– De novo a CBF promete usar o árbitro de vídeo em breve? Eu duvido!

O presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Cel Marcos Marinho, falou que não vai punir o árbitro adicional Eduardo Tomás de Aquino Valadão pelo erro em Corinthians 1×0 Vasco (veja aqui sobre o lance: https://is.gd/9fTZ2N) pois “ele estava concentrado em ver se a bola entrou ou não” (segundo relato do UOL, em: https://is.gd/WPThUw). Por tal motivo, segundo o Coronel, ele não conseguiu ver o momento da finalização do Jô.

Que infelicidade na fala! Chega a ser patético, pois se são coisas simultâneas (entrou ou não com o braço ou não), como dissociá-las? Certamente deve ter falado sem pensar por conta da pressão que deve estar sofrendo de Marco Polo Del Nero. Aliás, o presidente Del Nero recebeu nesta segunda-feira a visita de Eurico Miranda, o presidente do Vasco, e devido as reclamações vascaínas resolveu determinar a instalação do VAR no Brasileirão imediatamente, de acordo com a ESPN Brasil (aqui: https://is.gd/EIxFJh).

Quer dizer que depois de diversos adiamentos e enrolações (veja o cronograma em: https://is.gd/PfZVwG), o Cel Marinho, que havia prometido que em 2019 o VAR estaria implantado, deverá adiantar em 15 meses o tempo por ordem de quem verdadeiramente manda, o Marco Polo?

O EQUÍVOCO – como é que numa etapa do torneio, um determinado time X perde para o time Y por erro de arbitragem, mas no jogo do outro turno ele hipoteticamente poderia estar ganhando do mesmo time Y (também por erro de arbitragem), só que a existência do recurso tecnológico faz com que ele não se beneficie?

Não é defender a injustiça, mas as mesmas condições e variáveis do jogo ao longo do mesmo campeonato são indiscutíveis. Em campeonatos de fase mata-mata / eliminatória, se pode implantar algumas mudanças. Mas em pontos corridos, a regra deve ser a mesma no torneio todo.

Um registro pessoal: é mais um anúncio de Marco Polo que não se pode crer, já que é useiro de tais engodos. Eu acho que ele deveria ir pessoalmente a Europa para ver como os europeus trabalham a arbitragem. Aliás, por quê ele não viaja, não?

Curioso…

Sabe o que está parecendo? Aquele patrocínio da Crefisa na camisa dos árbitros (proibido pelas normas da FIFA, já que um árbitro não pode ser patrocinado por empresa de interesse / negócio em outro clube). Tentou-se fazer vista grossa, mas a regra teve que ser cumprida.

Alguém acredita que a FIFA vai deixar utilizar OFICIALMENTE a tecnologia, no meio de um campeonato profissional em andamento?

Eu duvido (e modestamente tenho acertado em duvidar, desde 2015…).

Em tempo: fazer o uso das imagens da emissora que transmite os jogos da TV aberta é indevido! Dá a possibilidade de que se crie a idéia de que os times de maior audiência possam ser favorecidos. Pior ainda é ventilar a questão de implantar em apenas alguns jogos da rodada – e na reta final, todos são importantes. Não vale dizer que o regulamento permite, pois seria, comparando abruptamente, “inconstitucional”.

RESUMINDO: não deve usar as imagens da TV Comercial (tem que ser independente), tem que estar em todos os estádios (não vale ter em determinado estádio e em outros não) e deve ser em TODO O CAMPEONATO (não só em algumas rodadas, deve contemplar o início e o fim). Qualquer coisa que se especule sem essas condições, sugiro que os clubes denunciem à FIFA!

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– A polêmica do Gol de Jô em Corinthians 1×0 Vasco e pitacos de Vitória 1×2 São Paulo

Muitas reclamações contra a arbitragem (novamente) no Campeonato Brasileiro. Vamos a dois jogos com “chiadeira maior”?

