– Análise da Arbitragem Pré-Jogo de Brasil x Colômbia

Se você acompanha os jogos do Campeonato Espanhol, ao ver a escala de Carlos Velasco Carballo para o jogo Brasil x Colômbia, dirá: o juizão é nosso!

A Espanha não possui bons árbitros. Velasco é conhecido, está na Copa porque a Espanha, com toda a sua força e poder político, não poderia ficar de fora (a França de Platini, atual presidente da UEFA, foi excluída da arbitragem no Mundial). Árbitro comum, em suma.

Para mim, depois de tantas reclamações (infundadíssimas) de Felipão sobre a arbitragem, a FIFA cedeu e escalou um árbitro caseiro, que na dúvida, é prol da camisa mais forte. Real Madrid e Barcelona que o digam (que apesar de times fortes, contam muitas vezes com a benevolência dos apitadores de lá).

Suas características:

EXCELENTE NA EXPERIÊNCIA (43 anos de idade e muitos jogos importantes na carreira),

MUITO BOM FISICAMENTE (corre bastante, aguentará bem uma prorrogação caso ela exista),

RAZOÁVEL/RUIM TECNICAMENTE (erra eventualmente na marcação de faltas em lances simples),

RUIM DISCIPLINARMENTE (aplica muitos cartões amarelos desnecessários, e quando tem que expulsar, vacila no uso do cartão vermelho – embora a FIFA tenha orientado os árbitros a segurarem seus cartões, usando-os em último caso).

Se houve boa vontade da FIFA com a Seleção dentro de campo, com a de fora, não! Quem acompanhou a última partida, viu a bagunça que o banco de reservas brasileiro fez (não só o Brasil, mas em diversos jogos os bancos ficam mais alvoroçados do que as arquibancadas). Felipão se exaltou, xingou, e só não foi expulso pois o árbitro daquela ocasião, Howard Webb, não entende a língua portuguesa. Para cuidar dos excessos de Scolari, foi escalado o norueguês Svein Oddvar Moen.

Alguém viu Svein apitar? Não, ele é o “bom quarto-árbitro”, o cara que toma conta (literalmente) dos bancos e que só chama o árbitro principal quando não dá mais para controlar um treinador que não se comporta bem e tem que ser expulso. Portanto, abra o olho, Luís Felipe!

E aí, o que você espera da arbitragem e do jogo? Meu palpite era 1×1 nos 90 minutos e um gol brasileiro na prorrogação. Após saber da escala e fazer o meu comentário na Rádio Difusora Jundiaiense / Jovem Pan AM 810 (no Programa Toque de Bola apresentado pelo nosso comandante Adilson Freddo), mudei o palpite: BRA 4 x 2 COL no tempo normal.

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EM TEMPO: Nestor Pitana, da Argentina, apitará o outro jogo das Quartas-de-Final entre Alemanha x França. Pitana nem era cotado para ir à Copa, o nome era de Diego Abal, que foi aprovado em todos os testes físicos, escritos e práticos. Para a surpresa geral, entrou Pitana, que com essa partida terá feito seu 4o jogo. A propósito sobre a força dos argentinos nos bastidores, leio no blog do ex-árbitro Carlos Eugênio Simon, atualmente comentarista na FOX Sport, que o uzbeque Irmatov apitaria Argentina x Suíça, mas foi vetado pelos hermanos e por isso apitou o sueco Eriksson (o mesmo de Brasil x Camarões). Parece que Julio Grondona, presidente da AFA e homem forte dentro da FIFA, continua mexendo os pauzinhos. Quantos jogos a Argentina fez no quente Nordeste Brasileiro? Ou na Amazônia? Já a Alemanha, a Inglaterra… E se a FIFA aceita veto de um protagonista da Copa, o que dirá do anfitrião e forte ator como o Brasil?

Carlos+Velasco+Carballo+FC+Porto+v+Braga.jpg

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