– Supercopa: Flamengo x Palmeiras não acabou ainda? Considerações sobre o VAR, Abel e Vuaden.

Já falamos bastante sobre Flamengo 2 (6) x (5) 2 Palmeiras. Ô jogo que não acaba nunca…

Em que pese a pilhagem das Comissões Técnicas (um episódio lamentável de bate-boca e vias de fato, onde o árbitro Leandro Pedro Vuaden não conseguiu identificar os envolvidos em súmula), além do fato envolvendo o “pênalti ou falta” de Isla em Wesley (vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-uda), fica para muitos a questão da bola que quase foi gol, salva pelo goleiro Weverton.

Sabemos que as linhas fazem parte do campo de jogo e que só é gol se ela ultrapassar por inteiro a Linha de Meta. Assim, não foi gol flamenguista, como mostra a imagem abaixo. Mas pense: o que seria do futebol, hoje, sem a tecnologia?

  • Como teríamos certeza de tal defesa do goleiro do Palmeiras?
  • Como poderíamos discutir se o lance aos 40 minutos foi dentro ou fora da área, o pênalti que virou falta?
  • Como sobreviemos até agora sem o VAR?

E olha que o árbitro de vídeo tem mil defeitos… mas ainda assim ele é necessário!

Em tempo: necessário também se faz falar sobre o equilíbrio emocional do treinador Abel Ferreira. Em alguns momentos, parece Renato Gaúcho: cria um fato contra a arbitragem e tira o foco para possíveis falhas de seu trabalho como técnico, intimidando críticas ou perguntas mais próprias ao seu desempenho.

Lembre-se: Abel já houvera tido problemas com Vuaden no Choque-Rei pelo Brasileirão, mostrando o dedo em riste ao árbitro, sendo punido na ocasião (o juiz é categoria Master – ou seja, um ex-FIFA veterano). E fica a dúvida: quem poderia ter apitado esse clássico, além dele?

Rodolpho Toski? Ricardo Marques? Rafael Tracci? Luiz Flávio? Bruno Arleu? Raphael Claus? Edina Alves?

Dos FIFAs, habilitado, teríamos o Wilton Sampaio. Mas Vuaden não está no mesmo nível (ou até mais experiente) do que ele? Considere que FIFAs de São Paulo e Rio de Janeiro não poderiam ser escalados…

Enfim: mais paciência a todos. O valor alto que os profissionais recebem como salário comporta também os perrengues da atividade e a necessidade de estar sempre equilibrados emocionalmente, a fim de não atrapalhar o desempenho do próprio clube.

Weverton defendendo a bola.
Vuaden punindo com Cartão Amarelo o treinador Abel no Brasileirão (São Paulo x Palmeiras)

– O lance de Isla em Wesley no Flamengo 2(6)x(5)2 Palmeiras: pênalti ou não?

Muita discussão se foi pênalti ou falta para o Palmeiras contra o Flamengo, aos 40 minutos do 1o tempo, em lance que Isla atinge Wesley.

A resposta é objetiva: foi falta, acertou o VAR Wagner Reway na correção do lance que era difícil ao árbitro Vuaden pela rapidez da jogada. Explico: 

Se um jogador está com um pé dentro e outro fora da área, vale o pé em que ele é tocado. Tem que ser no local do ato, onde atingiu. Se estiver em cima da linha, não esqueça, ela faz parte da grande área, portanto é pênalti. Não foi o caso do lance de Brasília, foi fora mesmo.

Uma curiosidade da regra: todas as infrações devem ser marcadas no local da infração, em especial as “faltas continuadas”. Ou seja: se o jogador tem a camisa puxada fora da área mas consegue entrar na grande área, e lá é desequilibrado, deve se dar o pênalti. O ato começou fora mas terminou dentro. É a consumação da infração que deve ser levada em conta.

São como situações de cusparadas: se um zagueiro está na grande área e cospe no adversário que está fora, é falta. Se está fora e cospe dentro, é pênalti.

Por fim, vale lembrar: Abel Ferreira anda muito “esquentado com a arbitragem”, não? Precisa reclamar menos.

Flamengo x Palmeiras: final da Supercopa tem embate entre elencos valiosos; veja a comparação – Galerias

– As queixas gaúchas contra a arbitragem de Independiente Del Valle 2×1 Grêmio.

