– Competência Humana versus Competência Tecnológica: o VAR no futebol brasileiro

Assim como não existe e não adianta a competência e/ou capacidade financeira sem a competência administrativa em qualquer organização, isso acontece na mesma proporção no futebol brasileiro com a questão do VAR e os árbitros.

É sabido que a CBF fez uma lambança com a figura do árbitro de vídeo e, cá entre nós, promoveu tudo para não implantá-lo. O que se dizer ao contrário será mentira. Vejamos:

  • Quando disse ter oferecido o projeto pioneiro à FIFA, não era o primeiro modelo oferecido e tampouco o mais oportuno.
  • Levou 3 anos para a primeira experiência off-line, enquanto que outros países já estavam fazendo uso da ferramenta.
  • Marcou diversas datas para a implantação (algumas delas com os campeonatos me vigor – o que não é permitido pelas Regras da FIFA e que todos sabiam, não ocorreria).
  • Após o “todo-poderoso” Eurico Miranda discutir com Marco Polo Del Nero sobre os erros de arbitragem contra o Vasco da Gama, prometeu o uso do VAR em uma semana! Pura conversa fiada…
  • Criou um chamado “Departamento de Desenvolvimento de Árbitro de Vídeo“, alocando Sérgio Correa da Silva (o ex-chefe da Arbitragem). Sérgio supostamente tinha sido demitido da Comissão de Árbitros por pressão dos clubes e no fim ganhou um cargo “só pra ele”.
  • Resolveu implantar o VAR após uma capacitação questionada na aprazível Águas de Lindóia e tendo realizado dois testes apenas em jogos “pra valer” (ambos na final do Campeonato Pernambucano, com erros e mau uso do árbitro de video nas duas contendas).
  • Jogou nas costas dos clubes a decisão de usar ou não o VAR no Brasileirão de 2018, colocando custos altíssimos a serem arcados pelas próprias agremiações.
  • Escalou um octodeceto de arbitragem (sim, 18 pessoas) para cada uma das finais da Copa do Brasil 2018 (Corinthians x Cruzeiro), com VAR, Assistente de VAR, Apoio de VAR, Supervisor de VAR e outros dispensáveis. Todos viram a pavorosa atuação do árbitro Wagner Magalhães e do VAR Wilton Pereira Sampaio, onde em dois lances fáceis (que nem precisariam do uso do VAR) tomaram-se decisões equivocadas. Aliás, repararam quanto tempo o árbitro ficou na rodinha de jogadores conversando pelo rádio, e o diminuto tempo que ele levou para assistir o lance e mudar sua decisão? É claro que já estava decidido a mudar  a marcação quando foi ao monitor; e tão claro é a “obrigação” que ele tinha de fazer uso da tecnologia após tanto gasto bancando pela CBF para esse confronto. Dezoito caras e não vai se usar o VAR nenhuma vez? Então tá…

Não adianta colocar árbitros desmotivados, sem planejamento REAL de carreira e com a meritocracia deixada de lado para fazer uso do equipamento tecnológico. A culpa não é da eletrônica, é do humano que a opera.

O problema maior é: o gerenciamento do futebol brasileiro! Quem comanda de fato se esconde por trás de um Coronel que estava no Pará e se apoia num futuro presidente amigo; sem contar que quem manda na arbitragem nunca colocou um apito na boca…

Esse é o triste rumo da arbitragem de futebol em nosso país. Como disse em trocadilho o espirituoso Zé “Boca-de-Bagre”, o amigo do Professor Reinaldo Basile, “o árbitro de vídeo da CBF é uma VARgonha…”

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– A CBF quer tumultuar o Majestoso de sábado? Que insensibilidade…

Parece que a CBF procura confusão! Por incompetência da Comissão de Arbitragem, corre o risco de promover mais um final de semana recheado de discussões nas mesas redondas.

Explico: alguns árbitros não conseguem “ter química” com certos times. Outros, sempre se embananam em determinados estádios. Assim, algo que deveria ser evitado é escalar Rodolpho Toski Marques em jogos do Corinthians. Não existe má-intenção nenhuma dele, mas sempre é um “para-raio” na Arena de Itaquera. Assim como Paulo César de Oliveira involuntariamente também era no Parque Antártica (mas nitidamente com mais competência no seu ofício).

