de vídeo, poderia ter recebido a ajuda.

Já o bandeira Luiz Felipe Prado Silva teve muito trabalho com lances de impedimento (que foram muitos), sendo que no quarto gol do time jundiaiense o atacante Daniel esperava a bola visivelmente sozinho, e quando ela é tocada e ele faz gol de cabeça, não houve dúvida do impedimento ativo que não foi marcado.

O bandeira Diogo Correia dos Santos esteve muito bem, sendo exigido apenas no segundo lance do gol do Paulista – impedimento ou não “ajustado”, mas que ele acertou.

Gostaria de ver novamente a arbitragem de Daniel Carlos, em jogo de maior dificuldade, para comprovar as virtudes mostradas nesse sábado.

Uma única observação: na súmula, consta que o número de faltas foi: Paulista 16 x 14 União. Nada disso, foram 20 faltas cometidas pelo Paulista e 22 do União. Bobeou o quarto-árbitro Thales Wilian Storari.

Lamentavelmente, não houve a execução do Hino Nacional, conforme obriga a lei, por problemas técnicos. Fomos (a equipe do Time Forte do Esporte da Difusora) testemunhas dos testes de som realizados antes do jogo, incluindo a execução do teste do Hino Municipal. Na hora H, falhou!

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– Vai ter lance perdido pela arbitragem na Copa do Mundo?

Para a Copa do Mundo, a FIFA anunciou que terá 33 câmeras por jogo e 4 VARs. Nos estádios, haverá telão onde a TV mostrará (ou melhor, transmitirá) as imagens da decisão dos árbitros aos torcedores.

Transparência maior do que essa, somente se o áudio fosse aberto ao público, como em alguns outros esportes nos quais os torcedores ouvem a conversa aberta.

Seria utopia imaginar que na Copa de 22, no Catar, teremos o som disponibilizado (ao menos que com um tempo depois) como é feito na Fórmula 1 (onde tudo é gravado entre pilotos e equipes depois do advento da Ferrari pedir a Rubens Barrichello para deixar Michael Schumacher ganhar uma determinada prova)?

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– Os erros a favor dos brasileiros na 4a de Libertadores

Não costumamos ver erros em tamanha quantidade e importância na Libertadores da América para brasileiros, mas eles apareceram em dois jogos de “grandões”:

1- No vazio estádio do Maracanã (como é sem graça ver um gigante como aquele sem ninguém, devido à punição sofrida pelo Menção), o Flamengo se beneficiou da não-expulsão de Diego. O meia covardemente agrediu seu adversário (ainda não consegui pegar o nome dele) com uma “patada” em seu joelho, fora da disputa de bola. Ali, é lance para a Comissão Disciplinar da Conmebol punir pela imagem. Será que com 10 o Rubro-Negro seguraria o empate contra os colombianos do Santa Fé?

2-  Em Alvellaneda (ou como aportuguesado: Alvejaneda), o Corinthians venceu o Independiente, por 1×0. O placar seria outro se fosse validado o gol de Silvio Romero, aos 41m do 2o tempo. O bandeira considerou 4 atletas à frente da linha da bola (todos voltando da disputa da jogada e em impedimento passivo; errou), mas desconsiderou que o chute veio de quem estava em posição legal! Há 30 anos, fazia sentido tal anulação…

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– Arbitragem para Paulista x União de Mogi das Cruzes

Daniel Carlos Luciano Fernandes, natural de Cruzeiro, 35 anos de idade, há 13 temporadas na FPF, Personal Trainer e proprietário de uma empresa de eventos esportivos, apitará Paulista x União no próximo domingo.

Na Segunda Divisão, Daniel apitou Itapirense x São Carlos na Rodada 1 e São José x Guarulhos na Rodada 2 (no mesmo dia e estádio do jogo entre Joseense 0x1 Paulista, só que às 20h30). Ambos placares acabaram em 1×0. No começo deste ano, apitou algumas partidas da série A3. Já tem boa experiência no apito, embora não tenha apitado em divisões mais importantes.

Os bandeiras serão Luis Felipe Prado Silva e Diogo Correia dos Santos. O quarto-árbitro será Thales Wiliam Storari.

Torço para uma boa arbitragem e uma excelente partida de futebol.

Acompanhe a transmissão de Paulista x União pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica externa Antonio Carlos Caparroz. Sábado, às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– Um Circo no Depoimento no TJD

Eu acompanhei através do jornalista Tossiro Neto do GloboEsporte.com (www.twitter.com/tossiro) as quase 7 horas de depoimento do quinteto de arbitragem da decisão entre Palmeiras x Corinthians, além do delegado da partida Agnaldo Vieira e do Diretor de Árbitros Dionísio Roberto Domingos.

