– A pegadinha sobre o Gol de Mão!

Parece pegadinha. E ‘é’; e ao mesmo tempo, ‘não é’.

Claro que centroavante não pode fazer gol com a mão de propósito. Um gol de mão só valeria se fosse marcado sem intenção: ou seja, bola cruzada, bate despropositalmente no braço/mão do atacante e entra. Nessa circunstância (sem intenção), tudo bem.

Mas há uma possibilidade: Gol de goleiro.

Repararam que a gente automaticamente pensa em jogador de linha? E com o goleiro existe a hipótese (dificílima de se concretizar) de um gol de mão proposital acontecer: o arqueiro de uma equipe lança com força a bola para o ataque (fazendo uso das mãos), ela atravessa o campo e cai na outra área; o goleiro adversário dá uma bobeada e a bola entra. Gol. E gol de mão!

Sabem quando isso vai acontecer em um jogo oficial? NUNCA. Ou melhor: a chance existe, embora seja ínfima.

fut.jpg

Anúncios

– O Pilhado Futebol Brasileiro

Na semana passada, muita chiadeira pelo garoto Vinícius Jr ter comemorado seu gol fazendo um gesto de chororô. Bobagem.

Nesta semana, no Mato Grosso do Sul, o atleta do Operário agrediu com socos um gândula por ter comemorado o gol do Comercial.

No BA-VI, em Salvador, cenas ridículas: o valentão goleiro Fernando Miguel quis ser justiceiro após o jogador Vinícius comemorar seu gol no gesto do “Créu” contra o seu time (comemoração costumeira dele, assim como Henrique Dourado tem a de Ceifador ou Pelé socava o ar). Durante a briga generalizada, o covarde Kanu deu dois socos em um adversário imobilizado.

As 3 perguntas que ficam são:

1. Impera o amadorismo, ao invés do profissionalismo dos atletas? Estão pilhados demais e perderam a noção dos limites da razão?

2. Como cobrar a paz entre os torcedores e o fim de torcidas únicas? Teremos que ironizar e realizar jogos com times únicos dentro de campo?

3. O que a cartolagem tem feito contra isso?

Uma pena que os protagonistas do futebol brasileiro hoje são meros alienados que se importam com as provocações em redes sociais e se doem por qualquer coisa.

Em tempo: parabéns ao árbitro Jailson Macedo! Tem que expulsar todo brigão mesmo, sem passar a mão na cabeça de jogador indisciplinado.

 

– O Grande erro da Imagem para o Vídeo-Árbitro na partida Huddersfield 0x2 Manchester United

Na vitória do Manchester United contra o Huddersfield pela FA Cup, neste sábado, uma grande vacilada da equipe que cuida da parte tecnológica e que prejudicou a orientação do árbitro de vídeo – prejudicando, por tabela, o jogo.

O atacante espanhol dos Red Devils, Juan Mata, marcou um gol em posição duvidosa. Eis que o VAR comunicou ao árbitro principal que existia impedimento e este acatou a informação. Entretanto, a imagem com linhas sobrepostas foi colocada de maneira errada sobre o gramado, totalmente torta e iludindo na tomada de decisão.

Aqui no Brasil, esses erros também acontecem (mesmo sem VAR), nas transmissões de TV. Eu me recordo de 3!

Veja a marcação de impedimento equivocada do Tira-teima da Globo em 2015 no Palmeiras x Flamengohttps://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/02/08/e-o-tira-teima-da-globo-errou-de-novo/

Até na Copa do Mundo isso aconteceu. Lembram de 2014 do lance de Fred em Brasil x Camarões? Aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2014/06/24/voce-confia-no-tira-teima-da-fifa-e-no-da-globo/

Por fim, algo tão “cabeludo” quanto isso foi o erro em 2013, na partida entre Internacional x São Paulo, também envolvendo erro com a linha do impedimento. Em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2013/10/27/analise-da-arbitragem-de-internacional-x-sao-paulo/

Abaixo, a imagem citada na FA Cup de ontem (não é fake ou montagem, é imagem verdadeira da cabine do vídeo-árbitro):

JUAN MATA

– A Identidade de Gênero nos Esportes

A “Identidade de Gênero” está em alguma das 17 regras do futebol ou não?

