– O que esperar da Arbitragem para Comercial x Paulista?

Rafael Gomes Félix do Nascimento, natural de Guarulhos, 35 anos de idade, há 12 temporadas trabalhando no futebol profissional, apitará o confronto do Bafo contra o Galo nesse grande clássico do Interior Paulista.

Bom árbitro, não costuma dar muitos cartões e é sereno dentro de campo: é esse o perfil (de muita tranquilidade).

Ele apitou a Final da Copa São Paulo Jrs entre Corinthians 2×2 Flamengo (2016); no ano passado, apitou vários jogos da A1, incluindo a eliminação do Santos no Mata-Mata do Paulistão diante da Ponte Preta no Pacaembu. Nesse ano trabalhou em diversos jogos do Brasileirão séries D, C e B, com uma partida bem longínqua para contar história: Real Ariquemes (Rondônia) 2 x 2 São Raimundo (Roraima).

Para Rafael Gomes, depois dessa viagem, Ribeirão Preto é “logo ali”…

Mauro André de Freitas e Marco Andrade Motta Jr, experientes bandeiras, serão os seus assistentes.

Espero uma boa arbitragem para esse importante jogo.

Obs: Aparentemente, a expectativa pela partida é muito grande por lá: haverá sorteio de ingressos na Califórnia Paulista, conforme a publicidade local:

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– Quantas infrações cometidas nesse lance?

Futebol amador sempre nos reserva boas gargalhadas…

Vejam só esse lance do Campeonato de Várzea Paulista/SP: invasão dupla na cobrança de pênalti, tirou a camisa na comemoração do gol, pulou o alambrado e foi se aplaudir no meio da torcida!

Caprichou o artilheiro, hein?

Vídeo: Fala Boleiro

– O erro de Nestor Pitana em França 4×2 Croácia, a emoção na cabine da Globo e o impensável Catar 2022!

Sabidamente, Massimo Bussaca e Pierluigi Colina (presidente da CA-FIFA e responsável pelo VAR, respectivamente), com pesar, orientaram os árbitros a duas coisas que recrimino totalmente:

Evitar “dar cartões” para tirar os astros do espetáculo. Ora, desde quando o juiz tem que “pajear” atleta? Se merece o Amarelo ou o Vermelho, tem que levar! Se vai ficar fora de uma final de Copa do Mundo( por exemplo) o problema é do jogador. E muito se viu de “poupar” cartões.

Valorizar o VAR. É muita infantilidade crer que com tal alto investimento, o equipamento seria deixado de lado. Na verdade, só foi duas vezes desprezado: no Brasil x Suíça e em alguns momentos de Brasil x Bélgica. Teria sido pelo desprestígio político da CBF e pela marra de Neymar / ou má vontade dos árbitros com ele? Não duvido.

Dito isso, afirmo: o pênalti de “bola na mão” foi ridículo em França x Croácia. Pitana errou em final Copa do Mundo! E aqui não faço juízo se isso determinou a história do jogo, mas não foi uma “mão na bola intencional”, tampouco movimento disfarçado / antinatural.

O fato de ver, rever e demorar a tomar a decisão de marcar o tiro penal é outro ponto a ser criticado. Teria sido uma forma de valorizar o Árbitro de Vídeo?

Repito o que eu disse no nosso pré-jogo do Campeonato Paulista da 2ª divisão pela Rádio Difusora: O VAR É ÓTIMO PARA O FUTEBOL, DESDE QUE O MATERIAL HUMANO (QUEM USA AS IMAGENS) TENHA COMPETÊNCIA.

Para mim, muito abaixo do esperado a atuação do árbitro argentino. A propósito, insisto: se Ricardo Teixeira estivesse na CBF com o prestígio de outrora, era “bola cantada” a escalação do brasileiro Sandro Meira Ricci na decisão, que apitou muito bem o Mundial (e independente da força política ou não da CBF, Ricci fez por merecer ter tido tal honraria).

Quatro observações rápidas da final:

1- Fiquei feliz pela vitória do time miscigenado da França. Nós, brasileiros, somos formados por imigrantes de todo o mundo, e os franceses, em outro contexto histórico e geopolítico, idem. A vitória dessa equipe multirracial é uma conquista da igualdade social.

2- Foi de arrepiar Casagrande, na Globo, dizer: venci por me manter sóbrio”! Quem nunca usou drogas, não deve experimentar, pois a luta é grande. Casagrande foi gigante!