EM ITAQUERA…

Na Arena Corinthians, o Timão enfrentou o Vasco e venceu por 1×0. Bastante polêmica sobre um pênalti que o árbitro Elmo Resende, de Goiás (militar, com 42 anos, de tantos outros erros na carreira, mas prestigiado) não marcou sobre Jô. Porém, a maior reclamação foi quanto ao gol do próprio Jô, que decidiu a partida. Hora de discuti-lo?

Eu assisti o lance por 3 imagens:

  • A primeira, no momento da transmissão e que saiu o gol, pareceu-me que o gol foi de cabeça e a bola sem intenção bateu no braço de Jô e entrou. Se realmente fosse isso, o gol era legal (afinal, é movimento natural dos braços, pois ninguém pula com as mãos grudadas ao corpo). Claro que é curioso, mas seria um gol legal de mão (involuntária, é lógico).
  • A segunda, da linha de fundo, onde se vê que o AAA1 Eduardo Tomaz de Aquino Valadão está atento e não se manifesta. Repare que ele está com a trave encobrindo sua visão, mas falha ao se comportar roboticamente, como um cone, sem dar uma “mexidinha no pescoço” para se posicionar melhor. O bandeira 1 Fabrício Vilarinho da Silva nada podia fazer, pois tinha a distância lhe atrapalhando e o próprio AAA1 na frente dele, impedindo a visão. Se o árbitro estivesse melhor posicionado, salvaria o lance. Obs: Sou a favor da utilização do Árbitro Assistente Adicional do modelo europeu, com árbitros mais competentes, atuantes e do outro lado da linha de meta. É burrice mantê-los na mesma reta dos bandeiras, eles tem que estar do lado oposto, como é feito na Europa.
  • A terceira, fundamental para reconhecer que o gol foi ilegal mostrada da esquerda do ataque do Corinthians, mostrada pela Sportv, onde claramente se vê que após Jô furar o cabeceio ele ajeita deliberadamente a bola com o antebraço (e a Regra 12, Infrações e Indisciplinas, que fala do uso indevido das mãos na bola, considera MÃO as mãos, braços e antebraços). A minha dúvida é: aquela bola foi tocada propositalmente sem ter ultrapassado totalmente a linha de meta? Não vi nenhum “tira-teima” nessa linha reta, embora me pareceu que a bola não tinha entrado no gol. Errou a arbitragem em lance decisivo.

NO BARRADÃO…

O árbitro paranaense Rodolpho Toski Marques, que já é da FIFA mesmo sem ter apitado grandes partidas com ótimas atuações, mostrou dois estilos: no 1o tempo, amarrou a partida, picou o jogo. Encostou, ele dava falta. E os jogadores, espertamente, cavavam “faltinhas” ao menor contato físico ao perceber a “mensagem dada pelo juizão”, de que “tocou, apitou“. Só que no segundo tempo, provavelmente alertado por alguém da má conduta da partida, desandou a deixar o jogo correr! É 8 ou 80? O que é isso?

O detalhe que me surpreendeu é que no segundo tempo, numa dividida de Júnior Tavares, ele não atinge significativamente seu adversário que pula para cabecear a bola. Há o leve contato físico, mas não faltoso. Eis que na Globo o ex-árbitro Paulo César de Oliveira, meu colega que tanto trabalhamos e respeito muito, disse ter sido pênalti. Cléber Machado, visivelmente estranhando, ainda pondera: “mas como foi pênalti se ele ainda sobe e cabeceia a bola?”… Aqui vai um conselho ao PC: em jogos que se comenta com TV, faça como o Gaciba: espere a repetição do lance para comentar com mais precisão, sem precisar teimar com a imagem. Afoito em responder, pode se complicar. Eu, que comento na Rádio Difusora, ou o Godoi na Rádio Transamérica, sabemos como o quão é importante acertar na avaliação; mas na TV, é muito mais fácil.

