– Análise da Arbitragem de Paulista 1 x 2 Guarani

E infelizmente o Paulista de Jundiaí conheceu sua segunda derrota na A2 em 2015. No jogo desta 4a feira a noite, uma arbitragem fraca que não interferiu no placar, mas que irritou por erros que não podem ser aceitos por alguém que um dia já esteve na série A1 e que tenta voltar à divisão.

Erros técnicos e disciplinares foram vistos logo no começo da partida. Vamos a eles:

Logo aos 4 minutos, na lateral esquerda do Paulista, o atleta de Jundiaí sofreu uma forte entrada de Bruno Pacheco (7 faltas no jogo) e o árbitro Márcio Roberto Soares não a marcou, tendo que parar o jogo depois para atendimento médico e reiniciar com… bola ao chão! Pensei que ele não tinha marcado a falta visando uma vantagem, mas não foi isso. Errou, era para marcar falta sem vacilar.

Aos 13 minutos, após cobrança rápida de escanteio, Erick Mamadeira tenta levantar a bola na área e Bruno Pacheco a intercepta com a mão pouco antes da entrada da grande área. Falta bem marcada, mas não aplicou o necessário cartão amarelo. É inevitável a punição com advertência para quem impede um cruzamento próximo da área penal de forma intencional com a mão. Errou de novo.

Já aos 41 minutos, Bruno Pacheco dá um carrinho limpo na bola, em disputa com Rômulo. Mas o árbitro se equivoca e marca falta, e ainda pune o bugrino com cartão Amarelo. Errou de novo.

No primeiro tempo, tivemos duas paralisações demoradas para o atendimento ao goleiro do Guarani, mas só 2 minutos de acréscimo. Ora, só o 1o atendimento levou tal tempo.

Com 55 minutos, Tiago Carpini acabava de entrar e seu 1o lance foi uma falta dura em Erick Mamadeira. Não deu o cartão amarelo nesse lance, mas deu em outro posteriormente, repetindo a mesma entrada de Carpini em Mamadeira. Se tivesse dado no 1o lance… Carpini seria expulso no 2o! Ou, em outra hipótese, não faria a falta.

Aos 80 minutos, um lance bisonho: o jogador do Paulista foi cobrar o arremesso lateral, o árbitro indicou o local da cobrança e a bola foi recolocada um pouco a frente. A orientação é de que se tolere aproximadamente 2 metros para frente ou para trás, e foi dentro desse limite. Mas o árbitro marcou reversão… Ué, foram inúmeros outros laterais cobrados com muito maior distância e nenhum outro revertido?

Quase no apito final: Sandro Silva aos 90 minutos deu uma entrada fortíssima em Paulo Roberto, que poderia render o cartão vermelho. Nem falta foi marcada, o time do Guarani reclamou muito; imediata e sabiamente o treinador Roberval Davino substituiu o jogador, evitando que ele sofresse um revide.

Alguns acertos:

1- Quando os atletas perceberam certo vacilo do árbitro em marcações, tentaram simular faltas não marcadas. Foi bem o juizão em não cair nesse engodo.

2 – Acertou na não marcação do impedimento num bate-rebate fora da área onde Leandro Vicentim cabeceou para trás e armou o ataque para Watson. Como a bola foi recuada da defesa para o atacante adversário, não existe impedimento. Ali, houve correção do bandeira Sérgio Cardoso dos Santos em deixar seguir a jogada e o zagueiro do Paulista acabou levando Cartão Amarelo por reclamação.

No fiel da balança, os erros foram muito mais numerosos que os acertos. E uma curiosidade que pode dizer muito: no jogo contra o Independente (domingo), o Paulista cometeu 9 faltas e sofreu 29. Contra o Guarani (ontem), cometeu 9 (de novo) e sofreu 27. Para mim, isso mostra que os adversários estão cometendo faltas táticas em excesso (aquelas que matam o jogo e não deixam a partida fluir), além de que o Paulista está no ritmo do total fair play.

Por fim: é impossível não observar o detalhe da arbitragem do 1o gol do Guarani: – Rafael Caldeira, zagueiro campineiro de grande estatura que estava na grande área esperando a cobrança de escanteio a favor do seu time, reclamou com o árbitro que estava sendo agarrado, levantando suas mãos querendo demonstrar que sofria o agarrão mas não estava revidando. O juizão, antes de autorizar a cobrança, chamou a atenção do jogador do Paulista que o marcava. O marcador soltou o adversário, o escanteio foi cobrado e o zagueiro, totalmente livre de marcação, cabeceou para o gol! O árbitro não teve culpa, mas… o jogador jundiaiense o obedeceu ao pé-da-letra!

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