– 10 Dicas para os Jogadores às Vésperas da Retomada da Temporada

Todo ano vemos polêmicas envolvendo árbitros e jogadores. Próximo do início do Paulistão 2015, podemos fazer observações interessantes desta relação e algumas dicas – dentro da legalidade das regras do jogo – de como o jogador se dar bem sem praticar infrações.

  • Primeiro- Há um preconceito de que o árbitro é inimigo do jogador. Alguns atletas já entram em campo condicionados de que terão que vencer o adversário e o juiz! Nada disso… o árbitro é um ser humano que tem os mesmos sentimentos do atleta: quer acertar tudo, tem ansiedade, gana e medo.
  • Segundo– Jogador tem que tomar cuidado com reclamações indevidas. Árbitros mais experientes costumam ser mais respeitados, até mesmo pela fama, e aplicam menos cartões. Árbitros mais jovens (e no Paulistão muitos surgirão, até pela urgente necessidade de se renovar o quadro) não tem a mesma habilidade em advertir verbalmente, e acabam aplicando um maior número de cartões amarelos.
  • Terceiro– Não teremos mais os Árbitros Adicionais Auxiliares, os “juízes de meta”. A função deles era menos trabalhosa do que o restante da equipe de arbitragem (por conta do espaço físico em que se posicionavam). Portanto, não haverá mais aquela fiscalização com o agarra-agarra nos escanteios e outros lances de bola parada próximo a Área Penal. Dessa forma, o árbitro vai, ele próprio, redobrar a atenção. Portanto, cuidado para que uma marcação excessivamente forte não acabe em pênalti desnecessário.
  • Quarto– Uma tendência mundial é deixar o jogo fluir mais. As chamadas “faltinhas bobas” (quedas em lances de divididas / trancos), onde fica claro que o jogador abriu mão de prosseguir a jogada para tentar a bola parada (comuns no Campeonato Paulista) devem diminuir. Há uma preocupação dos árbitros em não cair em ludibriações, e sendo assim, que os jogadores fiquem mais em pé.
  • Quinto– Conhecer a Regra é fundamental para os atletas, e muitas jogadas poderiam ser inventadas tendo ciência de algumas curiosidades delas. Por exemplo: se não existe impedimento em tiro de meta e arremesso lateral, por que não se treina jogadas com esses detalhes? Pegaria o adversário de surpresa, já que nem todos conhecem isso.
  • Sexto- Por que o batedor de faltas espera tanto tempo para se cobrar uma falta? Aliás: quem disse que é o goleiro quem pede a “barreira”? Quando se sofre uma infração, o batedor pode cobrá-la imediatamente, sem necessidade do árbitro apitar autorizando. Claro que nesse momento poderá existir jogador adversário a menos de 9,15m de distância, que não poderá instantaneamente se reposicionar. Assim, pode-se bater a falta e abre-se mão da distância exigida. Se a bola bater no adversário, paciência! Afinal, trocou-se a distância regulamentar pela rapidez em pegar o outro time desprevenido. Mas se o jogador exigir que o adversário esteja a 9,15m (para poder ter melhor visão do lance ou pensar na jogada), só pode cobrar a falta com a autorização do árbitro (já que ele estará conferindo a distância – que é o momento que os jogadores se aglomeram formando a barreira). Portanto, barreira não é pedido de goleiro, mas direito de distância do batedor, que muitas vezes a usa como referência para um chute colocado no gol.
  • Sétimo- Se o árbitro é a autoridade máxima da partida, por que é que o zagueiro tem a mania de parar no lance quando vê o bandeira levantando seu instrumento? Em alguns casos, o bandeira marca um impedimento erroneamente e o árbitro não confirma a marcação, mandando a jogada prosseguir. Se o centroavante estiver atento, fica sozinho com a bola dominada e o adversário batido. Vai a dica: espere o apito do árbitro, nunca confie numa bandeira levantada.
  • Oitavo- Jogadores Reservas: problema mais comuns nas séries A2 e A3, mas também vez ou outra presente na A1, o comportamento inadequado dos suplentes também é uma constante. Muitas vezes o jogador pensa que por estar no banco, pode gritar ou reclamar com o árbitro sem ser punido. Nada disso! Ano a ano, cresce o número de jogadores reservas que tomam cartões sem ao menos entrar em campo!
  • Nono- Atendimento em Campo: as únicas situações em que um jogador pode ser atendido em campo são: em lesão gravíssima como primeiro socorro; ou o goleiro lesionado (já que ele não pode sair de maca). Em todas as outras situações, o jogador deve ser retirado de campo e só pode retomar ao jogo com a bola rolando e com autorização do árbitro. Muitas vezes, se a lesão é leve, então avalie: vale a pena sair de campo e seu time jogar com 10 por alguns minutos ou vale o esforço em permanecer na partida? Se a suposta lesão for “cera”, cuidado: já imaginou se sair um gol na sua ausência?
  • Décimo- Simulações: Evite! É unfair-play, irrita o adversário e principalmente o árbitro. Cair dentro da área, fingindo ter sofrido um pênalti, poderá fazer com que você leve um cartão amarelo pela tentativa de burla. Com tantas câmeras de TV, fica mais um alerta: outros árbitros e outros jogadores estarão vendo, e se você teve sucesso na simulação, saberá que na próxima partida estará sendo vigiado com mais cuidado, pelo histórico que o próprio atleta criou. É o efeito Neymar: no começo da carreira, simulou demais e ludibriou muitos árbitros. Hoje, em muitos lances em que o ex-santista sofre infração e quando há dúvida do árbitro, a falta não é marcada pelo fato de, pela fama criada, a chance de não ter sido falta é maior do que ter sido. E como falamos no primeiro parágrafo… o árbitro é humano! Até ele conseguir tirar o rótulo de que um atleta não é mais cai-cai… leva tempo!

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