– Parabéns, Heber!

Ótima arbitragem de Heber Roberto Lopes no difícil e complicado Corinthians x Grêmio (nas postagens anteriores o relato da pressão pré-jogo).

No meu tempo de “Rafaelzinho”, o melhor jogador em campo ganhava um Motorádio. E por merecimento, no fraco jogo de futebol quem levou o prêmio foi Heber, que ganhou não um Motorádio, mas um Motorola da Rádio Jovem Pan, que promove tal evento.

Ops: em tempo – eu disse que o jogo seria 0x0 no meu palpite. Ganho o quê? (claro que estou brincando, amigos… mas que acertei, acertei!).

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Foto: Jovem Pan

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– A gelada em que o árbitro está! Sobre Corinthians x Grêmio:

A questão é simples: depois das infelizes declarações contra o árbitro Heber Roberto Lopes por parte de Romildo Bolzan (já falamos sobre isso e o histórico de jogos do juiz; vide aqui: http://wp.me/p55Mu0-1Ju), tudo é muito simples:

  1. Se Heber errar contra o Grêmio, os mais fanáticos dirão que foi “por birra”.
  2. Se Heber errar contra o Corinthians, os mais fanáticos dirão que ele sentiu a pressão.

Que fria, hein? É por isso que o meu palpite é para um jogo feio, amarrado, picado, e no empate em 0x0.

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– Você trocaria o árbitro Heber Roberto Lopes de Corinthians x Grêmio, após o questionamento de Bolzan?

Que polêmica criada!

Romildo Bolzan, presidente do Grêmio, ao saber que Heber Roberto Lopes apitaria o jogo do seu time contra o Timão na Arena de Itaquera, fez aquela chiadeira “preventiva”: reclamou da escala, falou sobre erros e “chorou um pouco”. Acontece que desta vez ele abusou! Sabendo que seu time será pressionado dentro e fora de campo (pela tabela do campeonato e também por mais fanáticos que não gostaram da afirmação (correta) de Renato Gaúcho sobre o Corinthians ainda tropeçar em alguns jogos (O que ocorreu realmente), desandou a chamar o juizão de “careca vagabundo paranaense” e que já “arrumaram um jeitinho” para o adversário (em entrevista à ESPN Brasil).

Segundo o Uol, Heber irá se reunir com o seu advogado para processar ou não o presidente gremista.

Diante de tudo isso, vale a pena manter Heber na escala do jogo?

O árbitro já teve seus bons momentos anos atrás. Hoje, sem apitar grandes clássicos e nitidamente deixado de lado pelos “novos FIFA” que caíram no gosto do Cel Marinho (apesar de não estarem fazendo jus ao escudo, como Rodolpho Toski, entre outros), Heber parece ter mais nome do que qualidade. Sinto que, depois da péssima atuação na final da Copa América Centenária (onde espalhafatosamente apitou o jogo e até advertiu Messi) desmotivou-se.

De fato, Bolzan tem razão sobre os placares caseiros (vide essa postagem de 2016, em: http://wp.me/p55Mu0-16L), mas esquece-se que por 4 anos o Corinthians jogou como mandante com Heber no apito e, contraditoriamente, não ganhou nenhum dos 10 jogos.

Veja abaixo no quadro da ESPN:

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Enfim: você manteria a escala de Heber Roberto Lopes ou valeria a pena trocá-lo, até para que o preserve?

Em tempo: o quarteto será formado pelo experiente Heber (hoje apitando por SC), e pelos bandeiras Helton Nunes e Thiaggo Americano, sendo o 4o árbitro Johnny Barros (todos bem menos experientes em jogos importantes).

– A culpa é do árbitro de vídeo ou da competência do juiz?

Os clubes belgas fizeram recentemente um manifesto contra o uso do árbitro de vídeo no campeonato local. E justamente na Bélgica, nesse final de semana, um erro para aumentar ainda mais as queixas do VAR.

