– Análise da Arbitragem de São Paulo x Arsenal (Libertadores) e o mau momento da Arbitragem Sulamericana

A arbitragem sulamericana começou mal 2013. Os árbitros que se destacaram no ano passado – o venezuelano Soto, o colombiano Roldán e o peruano Carrillo – estão decepcionando na Libertadores da América.

Nitidamente, a Conmebol resolveu radicalizar na renovação. E com isso, os árbitros brasileiros que estão em baixa perdem mais espaço, outros experientes como o chileno Ósses e o paraguaio Amarilla são deixados de lado (embora escalados), além do mau momento dos argentinos e uruguaios.

Assim, Wilmar Roldán, árbitro da final da última Libertadores, comprometeu sua atuação na noite de ontem em São Paulo X Arsenal (assim como Çakir, árbitro da final da última Champions League, comprometeu anteontem em Manchester X Real Madrid).

Antes do início da partida, uma verdadeira lambança: segundo a regra, os clubes devem ter cores distintas dos uniformes, e tanto Arsenal quanto São Paulo entraram com shorts brancoOra, cadê o quarto-árbitro para cuidar disso antes de entrarem em campo? O mandante tem o direito de jogar com o uniforme que quiser, e cabe ao visitante trocar de roupa. Porém, o São Paulo teve que trocar o calção – ou por gentileza, ou por ordem da arbitragem. Com isso, atraso no início da partida.

Ainda antes do apito inicial: e o constrangimento dos Hinos Nacionais tocando com menosprezo?Apenas Rogério Ceni perfilado solitariamente no Hino Brasileiro, e durante a execução do argentino, um bate-bola de aquecimento dos Hermanos.

Vamos aos lances de jogo: bola que é cruzada pelo Arsenal e que bate involuntariamente na mão de Cortês. Lance normal, segue o jogo. Mas aqui há a marcação de pênalti! Erro infantil do árbitro, com interpretação totalmente equivocada. Entenda como funciona:

Para marcar uma falta ou pênalti por uso indevido das mãos na bola, o árbitro deverá levar em consideração as seguintes circunstâncias (extraídas da Regra 12):

  • – o movimento da mão em direção à bola, e não da bola em direção à mão (intenção ou não de usar a mão para pegar ou parar a bola);
  • – a distância entre o adversário (dá tempo da mão “desaparecer” da jogada para que ela não bata?);
  • – e a bola que chega de forma inesperada (bateu no susto?).

Portanto, esqueça alguns ditos de que é necessário verificar a posição das mãos ou braços: a posição da mão não pressupõe necessariamente uma infração (braço colado, braço aberto, mão em punho ou riste… tudo bobagem e folclore!). Esqueça também ditos populares de que a bola ía para o gol, impediu um cruzamento, entre outras crendices (Importante – é a única infração em que você exclusivamente avalia INTENÇÃO, pois não há a possibilidade de avaliar as outras nuânces da regra, que são a imprudência ou uso de força excessiva).

Depois disso, avalie: Cortês teve intenção ou não?

Outro lance polêmico foi a não-marcação de um suposto pênalti sobre Luís Fabiano. O atacante sãopaulino entra na área, e ao sentir a mão do adversário, desaba. Ora, futebol é esporte de contato físico, e aparentemente não houve empurrão que desequilibrasse com força suficiente o atleta. Neste lance, acertou o árbitro.

Por fim, Osvaldo, nos últimos instantes da partida, se jogou descaradamente para cavar a penalidade. Cartão amarelo bem aplicado.

Nestes 3 lances importantes e capitais, o árbitro acertou 2 e errou 1. Curiosamente, os dois acertos eram de interpretação de maior dificuldade do que o erro acontecido, que era uma jogada fácil e que acabou sendo determinante no resultado. Além disso, durante a partida, o árbitro se posicionou mal em campo, errou diversos lances bobos e permitiu certo retardamento do Arsenal (principalmente no segundo tempo).

Após o jogo, Luís Fabiano foi reclamar com o árbitro e foi expulso. Depois de receber o vermelho, reclamou de perseguição, racismo e de outras coisas. Ora, tão rodado que é, não deveria usar a sua experiência para evitar infantilidades como as de ontem?

Aqui, tanto Luís Fabiano como Wilmar Roldán mostraram similaridades: os dois são bons em seus ofícios, mas estiveram em uma noite de extrema infelicidade.

Aliás, que sorte o Arsenal da Argentina tem com decisões equivocadas da arbitragem: seu zagueiro quase quebrou a perna criminosamente de Ronaldinho Gaúcho na rodada passada e o atleta nem expulso foi. Ontem, novo erro ao seu favor. Parece que ter camisa não está adiantando mais na Conmebol…

E você, o que achou do jogo? Deixe seu comentário:

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