Não. Nem adianta querer alegar que no “cara-crachá” o árbitro vai questionar tal situação.

No esporte em geral, tem sido muito discutida a situação dos atletas transgêneros. Em especial, no voleibol, onde a atleta Tiffany tem se destacado na Liga Nacional de Vôlei Feminino, gerando protestos de suas adversárias (não por sua opção sexual, mas por sua fisiologia, pois ela jogava voleibol masculino até há pouco tempo). Por ter um corpo originariamente masculino, Tiffany tem mais vantagem nos lances de força no esporte.

Agora, na Austrália, um atleta do handebol masculino fez a opção de mudança de gênero e jogará futebol feminino, gerando muita polêmica por ter sido autorizado apesar da clara diferença física.

É estranha tal situação: as mulheres lutaram tanto tempo pelos seus direitos e agora devem dividir espaço com os homens? Ao mesmo tempo, nenhum transexual tem migrado na relação contrária: mulheres indo para as modalidades masculinas após mudarem o gênero para homens.

Eis, abaixo, a jogadora Hannah Mouncey (na Internet, tem sido chamada jocosamente de He Man):

Extraído de: http://www.lance.com.br/mais-esportes/mulher-trans-autorizada-jogar-liga-feminina-futebol-australiano.html

MULHER TRANS É AUTORIZADA A JOGAR NA LIGA FEMININA DE FUTEBOL AUSTRALIANO

Mais uma mulher transsexual foi autorizada a disputar um esporte na liga feminina, desta vez, Hannah Mouncey, atleta de futebol australiano, foi autorizada pela Federação Australiana de Futebol e poderá disputar o campeonato nacional da segunda divisão. A jogadora anunciou a decisão da federação nesta quarta-feira, no Twitter.

Estou feliz com a decisão e espero jogar esta temporada. Não vou agradecer a Federação, acho que seria totalmente inapropriado fazer isso por me autorizar a fazer algo que qualquer australiana pode fazer – disse Mouncey.

Hannah Mouncey jogou handebol com homens no passado e em 2015 começou o processo de mudança de gênero. Quando tentou se inscrever para a liga feminina de futebol semi-profissional ( sigla em inglês: AFLW), Hannah viu seu pedido negado. Segundo a AFLW, a decisão de rejeitar foi tomada por conta do porte físico da jogadora, que possui 1,90 m de altura. Vários clubes da modalidade, que pode ser considerada uma variação do rúgbi praticado na Austrália, demonstraram interesse em contratar a atleta.

bomba.jpg

– Um doador pouco anônimo! Que tal imitá-lo?

Sempre ouço muita gente falando da vaidade do jogador português Cristiano Ronaldo. Sobre ele olhar nos telões frequentemente, de supostamente ser arrogante e outras coisas que aparecem nas revistas de fofoca, incluindo sua sexualidade..

Ok. Faz parte do mundo das celebridades. Eu acho CR7 e Messi os dois grandes nomes do futebol dos últimos 10 anos (e isso logicamente é indiscutível, vide os vencedores da “Bola de Ouro” desta década).

Mas um detalhe bem bacana que extrapola o futebol jogado, a regra aplicada ou as táticas discutidas: Cristiano Ronaldo é embaixador mundial para a causa da Doação de Sangue!

Leia sobre isso, abaixo – e se você que está se sensibilizando, independente de ser torcedor, juiz, jogador ou simplesmente um leitor: IMITE O PORTUGUÊS!