Um pênalti foi marcado equivocadamente na partida entre Liége 3×1 Kortrijk pelo árbitro central, após o jogador do time da casa Pocognoli estar no ataque, tropeçar e cair. O Árbitro de Vídeo avisou o Árbitro Principal, que viu a imagem e desmarcou o pênalti, interpretando simulação e reiniciando o jogo com tiro livre indireto ao adversário. Acontece que Pocognoli não simulou, ele somente tropeçou por força da sua velocidade. E como ele já tinha cartão amarelo, acabou sendo expulso pela segunda advertência da simulação – que não ocorreu!

Ou seja: a injusta expulsão ocorreu pelo uso do árbitro de vídeo ou pela falta de competência do árbitro principal?

Abaixo, extraído do Jornal Lance (ed 16/10/17, núcleo internacional) – não é possível compartilhar o vídeo da jogada pois por conta dos direitos de imagem o YouTube não permite a reprodução de terceiros.

POLÊMICA POR DECISÃO DE JUIZ DE VÍDEO
Em alguns dos principais campeonatos nacionais pela Europa, o árbitro de vídeo vem sendo testado nesta temporada. Um dos países que vem adotando a tecnologia é a Bélgica. Ontem, houve um caso polémico na vitória do Standard Liège sobre o Kortrijk, por 3 a 1. Aos 13 minutos do segundo tempo, o lateral Sebastian Pocognoli caiu na área e o juiz marcou pênalti. Contudo, ele foi alertado pelo VAR, verificou o replay, anulou a penalidade e expulsou o jogador por simulação.

Pocognoli ficou revoltado com a decisão do árbitro. De fato, pelas imagens, ele parece ter tropeçado, e não simulado para cavar um pênalti. A sua equipe estava com superioridade numérica – Azouni havia sido expulso pelo Kortrijk na etapa inicial – e ele ja tinha amarelo.
O técnico do Standard Liège, Sá Pinto, defendeu o jogador.
“A situação com Pocognoli foi bizarra. Não acho que ele simulou e ele não merecia esse amarelo. È uma pena porque poderíamos terminar este jogo em silêncio, mas entrou um obstáculo – disse.”

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– Os Desempregados do Futebol!

Uma excepcional matéria (compartilhada pelo link que segue) sobre o número dos jogadores de futebol desempregados no Brasil (só lembrando: deveria-se acrescentar o de árbitros e jornalistas).

Muito ruim.

Veja, extraído de: http://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,desemprego-o-drama-de-quem-ficou-para-escanteio-no-futebol,70002032616

DESEMPREGO, O DRAMA DE QUEM FICOU PARA ESCANTEIO NO FUTEBOL

País tem 18 mil atletas profissionais, mas apenas 30% possuem local para trabalhar

Depois que saiu da Portuguesa e começou a ter dificuldades para encontrar outro clube, o meia Rai decidiu vender sua BMW. Prata, coisa linda, mas ele tinha de reduzir custos. Quando os calotes se tornaram mais frequentes – no Vilhena, de Rondônia, ele chegou a ser ameaçado de morte por cobrar cinco meses de atraso no salário -, o meia de 32 anos se tornou corretor de seguros. Hoje, espera uma proposta do futebol chinês, mas a bola virou plano B.

Para Bruno Henrique Silva Carvalho, o desemprego piorou o que era já difícil. No primeiro semestre, ele atuou pelo Suzano, time da quarta divisão do futebol paulista, mas não recebia salários. “Os dirigentes diziam que o time era uma vitrine e que não precisava de salário”, diz o atleta de 21 anos. Depois de seis meses sem receber, foi dispensado porque o time não terá mais competições para disputar em 2017.

Hoje, para ajudar a renda na família, ele vende doces caseiros, feitos pela própria mãe. Após os treinos, sai pelas ruas de Suzano, na grande São Paulo, oferecendo brigadeiros, beijinhos, pães de mel. O pai, Marcelo, é eletricista de manutenção e a mãe, Maria Elenir, é faturista no hospital da cidade. Bruno tem um irmã nova, de dez anos.