Aliás, qual o mérito dele, Toski, que é uma boa pessoa mas azarado no apito, para alcançar o escudo da FIFA? E depois de tanta lambança, é “presenteado” com o sorteio para Corinthians x São Paulo do próximo sábado?

Estou afastado alguns dias da Internet por motivos particulares. Mas fico indignado de, existindo tantos árbitros no quadro nacional, escolher (digo, sortear) justamente quem já provou que precisa “comer mais feijão” para apitar jogos importantes… Olha a lista recente de “caças”do juizão e os jogos que apitou:

1- Os 8 lances em Corinthians 1x 0 Fluminense –https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/09/22/os-8-lances-polemicos-de-corinthians-1×0-fluminense/

2- O pênalti inexistente Corinthians 1 x 0 Internacional –
https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/11/22/o-penalti-inexistente-em-corinthians-1×0-internacional/

3 – A falta de autoridade em Ponte Preta x São Paulo –
https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/06/06/autoridade-e-a-falta-de-sobre-lances-da-arbitragem-de-domingo/

4- O pênalti equivocado em Corinthians x Botafogo –
https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/07/02/o-equivocado-penalti-em-arana-no-corinthians-x-botafogo/

5- Os 3 lances discutíveis em Corinthians 1×1 Cruzeiro –
https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/10/02/os-3-lances-discutiveis-em-cruzeiro-1×1-corinthians/

6- A imaturidade em Cruzeiro x Santos –
https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/08/17/a-falta-de-experiencia-ou-de-competencia-na-arbitragem-brasileira-mostrada-em-cruzeiro-x-santos/

Perguntar não ofende: onde está a Meritocracia nas Escalas? Um Majestoso é sempre um jogo nervoso, pegado, importante. Ainda mais com os dois times tensos como estão nos últimos dias… Insisto: nada contra a idoneidade do árbitro, mas é escala a ser evitada.

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– Utilidade Pública: #NOVEMBROazul

Não importa se você é H ou M; o que vale é que todos DIVULGUEM a causa: se tivemos #OutubroRosa para a prevenção do #Câncer de #Mama entre as mulheres, agora é a vez do #NovembroAzul entre os homens, visando os cuidados com a #Próstata.

CONSULTE UM MÉDICO, não tenha medo ou preconceito da prevenção; se você deixar para depois pode ser “tarde demais”…

#estamoscomvocê #previna-se #hiae

– Pausa

Olá Amigos!

Algumas pessoas sabem que desejo gradativamente mudar hábitos em minha vida. Assim, por isso e por outros motivos particulares, estarei ausente das Redes Sociais por uma boa temporada. Nada grave, nenhum problema legal / judicial ou relativo a algo específico aqui publicado, mas apenas a necessidade de aproveitar com mais qualidade os minutos gastos no mundo virtual (que, cá entre nós, é conflituoso demais pelos intolerantes e ao mesmo tempo assustadoramente curtido pelos viciados). 

Voltarei (prometo) depois de algum período, já que necessito de disponibilidade maior para o mundo real.

Até mais!

Jundiaí, 08 de Outubro de 2018.
Rafael Porcari

– O Atlético Paranaense será Punido?

Pelas Orientações da FIFA, as equipes de futebol são proibidas de fazerem manifestações político-partidárias, religiosas, raciais e preconceituosamente sexistas.

Dito isso, a pergunta: ao entrar em campo nesse sábado com uma camisa amarela com o slogan da campanha presidencial de Jair Bolsonaro (na véspera da Eleição), o Atlético Paranaense será punido?

Ressaltando duas coisas:

1. O zagueiro Paulo André se recusou a fazer tal promoção;

2. O presidente do time, Petraglia, postou em sua página na Rede Social que apoia tal candidato (se é de Direita ou Esquerda, é irrelevante).

O que acontecerá com a equipe do Furacão?

 

– O VAR não funcionou?

Quer dizer que realmente aconteceu uma dificuldade séria com o recurso do VAR no Mineirão, na partida entre Cruzeiro 1×1 Boca Jrs na Libertadores? A Raposa sabia de um problema, mas nada podia fazer.

Mas o que exatamente ocorreu?

Para a Conmebol, foi um problema na Linha Virtual que aparece no impedimento (algo simples); mas um jornalista da TNT Sports da Argentina garante: foi pane mesmo e o pessoal que fica alocado no container da arbitragem permaneceu sem imagens.

