– O Protocolo FIFA foi acionado duas vezes em Bulgária 0x6 Inglaterra. Mas a resposta…

Em Sofia, capital da Bulgária, uma noite para envergonhar a humanidade. Durante o jogo válido pelas Eliminatórias da Eurocopa, torcedores búlgaros entoaram cantos racistas e nazistas aos jogadores negros ingleses, fazendo com que o Protocolo FIFA contra a discriminação (que engloba qualquer tipo de situação, incluindo homofobia, sexismo ou religião) fosse adotado por duas vezes.

Ao anúncio que no terceiro passo do Protocolo a partida seria encerrada, houve uma grande vaia na arquibancada ao invés de conscientização. Uma tristeza à espécie humana, dita “racional”…

Dentro de campo, a resposta foi boa: Bulgária 0x6 Inglaterra. Uma vitória não de uma equipe, mas a derrota dos preconceituosos.

Sobre o Protocolo FIFA citado, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2019/07/26/os-3-passos-para-o-protocolo-fifa-contra-a-discriminacao-no-futebol/

A capa do jornal britânico foi perfeita. Abaixo:

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– O árbitro protegeria o craque?

Para refletir: e se Neymar, hoje, fizesse um desses debochados dribles de Garrincha? Assista abaixo:

De certo, o adversário tentaria lhe dar um pontapé e uma rodinha de jogadores da turma do “doeu em mim” reclamaria…

E os árbitros, o que fariam?

Já acabou a sina de Neymar “cai-cai” e o rótulo de “terror dos juízes”?

O garoto melhorou bastante dentro de campo (principalmente depois da pendenga da transferência), simula menos e apanha mais. Sejamos justos. 

Mas e no tempo do Mané, que não existiam os Cartões Vermelho e Amarelo e onde todos eram “Joões”?

Outra época do futebol…

– As nacionalidades dos árbitros das semifinais da Libertadores: evitável…

Para Boca Jrs x River Plate, teremos Wilton Sampaio. Já para Flamengo x Grêmio, foi escalado Patricio Loustau.

Tudo seria normal caso não existisse um problema geográfico que poderia ser evitado: um brasileiro apitará o clássico argentino que definirá o adversário de uma equipe brasileira na final do torneio. E um argentino estará no comando do clássico brasileiro que define o adversário da equipe argentina.

Já imaginaram se, estando hipoteticamente o Flamengo classificando-se para a final, aconteça uma grande confusão entre os jogadores e num extremo rigor são expulsos jogadores do Mengão? Dirá-se que o juiz da Argentina usou um critério duvidoso para ajudar a equipe compatriota. Diga-se o mesmo do brasileiro em terras portenhas.

Sendo o continente tão grande, por quê não escalar um colombiano, uruguaio, chileno, paraguaio, boliviano, equatoriano, venezuelano ou convidar estrangeiros? A propósito do quê “colocar o bumbum na janela” para correr o risco de chiadeira pelos dois países? Lembrando que a final é em jogo único.

Não temos árbitros suficientes no quadro? Então mude-se tudo.

Ficará a irônica brincadeira: se é possível complicar, para quê facilitar…

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de Flamengo x Paulista

Para o jogo de ida da semifinal entre Flamengo de Guarulhos x Paulista de Jundiaí, um árbitro de boa qualidade técnica e rigor: Leandro Carvalho da Silva.

Não teria nenhum problema o juizão, em tese. Ele é bom! A questão é: foi o mesmo árbitro de Amparo x Paulista, onde relatou a invasão de campo do torcedor e a cusparada no bandeirinha!

Poderia se evitar tal indicação. Mas, pelo jeito, essa escala foi escolhida a dedo, a fim de conter ânimos mais acirrados no acanhado estado em Guarulhos, para que, se existir alguém mais exaltado, pense duas vezes em fazer alguma bobagem.

Desejo um bom jogo e uma boa arbitragem a todos.

Árbitro: Leandro Carvalho da Silva
Árbitro Assistente 1: Mauro André de Freitas
Árbitro Assistente 2: Ítalo Magno de Paula Andrade
Quarto Árbitro: Daniel Carfora Sottile
Avaliador de Campo: Roberto Perassi

Outros jogos de Leandro envolvendo o Paulista, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2019/09/12/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-amparo-x-paulista/

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– As barreiras da comunicação e Neymar!