Rai e Bruno Henrique mostram alguns dos efeitos do desemprego entre os jogadores de futebol. De acordo com a Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol, o Brasil possui hoje 18 mil atletas profissionais. A entidade avalia que os índices de desemprego variam ao longo por ano por causa da mudança no número de competições. Os clubes menores, aqueles que não disputam as Séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro simplesmente fecham as portas no segundo semestre, pois não tem competições para disputar. Com isso, milhares de atletas ficam a Deus dará. “No mês de abril, temos cerca de 30% dos atletas trabalhando no Brasil todo. No final do ano, esse número cai para apenas 6%”, afirma o presidente Felipe Augusto Leite.

Esse é o drama vivido por Bruno Henrique no pequeno Suzano e também por Marco Antônio da Silva Oliveira, campeão da Série A3 do Campeonato Paulista com o Nacional.

Aos 29 anos, ele não renovou contrato e simplesmente não tem onde jogar até o final do ano. “Tenho meus 29 anos e ainda me sinto em condições de jogar. Mas, claro, sei da minha realidade hoje, que está um pouco distante, mais que não é impossível, só basta portunidade e sequência. O calendário brasileiro está ruim para nós, que não temos nome no cenário do futebol brasileiro”, diz o jogador.

Naturamente, a questão não se esgota na venda de carros de luxo e nos bicos para completar a renda. Existe um problema emocional quando um jogador fica desempregado. Outros jogadores ouvidos pelo Estado citam a cobrança familiar – as contas não param de chegar – “O maior desafio é manter a motivação, treinar sozinho e não desistir”, confessa o zagueiro Guilherme Bernardinelli, ex-Santos.

Depois de uma temporada na terceira divisão espanhola, o jogador de 25 anos deu de cara com a falta de oportunidades no retorno ao Brasil. Enquanto aguarda a abertura da próxima janela de transferências, ele contratou um personal trainer para manter a forma, mas já pensa em um plano B. Diariamente, dá expediente na área administrativa da empresa do pai, uma fábrica de injeção plástica.

“Pensei até em procurar um médico. A gente vive o sonho, de ser famoso, ganha tapinha nas costas e almoço grátis por onde passa e, de uma hora para outra, tudo acaba. É preciso muito equilíbrio emocional”, diz Rai. “Eu tinha vergonha de chegar a pé nos jogos, sem carro, e, por isso, nem ia jogar”, confessa o jogador que esteve no Taubaté.

Em vários casos, os jogadores esbarram na falta de qualificação profissional para buscar uma recolocação no mercado. “Muitos amigos me negaram um emprego porque diziam que eu não sabia fazer nada”, lamenta Rai.

Rai e Bruno estão em momentos diferentes na luta contra o desemprego. Hoje, Rai tem sua própria empresa de seguros, a DR Group, e grande parte dos seus clientes é formada por… jogadores de futebol, seus colegas de profissão. Teve chance de comprar carro, mas preferiu andar de metrô, ônibus e Uber. Ainda precisa economizar, pois a empresa ainda precisa decolar.

Horas depois da entrevista ao Estado, Bruno Henrique manda uma mensagem via whataspp. No dia 15, ele avisa que vai atuar pela final da Liga de Mauá, o clássico entre São João e Gralha Azul. Ele atua na várzea para completar a renda e ganha cem reais por jogo. No dia seguinte, ele mandou outra mensagem. “Quando você perguntou das minhas qualidades, tenho bom preparo físico, bom desarme, sei sair para jogo, com qualidade, e chega bastante na área do adversário”.

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– O que se faz na América do Sul, não se faz no Brasil?

Em hipótese alguma se pode refutar a atuação dos 4 árbitros brasileiros nos 8 jogos que apitaram nas duas rodadas finais das Eliminatórias da Copa do Mundo. Excelentes! Souberam conduzir a partida a contento, foram firmes, corretos e deixaram o jogo fluir.

A questão é: por quê o rendimento é tão diferente no Brasileirão?

– Seria medo de veto dos clubes locais?

– Seria orientação equivocada da CA-CBF?

– Seria relaxamento, acomodação ou menosprezo?

Todas as anteriores são válidas?

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– Como ajudar o árbitro a decidir o lance do gol não confirmado em Atlético Mineiro 1×0 São Paulo?