Pela fase preliminar da Libertadores da América, o Grêmio jogou contra o equatoriano Del Valle e perdeu – reclamando bastante.

Procedem as queixas?

Vamos lá:

1- Aos 40m, gol anulado do Grêmio (estava 1×0 a favor dos brasileiros). Ferreira aparece sozinho na cara do gol e dá uma cavadinha para encobrir o goleiro. Estava mesmo impedido?

Não, realmente há razão na queixa: o gremista estava em condição legal quando Diego Souza faz o belo passe de letra. Talvez a rapidez do lance tenha traído a percepção do árbitro assistente. Sem VAR, só resta ao árbitro confiar no bandeira.

2 – No 2o tempo, cartão vermelho para o defensor gremista e tiro penal para o time equatoriano. Justo?

Sim, a expulsão de Ruan após pênalti em Montenegro não pode ser contestada, pois foi por um correto segundo cartão amarelo. Acertou o árbitro argentino Nestor Pitana.

Duas coisas a serem observadas:

– Não valeria ter VAR já nesta fase chamada “Pré-Libertadores”?
– O Independente Del Valle não pode jogar a partida na sua casa (Equador) devido aos casos de Covid do Grêmio, tendo que mandar o jogo no Paraguai. Mas o Grêmio poderá jogar a volta no Brasil. Não é contraditório?

Independiente del Valle x Grêmio |Ao Vivo| Acompanhe a partida pela 3º fase  da Copa Libertadores da América – Total Football

– Parabéns ao bandeira romeno Octavian Sovran (o “do autógrafo de Haaland”).

Nunca julgue precipitadamente! Explico:

O atacante norueguês Erling Haaland (o “cometa Haaland”, um jovem fenômeno goleador que tem tudo para ser um dos melhores do mundo) é paparicado por todos. E o árbitro assistente Sovran, após o fim da partida pelo Liga dos Campeões da Europa entre Manchester City x Borussia Dortmund, foi ao vestiário pedir o autógrafo do craque do time alemão. Muitos o criticaram, dizendo que um oficial da arbitragem não poderia ser tiete de jogador.

Em condições normais, sim. Mas o bandeira costumeiramente combina com os jogadores mundialmente conhecidos para autografar um cartão amarelo e outro vermelho, a fim de posteriormente leiloa-los para uma entidade que cuida de autistas, a “SOS Autism Bihor”, na qual é voluntário (todo o valor arrecadado é integralmente entre a essa instituição).

Abaixo, extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2021/04/08/arbitro-que-pediu-autografo-para-haaland-doou-os-cartoes-para-a-caridade.htm

ÁRBITRO QUE PEDIU AUTÓGRAFO PARA HAALAND DOOU PARA A CARIDADE

Após o confronto pelas quartas de final da Liga dos Campeões entre Manchester City e Borussia Dortmund, o árbitro assistente Octavian Sovran foi até Erling Haaland e pediu para que o jogador desse autógrafos em seus cartões.

Nesta quinta-feira, 08, Sovran deu declarações ao site ‘playsport.ro’ e explicou que os cartões assinados por Haaland servirão para arrecadar fundos para uma organização que apoia pessoas com autismo.

O romeno comentou que faz isso regularmente após as partidas em que atua para, em seguida, doá-los a instituições de caridade. Octavian também disse que Lionel Messi já foi um dos jogadores que assinou seus cartões.

Em campo, o clube inglês levou a melhor e venceu a partida por 2 a 1. Com isso, a equipe de Pep Guardiola joga por um empate no confronto de volta da Champions League.

– Sobre a expulsão de Neymar:

A respeito de mais uma expulsão de Neymar pelo PSG, agora contra o Lille, algo que é notório: “bola” (ou seja, qualidade de futebol jogado), Ney Jr tem de sobra. O que falta é: maturidade, que parece nunca chegar!

Neymar tem 29 anos. Compare com Gabriel Jesus, que aniversariou semana passada e fez 24. Quem é mais maduro?

Sabendo que o brasileiro do PSG é “esquentadinho”, torna-se natural que o provoquem. E aí surgem as expulsões. O centroavante Evair era assim, e depois se emendou.