3- Arnaldo César Coelho vai se aposentar, e a lógica será a promoção de Leonardo Gaciba a número 1 da Vênus Platinada. Quem será o novo ex-árbitro a ser contratado pela emissora? E não nos esqueçamos: Arnaldo abriu as portas para essa nova função no Brasil e dele e por ele surgiram dois bordões: “A Regra é clara” (mas nem tanto) e “Pode, Arnaldo”?

4- Enfim, que venha o Catar, que continuo achando algo inimaginável… o que os catarianos farão com tantos estádios depois da Copa? E a rede hoteleira do pequeno país para hospedar tanta gente? Sobra dinheiro por lá, é sabido, mas… os EUA conhecem bem a história de como deve ter sido a escolha da nação do bilionário sheik Tamim bin Hamad Khalifa Al Thani (que faz do Catar uma pátria com proprietário).

Aliás, sabia que a distância máxima de um estádio a outro será de apenas 55km, e a distância mínima de 4,5km? Dará para assistir vários jogos da Copa do Mundo em um mesmo dia, em arenas diferentes. Impensável na Rússia ou no Brasil, países de tamanhos continentais.

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– Análise da Arbitragem de Paulista 1×0 Bandeirante

Tenso ou não?

Cinco Cartões Amarelos, sendo 4 para o Paulista  (Léo, Carlinhos, Pablo e Vinícius Fleck, este último estava no banco) e 1 para o Bandeirante (Lucão). Três cartões vermelhos, sendo 2 para o Paulista (Carlinhos e Nathan) e 1 para o Bandeirante (China). Aliás, na súmula consta que Nathan e China foram expulsos por desferirem socos fora da disputa de bola. Fora os atletas, o auxiliar técnico do Paulista foi expulso por reclamação.

Apesar dessa grande carga de relatos de advertências / expulsões, Paulista 1×0 Bandeirante não foi um jogo violento. Foi um jogo pegado, corrido, catimbado e ressalto que, se fosse um árbitro inexperiente, a história seria outra.

Gostei muito da arbitragem de Leandro Carvalho da Silva, que tão bem trabalhou com os demais integrantes da equipe. E se vale a máxima que “a primeira impressão é a que fica”, isso foi verdade nesta tarde no Jayme Cintra.

Aos 3 minutos, Matheus Aquino (BEC) está no ataque e divide com Zulu (PFC). Não foi pênalti, e o árbitro estava bem próximo da jogada, imediatamente sinalizando para o jogo seguir. Dois minutos depois, um lance mais viril das equipes no qual ele mandou dar sequência fez com que os atletas percebessem a segurança que estava transmitindo.

É essa a dica que vale para jovens árbitros: estar vibrante, participativo, em cima da jogada e não marcar as “supostas faltinhas” (as que são cavadas por contato físico). Deixou de marcar uma ou outra falta real, mas não marcou nenhuma cavada. Soube se impor.

Tanto no primeiro quanto no segundo tempo aplicou bem a lei da vantagem. Vibrou bastante, não ficou conversando / dando satisfação a jogadores (que precisam ter mais equilíbrio emocional) e, se cometeu um erro, foi o de não dar um cartão amarelo por simulação a China (BEC) pelo ato canastrão de pular, abrir os braços e cair na área pedindo pênalti numa bola levantada contra a defesa do Paulista.

Nada a criticar no critério dos cartões. Se não deu Amarelo numa falta de determinada intensidade de um lado do campo, usou o mesmo critério do outro. Coerente na questão disciplinar.

Dois fatos a destacar de que se deve fazer à arbitragem preventiva: o 1º, aos 33 minutos, quando Mykaell (BEC) e Cuadrado (PFC) se desentenderam e o árbitro os chamou, corretamente aplicando a advertência verbal. Morreu ali a pendenga, graças a efetiva intervenção do juiz. Mais tarde, o 2o lance, quando Carlinhos e Lucão bateram boca, se ameaçaram, e Leandro acertadamente entrou no meio, encerrou a discussão e deu cartão amarelo aos dois. EXCELENTE, muito seguro.

Apenas uma ressalva: no segundo tempo, o jogador Mikaell (BEC), fora do lance de bola, ficou se estranhando com Jonathan Brito (PFC), à vista do quarto-árbitro que não avisou. Deveria ter comunicado ao árbitro para que se fizesse a prevenção (como feita no lance citado do parágrafo acima).