Uma das minhas grandes frustrações é a dificuldade da fluência na língua inglesa. Me viro no português, falo, escrevo e entendo satisfatoriamente o italiano, quebro o galho na compreensão do espanhol, mas… o inglês só me permite a leitura! Apesar disso, meu “caipirês” é ótimo.

Digo isso pois cada vez mais temos que falar outras línguas nesse mundo globalizado, apesar da universalização do idioma pedir o inglês e a monetização o dólar e o euro.  Nossas crianças têm maior facilidade em aprender outro idioma, e isso é ótimo para o futuro e o sucesso profissional delas.

De tal forma, acho interessante uma matéria do UOL a respeito das dificuldades encontradas por Neymar para aprender o francês, lá em Paris. E ele não é um caso isolado: Felipão sofreu com a comunicação enquanto treinador do Chelsea, por exemplo. 

Me recordo que no final dos anos 90, foi uma grita muito grande quando em Londres o Arsenal jogou com seu time titular sem nenhum jogador nato da Inglaterra (o treinador era Arsenè Wenger, francês). Depois, nos anos 2000, foi a vez da Internazionale de Milão atuar sem nenhum italiano (com o treinador argentino Héctor Cúper). Diante dessa realidade, fica a curiosidade: entre Comissão Técnica, Diretoria e Atletas, o único moniglota do Paris Saint German é o lateral direito belga Meunier (que só fala francês, uma das 3 línguas oficias da Bélgica).

Veja que interessante essa questão da melhora na comunicação e rendimento profissional abaixo (lembrando que a FIFA adotou isso com a arbitragem, escalado árbitros e bandeiras de mesma língua em competições internacionais), abaixo:

(Extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2019/10/07/neymar-aproveita-vestiario-espanhol-e-ganha-voz-em-meio-a-crise-no-psg.htm)

NEYMAR APROVEITA VESTIÁRIO ESPANHOL E GANHA VEZ NO PSG

Neymar chama os atacantes do Paris Saint-Germain para uma conversa de posicionamento durante a goleada de 4 a 0 contra o Angers, sábado, no Parque dos Princípes, pelo Campeonato Francês. O papo em espanhol com Icardi, Di Maria e Sarabia flui rápido e tem efeitos práticos com o bom rendimento do quarteto ofensivo. A cena ilustra uma versão de liderança verbal do camisa 10 no PSG à base de um idioma o qual domina e hoje é o mais utilizado no clube francês.

A reunião dos hispânicos é um trunfo para facilitar a comunicação de Neymar no PSG, segundo apurou o UOL Esporte. Fluente no espanhol, e sem conseguir se comunicar em francês nos vestiários, o brasileiro agora vê 9 jogadores do elenco (Navas, Sergio Rico, Bernat, Paredes, Herrera, Sarabia, Di Maria, Icardi, Cavani) com o espanhol como língua nativa.

No entorno dos brasileiros do PSG, Marquinhos e Thiago Silva PSG há a sensação de que o novo diretor esportivo do clube, Leonardo, se preocupou com a comunicação de Neymar no vestiário. Para a temporada chegaram 5 reforços de língua espanhola: o goleiro da Costa Rica, Keylor Navas, e o da Espanha, Sérgio Rico, os meio campistas da Espanha, Ander Herrera e Pablo Sarabia, e o atacante da Argentina, Mauro Icardi. Entre os contratados, somente o meio-campo do Senegal, Idrissa Gueye tem o francês como idioma adotado no vestiário.

“Foi muito fácil chegar aqui em um time com jogadores que falam espanhol. A adaptação foi fácil e isso que importa, pois me sinto muito cômodo no PSG”, disse Icardi.

Nos vestiários na temporada passada, a língua predominante ainda era o francês. Neymar se apoiava em Thiago Silva e Marquinhos, fluentes no idioma, em discussões com o grupo. O treinador alemão, Thomas Tuchel, estudou francês intensamente para adotar o idioma como padrão e também contava com um tradutor contratado pelo clube em seu primeiro ano no cargo.

“Essa entrevista está parecendo o meu vestiário. Todo mundo falando em espanhol”, brincou Tuchel na entrevista coletiva de véspera do duelo entre PSG X Real Madrid, no Parque dos Princípes, pela Liga dos Campeões – PSG venceu o confronto por 3 a 0 -.

O papo do treinador com Neymar acontece em uma mistura de francês e inglês, algo que dificulta o camisa 10. O fato também já fez Tuchel descartar o atacante brasileiro como capitão do PSG. Para isso, apenas Thiago Silva e Marquinhos estão credenciados.

