– O Grave Erro do Árbitro em Ituano 1 x 0 Santos. Culpa de quem?

Falamos na última semana que se o jogo fosse Santos x Palmeiras, Rodrigo Guarizzo não teria sido sorteado (texto em: http://is.gd/Azarao). E, de fato, quando exigido, falhou.

O que dizer da bola na mão (e não “mão na bola”) que virou pênalti para o Santos?

Na verdade, o grande problema que tem ocorrido em lances desse tipo é a nova orientação para a interpretação de infrações por uso indevido de mãos na bola. A Regra não mudou, continua-se avaliando a intenção ou não (lembrando que essa é a única falta que não pode ser marcada por imprudência). Agora, deve-se levar em conta se há a “subjetiva intenção”, ou seja, o desejo velado de meter a mão na bola e disfarçar a situação como casualidade (para as outras condições, clique em: http://is.gd/524eGZ).

Na partida de hoje, Guarizzo errou ao marcar mão na bola. Nada de intenção disfarçada, o zagueiro tenta tirar o braço e não consegue a tempo. O contato é inevitável, o membro não sumirá instantaneamente do corpo.

Mas por quê isso têm acontecido frequentemente?

Na pré-temporada, a FPF trabalhou bastante essa situação. Não acredito que foi vendida pela Comissão de Árbitros a ideia de que “bateu na mão” deva ser marcado pênalti, pois, afinal, é uma situação que merecia demissão imediata dos seus integrantes pela gravidade do erro. O Cel Marcos Marinho não é do ramo, dá para entender; seu assessor Arthur Alves Júnior divide o tempo como membro da CEAF-SP, dirigente da Coafesp e presidente da Safesp, e, talvez, não tivesse tido tempo para orientar melhor. Mas não entra na minha cabeça que o Roberto Perassi e a Sílvia Regina, da Escola de Árbitros, não tenham falado sobre esse tipo de lance.

Conversei bastante sobre os trabalhos da Pré-Temporada com alguns árbitros que participaram, e ambos diziam o seguinte: “chegamos a um consenso que em quase todos os lances é para marcar a falta/ pênalti, mas não quer dizer que bateu na mão é infração”. Um deles me disse: “agora, está mais fácil marcar pênalti”.

Discordo. Está muito mais difícil! A subjetividade é traiçoeira no futebol.

Vide o seguinte: marcaram pênaltis em bola na mão vários árbitros medianos / ruins ao longo do Paulistão. Mas Luiz Flávio de Oliveira, Raphael Claus, Marcelo Rogério ou Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza marcaram em lances semelhantes nos seus jogos?

Não. Portanto, se houve de fato a inadmissível orientação errada, os bons têm corrigido o equívoco, pois são mais experientes e capacitados.

Em tempo: a CBF promoveu nos últimos dias um curso de aprimoramento aos seus árbitros, e vários assuntos (como esse) foram tratados. Guarizzo também estava lá! Será que veremos no Brasileirão lances e decisões iguais ao deste domingo, ou no Paulista as jogadas de dúvida são diferentes?

Não posso ser leviano em dizer que, se o lance fosse em favor do Ituano, o pênalti não seria marcado. Aí seria má fé, e não creio nisso, mas sim na incompetência e no equívoco.

E você, marcaria pênalti ou não?

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