– Entendendo como o árbitro errou no lance da contusão de Neymar. Será punido ou não?

O leitor do Bom Dia já sabia que teríamos lambança por parte do árbitro na partida da última sexta-feira: publicamos a temeridade da escala do espanhol Carlos Velasco para o jogo entre Brasil x Colômbia (para ler novamente, acesse: http://is.gd/EscalaBRACOL), ressaltando que era um desastre disciplinarmente (ruim para o jogo) e que sua fragilidade seria boa para o Brasil (aceitaria a pressão do time da casa).

E, de fato, foi uma tarde/noite muito fraca do juizão (sobre a análise do desempenho da arbitragem no jogo de sexta-feira, acesse: http://is.gd/AnaliseBRA2COL1)!

Tão ruim que até nos lances de gravidade falhou, e em especial no erro da interpretação da contusão de Neymar.

A impressão que eu tinha é que o árbitro estava atrás da jogada, perdendo a noção de profundidade do lance e assim não observando o joelho nas costas pelo próprio corpo do atleta da Colômbia encobrindo o lance. Mas não foi nada disso! Após a cobrança de escanteio contra o Brasil, quando Neymar tenta o domínio de bola para armar o contra-ataque, o árbitro já estava fora da grande área e numa perfeita paralela com os jogadores envolvidos. Ele estava correndo para o meio de campo, voltando com os demais atletas e na melhor posição possível para ver a joelhada. Ele viu e errou na interpretação, entendendo como falta simples e aplicando a vantagem (a Seleção ficou com a posse de bola e armou um ataque nessa jogada).

Quando há uma falta grave (e na hora o árbitro não teve essa percepção), se deve abdicar da vantagem e parar o lance, aplicando de imediato o cartão vermelho e chamando o pronto-atendimento médico. Foi essa a falha nesse lance específico.

E o árbitro assistente, vulgo bandeira?

Estava tão bem colocado quanto o árbitro. Poderia na paralisação ter dito ao árbitro que não foi somente uma simples falta de jogo por “carga” (um erro comum em lances assim), mas sim uma joelhada intencional, passível de expulsão.

O lance de Zuñiga foi deliberado, ninguém pula acidentalmente com o joelho nas costas do adversário numa disputa de bola.

PUNIÇÃO – A FIFA pune lances nos quais o árbitro não vê. Nos que ele vê, ela respeita a interpretação do árbitro e nada faz.

Será que ela vai punir Zuñiga, entendendo que o árbitro não o advertiu por cartão vermelho pois não teve a percepção da jogada e não viu a joelhada (como fez com Luizito Soares e a mordida em Chiellini, determinando uma pena pelo fato de ser necessária a análise da imagem pós jogo) ou entenderá que o árbitro viu o lance, tomou sua decisão lá dentro de campo ao deixar o jogo seguir interpretando como falta leve e posterior vantagem (como fez com a cotovelada de Neymar no adversário croata na rodada 1, onde recebeu somente o Cartão Amarelo e a FIFA respeitou a interpretação do árbitro que não o expulsou)?

Em suma: jogada / atitude infracional fora do campo de visão do árbitro vai a julgamento pela FIFA. As que estavam no seu campo de visão e que tomou conscientemente uma atitude, a FIFA faz prevalecer a decisão do árbitro.

Fica a pergunta: Velasco viu a joelhada e tomou uma má decisão ou o árbitro não percebeu o real desenrolar da jogada?

Particularmente, entendo que viu sim e foi traído pela sua avaliação sobre a gravidade.

Importante: a Seleção Brasileira continuou o jogo, foi ao ataque e só depois percebeu o ocorrido, com Marcelo, que estava por perto e viu que era uma contusão séria.

Que não se mude o foco para “injustas perseguições da arbitragem contra o Brasil”, pois no jogo de hoje tivemos em faltas: BRA 31 x 23 COL (em que pese as não marcadas para cada lado). Nos cartões, apesar de 30% a mais de infrações brasileiras, empate em 2×2 nos Amarelos. Nos cartões vermelhos não aplicados, 1×1 (Zúñiga em Neymar e Júlio César no pênalti cometido).

E não vale reclamar do cartão amarelo que tirou Thiago Silva da semifinal, foi erro claro do zagueiro que de tão valorizado e badalado que é, deveria conhecer a regra (aliás, por pouco o goleiro não chuta o pé do zagueiro acidentalmente pela falta chamada de “ação temerária” do brasileiro impedindo a reposição de bola).

O medo e que se concretizará é: Felipão criou uma história de complô contra o Brasil e que está sendo comprada por muitos. O caso de Neymar é pontual, pois no jogo em si não houve arbitragem inimiga (desastrosa disciplinarmente para ambas equipes e que “amarelou” para o vermelho do goleiro Júlio César). Contra o Chile, inventou-se a desculpa de gol mal anulado para Hulk e pênalti não marcado. E contra a Croácia, Nishimura ficou na lembrança no discurso de Scolari de que se “marcaria 10 vezes o pênalti em Fred” (inexistente).

Como Felipão é inteligente! Aproveitou-se de uma fatalidade para reforçar uma tese inventada e agora propagada pelos atletas e por alguns setores mais apaixonados da imprensa!

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