– Análise da Arbitragem de São Paulo x Atlético Mineiro. Como foi o árbitro?

Na noite passada, tivemos um bom jogo no Estádio do Morumbi. E como foi a atuação do árbitro paraguaio Arias?

No começo da partida, o árbitro entrou vibrante no jogo. Estava no mesmo ritmo dos jogadores: elétrico. Correu demais, sempre próximo as jogadas. E conversando bastante! A toda falta, por mais leve que fosse, marcava e pedia calma. Durante a partida, foi cansando e relaxando.

Aos 19 minutos, um erro infantil: Tardelli e Lúcio disputam a bola, o atleticano chuta ao gol e desvia no bico da chuteira do são paulino. Escanteio marcado pelo bandeira, mas cuja marcação é desprezada pelo árbitro, que bateu no peito, apontou a marca do tiro de meta e desprestigiou (erroneamente) seu assistente. Erro técnico e ao mesmo tempo, de soberba ao desprezar o trabalho de equipe.

Apesar do ritmo frenético e nervoso do jogo, o comportamento dos atletas frente ao árbitro era razoável. A partida transcorria sem lances polêmicos e o árbitro conduzia regularmente o jogo. Até que, aos 34 minutos, um lance capital de acerto do paraguaio: Lúcio atinge Bernard no corpo, após perder o tempo de bola e receber o Cartão Amarelo. Como já tinha recebido poucos minutos antes o Primeiro Amarelo, expulso pelo Segundo Cartão com acerto. Neste lance, especificamente, não era para Vermelho Direto, pois Lúcio não vai disputar a bola com a chamada “Força Excessiva”, mas sim com o que a Regra chama de “Ação Temerária”: digna de Amarelo.

No segundo tempo, com o Atlético Mineiro na frente do placar e com superioridade numérica de atletas, o árbitro voltou às suas origens: erros bobos e má atuação em lances comuns (mas nada que mudasse o resultado). Aos 75 minutos, Rafael Tolói abandona a bola e vai no corpo de Ronaldinho Gaúcho, matando o ataque mineiro. Não foi aplicado o Cartão Amarelo. Aos 86m, novamente Toloi (agora obstruindo R10 com um paredão), e nem falta marcada em novo contra-ataque. Seriam dois cartões amarelos em Toloi por infração no mesmo adversário.

Mesmo assim, a regular atuação do árbitro não foi determinante, lembrando que o lance mais chamativo – a expulsão de Lúcio por reincidência – foi correta.

Chamo a atenção de dois fatos importantes:

1- notoriamente, o trabalho do ex-árbitro Wagner Tardelli deixou frutos como professor de regras no time de MG. No começo do ano, o Atlético conseguiu um gol por se aproveitar da não-existência de impedimento na cobrança de lateral. Ontem, no final da partida, numa cobrança de falta e antes da bola ser tocada, o time inteiro correu para o meio campo, deixando ao menos 5 jogadores do São Paulo vendidos, impedidos, sem possibilidade de continuar na jogada. Sem dúvida, lance de treino conhecendo detalhes da Regra do Jogo.

2- Cuca substituiu muito bem atletas que tinham cartão amarelo. Pressentiu uma possível compensação do árbitro? Provavelmente. Teve boa percepção.

Uma outra observação: a falta de sorte do São Paulo: Aloísio foi substituído por Ademilson, que foi substituído por Rodolpho, que foi substituído por Douglas.

Por fim: Na 4a feira, Cris, do Grêmio, foi expulso bisonhamente contra o Santa Fé. Ontem, Lúcio. Ambos zagueiros veteranos, rodados, e ditos “xerifes” para passar experiência aos seus times…

apito.jpg

Anúncios

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s