E o lance do gol que entrou ou não entrou” em CAM 1×0 SPFC? Resumidamente, 

1. Na Copa do Mundo, com a tecnologia do Chip na Bola, não se teria dúvida sobre esse lance. 

2. Na Champions League, com os AAA do lado direito do goleiro (e não do lado esquerdo como inventaram somente no Brasil), talvez a dúvida seria menor. 

3. E com o Árbitro de Vídeo, como seria?

Depende de quem gerasse a imagem e da qualidade do AAV

O certo é: questionaria-se, sem dúvida, a RAPIDEZ da decisão. É por isso que o elemento que trabalhará com a tecnologia deverá ser muito competente, pois sem bom desempenho do fator humano, de nada adiantará o componente tecnológico.

Sobre o lance, veja a imagem:

– 4 anos depois que o Árbitro profissionalizou…

Já faz quatro anos que alguns árbitros, ilusoriamente, comemoraram a profissionalização da categoria.

Mas mudou o quê?

Leia sobre o que escrevemos na oportunidade:

A REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO DE ÁRBITRO DE FUTEBOL

Vejo muita gente comemorando a regulamentação da profissão de árbitro de futebol. Mas quem milita no meio sabe que esse projeto sancionado pela presidente Dilma Rousseff é, na verdade, uma hipócrita e demagógica ação que nada mudará no dia-a-dia dos árbitros de futebol, tampouco trará melhorias práticas.

Assustou com minha opinião? Explico a ilusão desse projeto:

1 – Ao árbitro será permitido se associar em cooperativas de trabalho e sindicatos. Mas já não é assim? E, pasmem: se um árbitro não se sindicalizar e/ou cooperar, não apita jogos profissionais nesse país! No Rio de Janeiro, Jorge Rabello, funcionário da FERJ, é o responsável pelo departamento de árbitros da entidade. Porém, é ele quem dirige o Sindicato e a Cooperativa de lá! Em São Paulo, Arthur Alves Júnior é o presidente do Sindicato dos Árbitros e Silas Santana trabalha na Cooperativa, sendo que ambos são funcionários da FPF! Claro que tudo está dentro da lei; e, mesmo sendo legal, poder-se-á contestar: não é imoral? A mim, tal situação desagrada muito, já que entendo como incompatibilidade de cargos. Se o árbitro tiver que brigar com a Comissão de Árbitros de SP ou do RJ, e quiser recorrer ao Sindicato, terá que recorrer à mesma pessoa. Dá para imaginar o Rabello do Sindicato discutindo com o Rabello da Federação Carioca?

Reforço: nada contra essas pessoas, mas entendo ser impossível que se tenha condição de trabalhar antagonicamente em cargos tão distintos, sendo o mesmo dirigente.

2- A Lei reza que o árbitro poderá trabalhar em Ligas e Entidades de prática do Futebol. Ué, cadê a novidade?

Na verdade, se festeja única e exclusivamente o fato de que, no papel, existe uma profissão chamada de “árbitro de futebol”. A lamentar que nada se fez para que o árbitro receba FGTS, tenha direito a 13o e Férias, fruto de registro na Carteira de Trabalho, sendo as Federações e/ou a CBF o(s) patrão(ões).

Aliás, me causa curiosidade: por quê os Sindicatos e Cooperativas que agora podem representar o árbitro (mas que já representavam) não lutam para que as Federações e a Confederação assumam o árbitro como empregado? Que banquem os treinos para melhorar o desempenho em campo e os assumam como funcionários profissionais para que se dediquem integralmente a profissão e não cometam tantos erros.

Reitero: a Lei é demagógica, já que ilude o cidadão comum a pensar que algo vultuoso foi feito; e hipócrita, pois se comemora para disfarçar o que está em situação calamitosa, que é a péssima condição dos árbitros do Brasil, resultando em arbitragens no nível que se vê.

Gozado: para apitar em São Paulo, os árbitros assinam um documento de próprio punho dizendo que são prestadores autônomos de serviços aos clubes, sendo que a FPF é quem os paga, via Sindicato (descontando-se taxa sindical), alegando que o dinheiro é repassado das verbas que o clube receberia a fim de evitar calote.

Isso não é contestado por quê?