CONSIDERAÇÕES FINAIS:

A Meritocracia e a Gestão da Arbitragem são ruins. Desde que Marco Polo Del Nero trouxe seu homem de confiança, o Cel Marcos Marinho, não se viu nenhuma mudança na administração da arbitragem. Aliás, lembremos-nos: Sérgio Correa da Silva, o ex-chefe da arbitragem e que virou Diretor de Desenvolvimento do Árbitro de Vídeo da CBF, disse em 08 de março de 2016 que o VAR (video arbitro referee) estaria no Brasileirão daquele ano, adiando por diversas vezes o projeto com N desculpas. Na oportunidade, dissemos nesse espaço que era “diálogo flácido para acalentar bovino” (conversa mole para boi dormir), pois era apenas uma demagogia criada para tirar o foco dos problemas da CBF. Eis que de em todas as datas propostas parta a implantação, não se fez nada.

Importante – MAS NÃO ADIANTARÁ A TECNOLOGIA DO ÁRBITRO DE VÍDEO SE NÃO EXISTIR A COMPETÊNCIA NECESSÁRIA PARA JUÍZES E CARTOLAS, QUE A COMANDARÁ!

Se desejar o histórico dos adiamentos, clique aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/02/18/comprovada-a-mentira-do-var-que-ha-1-ano-a-cbf-disseminou/

Enfim, ouço muitas críticas de que Jô, beneficiado pelo Fair Play de Rodrigo Caio, deveria fazer o mesmo quando fosse possível. Mas em quantos lances ele já não teve oportunidade de “devolver a gentileza” e não fez? O do jogo de ontem só repercutiu tanto pois foi erro decisivo da arbitragem.

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– A Polêmica Regra da Comunicação em Campo

Sobre comunicação extra-campo com atletas, em questionamento ao amigo Edson via email, respondo com uma republicação do meu blog. Abaixo:

Tudo começou com Vanderlei Luxemburgo, então treinador do Corinthians, na final do Campeonato Paulista de 2001: Corinthians x Santos jogaram e descobriu-se que Luxemburgo orientava o meia Ricardinho através de um ponto eletrônico escondido em seu ouvido. Era permitido ou proibido?

Ninguém sabia, pois a Regra nada dizia. Dias depois, em uma reunião da International Board (o Organismo que é “dono” das Regras do Futebol) determinou-se que seria proibida a comunicação eletrônica entre treinador e jogadores durante a partida.

Recentemente, passou a ser fato comum a comunicação via celular entre treinadores e seus assistentes via celular. O próprio Luxemburgo, certa feita, assistia o 1o tempo das partidas nas arquibancadas, conversava com seu assistente via rádio e depois dirigia a equipe no 2o tempo no banco de reservas.

Após os estudos de uma equipe de força-tarefa da FIFA em 2011 (grupo formado por ex-atletas e estudiosos do futebol, que visa trazer sugestões), reforçou-se textualmente com a redação da orientação na Regra 4 (Equipamento dos Jogadores):

Os árbitros proibirão o uso de radiocomunicação entre jogadores e o corpo técnico”.

Mas aí veio uma nova modificação. Para 2013/2014, houve alteração do mesmo texto:

Os árbitros proibirão o uso de sistemas eletrônicos de comunicação entre os jogadores e/ou o corpo técnico”.

Aqui a alteração é mais profunda: a comunicação eletrônica por celulares ou rádios era proibida (portanto, a comunicação FALADA), mas nada impedia que a comunicação fosse REDIGIDA através de outro equipamento eletrônico “não sonoro” exceto os citados, como, por exemplo, via tablets ou notebooks. Onde estaria a proibição de que um treinador não poderia se comunicar com os atletas mostrando imagens e informações em um iPad com estatísticas em tempo real? Ou com informações de fora via email?