Extraído de: https://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2016/02/12/o-lado-heroi-de-cristiano-ronaldo-alem-de-dinheiro-doa-sangue-e-medula.htm#fotoNav=1

O LADO HERÓI DE CRISTIANO RONALDO: ALÉM DE DINHEIRO, DOA SANGUE E MEDULA

Quando não aparece pelos gols, Cristiano Ronaldo costuma ser notícia por seus romances, pelas campanhas publicitárias que protagoniza ou pelas excentricidades típicas de um milionário. Mas o português também tem um lado “herói” que até o impede de fazer tatuagens: a doação de sangue e medula óssea.

Pelas fotos do atacante, é possível notar que ele não tem nenhuma tatuagem aparente. O motivo, segundo os jornais creditam a uma declaração de CR7, é não atrapalhar sua rotina como doador. Os prazos variam para cada país, mas quem faz uma tatuagem geralmente deve esperar entre seis meses e um ano para fazer uma doação.

“Todos podemos fazer a diferença doando sangue. Cada doação pode beneficiar até três pessoas em situação de emergência e ajudar nos tratamentos médicos de longo prazo”, argumenta o atacante, cada vez mais usando sua fama para divulgar campanhas dessa causa.

Além de se dizer doador de sangue frequente, Cristiano Ronaldo também é cadastrado como doador de medula óssea. E sua primeira participação nesse sentido aconteceu em 2011, quando quis ajudar o filho de Carlos Martins, seu ex-companheiro de Sporting e seleção portuguesa.

“Carlos estava conosco na seleção e comentou sobre o problema de seu filho, que precisava de um transplante [de medula]. Os jogadores demonstraram grande solidariedade. Muitos pensam que é algo difícil de fazer, mas é simples e não dói. Podemos ajudar muita gente, principalmente as crianças”, defendeu o português.

Eleito no ano passado na Europa como o jogador de futebol que mais abraça causas sociais, incluindo destinando dinheiro a pessoas e entidades, Cristiano Ronaldo participa de iniciativas para fazer mais gente doar sangue. Ele, por exemplo, é o primeiro embaixador global da “BeThe1Donor” (“seja um doador”, em tradução livre), voltada para incentivar os jovens. Até alguns jogadores do Real Madrid ele já tentou convencer. Tudo graças a esse seu lado “herói”.

– Qual é o melhor time de futebol do mundo hoje?

Eu estava trabalhando e vi apenas partes do jogaço entre Real Madrid x PSG. Vi a bolada no “escutador” do árbitro que o deixou grogue (erro de posicionamento…). Fora isso, que espetáculo! Aliás, chegamos definitivamente à era das torcidas globalizadas, pois muita gente se mobilizou para assistir a partida. Os jovens têm uma camisa de clube internacional e às vezes não tem o do seu time nacional. Novos tempos que, gostemos ou não, teremos que aceitar (para minha geração: UM PECADO; mas isso é outro papo…).

O certo é que os milhões de euros, a expectativa criada e o número de craques em campo faz com que alguns clubes sejam mais poderosos que as seleções de muitos países. Ou não?

Veja o elenco do Real Madrid. Ou o do PSG! Se fossem uma “nação”, disputariam ou não um título de Copa do Mundo?

Aliás, qual a melhor equipe do mundo hoje?

Se é Real ou PSG, não sei. Na discussão tem também o Barcelona de Messi. Mas o melhor time do mundo hoje, na minha humilde opinião, é o Manchester City de Pep Guardiola.

Tem cara jogando mais bola no planeta hoje do que o belga De Bruyne? E o Aguero, voltando aos tempos de matador indiscutível? Será difícil Gabriel de Jesus voltar como titular ao time…

Embeleza a TV ver jogo dos Citizens, que, para mim, estarão na Copa do Mundo de Clubes de 2018.

Assim, teremos o poderoso campeão da Champions League Manchester City enfrentando possivelmente o campeão da Libertadores da América, o __________ (complete o nome).