Portanto, torcedor comum, não se anime: nada mudará nos jogos que você assistir. E aos árbitros, vale o lembrete: você não ganhou nada com a nova lei.

Invejo a Inglaterra. Lá sim o árbitro é profissional, com contrato de trabalho e tudo mais.

Abaixo, compartilho o texto da lei:

LEI nº 12.867, DE 10 DE OUTUBRO DE 2013

Regula a profissão de árbitro de futebol e dá outras providências.

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º
A profissão de árbitro de futebol é reconhecida e regulada por esta Lei, sem prejuízo das disposições não colidentes contidas na legislação vigente

Art. 2º
O árbitro de futebol exercerá atribuições relacionadas às atividades esportivas disciplinadas pela Lei no 9.615, de 24 de março de 1998, destacando-se aquelas inerentes ao árbitro de partidas de futebol e as de seus auxiliares

Art. 3º
(VETADO)

Art. 4º
É facultado aos árbitros de futebol organizar-se em associações profissionais e sindicatos.

Art. 5º É facultado aos árbitros de futebol prestar serviços às entidades de administração, às ligas e às entidades de prática da modalidade desportiva futebol.

Art. 6º
Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 10 de outubro de 2013;

192º da Independência e 125º da República

DILMA ROUSSEFF

Manuel Dias

Aldo Rebelo

Luís Inácio Lucena Adams

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– A curiosa possível desclassificação das melhores seleções dos últimos 4 anos e a “classificação do árbitro de vídeo”.

Pense: o atual vice-campeão do mundo e atual terceiro colocado (Argentina e Holanda), o atual campeão da Europa (Portugal) e o atual campeão da América do Sul (Chile), podem estar fora da Copa do Mundo da Rússia, dependendo dos resultados da derradeira rodada das Eliminatórias. Alguns, é verdade, já jogam sem chances. Mas a questão é: o período entre 4 anos de um Mundial para o outro, faz com que uma geração inteira “descambe” ou não participe de uma Copa?

O que aconteceu com a Holanda nesse período, de quase-finalista à excluída? E o Chile? E a vice-campeã mundial de Messi e Cia?

O curioso é que o time que deu o maior vexame da Copa 2014, o Brasil (ou vai me dizer que tomar 7 em casa não é vexame?) foi uma das primeiras Seleções a garantir o passaporte para a Rússia.

Como entender o futebol, se não pela ciência e por um pouco de paixão?

Em tempo: a novidade maior da Copa seria o árbitro de vídeo. Leio muita coisa que deixa em dúvida a participação dos instrumentos tecnológicos em 2018. Talvez o VAR ainda esteja se classificando também… Motivo? Confiabilidade nos procedimentos!

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– É profissional ou é torcedor? Sobre Neymar, Jogadores e Árbitros: 

Se um árbitro de futebol declarar o seu “time do coração”, por mais independente e honesto que ele seja, a carreira estará encerrada por motivos óbvios. Alguns, pós-carreira, declaram. Outros, como eu, ficam apenas com a paixão pelo seu time do Interior (a minha pelo glorioso, sofrido e querido Paulista de Jundiaí). Muitos (como eu, de novo faço questão de citar) perdem a paixão pelo time grande e passam a torcer pelos amigos que apitam ou pelos que jogam, mas sem comprometer com a lisura do seu trabalho. 

O jogador de futebol idem! Imaginaram se no começo da carreira, Sócrates se declarasse santista? Só o fez ao final do seu período profissional, e isso nada abalou o símbolo máximo da Democracia Corintiana que ele se tornou. 

Marcos Assunção comia a grama pelo Palmeiras, mesmo se declarando santista no seu último ano como atleta. E por aí existem outros exemplos. 

Mas agora temos um exemplo de jogador em atividade que assume seu time: Neymar confessou ser palmeirense. Faz isso na condição de ídolo global, jogando pelo PSG, sem estar envolvido com os clubes locais. Na atual conjuntura, ele “pode” fazer isso

A questão é: estando em pendenga financeira com o Santos FC, deveria declarar seu time neste momento?

É para pensar…

A propósito, o Uol.com montou a Seleção Brasileira com os times dos jogadores convocados. Teria acertado? Abaixo:

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