A matéria do próprio site está disponível em: https://globoesporte.globo.com/sp/futebol/campeonato-paulista/noticia/diretor-diz-que-nao-falou-com-quarto-arbitro-e-nega-interferencia-externa-na-final-do-paulistao.ghtml

O que eu achei?

Um verdadeiro “samba-do-crioulo-doido“! Os bandeiras Daniel Ziolli e Anderson de Moraes Coelho foram bem objetivos e transparentes. Aliás, o assistente 1 Anderson foi quem demonstrou maior segurança nas respostas, indiscutivelmente. O 5o árbitro Alberto Poleto e o árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro tentaram ser bem explicativos, mas um pouco enrolados. Já o 4o árbitro Adriano de Assis Miranda entrou em contradição em algumas respostas, mostrando-se atrapalhado. O delegado do jogo, Agnaldo Vieira, brigou com a imagem e disse não ter dito “canto”. E, enfim, Dionísio, o Diretor de Árbitros, se apresentou como Tutor (juntamente com José Henrique de Carvalho, que estava no estádio) e ao mesmo tempo como membro à parte da FPF. E disse que o tempo todo estava com o celular desligado.

Estava mesmo? Custa-me a crer que alguém da posição dele desligue o celular durante a partida. Se, por exemplo, o presidente da FPF Reinaldo Carneiro Bastos quiser falar com alguém, vai ligar para quem, senão a ele? SEMPRE terá alguém representando a entidade pronto a atender o presidente – e sempre foi assim!

O mais interessante é: o Dionísio é Diretor de Árbitros (um ex-árbitro, lembremo-nos) e  nos depoimentos diversos, foi dito que ele participou do Plano de Jogo da equipe de arbitragem. Ora, não é função dele! Ele tem que avaliar os árbitros e dirigir o departamento, não dizer a um árbitro de final de campeonato como deve apitar ou não. Isso poderia levar até mesmo a crer que fez isso em outros jogos, cometendo o erro de, quem sabe (não digo que fez), pedir para que em semifinais se alivie em cartões para não tirar ninguém da finalíssima!

Todo o conteúdo é acessível pelo Twitter do já citado Tossiro no endereço acima. Vale a pena ler! 

Creio que não vai dar em nada. O TJD dará uma suspensão simbólica no diretor da FPF e no quarto árbitro (apenas como resposta ao Palmeiras de que algo foi feito). Mas que fica claro a bagunça e o excesso de intromissão da Diretoria de Arbitragem no trabalho de campo dos árbitros (atrapalhando-os no pré-jogo), não há dúvidas!

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– O Árbitro de Vídeo no Brasileirão: a CBF vai ceder ou não?

É claro que não. Em que pese Palmeiras e Flamengo reclamarem e solicitarem árbitro de vídeo no Brasileirão de 2018 (mesmo que a própria CBF tenha refutado a implantação no começo do ano pela decisão colegiada dos clubes), são por tais motivos os empecilhos:

Não pode utilizar com campeonato em curso (pois a Regra tem que ser uma só no campeonato inteiro, da Rodada 1 até a 38). O Vídeo-Árbitro agora está na Regra do Jogo, e, assim, só pode ser usado em fases distintas de torneios onde há eliminatórias (nos pontos corridos, em meio a disputa, não).

– Não tem árbitro treinado em quantidade e tempo suficiente para usar.

– Não tem equipamento a disposição.

– Não deve usar a mesma geração de imagens da TV aberta (a FIFA e outras entidades usam sua própria geradora, além da contratação de terceiros). Usar a imagem da transmissão da Globo, por exemplo, nem pensar!

Enfim, novamente é um grande “blábláblá” que vem desde 2016!

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– O Robô da CBF não está avaliando com boa qualidade os árbitros escalados?

Há 1 ano, fizemos uma publicação sobre um anúncio da CBF que prometia REVOLUCIONAR a análise de desempenhos dos árbitros.

Será que deu certo?

Compartilho, extraído de: https://professorrafaelporcari.com/2017/04/23/o-robozinho-vai-avaliar-os-arbitros-da-cbf/

O ROBOZINHO DA CBF VAI AVALIAR OS ÁRBITROS.

Taí uma daquelas coisas que a CBF adora inventar: criar factoides para divulgar à imprensa (como o árbitro de vídeo proposto em maio de 2016, depois em agosto, outubro, novembro… e até agora nada). Ou o mecanismo de leitura facial israelense para o combate da violência de torcedores briguentos na FPF, que só ficou no anúncio.