E para você: o que pensa sobre tudo isso? Deixe seu comentário:

bomba.jpg

– O Bullying sobre o Vídeo-Árbitro

Meus amigos estão carecas em saber sobre o que penso sobre a utilização do Árbitro de Vídeo (VAR) no Brasil e no Mundo (pois, inacreditavelmente, são cenários bem diferentes para o desenvolvimento e o propósito de seu uso nesses lugares “distintos”).

Um texto bem curioso sobre o VAR que compartilho abaixo:

(Escrito por Juca Kfouri na Folha de São Paulo do último domingo, postado pelo Blog do Paulinho em: https://blogdopaulinho.com.br/2018/02/11/abaixo-o-futebol-perfeito/)

ABAIXO O FUTEBOL PERFEITO

Jornalista britânico fica contra vídeo-arbitragem com argumentos do humor inglês

Recente artigo da revista inglesa “The Spectator” aborda a vídeo-arbitragem (VAR) com o sabor do peculiar humor daquelas bandas britânicas.

Quando o árbitro não tem certeza sobre algum acontecimento crucial no campo, ele convoca outro árbitro por meio de um fone de ouvido para ajudá-lo. O outro árbitro está a muitas milhas de distância, assistindo à partida na televisão. O árbitro paralisa o jogo e vai dar uma olhada numa tela de vídeo ao lado do campo. E ele e o outro árbitro, a todas essas milhas de distância, falam sobre o que veem por dois ou três minutos, enquanto a torcida fica entediada e a dinâmica do jogo se perde. Então, ele toma a decisão: errada! Ou talvez, quem sabe, a decisão certa. Uma decisão, enfim.”

Segue o articulista Rod Liddle, equivocado na humilde opinião deste que vos escreve, mas divertido:

“Acho que, em breve, as dúvidas serão levadas para um painel de especialistasOu, talvez, para um Tribunal Internacional de Justiça. Ou, ainda, em dia não muito distante, para representantes de Jesus Cristo, Buda, Maomé, todos colados a uma TV em um quarto de hotel em algum lugar, discutindo sobre se o talentoso, ou histriônico, atacante Mohamed Salah, do Liverpool, mergulhou ou foi derrubado na área: ‘Falta clara no meu livro’, diz Maomé enquanto pega um salgadinho. ‘Bobagem, você está sendo tendencioso’, responde Cristo, terminando sua lata de cerveja.”

E prossegue o jornalista:

“Porque, na verdade, é disso que se trata, é isso que o VAR realmente é: por um jogo, se transforma em deus substituto, com poderes acima dos mortais.É um apelo à onipotência porque, hoje em dia, muito dinheiro está envolvido no futebol para as decisões serem tomadas por apenas um solitário ser humano. As autoridades do futebol querem eliminar as dúvidas da vida. Só que sempre haverá dúvidas e não é um segundo homem com uma TV que mudará isso. Nem que olhe as coisas em câmera lenta, porque o jogo não é jogado em câmera lenta, a menos que você seja um fã do Manchester United. O movimento lento geralmente faz com que os carrinhos, as entradas por trás, pareçam muito piores do que realmente são, não importa quão experiente seja o observador. Estão tentando fazer o futebol perfeito, apesar de tantos de nós saborearmos suas imperfeições tanto quanto gostamos da sua habilidade, de sua magia. Sim, nós podemos nos relacionar com as imperfeições do futebol porque também temos as nossas.”

Por fim, apela:

“Parem de tentar fazer o futebol perfeito: seus erros é que o fazem tão divertido”.

Desnecessário repetir: apesar da graça do autor, que só faltou gritar “ódio eterno ao futebol moderno!”, o VAR chegou para ficar após resistir durante anos ao conservadorismo.

Sem deixar de dizer que, para muitos, o futebol é o esporte mais popular do planeta exatamente por recusar as novidades e a ânsia por justiça. O esporte não foi feito para ser justo, dizem, mas para ser emocionante.