A comunicação em espanhol no vestiário ainda pode ser adotada por Neymar com outros jogadores. Entre os titulares, Marco Verratti e Mbappé têm bom domínio da língua. Isso faz com que o time base do PSG tenha apenas o lateral direito belga Meunier sem conseguir conversar com Neymar – idioma utilizado pelo jogador é francês -.

Além da prática no espanhol, Neymar demonstra evolução na língua francesa na base do convívio. Mesmo sem estudar, diferentemente do que fizeram Thiago Silva e Marquinhos, o camisa 10, em sua terceira temporada no clube, agora encontra facilidade para compreensão. As perguntas em entrevistas e brincadeiras do veículo institucional PSG são feitas a Neymar em francês. O fato possibilita o clube de colocar em prática um plano para melhorar a relação do brasileiro com o torcedor parisiense.

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– Ser um time grande!

Li que Felipão foi consultado para assumir o Fluminense, após a demissão de Oswaldo de Oliveira, e nem abriu conversações (Marcão foi efetivado). Agora, Cuca faz o mesmo com o Botafogo, após a saída de Eduardo Barroca.

A questão é: precisamos redefinir a grandeza dos ditos “12 grandes clubes do Brasil”?

A história de muitos clubes é fantástica, ninguém apaga seus feitos. Mas a realidade atual permite-nos tal discussão?

O Nottingham Forest foi bicampeão da UEFA Champions League, e onde está agora? O Nuremberg era, até pouco tempo, o maior campeão da Alemanha. E hoje?

Nos ciclos do futebol, nem todos se mantém em alta e novas forças surgem, enquanto outras somem. Vide o Athlético Paranaense, como deu uma guinada interessante com a conquista de títulos. Mas repare também que os ditos grandes que apregoamos historicamente em nosso país são, em sua maioria, viventes de campeonatos estaduais. POUCOS são perenes no Nacional!

Digo isso pois veremos com mais frequência técnicos “TOP” e a recusa em dirigir certos clubes com medo dos problemas financeiros e da bagunça administrativa. E cairemos na discussão: o que é ser “time grande”? Ter numerosa torcida, história de vitórias ou ter títulos conquistados recentes?

Para mim: o grande lota estádios, sempre é uma atração, ganha com frequência e não vive apenas das conquistas passadas. Ele assusta a CBF, tem força nos bastidores e assusta o árbitro molenga. É desejado pelos jogadores e dá audiência para a mídia. Ou não?

A verdade é: os treinadores estão pensando bem em seus projetos de carreira quando escolhem um grande clube; ou melhor, “um clube”.

Temo que os respeitados (mas em crise) Fluminense e Botafogo passem a ter em suas fileiras treinadores medianos, por conta do orçamento e da gestão conturbada. Ou isso não acontecerá?

E você: o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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– O VAR que tudo vê e o que nada vê!

No Allianz Parque, Felipe Mello cometeu um “pênalti de TV”em Igor Rabello. Fora do lance ou com o árbitro em movimento, pode ser difícil perceber e marcar. Mas já que se tem o recurso do VAR, é uma infração “marcável” e deveria ser sancionado o tiro penal ao Galo Mineiro.

Onde estava o árbitro Rafael Traci (que passou a ser FIFA) que nada viu? A cobrança maior: ao árbitro de vídeo carioca Rodrigo Nunes de Sá?

Em Alagoas, um lance ridículo, sem dificuldades, onde o experiente Ricardo Bueno cavou um pênalti ao ser tocado. Anderson Daronco (que há tempos só está apitando com o nome) marcou. Mas e o VAR Wagner Reway? Não o ajudou?

São situações como essas que denigrem a imagem do VAR no Brasil, infelizmente.

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– Análise da Arbitragem de Paulista 2×0 Assisense

Neste sábado, uma arbitragem de razoável a boa, com 3 momentos diferentes no 1º tempo: o primeiro terço com uma firme atuação, o segundo terço deixando o jogo correr com faltas não marcadas e o último terço marcando todo e qualquer contato físico mais forte.

Entendo que mudou o critério numa falsa avaliação de que seria um jogo fácil para apitar, e não foi isso que aconteceu. O jogo foi extremamente faltoso!