Agora, a proibição é EXTENSIVA A QUALQUER SISTEMA ELETRÔNICO DE COMUNICAÇÃO e não mais somente entre jogadores e treinadores, mas AMPLIADA ENTRE OS PRÓPRIOS INTEGRANTES DA COMISSÃO TÉCNICA. E um grande exemplo disso: José Mourinho costuma receber informações estatísticas on-line das partidas de seu assistente técnico via tablet, e as repassava através de bilhetinhos escritos a mão a seus jogadores. Isso (informação de fora), agora, não pode! Mas se o treinador quiser passar suas instruções por escrito em uma tecnologia rudimentar, como papel, somente com suas impressões pessoais, PODE!

Na sua última circular antes do início do Paulistão 2014, a FPF reforçou esse lembrete no capítulo 20 das suas orientações:

É PROIBIDO o uso de sistemas eletrônicos de comunicação entre jogadores e/ou comissão técnica. Exemplo: treinador para assistente fora do campo, conforme alt Regra 4, pg 29 do Livro de Regras.” [Lembro que não é só fora do campo, mas dentro também].

EXEMPLOS PRÁTICOS NO BRASIL

A primeira proibição (sem expulsão do integrante da Comissão Técnica), ocorreu por parte do árbitro gaúcho Jean Pierre Gonçalves na série B, no jogo entre América/MG x Paraná Clube (segundo semestre de 2013). Os treinadores Paulo Comelli e Dado Cavalcante, flagrados antes do jogo com rádios para conversarem com seus assistentes que estavam na arquibancada, tiveram que se desfazer dos aparelhos. Reclamaram, mas acataram.

Já o primeiro caso de expulsão valendo a nova orientação aqui no Brasil ocorreu no dia 28 de agosto de 2013, no jogo em que o Atlético Paranaense eliminou o Palmeiras da Copa do Brasil: o árbitro Ricardo Marques Ribeiro foi avisado pelo 4o árbitro Fábio Filipus de que o assistente técnico de Gilson Kleina, Fabiano Mazolla, usava um rádio comunicador no banco de reservas. Em um primeiro momento o quarto árbitro avisou da proibição e o assistente não obedeceu as ordens. Na sequência, o árbitro o expulsou. Na súmula, Ricardo Marques explicou que ele foi “expulso por uso de comunicação eletrônica após aviso da proibição”.

Outro caso ocorreu neste ano: Regis Angeli, assistente técnico do treinador Vágner Mancini, foi expulso pelo árbitro Flávio Guerra após aviso do 4o árbitro, ao perceber que este fazia uso do celular na partida entre Atlético Mineiro x Botafogo na rodada 19 pelo Brasileirão e que recebia informações da partida, repassando para o técnico.

Eu, particularmente, acho um retrocesso proibir a comunicação externa. Se o clube tem uma equipe técnica profissional e que se atenta a detalhes do jogo para ajudar o treinador, isso deveria ser uma evolução bem vinda ao futebol. Porém, entendo também o que os legisladores da Regra pretendem: se um árbitro não tem um celular para ligar a alguém com imagens e perguntar se foi pênalti ou não, seria desproporcional que treinadores tivessem essa informação privilegiada.

Resta aos mais espertos utilizarem alternativas. Imaginaram bolinhas de papel voando das arquibancadas com informação ao banco? E nas arenas européias, onde torcedores e comissões técnicas estão próximas: que tal a comunicação boca-a-boca, onde um torcedor assiste o jogo em tempo real via Web em som alto e “sem querer” o treinador escuta?

Alternativas criativas devem surgir! Ou você acha que não?

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– Na rodada com erros da arbitragem, a CBF analisou só os acertos. Pode, Sálvio?

Eu gostaria de ter escrito o texto que leio do ex-árbitro e atual comentarista Sálvio Spínola Fagundes, a respeito dos lances analisados pela Comissão de Árbitros da CBF e publicados em seu site. Foi perfeito em sua observação!