Na quarta-feira, teremos a final da Copa do Brasil lá em MG. Pensou se mesmo com o número exagerado (e estranho) de 18 pessoas escaladas para comandar a arbitragem do jogo, o equipamento “dá pau”?

Uma coisa é fato: somente a Conmebol para implantar um sistema de VAR duvidoso…

Extraído de: https://globoesporte.globo.com/mg/futebol/libertadores/noticia/cruzeiro-afirma-que-foi-avisado-sobre-problema-em-linha-do-var-antes-de-jogo-com-o-boca-mas-nao-se-opos.ghtml

CRUZEIRO AVISA QUE FOI AVISADO SOBRE PROBLEMA EM LINHA DO ÁRBITRO DE VÍDEO ANTES DO JOGO COPNTRA O BOCA

Jornalista argentino informa que equipamento do árbitro de vídeo não teria funcionado plenamente na partida; fonte na Conmebol reconhece falha pontual e diz que não houve prejuízo geral na captação de imagens

O árbitro de vídeo (VAR) não teria sido utilizado pelo árbitro uruguaio Andres Cunha no jogo entre Cruzeiro e Boca Juniors, no Mineirão, pela partida de volta das quartas de final da Taça Libertadores. A informação revelada pelo jornalista Hernán Castillo, da TNT Sports, da Argentina, é que o equipamento não funcionou. O jogo terminou empatado por 1 a 1, resultado que eliminou o Cruzeiro, causando revolta entre jogadores e dirigentes do clube, principalmente por decisões tomadas em campo pelo uruguaio Andres Cunha.

Procurado pela reportagem, o Cruzeiro admitiu que, antes da partida, a comissão técnica do clube foi chamada pelos responsáveis pelo VAR e comunicada que uma das fases, a da linha de impedimento, não estava funcionando. Segundo Sérgio Nonato, diretor geral do clube, foi passado que a falha não prejudicaria a recepção e a visualização geral das imagens.

Marcone Barbosa, gerente de futebol do Cruzeiro, esclarece que o clube apenas foi comunicado sobre o problema e que, nesse caso, o time mineiro não tem poder de veto ou questionamento sobre o assunto.

Uma fonte da Conmebol admitiu ao GloboEsporte.com que houve uma falha pontual no sistema do VAR, porém em uma ferramenta que auxilia o uso do equipamento, chamada “linha virtual”, usada para ajudar em lances de impedimento, por exemplo.

Essa mesma fonte nega que o VAR não tenha funcionado durante o jogo entre Cruzeiro e Boca Juniors. Segundo ela, a recepção de imagens das câmeras ocorreu normalmente para a análise das jogadas pelo uruguaio Leodan Gonzalez, árbitro de vídeo da partida.

A Minas Arena, administradora do Mineirão, também se posicionou. Segundo a gestora, o VAR foi instalado dentro de um container localizado no estacionamento do estádio, a pedido da Conmebol, diferentemente do que ocorreu na Copa do Brasil, quando foi disponibilizada uma sala para os árbitros e o equipamento. Diante disso, a administradora do Mineirão não se responsabiliza por problemas ocorridos.

A principal reclamação do Cruzeiro pela ausência do VAR na partida foi a jogada que poderia ter sido finalizada com o gol de Barcos. Porém, o uruguaio Andres Cunha parou o lance antes, anotando falta de Dedé no goleiro Rossi, por jogada perigosa. O jogo estava 0 a 0 naquele momento.

– Temos todos, no futebol brasileiro, que ficar indignados. Enquanto nós não nos fortalecermos, vamos ficar nas mãos de venais. O que adianta o VAR, se quem resolve é um juiz venal. Vocês viram o tempo todo. Ele segurou o time, prendeu o time – disparou o presidente do Cruzeiro, Wagner Pires de Sá.

