– Balanço dos 10 dias de Copa: Arbitragens, Clima e Destaque dos Jogos e Atletas.

Depois de uma grande quantidade de jogos da Copa do Mundo, como avaliar a competição?

O ambiente é ótimo! Todos os problemas de infraestrutura, atrasos nas obras, superfaturamento e desvios de verbas foram esquecidos (mas não deveriam) pelas ótimas partidas de futebol. Dá para contar nos dedos os pouquíssimos jogos entediantes, pois, verdade seja dita, não dá para desligar o televisor.

Na maior parte dos jogos, uma equipe marca o gol e na sequência o outro desforra e a disputa fica aberta. As torcidas não param de cantar um minuto sequer e as imagens dos estádios com a exuberante paisagem brasileira ajudam a vingar o bordão de que essa é a “Copa das Copas”. Talvez pelos times da América do Sul estarem avançando e o sangue latino mais exacerbado? Pode até ser.

Destaque para jogadores que estão decidindo e jogando bem: Robben, Van Persie, Benzema… Aliás, Benzema é o “artilheiro azarado”, pois deixou de ter 3 gols na sua conta: contra Honduras chutou ao gol e depois da lambança do goleiro tentando fazer a defesa foi creditado como gol contra. Perdeu um gol na cobrança de pênalti contra a Suíça e no mesmo jogo, nos acréscimos, partindo para o ataque, fez o gol quase no instante em que o insensível juizão apitava o final da partida (e o gol não valeu).

Mas há destaque para outros jogadores que estão literalmente “salvando a Pátria”: Messi que o diga contra o Irã e Klose contra Gana.

Aliás, Klose marcou e igualou o recorde de tentos marcados em Mundiais do Fenômeno R9. O gozado é que parece não ter existido tanto incômodo por parte da torcida brasileira. No tempo em que o artilheiro era imortalizado como “RRRRonaldinho”, todos amavam o jogador. Hoje, como empresário Ronaldo Nazário, o carisma parece ter se perdido.

Mas não são apenas os jogadores que tem decido os jogos. A arbitragem também!

Nishimura que o diga no Brasil x Croácia (pênalti inexistente em Fred), Mirolad Mazic em Argentina x Irã (pênalti não marcado de Zabaleta em Dejagah) e o neozelandês Peter O’Leary em Nigéria x Bósnia (anulando o gol por impedimento mal marcado do seu assistente).

E o mais curioso: nenhum erro contra grandes Seleções! Parece que os países pequenos sofrem pela camisa deles não ser tão tradicional…

Lembrando ainda: o bandeirinha colombiano que anulou dois gols mexicanos estava escalado para o jogo entre Coréia do Sul x Argélia, mas foi dispensado.

Sejamos justos: alguns erros técnicos dos árbitros passaram desapercebidos em grandes jogos e não foram tão discutidos pela boa qualidade e emoção das partidas. Disciplinarmente, algumas atuações ficaram a desejar na não aplicação de cartões. Isso me parece mais uma orientação da Comissão de Arbitragem: não vulgarizar advertências e expulsões. Aí deve-se tomar cuidado: poupar cartão é bom até onde não descumpre a regra.

O certo é que as duas grandes atuações de Sandro Meira Ricci (sem patriotismo ou corporativismo)me fazem dizer que, junto com seus assistentes Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Van Gassen, são credenciais para apitar uma finalíssima, caso o Brasil seja eliminado nas 4as-de-final (que é a fase na qual a FIFA dispensa muitos árbitros pelo critério da neutralidade). E avalie: os bandeiras brasileiros não erraram nada, fizeram seu dever ajudando o árbitro, que não vacilou na marcação ou não de pênaltis e outras infrações. Sem contar o fator sorte: apitou dois bons jogos e o trio entrou para a história com a primeira “confirmação de gol pela tecnologia” da história.

É claro que o Brasil estando na decisão dois nomes ganham peso para a Final: o árbitro inglês Howard Webb ou o espanhol Carlos Velásques, já que suas seleções foram eliminadas ainda na primeira fase. Uma espécie de “prêmio de consolação” a seus países.

Enfim: nesta segunda-feira teremos Brasil x Camarões com a arbitragem sueca de Jonas Eriksson.Para mim, fraquinho. O árbitro já fez notórias lambanças na Liga dos Campeões demonstrando dificuldades na questão técnica. Disciplinarmente é razoável e fisicamente está em fase excelente (essa Copa é a dos árbitros corredores, a FIFA exigiu muito deles nesse quesito). Não questiono a experiência dele, já que tem um bom currículo, mesmo não atuando tão bem. O medo é: está capacitado para interpretar simulações e malandragem dos jogadores brasileiros?

A FIFA tem grande preocupação nesse jogo não pela arbitragem, mas pela manipulação de resultados. Explico: o chefe de segurança da entidade, Ralf Mutschke (o homem encarregado em garantir a lisura das partidas) declarou publicamente que “esse jogo é de alto risco e grande vulnerabilidade”, devido a uma possível ação de apostadores. Como Camarões já está eliminado da Copa do Mundo e seus atletas brigaram muito por dinheiro antes do embarque, não seria improvável que agentes buscassem corromper jogadores acertando que o time perca por um número X de gols, ajudando apostas ilegais.

E você: o que tem achado do Mundial até agora? Particularmente, acho que temos uma “imagem da Copa” bem marcante: a dos torcedores japoneses, após o jogo da sua Seleção, limpando a sujeira do Arena das Dunas.

É questão educacional…

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