As decisões erradas dos árbitros da rodada não foram discutidas, só se fez perfumaria com os lances corretos!

Leia até o fim, vale a pena!

Imagine como a torcida do Palmeiras deve estar feliz com esses Comandantes do Futebol…

Abaixo, extraído de: http://espn.uol.com.br/post/726686_para-cbf-arbitragem-da-rodada-foi-perfeita-so-faltou-analisar-o-que-deu-errado?utm_content=buffer26226&utm_medium=social&utm_source=twitter.com&utm_campaign=buffer

PARA CBF, ARBITRAGEM DA RODADA FOI ‘PERFEITA’; SÓ FALTOU ANALISAR O QUE DEU ERRADO

Por Sálvio Spínola

Há algum tempo, sugeri neste blog que a CBF passasse a adotar o procedimento da Federação Mexicana, com análise de lances polêmicos no pós-rodada. Isso dá mais transparência e credibilidade para a comunidade do futebol e traz aprendizado com ilustrações didáticas. É assim no México.

Neste Campeonato Brasileiro, a CBF passou a adotar essa medida. Em seu site, ao término de cada rodada, divulga lances polêmicos com análise de profissionais técnicos.

Nesta rodada 23, a CBF fez análise em três jogos, considerando acertos dos árbitros, veja aqui.

Lógico que muitos lances estão na esfera interpretativa e muitas vezes os próprios instrutores de arbitragem não chegam ao consenso sobre determinado lance, como no possível pênalti no Atletiba, onde os profissionais da CBF consideraram que Rildo ocupou o espaço, indo de encontro ao adversário e não caracterizando a falta/pênalti.

No mundo da arbitragem não há consenso sobre este lance – na minha interpretação foi pênalti, o atacante do Coritiba tem a bola para ser jogada e é chutado.

Mas o que não dá para aceitar é a análise em três jogos, quatro lances, e todos com acerto.

E o jogo Atlético-MG x Palmeiras, não mereceria uma análise das grande decisões tomadas?

Sálvio analisa lance de expulsão de Luan: ‘Foi o grande absurdo da arbitragem do Vuaden’

E o pênalti marcado no Atletiba, não vale explicar?

E o pênalti com cartão vermelho para Jucilei, não poderia ter uma análise mais técnica?

Sálvio concorda com pênalti a favor da Ponte e também com a expulsão de Jucilei: ‘Faz o bloqueio e evita o gol’

Para a CBF, nenhum desses lances são importantes, melhor explicar a linha do impedimento no gol do Santos.

A iniciativa perde o objetivo principal: a transparência.

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O árbitro Leandro Pedro Vuaden foi pivô de polêmica no jogo Atlético-MG x Palmeiras

– Parabéns ao Árbitro de Futebol

… e também ao de vôlei, basquete, críquete, pólo-aquático… É dia do Árbitro Esportivo!

Orgulho-me de estar incluído nesta lista. Afinal, uma vez árbitro, sempre árbitro!

Feliz 11 de setembro, nosso dia! Que tenhamos o que comemorar e que nessa data nossas mamães sejam poupadas.

– Pitacos das arbitragens envolvendo os 5 paulistas na última rodada do Brasileirão 2017

Comecemos pelo clássico Santos 2×0 Corinthians: muito boa arbitragem de Raphael Claus, cada vez mais maduro e experiente em seus jogos. Aliás, felizmente a bolinha caiu a favor da boa escala, e sobre isso escrevemos pré-jogo aqui: http://wp.me/p55Mu0-1FY . Mas nesta partida, se existisse ainda o prêmio do antigo Motorádio ao melhor em campo (curiosamente a Rádio Jovem Pan premia com um Motorola), ele iria para a assistente 2 Tatiane Saliciotti Camargo. A moça acertou o dificílimo lance da anulação do gol do Santos FC (embora criticada pela demora em levantar a bandeira, mas fez o correto: esperou definir se outro jogador não alcançaria a bola, atendendo as novas recomendações da regra), além de validar o rápido e complicado lance do 2o gol do Peixe no final do clássico. E aqui relembro dois lances, do céu ao inferno, em que falamos bastante sobre a querida Tati: um outro acerto espetacular na Vila Belmiro (vide aqui: http://wp.me/p4RTuC-9P), e um erro grosseiro cometido há 100 dias (vide aqui: http://wp.me/p55Mu0-1tw), mostrando que a falha da bandeira foi uma exceção ao seu costumeiro bom trabalho.