Eis o desafio do VAR: fazer da espera pela decisão do tal deus, instantes tão emocionantes como aqueles antes da cobrança de um pênalti.

bomba.jpg

– O pênalti corretamente assinalado e a trolagem erroneamente disseminada.

Justiça seja feita: muitas vezes critiquei as razoáveis / ruins atuações do árbitro Adriano de Assis Miranda, mas ele foi bem no Morumbi na partida entre São Paulo x Bragantino. O Tricolor venceu o Massa Bruta com um gol de pênalti cobrado por Nenê.

Sobre o pênalti, corretamente assinalado no be-a-bá perfeito da arbitragem: próximo à jogada, no posicionamento correto em que o árbitro deve estar, Adriano percebeu que a perna do são-paulino foi atingida pelo chute do adversário de Bragança e a bola não foi adiantada para se crer em simulação. Aliás, o movimento dela é bem significativo, mostra que quem a conduzia foi interceptado e sua velocidade se mantém “à espera de querer ser chutada”. Enfim: todos os indícios para se marcar pênalti.

Se o jogo foi fraquinho dentro de campo, uma polêmica desnecessariamente criada ocorreu fora dele: a brincadeira do Canal a Cabo Esporte Interativo no qual há um veado para anunciar o começo do jogo no Morumbi. Isso provocou a ira dos torcedores nas Redes Sociais e virou um tremendo antimarketing para a emissora.

Em São Paulo, os mascotes dos clubes são confundidos por gozações de mascotes das torcidas impostos pelos adversários. O Santos tem a figura de uma baleia e o apelido é Peixe; mas os rivais ironizam como sardinha. O Corinthians é o Mosqueteiro, mas os adversários impuseram o termo gambá para a torcida. O Palmeiras, tradicional Periquito com a figura do papagaio Zé Carioca, tinha seus torcedores sarcasticamente chamados de Porco – e a torcida assumiu orgulhosamente o apelido e a bolinagem ficou sem sentido. O São Paulo, representado pelo santo homônimo com auréola e a batina com as faixas da camisa 1, tem como apelido jocoso recente atribuído de Bambi, em referência ao personagem infantil de Walt Disney que é um doce filhote de veado campeiro. Claro que o veado animal é para lembrar o termo pejorativo viado, que se refere aos homossexuais, querendo dizer que são-paulinos são “bichas”.

Evidentemente o torcedor do SPFC detesta essa brincadeira, que nos nossos tempos politicamente corretos se torna fruto de homofobia, caso algum homossexual queira se queixar fora do contexto inserido. Mas a grande pergunta é: será que se o São Paulo Futebol Clube tivesse acertado seus direitos de transmissão com o Esporte Interativo (como fizeram tantos outros clubes, deixando a Rede Globo de lado), a emissora colocaria esse “veadinho” nas Redes Sociais mesmo assim?
Trolagem de torcedores, se entende devido a realidade social (não quer dizer que concordo, mas entendo). Só que uma emissora de TV fazer isso gratuitamente é pisar na bola!

O SPFC divulgou uma nota repudiando. O EI pediu desculpas alegando erro de um funcionário. E você, o que pensa sobre tudo isso?

Leia as notas do time e da emissora, em: https://uolesportevetv.blogosfera.uol.com.br/2018/02/08/esporte-interativo-usa-meme-de-veado-em-jogo-do-sp-e-clube-lamenta-postura/

Abaixo a imagem do Twitter do canal:

bomba.jpg

– Não teremos Árbitro de Vídeo no Brasileirão 2018. E alguém achava que teríamos?

Era bola cantada: a CBF não queria o árbitro de vídeo no Brasileirão (na verdade, NUNCA QUÍS). 