Enfim: grande jogo com grande arbitragem – e espera-se mais controle emocional dos atletas. Claro que a juventude pode influenciar nesse nervosismo, mas deve-se evitá-lo.

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– Justa a escalação de Néstor Pitana para a final da Copa do Mundo entre França x Croácia?

Eu escrevi em postagens anteriores que, aparentemente, 4 nomes estariam próximos de serem escalados para a final da Copa do Mundo (com jeitão de Eurocopa): Sandro Meira Ricci (BRA), Alireza Faghani (IRN), Cesar Ramos (MEX) e Néstor Pitana (ARG).

A lógica do palpite?

O que mostraram dentro de campo, o prestígio da FIFA nas escalas deles e o fato de não serem europeus.

Coloquei, na minha humilde opinião, na ordem citada dos nomes palpitados, Néstor Pitana, por ter apitado a abertura da Copa do Mundo, seria a “última das boas opções”.

Sendo assim, uma coincidência bem significativa: em 2006, o argentino Horácio Elizondo abriu e fechou a Copa apitando França x Itália. Agora, em 2018, outro argentino abre e fecha a Copa – também com a França na Final.

Será que se Ricardo Teixeira estivesse na ativa, Sandro seria escalado? Talvez sim. Provavelmente a não escala de Ricci (que seria justa pelo que fez na Copa do Mundo com Emerson carvalho e Marcelo Van Gassen) foi fruto das lambanças do Cel Nunes…

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– A fama e a má fama de Neymar: excesso dos árbitros e adversários ou não?

Muito se tem falado de Neymar Jr, outrora a Joia Santista; craque emergente que estava brigando para ser o melhor do mundo e… que acabou sendo achincalhado pelos excessos de simulação nessa Copa do Mundo.

Tivemos todo tipo de meme, ironia e brincadeira sobre as suas simulações. Torcedores adversários, críticos e gozadores fizeram a festa com ele, e até mesmo empresas ganhando dinheiro com sua indisciplina. A KFC, gigante do frango empanado,  por exemplo, colocou um jogador “rolando como Neymar” atravessando uma cidade somente para poder ir comer um dos seus pratos. Crianças brincam de Challenger Neymar, a fim de imitar suas quedas. Virou mania mundial gritar “Neymar” e cair.

Isso é um alto preço a se pagar. Quando surgiu, era assustador o que fazia. Me recordo da inauguração da Red Bull Arena (amistoso entre RB New York x Santos) onde após se jogar, o árbitro disse claramente: You? NO! Após a sua passagem por Barcelona, tinha amadurecido mais, e justo agora que estava melhorando em diminuir as simulações, desandou durante o MundialPerdeu o equilíbrio emocional e exagerou nas quedas.

É verdade que ele apanha muito e é cassado em campo, mas faz por onde: cada vez que simula – e os adversários sabem que os árbitros estão marcando o brasileiro – batem mais ainda. Toda magia e simpatia está se transformando em antipatia e ódio.

A verdade é que a CBF parece não ter se preocupado em ajudar a “reeducar Neymar”. Prova disso é o alto comando da casa fazendo trapalhadas e se isolando do resto do mundo: vide o Cel Nunes, que declarou a Jamil Chade no Estadão de ontem:os deuses do futebol não estavam a nosso favor no jogo contra a Bélgica”.

A culpa é dos “deuses” mesmo?

Aí somos obrigados a escutar Edu Gaspar dizendo que “não é fácil ser Neymar”. Ora, quanto maior o salário, benesses e regalias, maior é a necessidade de se ter responsabilidade!

Verdade seja dita: quando Renê Simões disse que um monstro estava sendo criado, muito se criticou. “Puxar a orelha do menino” (que já tem 26 anos) parece ser impossível hoje.

Marco van Basten, o craque holandês do Milan e que hoje é diretor de desenvolvimento de futebol da FIFA, foi a última personalidade importante do futebol a criticar Neymar, dizendo que simular não é uma boa atitude e que ao menos suas encenações ‘faz rir muito quem as vê.’

Não sou radical, pois ele realmente sofre muitas faltas e é perseguido em campo. Mas a imagem ruim construída por ele próprio ajuda. Pelé também apanhava muito, mas sabia revidar no momento adequado. Ou não nos lembramos da cotovelada do Negão em Fontes, quando o uruguaio iria lhe quebrar, na Copa de 70?