Árbitro uruguaio Andres Cunha foi bastante criticado pelo Cruzeiro — Foto: Cristiane Mattos/BP Filmes

Árbitro uruguaio Andres Cunha foi bastante criticado pelo Cruzeiro — Foto: Cristiane Mattos/BP Filmes

– As críticas contra a Arbitragem de Cruzeiro 1×1 Boca Jrs

Que o Cruzeiro foi prejudicado no jogo de ida contra o Boca nas Quartas de Final no Bombonera, não tenho dúvida. Relembre-a em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/09/20/como-explicar-tanto-erro-pro-boca-sobre-a-expulsao-de-dede-amarilla-2013-aquino-2011/

Mas aqui em Belo Horizonte, vejo duas reclamações:

  1. O Gol anulado de Barcos por pé alto de Dedé em disputa de bola com o goleiro Rossi.
  2. Impedimento de Barcos no segundo tempo (houve um tiro penal, e com a ajuda do VAR, reverteu-se para tiro livre indireto pois concluiu-se que o atleta estava em impedimento ativo).

Vamos discuti-las:

  1. A Primeira: eu também anularia o gol de Barcos, pois realmente há um pé alto, onde a sola de Dedé fica escancarada contra o goleiro portenho.
  2. A Segunda: não tenho uma imagem clara, mas quero explicar conforme a Regra e a NOVA ORIENTAÇÃO: antes, se um jogador estive em posição de impedimento e levasse um pontapé, não era pênalti pois ele estava sem condição de jogo (você até podia dar Amarelo pela violência do pontapé, mas não marcar o pênalti). Agora mudou: se você tem um jogador em posição de impedimento (estando assim passivo) e ele sofrer um pontapé ANTES do domínio de bola (que é onde se caracteriza o impedimento ativo), DEVE-SE marcar o pênalti. Ou seja: em atleta em impedimento passivo, a regra mudou e se marca pênalti. Em impedimento ativo, sanciona-se o lance e marca tiro livre indireto para o adversário.

O que me chamou a atenção foi a declaração do lateral esquerdo Egídio, depois do jogo,

“O juiz brincou. Teve uma bola ali em que eu estava no lance, eu chutei uma bola, bateu na mão do cara caído no chão. E aí ele deu falta minha. Eu nem encostei no cara. Essa arbitragem aí… Sabe o que ele ficou falando ali para mim? ‘Vocês perderam, vocês não fizeram (nada) para ganhar, vocês são ruins, saíram da Copa’. É vergonhosa essa arbitragem aí. Aí ele falou assim: ‘A culpa foi minha?’. Falei: ‘Foi sua!’”

Será que o árbitro uruguaio Andrés Cunha realmente falou isso? Se sim, é algo muito grave.

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– É pra mostrar que o VAR funciona ou para desmoralizar? Sobre a escala de 18 pessoas na Arbitragem entre Cruzeiro x Corinthians:

DEZOITO PESSOAS trabalharão na arbitragem da final da Copa do Brasil. É quase 1 pessoa para cada jogador.

De oficiais por conta do VAR, há vários. Tem Vídeo-Árbitro, Assistente de Vídeo-Árbitro, Apoio de Vídeo-Árbitro e Supervisor de Vídeo-Árbitro. Tem “cartolas do apito” aos montes. E no campo, até Quinto Árbitro.

Considere:

1- Com 18 pessoas remuneradas para o primeiro jogo da Final da Copa do Brasil, a arbitragem precisa ser “118%”perfeita.

2- Será que pelo fato de Corinthians e Cruzeiro serem “reclamões com a arbitragem”, é uma forma de dizer que foi um número inédito e que não dá para reclamar da atuação de Anderson Daronco?

3- Tanta gente por conta do VAR fará com que exista uma certa obrigação que se use o equipamento (mesmo que não precise), a fim de dizer que valeu o investimento?

4- O exagero no número de pessoas é para simbolizar que todos estão pedindo VAR no Brasileirão em 2019 e a CBF quer mostrar que a conta é cara? É para assustar o valor do custo e continuar existindo a negativa dos clubes em desejar o VAR nos seus torneios, desobrigando a CBF a institui-lo em definitivo?

5- Por fim: talvez um sexteto de árbitros fosse suficiente, mas como a arbitragem está mal, tem que colocar 3 para valer 1 e assim virar um octodeceto de árbitros, ou seja, 18 integrantes?

