– Análise da Arbitragem de Santos x Corinthians, Final do Paulistão 2013

Qualquer decisão de campeonato entre dois grandes times costuma ser nervosa. Não foi diferente na Vila Belmiro.

Boa arbitragem no 1o tempo e Regular atuação no 2o, com poucos erros no começo da partida, e consideráveis equívocos no transcorrer do jogo. Acertou em alguns lances capitais e errou em outros. Os atletas não queriam colaborar e Ceretta lidou dificultosamente com a situação.

Logo aos 3 minutos, Bruno Peres vai dividir com Emerson. Por baixo, nada foi; por cima, há contato físico sem falta. Emerson, ao sentir o toque, se joga e Ceretta marcou. Errou.

Aos 4 minutos, Fábio Santos mata um contra-ataque santista puxado por Neymar e recebe cartão amarelo. Correto.

Mas muitos atletas não se comportaram bem: por exemplo, aos 17m: Renê Junior vai limpo em Fábio Santos, a mão do santista bate no corinthiano, que ao sentir o contato (não infracionário) desaba, tentando iludir o árbitro. Nada marcou o juiz, corretamente.

A primeira polêmica: aos 22m, Leo cruza a bola e ela bate no braço do zagueiro Gil, involuntariamente. Não foi pênalti, acertou Ceretta.

Um erro importante: aos 23m, Paulo André perde o tempo da bola e acerta a canela de Neymar, na entrada da área. Ceretta se equivoca e manda seguir. Seria falta; erro da arbitragem e na ocasião, “5a falta coletiva em Neymar”.

30m: falta em Alessandro bem marcada, mas com muita reclamação do treinador Tite, que queria Cartão Amarelo. Aliás, muito falatório nesse momento.

Já aos 32m, outro unfair-play: Emerson perde a bola no ataque e se joga. Ameaçou reclamar mas desistiu. A queda foi canastrã, Ceretta nem teve esforço para tomar a decisão de mandar seguir o jogo.

O último lance difícil do 1o tempo ocorreu aos 36m: Santos no ataque, bola cruzada de Bruno Peres e novo lance de bola na mão, agora de Paulo André. O zagueiro do Corinthians se joga e a bola bate no braço. Para mim, não foi intencional e sim imprudente, já que o jogador está no alto, fora do chão, desequilibrado, não manifestando um toque deliberado, sem tempo de recolher o braço devido a rapidez da jogada. Acertou o árbitro, já que nos casos de mão só se pode avaliar a intenção.

Já na volta do intervalo, nova polêmica. Aos 47m, Neymar e Paulo André se desentendem. Bate-boca, nervosismo típico de final. Mas com um detalhe: Neymar iniciou a discussão, após abrir o braço desnecessariamente procurando o adversário, sem atingi-lo. Valia o cartão amarelo, lance costumeiramente chamado de “Atitude Inconveniente”. Errou o árbitro. Ali, ele controlaria melhor os ânimos.

Um lance clássico de Cartão Amarelo: aos 60m, novamente falta em Neymar. Edenilson para o adversário após ele driblar dois adversários. Advertência bem aplicada. Confesso que nesta altura havia perdido a conta de quantas faltas Neymar recebeu até aquele momento.

63m: Edu Dracena “apela” e acerta a perna de Paulinho na entrada da área, quando este estava em boa jogada de ataque. Seria falta com cartão amarelo. Errou. O treinador Tite reclamou muito e foi advertido pelo árbitro.

Acertos foram os cartões amarelos aplicados por retardar o jogo, tanto para Cássio e para Romarinho.

Aos 76m, Renê Junior faz falta em Fábio Júnior, com cartão amarelo aplicado corretamente.

Nos minutos finais, fogos de artifício foram jogados em campo pela torcida do Corinthians e a partida paralisada. Ué, não existe proibição da Gaviões da Fiel entrar em campo, além da norma que impede sinalizadores e fogos por parte da FPF?

No último minuto, Arouca segura Pato, que imediatamente abandona a jogada e ganha a falta. Amarelo para o santista, que foi infantil no lance. Pato poderia prosseguir, mas abdicou de continuar no ataque. O santista pagou o preço por tentar pará-lo de tal forma.

Uma observação final: Ceretta sinalizou 4 minutos. Pelas paralisações do jogo (em especial pelos fogos em campo), eu daria mais. Só que na prática o jogo foi quase aos 52minutos! Curioso… não poderia sinalizar o acréscimo do acréscimo (que é assim que funciona)? Ou será que ele travou o cronômetro durante a confusão e depois reinicou o jogo do minuto parado? Se foi isso, errou de novo.

Em suma: no final da partida, quase o jogo foi maior do que o árbitro… Mas se entenda a dificuldade dele e as circunstâncias da sua escalação.

Me recordei da entrevista que Guilherme Ceretta deu à imprensa quando terminava a vistoria no gramado da Vila Belmiro. Questionado sobre o momento ruim dos árbitros de SP, respondeu:

Ao final da decisão, vocês vão ver o quanto a arbitragem paulista é diferenciada”.

Respeitosamente, não vimos.

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