É difícil falar isso a um adulto, milionário e famoso, mas… é hora de CRIAR JUÍZO (ou melhor: passou da hora)!

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– E se Roger confessasse ao árbitro? Sobre o pênalti no amistoso entre Corinthians 2×2 Cruzeiro

Lucas Canetto Belotte apitou bons jogos na 4a divisão paulista, mas o escalar em um amistoso do porte de Corinthians x Cruzeiro (que acabou empatado em 2×2, com quase 40 mil pagantes), era muito precoce.

Tanto que marcou um pênalti ridículo em Roger (COR) após um carrinho na bola do goleiro Fábio (CRU). O lance foi legal, e o atacante corintiano até já tinha se levantado e pedido escanteio!

Claro que o erro não foi por má intenção, mas por inexperiência / incompetência. Mas a pergunta que se deve fazer é: por que Roger, que estava pedindo escanteio e sabia que não foi pênalti, não usou de Fair Play e confessou ao árbitro que não foi tocado?

O efeito Rodrigo Caio não fez efeito no futebol brasileiro…

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Bandeirante

Leandro Carvalho da Silva, 39 anos, há 16 temporadas na FPF, que trabalha há tempos na série A2 e A3, está escalado para Paulista de Jundiaí x Bandeirante de Birigui. No ano passado, apitou a derrota do Galo para o Joseense no Jayme Cintra, mas foi muito bem na partida. Gostei da escala, pois é um árbitro que costuma apitar jogos “cascudos” no Interior. Se estiver no seu melhor, fará uma grande atuação.

Os demais integrantes da equipe de árbitros serão:

Bandeira 1: Luís Alexandre Nielsen

Bandeira 2: Alex Alexandrino

Quarto Árbitro: Rodrigo Santos.

Os Assistentes e Quarto Árbitro já trabalharam em jogos mais importantes (incluindo A1) e estiveram em Jundiaí há pouco tempo.

Desejo boa sorte à arbitragem e grande partida aos clubes!

Acompanhe a transmissão de Paulista FC x Bandeirante EC pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica externa Antonio Carlos Caparroz. Sábado às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– O sorteio mágico da Segunda Divisão Paulista é uma afronta à lógica!

Dos 40 clubes que disputaram a 4ª divisão da FPF (que se chama Segunda Divisão Sub 23 de Profissionais), apenas 16 se classificaram. E um fato inusitado: surgiriam 4 grupos de 4 equipes na 2ª fase. A composição dessa fase independia de números de gols, melhor campanha ou qualquer outra coisa. Era sorteio LIVRE, com 16 bolinhas no Globo e BINGO!

Mas por uma mágica conspiração dos astros, os clubes mais próximos um dos outros caíram justamente num mesmo grupo! Exemplo: Vale do Paraíba, todos juntos; como num golpe de sorte, os da região de Marília para cima, idem! Não calhou de ter um jogo, por exemplo, como São José x Osvaldo Cruz, onde as distâncias maltratariam as equipes.

Que coisa SENSACIONAL! Coincidência da bolinha cair justamente como se desejava.

Taí. Se na série A1 há quem fique com a pulga atrás da orelha, na 4ª divisão, então…

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– O WO em Paulista x Atlético Mogi não foi uma boa!

Na Segunda Divisão do Campeonato Paulista Sub 23 (a 4a divisão da FPF), o Paulista se classificou para a 2a fase na última rodada, após o WO do Clube Atlético Mogi.

O adversário de Mogi das Cruzes não veio a Jundiaí, não deu satisfação e assim perdeu a partida por 3×0, de acordo com o regulamento.

Curiosidade: o termo WO, segundo a Wikipedia, surgiu de walkover. Abaixo:

A palavra walkover surgiu nas antigas corridas de cavalos na Inglaterra. Para obter a vitória em uma corrida, o cavalo precisava percorrer toda a pista (walkover), mesmo que ele fosse o único competidor. Com o passar do tempo, os significados do termo walkover e, sobretudo sua abreviação, WO, foram se difundindo pelo mundo e sendo adaptados a diferentes modalidades esportivas, individuais e de equipe.

Para o Paulista, ruim resultado, pois o time poderia fazer um placar muito grande e aumentar seu saldo de gols no torneio. Imagine os atacantes, sedentos em fazer gol e se destacar na artilharia da Segundona, e nada podem fazer.

Esse é o futebol profissional, infelizmente. O Galo de Jundiaí queria jogar, mas não pode.

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