Lógico que cabe à arbitragem estar atenta para não exagerar na cor do cartão a ele, tampouco deixar de punir quem o provoca. Mas alguém precisa sugerir uma preparação mental melhor para ele. Dinheiro não lhe falta para isso.

Neymar prejudicou Gabriel Jesus na Copa do Mundo? - YouTube

– O caso de racismo envolvendo Diakhaby e Juan Cala.

Pelo Campeonato Espanhol, o francês Diakhaby, do Valência, deixou o campo após discutir com o espanhol Juan Cala, do Cádiz, alegando ter sido vítima de racismo.

O time do Valência, na sequência, deixou o campo, em solidariedade ao seu jogador, mas voltou ao jogo sem ele para evitar punições.

O árbitro não puniu ninguém pois não ouviu xingamentos nem pode comprová-los, mas relatou em súmula que Diakhaby reclamou ter sido chamado de “negro de merda”.

Eu tenho muito cuidado com injustiças. Toda a minha solidariedade ao atleta vítima de racismo, mas reservo-me a uma preocupação: há imagem / áudio comprovando a ofensa? 

Digo isso, pois, sabemos, no futebol acontecem várias coisas: acusações, brigas, discussões e… até mesmo invenciones (ressalto: não estou dizendo que é invenção do atleta francês, mas apenas tendo a preocupação de não acusar alguém injustamente – lembre-se, guardadas as proporções, do episódio Najla e Neymar).

RACISMO – seja no esporte ou na sociedade, é algo INTOLERÁVEL!

Extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2021/04/05/jornal-marca-racismo-diakhaby.htm

RACISMO: JORNAL SE SOLIDARIZA COM DIAKHABY

O jornal espanhol Marca se solidarizou com o jogador Mouctar Diakhaby, do Valencia, que foi vítima de racismo por parte de um adversário durante jogo contra o Cádiz, ontem (4), pelo Campeonato Espanhol.

Na edição de hoje do jornal, o Marca fez uma capa preta com a foto de Diakhaby fora do gramado após o caso de racismo e escreveu: “Não está sozinho”.

“Intolerável episódio racista no futebol espanhol”, publicou o jornal.

Com meia hora do jogo, Diakhaby discutiu com o espanhol Juan Cala e se irritou com algo dito pelo adversário. Alegando racismo, o zagueiro e seus companheiros decidiram ir para o vestiário, mas mudaram de ideia pouco depois por temer uma punição.

O Valencia voltou a campo sem Diakhaby, que se trocou e foi para a arquibancada. Juan Cala, por outro lado, continuou jogando normalmente.

As, Sport e Mundo Deportivo, outros dos principais jornais esportivos da Espanha além do Marca, não deram muito destaque ao episódio de racismo nas capas da edição de hoje.

– Richarlyson na calçada da fama. Mas a lista de ídolos dos clubes / da história é fácil de se elencar? E dos árbitros?

O presidente do São Paulo, Julio Casares, anunciou que colocará o nome de Richarlyson na “Calçada da Fama” do Morumbi.

Quando inaugurada pela gestão Leco, dos 99 nomes escolhidos, muito se questionou a ausência do atleta por uma suposta pressão das Torcidas Organizadas Tricolores, que alegariam que o jogador é gay e não deveria estar nela.

Se Richarlyson é homossexual ou não, é algo íntimo do atleta e não deveria ser colocado em questãonem ser motivo de retaliação. Mas aqui surge uma discussão: faz jus que ele esteja entre os 100 maiores jogadores históricos do SPFC?

Aliás: se é difícil escolher o maior nome de qualquer clube com unanimidade, quanto mais elaborar listas. Do São Paulo, é Rogério Ceni, Pedro Rocha ou Raí? Ou foi Leônidas? E do Palmeiras: Marcos ou Ademir da Guia? Do Corinthians, temos Luizinho Pequeno Polegar, Neto, Marcelinho Carioca, Sócrates, Gilmar dos Santos Neves… Do Santos é mais fácil: Pelé! Mas e depois dele, quem foi?

Tente relacionar em ordem de importância os 100 maiores do seu clube. Impossível, sem a ajuda de historiadores e da Internet – afinal, é difícil para as agremiações com décadas de história e milhares de ex-jogadores ter a memória viva de todos eles.

