– O que esperar do árbitro holandês na final da Copa das Confederações?

A FIFA se tornou previsível. Na última semana, em nossa coluna no Bom Dia / Diário de São Paulo (post de 24/06), fizemos a projeção dos árbitros para as semifinais e final da Copa das Confederações. E neste exercício de lógica, acertamos (vide em: http://is.gd/ArbitrosBomDia).

Utilizamos a expectativa de que a FIFA não arriscaria nas escalas devido a má atuação do árbitro uzbeque na partida entre Brasil x Itália. Assim, colocaria árbitros que conhecessem as equipes nas semifinais. Dessa forma, o chileno Enrique Osses foi escalado para o clássico sulamericano e o inglês Howard Webb para o confronto europeu; tal escala já os eliminariam da finalíssima. Como a decisão entre Brasil x Espanha não pode ser um jogo para testar, o árbitro argelino estaria fora. O representante português idem, após arbitragens apagadas. E como o japonês Nishimura não correspondeu às últimas atuações, sobraram o árbitro argentino Diego Abal e o holandês Bjorn Kuipers. Como o juizão da Argentina não é do mesmo nível do seu colega da Holanda, deu Kuipers.

O árbitro deste domingo tem muitos jogos importantes em seu curriculum recente: trabalhou na semifinal entre Mazembe x Internacional no Mundial de Clubes 2010; apitou vários jogos da Champions League em 2011, 2012 e 2013; esteve na final da Eurocopa entre Itália x Espanha em 2012; foi o árbitro da final da Europa League entre Chelsea x Benfica em 2013 e estará atuando na sua segunda final de competição internacional deste ano em sua carreira. Na Copa das Confederações, apitou Uruguai 2 x 1 Nigéria. Ou seja: vem credenciadíssimo.

Suas características são excelentes: é bom fisica, tecnica e disciplinarmente. Mas algo chama a atenção: é um “Colina às avessas” no relacionamento com os atletas. Para quem não lembra, Pierluigi Colina, árbitro da final da Copa do Mundo de 2002, se notabilizava por conversar bastante com os atletas, muitas vezes até em excesso, explicando suas decisões. Esbanjava simpatia. Já o holandês Bjorn Kuipers é sisudo; apita os lances e dá as costas para o jogador que tenta conversar com ele; se ele dá a atenção para o atleta, é para punir por reclamação.

Será que a FIFA ficou preocupada com o comportamento dos atletas nas semifinais? Penso que sim em relação a Brasil x Uruguai, mas não foi isso que determinou a escala de domingo, mas a competência do árbitro da Holanda.

Fica a dica aos brasileiros: sem catimba, simulação ou reclamação excessiva, pois serão infrações punidas. Além do que, como a Seleção costuma fazer faltas táticas em excesso no meio de campo (característica de toda equipe dirigida por Luís Felipe Scolari), o risco de cartões é alto. Mais: lembremo-nos que o comportamento dos atletas espanhóis foi exemplar na partida entre Espanha x Itália; portanto, que a Seleção Brasileira procure apenas jogar futebol.

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