Pois bem: leio no Diário Lance! que o Coronel Marinho anunciou uma novidade (Edição 23/04/17, pg 03, por Fábio Suzuki e Igor Siqueira). Será o “Radar”, um software para análise de desempenho dos árbitros.

O detalhe é: a função dos observadores e analistas de arbitragem será minimizada pelo sistema eletrônico, que, segundo o próprio Coronel Marinho:

“A nota [do árbitro] não será dada por ninguém. O SISTEMA VAI DAR. Fizemos uma calibragem, uma mensuração. Fizemos estudos e vamos colocar no sistema (…). O sistema vai gerar pontuações individuais e por equipe. Cada árbitro terá sua nota e outra da equipe [do quarteto todo]. Eu não posso alterar nada.”

E quando o lance polêmico for interpretativo: pênalti ou simulação? Bola na mão ou mão na bola? Vantagem aplicada ou perdida?

Farei de conta que acreditarei da mesma forma quando iludidamente eu e outros árbitros acreditaram no “Ranking dos Árbitros da FPF”, onde existiam notas e os árbitros também receberiam pontuação, formando um campeonato de acesso e rebaixamento. Me recordo quantas notas contestadas, a criação da posição 35B (quem viveu essa época sabe o que é essa posição), o descenso de árbitros de altíssima categoria inexplicavelmente (por exemplo: a injusta queda de muitíssimas posições do excelente Marcelo Rogério), a ascensão de árbitros prata para ouro ANTES das provas finais teóricas (e um “metidão” deu até entrevista ao jornal confirmando sua subida…).

Por tudo isso, fico imaginando um robozinho dando nota, e quando o cartola do clube chegar a Del Nero pedindo a cabeça de um árbitro, ouvir o mesmo blábláblá de que não existe veto a ninguém, garantir a escala ao juiz e na hora H… pimba! Ficar de fora, indo para a geladeira veladamente.

Putz, recordei-me: acho que o mesmo Marco Polo Del Nero era o presidente da FPF quando garantiu-se a escala de Rodrigo Bragheto na final do Paulistão por parte do mesmo Coronel Marinho e depois o suspenderam. Curioso que são os mesmos nomes na CBF.

Em tempo: monitorar desempenho de jogador com tais softwares é louvável. Mas analisar lances interpretativos de árbitros, aí é conversa mole.

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– Vitória 2×2 Flamengo e a péssima arbitragem de Wagner Reway. Culpa de quem?

O Brasil inteiro acompanhou o erro absurdo do árbitro mato-grossense Wagner Reway em Salvador no último sábado. Estando 0x1, o Vitória chuta uma bola para a meta, em cima da linha do gol ela explode no rosto de Everton Ribeiro (FLA), que, para surpresa de todos, é “expulso por evitar um gol com o uso das mãos” e o pênalti (convertido em gol) marcado.

Fora esse lance bizarro, outros equívocos inaceitáveis acontecidos. Mas quem é o culpado por essa horrível arbitragem?

O árbitro, tenha certeza, é o menor dos responsáveis. Entenda:

Culpado 1: é o ex-diretor de árbitros da CBF Sérgio Correa da Silva (atual diretor de desenvolvimento do VAR brasileiro), que trouxe do Mato Grosso (sem ter apitado jogo importante) Reway para a lista da FIFA (sim, ele está no quadro de elite entre os 10 melhores brasileiros do apito que possuem a insígnia internacional).

Culpado 2: é o atual comandante dos árbitros da CBF, Coronel Marcos Marinho, que o mantém na lista da FIFA, e que cometeu a insensatez de marcar um teste físico a todos os árbitros de São Paulo, tirando-os das escalas, na Rodada 1 do Brasileirão (não tem nenhum árbitro paulista escalado na Série A, B ou C nesse final de semana).

Culpado 3: os clubes de futebolque insistem em abrir mão do árbitro de vídeo e não pressionam para a milionária CBF implantá-lo (e, logicamente, assumir os custos).

O lance mais reclamado foi esse citado aos 10 minutos de jogo. Mas pense: no Derby do último final de semana, um quarto árbitro supostamente viu um lance interpretativo com magnífica clareza e avisou o árbitro (mesmo o mundo do futebol duvidando). Na Bahia, nem árbitro, nem bandeiras, nem quarto árbitro – ninguém – viu tal ridícula gafe.

Acho que continuamos vivendo o #GER7x1BRA e ninguém se deu conta…

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