– Palmeiras x Corinthians versus Real Madrid x Barcelona

Acompanhei o clássico espanhol e o derby paulista no último final de semana. Foram dois ótimos jogos e vale a pena escrevermos sobre eles.

Normalmente, aos sábados e domingos de manhã, tenho assistido aos excelentes confrontos do Campeonato Inglês. Mas quando assisto o Brasileirão à tarde… é outra realidade. Muito jogo nacional ruim! Não que os ingleses se superaram, mas sim que os clubes trouxeram estrelas do mundo inteiro e os seus treinadores se reciclaram e acabaram com o tradicional “chuveirinho” na área.

Mas nessa última rodada foi diferente. Guardadas as proporções de nível técnico, Real Madrid x Barcelona e Palmeiras x Corinthians foram igualmente prazerosos e empolgantes.

No Santiago Bernabeu, em um maravilhoso estádio com ótimo gramado, o Barcelona começou começou muito bem, com Neymar marcando aos 4 minutos e o Real Madrid jogando para frente, se impondo. O tom do jogo foi: madrilenhos no abafa e catalães no contra-ataque. Mas o experiente treinador italiano Carlo Ancelotti acabou engolindo o novato treineiro Luís Henrique e não permitiu ao longo do jogo que o Barcelona assustasse.

No Pacaembú, mítico estádio com também excelente gramado, o Palmeiras esqueceu a crise em estar próximo da Zona do Rebaixamento e encarou o Corinthians que entra-e-sai em crise pela pressão em Mano Menezes. Jogo de toma-lá-dá-cá, onde tanto Dorival Júnior quanto Mano Menezes souberam mexer nos seus times.

Algumas observações:

1) Na Espanha, o jovem árbitro Jesus Gil Manzano, de apenas 30 anos, foi mal tecnicamente. Carvajal acertou a boca de Neymar deixando o braço no brasileiro, e o juizão nada fez. No lance seguinte, Neymar desforrou identicamente no adversário e recebeu Cartão Amarelo.

Poucas faltas no jogo (algumas mal marcadas), além de um pênalti não marcado fora do lance, onde um defensor do Barça agarra um atacante Merengue ainda no 1o tempo. Mas o que me chamou a atenção entre inúmeros equívocos irrelevantes de Manzano foi um acerto importante: o pênalti cometido por Piquet! Marcelo estava na jogada e quando tenta tocar a bola para seu companheiro na área, eis que Piquet se joga para tentar o carrinho e vai com o braço aberto, buscando interceptar a bola e o árbitro não vacila para marcar o pênalti. Houve gente falando que é o lance tão discutindo no Brasil de jogador assumindo o risco, movimento anti-natural, blábláblá e outras coisas mais. Esqueça tudo isso, foi mão deliberada mesmo com clara e pura intenção.

2) No Brasil, Flávio Guerra errou menos do que seu colega espanhol, em uma partida muito mais catimbada do que a de lá. Valdívia provoca, simula, pratica milonga o jogo inteiro. E por isso apanha e apanha mesmo! Vai do equilíbrio emocional do adversário em não cair em tentação e dar um pontapé no chileno. O que irrita do Guerra é a falta de vibração e aceitar que em determinados momentos a malandragem reine, como, por exemplo, deixar Valdívia ficar caído no campo por muito tempo ou aceitar as chiadeiras e bate-bocas do jogador passivamente. Nisso, o clássico do Brasil foi mais tedioso do que o da Espanha: as reclamações / comportamento inadequado dos jogadores.

Por fim, deve-se registrar e certamente o leitor que assistiu a partida concordará: Henrique, do Palmeiras, fez o gol do Palmeiras em lance idêntico a uma jogada em que Messi perdeu para o Barcelona.

Não vale cornetar: “Como é grosso esse tal de Messi…”

E você, o que achou dos jogos? Deixe seu comentário:

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