Vamos lá: Flávio Roberto Mineiro Ribeiro começou muito bem, correndo bastante, atento aos lances de contato, firme na questão disciplinar. Entretanto, a partir dos 15 minutos, deixou o jogo correr mais e aí quase perdeu o comando. Por exemplo: não aplicou um claríssimo cartão amarelo a Giovani (ASS) por falta mais forte, mas o mostrou na sequência para seu companheiro Cesinha (ASS) por reclamação. Deveria ser justamente o contrário. Também deixou de aplicar cartão amarelo a Pedro Demarchi (PAU) por uma falta onde deixou o braço propositalmente para atingir o rosto de Rafinha (PAU).

Aos 30 minutos, mudou completamente o critério, marcando muitos contatos físicos e aplicando corretamente os cartões amarelos. Percebeu a necessidade de mudar e isso foi importante para o calor da partida.

No 2º tempo, retomou uma boa arbitragem, estando bem ligado nos lances mais difíceis (embora, ressalto, deixou de marcar algumas faltas duvidosas – e isso é um estilo, de deixar a partida mais solta – onde o árbitro precisa ter muito respeito e respaldo para essa situação). E importante: no final do jogo, à beira do apito final, foi muito bem nas expulsões na confusão que começou com Rafinha (ASS) e terminou com Matheus Lopes (PAU). Teve pulso, estava no clima do jogo e mostrou maturidade.

Se Flávio Mineiro apitar com o mesmo critério UNIFORME que teve no 2º tempo, terá um grande futuro na arbitragem. Durante os 90 minutos, não pode ter altos e baixos.

Gols – 2×0

Faltas – 17×32

Cartões Amarelos – 1×7

Cartões Vermelhos – 1×2

Público: 1578 pagantes
Renda: R$ 22.540,00

Ops: na súmula, um absurdo erro do número de faltas na partida. Abaixo:

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– Pitana e o bom uso do VAR em Grêmio 1×1 Flamengo

Apesar de ter prestígio na FIFA e apitado uma final de Copa do Mundo, sempre achei o argentino Nestor Pitana um árbitro comum tecnicamente, embora tenha boa presença em campo (e isso já é uma ótima qualidade). Mas gostaria de ressaltar o que ele fez na semi-final da Libertadores entre o Tricolor Gaúcho e o Mengão: usou muito bem o VAR!

No começo do jogo, em um lance de mão desproposital, não precisou de orientação do árbitro de vídeo e/ou de ouvir sugestão do VAR. Interpretou corretamente e não perdeu tempo indo ao monitor. Chamou a responsabilidade da interpretação para ele. Ótimo! Aqui no Brasil, em qualquer lance se faz uso do equipamento, vulgarizando o uso da ferramenta e atrapalhando a dinâmica da partida.

Em que pese eu entenda que Michel deveria ter sido expulso (ao invés de ter recebido o Cartão Amarelo), em todos os outros lances o VAR foi bem utilizado, anulando corretamente os gols.

É isso que o futebol precisa: uso CONSCIENTE do VAR e somente quando existir a necessidade. Nada em fazer do árbitro de vídeo ser o protagonista do jogo.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Assisense.

O árbitro Flávio Roberto Mineiro Ribeiro apitará Paulista x Assisense neste 28o jogo do Galo no Campeonato Paulista Sub23 – 2a divisão. Não gostei.

Flávio estava escalado para Paulista x Tupã na fase anterior e pediu dispensa do jogo por motivos particulares, sendo substituído. Entretanto, a queixa é quanto a qualidade das atuações anteriores.

Ele já esteve aqui em Jundiaí no Paulista x São José, onde se enrolou numa partida fácil (já tinha ido mal em outro jogo também). Costuma deixar o jogo correr e depois tem dificuldade de segurá-lo; tem certa falta de critério nos cartões, mas pode melhorar; precisa desenvolver mais a qualidade na parte técnica também.

A FPF bota muita fé nele. É um árbitro jovem e, nesta rodada, é o único que não apitou a série A1 que está escalado nesta fase. Eu quero elogiá-lo também, mas precisa mostrar serviço em campo, não podendo ser uma eterna promessa e não vingar.

Fizemos a análise dele pré-jogo naquela oportunidade, com base em sua má atuação em Paulista x Portuguesa Santista, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/05/15/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-paulista-x-sao-jose-quem-apita/

E quando voltou ao Jayme Cintra, no jogo citado contra o São José, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/05/18/analise-da-arbitragem-de-paulista-2×0-sao-jose/

Espero que vá bem nessa nova oportunidade que lhe é confiada. Torcerei por isso!

Acompanhe a transmissão de Paulista vs Assisense pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Sábado, às 16h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 15h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!