Vamos a São Paulo 2×2 Ponte Preta: nessa partida escrevemos uma postagem própria, exaltando os acertos do veterano árbitro Marcelo de Lima Henrique, em 2 lances importantes. Para os amigos que não leram, cliquem aqui: http://wp.me/p55Mu0-1Fz

Não assisti na totalidade o jogo Atlético Mineiro 1×1 Palmeiras, mas vi um lance para expulsão de Valdívia (que não recebeu cartão vermelho) e muita reclamação do Palmeiras. A verdade é que o gaúcho Vuaden, que apitou a partida, após suas lesões, retornos e “sumiço” em competições internacionais, parece que retrocedeu na carreira (infelizmente). Quero crer que é somente uma má fase, pois sabe apitar mas vem fazendo uma péssima temporada.

Gostaria de citar 3 nomes: Anderson Daronco, o tão badalado árbitro que respeito muito (olha o tamanho do cara!), mas sempre o comparei ao Pierluigi Colina, e explico: Colina era educado, respeitado e querido; embora, sejamos honestos, tecnicamente um árbitro comum (e pelo seu carisma e carinho dos jogadores para com ele, apitou a final da Copa do Mundo de 2002). Daronco é bom árbitro, sabe tirar proveito da sua força física, mas tecnicamente também é comum (vide a ruim atuação no Atletiba de ontem).

Dois árbitros que estavam fazendo um excelente campeonato e que eu particularmente os chamei de destaques da temporada: Flávio Rodrigues de Souza e Igor Benevenuto (vide outras postagens desse blog sobre eles) me parecem mal aproveitados nesse momento do Brasileirão. O que estaria acontecendo?

Em tempo: há dias a CBF está promovendo vários cursos de aperfeiçoamento de árbitros em Águas de Lindoia, com relativo custo, trazendo Jorge Larrionda (aquele mesmo da confusão de mão na bola / bola na mão, ocorrida logo que houve a alteração da Regra do Jogo). Além de falar aos árbitros, está formando instrutores… De uma lista que vi, há alguns que foram até mesmo punidos recentemente como árbitros. Vá se entender…

MERITOCRACIA: é a palavra-chave necessária em qualquer atividade!

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– Sobre a escala do árbitro Claus para Santos x Corinthians

O bom árbitro Raphael Claus apitará o jogão entre Peixe x Timão. Mas um detalhe curioso: até agora a Comissão de Árbitros da CBF insistiu em, na quase totalidade dos clássicos, escalar árbitros de outros estados em confrontos regionais.

Depois de muita reclamação das diretorias de Santos e Corinthians junto à CBF (por conta de erros de arbitragens em seus jogos), o critério parece ter mudado e a bolinha, por conspiração dos astros do Universo, felicitou a sorte (após um longo tempo)  de sair no sorteio um árbitro paulista para clássico paulista.

O que será que mudou na cabeça dos cartolas, não?

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– A expulsão correta de Mané!

Viram que jogaço do Manchester City contra o Liverpool? Cinco a zero para os Citizens contra os Reds, com mais uma grande atuação do menino Gabriel Jesus.