Quando Marco Polo Del Nero criou o “Departamento de Desenvolvimento de Árbitro de Vídeo” e realocou Sérgio Correa da Silva, o ex-chefão do apito, para presidir essa nova seção, era visível que não queria perder seu homem de confiança que estava na Comissão de Árbitros até aquele momento. Trouxe então o Cel Marcos Marinho, outro braço direito dele, para mandar na arbitragem nacional, e assim poder ter o controle dos rumos da categoria (que é totalmente submissa à CBF, embora ela não reconheça os árbitros como funcionários).

A verdade é: há dois anos a CBF diz ser pioneira na idealização do Árbitro de Vídeo, prometeu por inúmeras vezes colocá-lo na ativa e fez isso para tergiversar outros problemas que realmente deveriam ser discutidos.

Nesta segunda-feira, ao propor que os clubes arcassem com as despesas do árbitro de vídeo, era lógico que teria a negativa das agremiações. E foi isso o que aconteceu: pelas enésima vez, adiou-se o árbitro de vídeo!

Quem acompanha nosso blog, está cansado de saber: a cada anúncio de VAR, dizemos que é mentira. E, de fato, tem sido.

Veja esse cronograma de mentiras proferidas faz tempo e entenda bem os motivos reais da não-implantação,

em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/01/17/o-blablabla-do-arbitro-de-video-brasileiro-sobrara-para-os-clubes-pagarem-a-conta/ 

bomba.jpg

– O gol irregular do Peixe no Palmeiras 2×1 Santos: o que fazer?

Fui questionado por amigos se o erro no lance que culminou no gol santista no “Clássico da Saudade”, jogado na Allianz Arena neste domingo, era evitável ou não.

Para quem não viu, uma bola saiu à direita do goleiro Jailson, portanto no trecho oposto da linha de meta do árbitro assistente 2 Daniel Luís Marques e à frente do árbitro Flávio Luís de Souza. A arbitragem não marcou essa saída de bola e na sequência o Santos FC, que perdia da SE Palmeiras por 2×0, diminuiu.

Das câmeras do alto, parece fácil tal marcação, mas de dentro do campo, não é. Avalie:

  1. O bandeira tem que estar na linha da bola ou do penúltimo adversário (o que “dá condição” em caso da existência de impedimento). É impossível ele acompanhar a linha da bola concomitante e instantaneamente ao chute e à ultrapassagem dela pelo defensor. Só a alcançará quando a bola perder velocidade, e ainda assim é do seu lado contrário. Seria muito complicado Daniel Luís Marques ver e ter certeza se saiu ou não.
  2. O juiz estava bem posicionado no lance, fez certinho o “be-a-bá” naquela situação. O problema é o sem-número de jogadores à sua frente e a rapidez da recuperação da bola, fatos nos quais Flávio Rodrigues de Souza é prejudicado em seu campo de visão.

Concordo que dirão que a arbitragem não deve errar. Claro que não deve e nem pode! Mas os erros acontecem e, no caso desse, é o chamado erro “entendível, aceitável, não-condenável” à equipe de árbitros.

Sabe o que resolveria isso? Os antigos AAA (Árbitros Assistentes Adicionais da linha de fundo), se localizados naquele local. O problema é que, se eles trabalharem só para tais lances, ficará caro bancar o custo…

E a “tecnologia da linha de meta”, o Goal Control? Neste caso não funcionaria, pois os sensores que identificam se a bola passou pela linha de meta ou não a fim de confirmar o gol se caracterizam pela percepção da ultrapassagem da bola pelo chão e pelo ar, fazendo uso de postes e travessão. Como fazer isso nas linhas demarcadas no solo, sem o apoio de postes ao longo da linha de meta? Somente se existisse uma barreira virtual ultramoderna que “brotasse” do chão até o alto. Ou que se mudasse a regra, como no tênis, basquetebol ou voleibol: “salvou pelo alto”, segue o lance.

Insisto: árbitro e bandeira erraram, mas não é o típico erro para condená-los ou enviá-los para a geladeira. Mas se estivesse 0x0 o jogo… ai, ai, ai! Esse post não seria aceito por muitos!

bomba.jpg