Pense, por fim, na Seleção Brasileira: em que ordem se classificaria Didi, Neymar, Rivaldo, Romário, Ronaldinho Gaúcho, Zico, Garrincha, Ronaldo Nazário, Rivelino, Ademir de Meneses, Friedenreich…? Não há adulto vivo e lúcido que viu todos ao longo da carreira e no auge!

Não vou entrar na relação mundial: Pelé, Maradona, Messi, Di Stéfano ou Puskas?

Vale o desafio: elenque os 10 mais importantes / históricos jogadores do seu clube.

Ops: aos amigos árbitros que me lêem, a mesma coisa: quem seriam os 10 mais importantes (por ordem) da história do Brasil?

Os 10 maiores jogadores de futebol de sempre | Desportolândia

– A reportagem sobre Morgado, o folclórico árbitro paulista.

Que baita matéria de Adriano Wilkson pelo UOL! Ele escreveu sobre o folclórico “Morgadinho“.

Tenho muito respeito por ele. Não o conheci pessoalmente, mas me lembro das partidas por ele apitadas. E me recordo que, no início da minha carreira, árbitros me avisaram: “Aqui no nosso meio, cuidado se te chamarem de ‘sobrinho’, pois é uma forma de sacanear alguém. É que ‘sobrinho’ era como o Morgado chamava os namorados dele, quando os levava ao vestiário”.

Se a discriminação sexual ocorre hoje, imagine naquele tempo!

Extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2021/03/28/pantera-cor-de-rosa-famoso-juiz-dos-anos-80-morreu-esquecido-com-hiv.htm

“PANTERA COR-DE-ROSA”: FAMOSO JUIZ DOS ANOS 80 MORREU ESQUECIDO COM HIV

O árbitro Roberto Nunes Morgado marcou época no futebol brasileiro dos anos 80. Parecia um personagem tirado da ficção. O bom nível técnico de sua arbitragem era, às vezes, ofuscado por certas decisões controversas, como a de expulsar quatro jogadores do Palmeiras no mesmo jogo em 1987 ou dar cartão vermelho para soldados da Polícia Militar que patrulhavam um Ferroviário x Vasco em 1983.

As extravagâncias levaram a comissão de arbitragem da Federação Paulista a exigir um exame de sanidade mental ao juiz, que costumava se gabar: “Agora, sou o único juiz da praça que tem atestado de sanidade mental.” As pernas esguias e o estilo um tanto espalhafatoso fizeram Morgado ser conhecido como a “Pantera de Cor-de-Rosa”.

Homossexual assumido e praticante de religião de matriz africana, ostentava um vasto bigode que cobria parcialmente os lábios. Costumava frequentar a Boca do Lixo, tradicional ponto de produção de cinema, farra e prostituição do centro de São Paulo, onde andava liderando um séquito de amigos.

“Todo mundo abandonou o Morgado quando ele adoeceu”, lembra Luciano, que tinha 8 anos quando o pai morreu em um leito do hospital Emílio Ribas em São Paulo em 1989. Um ano antes, o árbitro tinha descoberto que havia contraído o HIV, vírus que nos anos 80 era considerado mortal.

“Ele tinha muitos amigos, pagava a conta de todo mundo nas baladas, mas quando descobriu que tava com a doença, todos se afastaram”, conta o filho. Luciano recebeu o sobrenome do árbitro quando Morgado se casou com Lígia, mãe biológica de Luciano, que hoje trabalha vendendo lanches na zona leste da capital.

“Quando ele era vivo, a Federação ajudava a nossa família, mas depois que ele morreu, minha mãe casou de novo e a ajuda foi encerrada. Passamos muita dificuldade”, conta o filho do juiz. Morgado tinha dificuldade para manter seu dinheiro consigo. Segundo a imprensa da época, costumava proferir uma frase clássica que servia de chamariz para os amigos se juntarem: “Eu assino o cheque porque a letra mais bonita daqui é minha.”

O descontrole financeiro levou alguns de seus amigos mais próximos a administrar os rendimentos de Morgado. Segundo o filho Luciano, era José Astolphi, presidente da comissão de árbitros paulista, quem cuidava do dinheiro do pai. O único bem que Morgado, aspirante ao quadro da Fifa, conseguiu adquirir foi um apartamento na Praia Grande, litoral paulista.