Acréscimo 1: a mim, na 3a observação do documento oficial abaixo, pareceu-me que a orientação é de que a arbitragem fosse por meio de ônibus, sendo permitida a compra de passagens para veículo leito. Amigos me dizem que está autorizada a viagem aérea, visto que há a sinalização de “TA” logo após o nome da pessoa. E tenho uma curiosidade: será que os árbitros estarão voando pelo mesmo patrocinador da Seleção Brasileira, ou ainda compram passagens da Pallas Transportes Esportivos (que vendia bilhetes na gestão Ricardo Teixeira)? Sendo assim, 13 pessoas viajarão confortavelmente por via aérea e outros 5 de ônibus leito (precisa tanto para colocar o VAR em funcionamento)?

A seguir, os nomes escalados:

– Quando posso rever uma decisão no futebol?

Posso voltar atrás na aplicação de um cartão, ou seja nas decisões disciplinares? E nas decisões de marcações de jogo (decisões técnicas)?

A resposta é clara: desde que o jogo não tenha sido reiniciado, pode voltar atrás. Mas e se o jogo já tiver sido reiniciado?

A dúvida é comum a muitos. Recebi de um internauta e por achar relevante, publico-a:

“Boa noite, Rafael. Estava pesquisando na internet a respeito de arbitragem e achei seu blog (…) O que me levou a pesquisar sobre foi uma dúvida que surgiu em um bate papo com um amigo que me disse que antigamente (anos 90 pra trás, mais ou menos) as regras do futebol permitiam que o árbitro voltasse uma decisão equivocada mesmo que a jogada já tivesse sido reiniciada. Achei pela net um texto das regras de 1903 e não diz nada a respeito disso, que o juiz não poderia fazer isso. Tentei encontrar textos mais recentes, mas só consegui achar de 2003 e constava o texto que o juiz só poderia alterar antes do reinício. Isso realmente me intrigou pois achei interessante o juiz poder voltar atrás e tentar rever uma decisão equivocada.
Isso realmente procede?
Abraços.”

A resposta detalhada com exemplos é:

“Boa noite. Seu amigo está equivocado, provavelmente ele confundiu alguma outra situação. O árbitro nunca pode voltar atrás após uma jogada reiniciada. O que ele pode é dar um cartão retroativo (uma excepcionalidade, por exemplo: um jogador deu um soco em outro fora do lance de jogo, o bandeira viu mas não conseguiu interromper a tempo de avisar; na 1a oportunidade o faz, sendo que o árbitro pode expulsar o agressor mas a partida deve continuar da forma onde estava quando ocorreu a informação).
Imagine essa situação hipotética no Choque-Rei de sábado: Felipe Melo (PAL) agride o goleiro Sidão (SPFC), somente o quarto árbitro viu mas por algum problema não conseguiu avisar a tempo. Depois de 5 minutos (já teve lateral, escanteio e falta nesse tempo) o Felipe Melo sofre um pênalti a seu favor do… goleiro Sidão! Nesse momento, o quarto árbitro avisa o árbitro do ocorrido. Procedimento: árbitro expulsa Felipe Melo pela agressão anterior, mas mantém o pênalti a favor do Palmeiras (pois não pode mudar a sua decisão técnica já que a partida tinha sido reiniciada nesse período de tempo).
Repito: talvez seu amigo tenha confundido essa questão DISCIPLINAR (que é uma exceção). A Regra nunca permitiu na questão técnica, desde 1863″.

Estudar a Regra do Futebol é maravilhoso, não? Lembrando que a figura do árbitro inexistia nos primórdios, pois quem decidia os lances eram os capitães em comum acordo.

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– Suspenderam os Árbitros. Mas e quem os Escalou?

Quer dizer que o Coronel Marinho, presidente da Comissão de Árbitros da CBF, suspendeu diversos trios de arbitragem por conta das má atuações na Série, escalando-os na Série B?

Discordo disso, pois o risco dos erros acontecerem aos clubes da Segunda Divisão, logicamente aumenta. Ou vai querer me convencer que na Série B é que eles se “reinventarão”?

Divulgar a “geladeira” para imprensa é fazer média a presidente de clube que reclama. Algumas questões ficam sendo pertinentes: como esses árbitros chegaram à elite? Por quê alguns deles são da FIFA? E o que acontece ao responsável por escalar eles?

Aliás, o chefe de árbitros os suspendeu. Só que é justamente ele quem faz as escala e os premia também com bons jogos!

Afinal: ninguém suspenderá o “suspensor” de árbitros, que é o responsável por eles?

Está se trocando o sofá…

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