Mas o lance do jogo foi a jogada na qual o goleiro brasileiro Ederson (MCity) vai defender a bola e o adversário Sadio Mané (Liv) tenta roubá-la. A sola do atacante atinge o rosto do arqueiro que precisa ser levado ao hospital. Mané recebeu cartão vermelho, e o seu treinador, o alemão Jurgüen Klopp, reclamou que foi um lance “somente” imprudente.

Nada disso, ali foi força excessiva, sendo merecedor de cartão vermelho. A altura que ele levanta a perna e como ele atinge certeiramente o rosto com as travas da chuteira não permitem dizer que “foi sem querer”. Expulsão corretíssima!

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– Os dois lances reclamados em São Paulo 2×2 Ponte Preta

Boa arbitragem do árbitro carioca Marcelo de Lima Henrique, com duas situações polêmicas, e por que não, didáticas. Vamos a eles?

1 – O gol de Bruno Alves

Estando no ataque, o zagueiro Bruno Alves (SPFC) aguarda uma bola que vem pelo alto para cabecear. O goleiro Aranha (AAPP) sai do gol para tentar espalmá-la e não chega a tempo, permitindo que o são paulino faça o gol de cabeça. Na sequência, Aranha reclama de falta pois estava fazendo a defesa.

Houve falta ou não?

Não! O que existe é que quando o goleiro salta numa bola e está na iminência de agarrá-la, não pode sofrer uma dividida/ tranco de algum adversário que tente disputá-la. Ali foi o contrário, é Bruno Alves que está tentando cabecear e Aranha quem bobeia, saindo atrasado.

2 – A expulsão de Jucilei

Esse é um lance que alguns amigos me perguntaram se, com as novas orientações das Regras do Futebol, não seria Cartão Amarelo ao invés de Vermelho.

Não é. O que mudou é o seguinte: quando um jogador evita uma situação clara e iminente de gol EM DISPUTA DE BOLA DENTRO DA ÁREA (ou seja: tentando roubar do adversário, dando um carrinho que atinge o oponente ao invés da bola por errar a jogada, ou ainda um lance imprudente), não é mais Vermelho, mas sim Amarelo a ser aplicado e tiro penal a ser marcado. Nas situações em que não há disputa de bola (Agressão, Uso indevido das Mãos na Bola, e outras situações diversas), mantém-se a orientação antiga: Cartão Vermelho Direto e Tiro Penal.

Um detalhe bacana: apesar da idade acima da média dos árbitros do Brasileirão (talvez o mais velho do quadro), Marcelo de Lima Henrique correu bastante e usou da sua experiência para ter uma ótima atuação. Parabéns a ele!

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– Flamengo 1×1 Cruzeiro e o gol em impedimento. Não dá para crucificar…

O que foi mais relevante para o placar acabar em 1×1 no primeiro jogo da final da Copa do Brasil 2017: o erro do goleiro flamenguista ou o erro do bandeira no gol impedido contra o Cruzeiro?

Difícil avaliar. O goleiro falhou, é fato. A arbitragem também, mas aqui cabem algumas considerações:

O árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro não poderia chamar a ele o lance de impedimento do jogador flamenguista, pois não tinha ângulo. Já o bandeira Bruno Rizzo Salgado estava totalmente encoberto por um jogador do Cruzeiro e não viu o toque que deixou o marcador do gol em impedimento.

Sabe quem ajudaria a arbitragem a salvar o lance e marcar corretamente o impedimento? O árbitro de vídeo (VAR)! Esqueça o assistente adicional da linha de fundo (AAA), ele não teria a percepção rápida do lance e estão pessimamente treinados.

Errou a arbitragem, mas aqui se pode dizer: um erro de lance muito difícil…

Ops: Alguém perguntou sobre “Goleiro tirar ou não impedimento”. Sobre isso, explico aqui, em um texto de outro jogo que mas que vale a situação, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/08/30/rebote-de-goleiro-tira-impedimento-o-gol-de-ganso-em-spfc-3×0-ponte-preta-foi-legal-ou-ilegal/

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