Seus últimos dias foram vividos praticamente sozinho no hospital, de acordo com uma reportagem intitulada “O drama de um aidético” da Revista Placar, de dezembro de 1988. Morreu meses depois.

“O Morgado é um juiz que em várias oportunidades demonstrou um desequilíbrio psicológico muito grande”, afirmava Galvão Bueno, narrador de São Paulo 3 x 1 Palmeiras, a segunda semifinal do Paulista de 1987.

“Ele se mostra excessivamente nervoso, gesticula demais, faz muita confusão no jogo, às vezes irrita o jogador. Eu vi uma vez o Morgado apitar o jogo fora de campo, que nem um maluco. E mostrou cartão vermelho pra polícia, pra gandula, ficou com o cartão na mão correndo fora de campo.” A expulsão de quatro palmeirenses e a confusão que se armou no final da partida decretaram o fim da carreira do árbitro.

A personalidade excêntrica do juiz, sempre enfatizada pela crônica esportiva dos anos 80, contrastava com seu lado doce e apegado à família, segundo o filho Luciano. Um momento desses ficou registrado nas páginas da “Placar”.

Em 1979, o juiz, aos 33 anos, posou ao lado da mãe, Nair, com um uniforme preto engomado por ela. Os pais, imigrantes portugueses de origem pobre, eram sustentados pelo dinheiro que o filho fazia no futebol e nos outros empregos que teve.

Reportagem da Placar de dezembro de 1988 sobre o árbitro Roberto Nunes Morgado
Imagem: Reprodução

Da esquerda para a direita, Dirceu Fernandes (Escola de Árbitros da Federação), Alberto Ferreira, Roberto Nunes Morgado, Adriano Tito Correa e Leonerte dos Santos Imagem: Que fim levou/3º tempo

– Explicando o erro da arbitragem em Sérvia 2×2 Portugal: como isso acontece?

Estando 2×2, e Portugal com um atleta a mais do que a Sérvia, eis que nos acréscimos uma bola é chutada por Cristiano Ronaldo e vai entrando no gol… mas Mitrovic deu um carrinho para tentar salvar sua meta.

Pelas imagens, o sérvio não conseguiu, pois a bola ultrapassou a linha (e ultrapassou bastante) de acordo com as imagens.

Mas sem VAR ou a tecnologia da linha do gol (aquela onde um alarme soa e vibra no relógio do árbitro), a partida precisava de árbitros que não vacilassem ou estivessem cientes de que erros não poderiam ser corrigidos a posterior. Lembrando novamente: na UEFA, não há esses recursos modernos nas Eliminatórias da Copa do Mundo.

O lance era do bandeira holandês Mario Diks. Ele não estava correndo na linha imaginária do penúltimo defensor nem da bola (repare que está um pouco atrasado). Já seu compatriota, o árbitro Danny Makkelie, teve a visão encoberta pelo próprio corpo de Mitrovic.

Enfim: um erro que custou 2 pontos para os portugueses, tendo como destaque Cristiano Ronaldo jogando a faixa de capitão no chão como um ato de revolta.

Sérvia x Portugal: Palpite das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022  (27/03)

– Daniel Alves e Van Basten pedindo mudanças nas Regras.

O ex-atacante Marco Van Basten, em 2017, sugeriu nos “encontros de ex-jogadores junto à FIFA para as sugestões de mudanças de regras”, que deveria-se abolir o impedimento. Nesta semana, à Sky Sports, reforçou a ideia:

“Estou convencido que a regra do fora de jogo não é boa. Pelo menos gostaria que se experimentasse eliminá-la, para mostrar que o futebol também é possível sem essa regra. Acredito que o jogo seria melhor sem ela”.

Dois dias depois, foi a vez do lateral Daniel Alves também sugerir mudanças de regras, em tuíte a Gianni Infantino, escrevendo:

“Tem que permitir bater os laterais com os pés!
Não suspender os jogadores por castões, salvo agressão!
Ahhh e colocar um mínimo de tempo pra ver o var Cara de bravo
Profissionalizar os árbitros todos e capacita-los mais!”

E você, o que sugeriria para uma mudança de regra? Deixe seu comentário:

Infantino suge mudança na regra do VAR