– Análise da Arbitragem de Paulista 1 x 2 Penapolense. Como foi o árbitro?

Mais uma derrota do Paulista FC no Campeonato Estadual, fazendo com que a ruim perspectiva da série A2 em 2015 esteja se tornando uma dura realidade… Mas o árbitro teve influência no resultado?

Não. A verdade é que o Paulista se perdeu em meio ao nervosismo do ambiente, desequilibrou-se emocionalmente e, evidentemente, tem um elenco de baixa qualidade técnica. Afinal, em 21 pontos disputados só conquistou 2, sendo que todos os 5 gols marcados até agora foram por David Batista.

Vamos à nossa seara: a arbitragem. Aurélio Santanna Martins viveu dois momentos diferentes no jogo: um primeiro tempo seguro, bom tecnicamente e senhor da partida; já no segundo, errou muito técnica e disciplinarmente, mas nada que comprometesse no resultado final.

Logo aos 7 minutos, Jeff Silva recebeu um cartão amarelo evitável. O juizão marcou a falta e usou o spray para demarcar a barreira. Jeff ficou a frente da marcação. O árbitro pediu para ele se manter no local traçado, e o lateral tricolor insistiu em ficar fora. Aurélio chamou a atenção dele uma 2a vez, que olhou e nem se mexeu. Resultado: cartão Amarelo por não manter a distância regulamentar. Custa a crer que um jogador profissional ainda receba tal advertência nos dias de hoje, principalmente quando se há a marcação por spray!

DISCIPLINARMENTE:

Aliás, além do Amarelo a Jeff Silva, em todos os cartões aplicados o árbitro foi bem: o de Emerson no 1o tempo aos 42 minutos e a sua expulsão no 2o tempo aos 22m (2o amarelo por falta forte em Douglas Tanque). Também ao atacante do Paulista David Batista por reclamação e aos jogadores Luís Gustavo, Alexandro e Douglas Tanque (todos no 2o tempo). A registrar: o último cartão do jogo- a expulsão do lateral Raul pela violenta e covarde infração por falta brusco grave (beirando a agressão) em Liel, foi exemplar. Na lateral do campo, aos 47m, pra quê? Total descontrole do atleta jundiaiense.

O problema do árbitro foi a não aplicação de alguns cartões! Certamente 3 Amarelos deixaram de ser aplicados:


  • 1) Jaílton fez uma sequência de faltas, sendo a 3a aos 30 minutos, onde ele foi em direção ao jogador e vacilou na aplicação do cartão, optando pela advertência verbal.
  • 2) Aos 11m do 2o tempo, Jô avançava pelo ataque pela direita, e Luís Gustavo o empurrou. O jogador tenta seguir mas cai dentro da área. Era falta (o empurrão foi fora da área penal e é na origem da infração que se marca) e cartão amarelo para o zagueiro. Porém, nada marcou o árbitro e tampouco o ajudou o bandeira Fausto Viana. O pior de tudo é que aos 35 minutos um lance idêntico entre Jô e Luís Gustavo, agora pelo lado esquerdo. Nessa o árbitro marcou falta e aplicou o Amarelo. IMAGINE: se tivesse dado a falta e o cartão 24 minutos antes, Luís Gustavo deveria ser expulso nessa jogada, pois seria o 2o Amarelo.
  • 3) Liel, camisa 5 da Penapolense, após dividir uma bola, caiu e ficou no chão reclamando de dor e pediu a maca. Demorou para sair do gramado, e eis que quando ultrapassa a linha lateral, todas as suas dores desaparecem e ficou de pé para retornar, saltitando! O 4oárbitro Roney Bustamante poderia ter avisado o árbitro e aplicado o Cartão Amarelo pela simulação.


TECNICAMENTE:

Se no primeiro tempo Aurélio discerniu muito bem faltas cavadas e faltas realizadas (em especial aos 18 minutos quando Alex Créu caiu pedindo falta e a bola sobrou para Dinelson, que tromba com o adversário e se joga reclamando – acertou duplamente o árbitro ao não marcar nada),no segundo tempo ele se perdeu em alguns lances: vide aos 31 minutos quando Raul tenta prender a bola, Biro o chuta no chão e o árbitro dá jogo perigoso a favor da Penapolense; além de uma dividida legal de David Batista contra o goleiro aos 38 minutos, quando foi marcada indevidamente a falta no goleiro. Aliás, foi nesse lance que David recebeu Amarelo por reclamação (em lances com ou sem razão o atacante do Paulista sempre reclama insistentemente gesticulando com a arbitragem, precisa corrigir isso).

O lance mais discutido nesse quesito foi o 1o gol da equipe de Penápolis: Alexandro (ou se preferir Alex Créu) divide com o zagueiro do Paulista que não sobe, vai frouxamente para o lance e cai. Na cabeçada, gol do Penapolense. Reclamou-se de falta, empurrão, tranco com força excessiva… durante a transmissão imediatamente dissemos que o gol era legal e o “chororô se devia à desculpa do jogador do Paulista por ter falhado na jogada”. E foi isso mesmo: gol legal. Mas eis que o presidente do Paulista, Djair Bocanella, entra na cabine da Difusora para reclamar do nosso comentário, insistindo – e bem nervoso – que houvera falta, que a arbitragem era ruim e que o Paulista estava sendo prejudicado (bravo conosco)! Tudo isso durante o jogo… Gozado, pensei imediatamente:

será que foi o narrador Marcelo Tadeu quem permitiu a bola alçada na área; ou o comentarista Robinson Berró que não pulou para dividir com o atacante; o comentarista da arbitragem Rafael Porcari que inventou um braço empurrando; ou ainda o jornalista Adilson Freddo que escalou mal o time?”

Seria culpa da imprensa a má campanha?

No intervalo, mais calmo, o presidente do Galo voltou à cabine para pedir desculpas pois viu o lance pela TV e refez sua opinião, já que acertamos no comentário.

Sobre os bandeiras: muito bom o trabalho do árbitro assistente 2 Eduardo Marciano que em 3 oportunidades não marcou impedimento em David Batista, pois Jaílton lhe dava condições; porém, o assistente 1 Fausto Viana teve algumas dificuldades, em especial em um lance em que o mesmo David Batista recebe a bola com Luís Gustavo lhe dando condições e ele marca impedimento em um importante lance de ataque.

EM SUMA…

Antes das partidas, sempre fazemos a projeção pré-jogo da arbitragem. Ela avalia o árbitro pelo seu desempenho nas últimas partidas. Na temporada 2013 e na parcial de 2014, Aurélio foi muito bem, demonstrando boa regularidade e sendo merecedor do seu primeiro clássico. É claro que a análise pré-jogo nem sempre se concretiza, pois cada jogo é uma história diferente. Nesta 3a feira, o árbitro não demonstrou nada de excepcional, com bons acertos e alguns erros já citados. Mas que não se macule uma caminhada por um único jogo, já que leio críticas não pontuais sobre o mesmo. O árbitro é muito bom, foi bem no primeiro tempo e regular/ruim no segundo. Nada comprometedor.

PÓS-JOGO

A registrar o clima nervoso pós-jogo: Dinelson que houvera sido substituído e ofendeu com gestos obscenos a torcida que se encontrava nas cativas, voltou a responder as vaias após o término da partida. Torcedores conseguiram o acesso às dependências administrativas do Jayme Cintra e cobraram veementemente a diretoria. Clima ruim: da diretoria aos jogadores, passando pela comissão técnica, o Paulista não tem se encontrado.

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