– Análise da Arbitragem de Corinthians 2×0 São Paulo, pela Libertadores da América

No começo, a partida mostrava poucos lances faltosos e nenhuma polêmica. Jogo fácil para Ricardo Marques Ribeiro, árbitro que eu não escalaria pela dificuldade técnica costumeira que apresenta

Conforme debatemos na análise pré-jogo em nossas mídias (Futebol Esporte Show no SBT – VTV Campinas/Litoral e TV Sorocaba, Rádio Difusora AM 810 e Jornal Bom Dia/ Diário de SP, além dos blogs) não seria novidade a chance de erros caso a partida mostrasse exigência. Apesar de ter evoluído nos últimos tempos, Ricardo ainda não faz jus ao escudo FIFA e era fraco para a partida. 

Dito e feito!

Bastou o experiente Emerson Sheik atazanar a arbitragem, Ricardo “virou o fio”.

Não foi o Sheik quem ganhou o jogo ou o árbitro quem perdeu. Foi o São Paulo quem nada jogou! Mas é necessário pontuar 3 situações em que o atacante corinthiano “engoliu o árbitro”.

1) Sheik, O RODADO: com toda a sua experiência, o atacante após fazer uma falta em Michel Bastos aos 40m do 1o tempo, cai em campo, solicita atendimento médico, sai de maca, gasta os tempos finais, esfria o jogo (naquele momento, o São Paulo estava atacando bastante) e o árbitro cai no engodo. Nada de acréscimos significativos ao término da etapa. 

2) Sheik, O ILUSIONISTA: cavar faltas é arte! Nem todos sabem segurar uma bola e esperar o contato físico que, muitas vezes, não é suficiente para impedir um atleta de seguir na partida. E neste quesito (ganhar a infração), Emerson é um artista! Encostou, caiu. O árbitro sucumbiu à malandragem do boleiro. 

3) Sheik, O INFRATOR: aos 22m do 2o tempo, Emerson empurra claramente o lateral Bruno pelas costas, e da falta não marcada surge a jogada do gol de Jadson. O árbitro nada viu e por isso não marcou. E aqui vale entender o erro: Ricardo Marques, naquele momento, está com a visão encoberta do lance pelo próprio corpo do Sheik, que encobre o uso do braço no adversário são-paulino. Se estivesse posicionado com visão lateral da jogada (e não por trás dela), certamente veria a infração. O mau posicionamento do juiz o traiu! Pense: se existisse o “desafio” (possibilidade de alguém da equipe que se sinta prejudicada solicitar a revisão da decisão do árbitro), Ricardo Marques iria até o 4o árbitro e assistiria no monitor a sua gafe; anularia o gol na sequência e reiniciaria o lance com tiro livre direto ao São Paulo no local em que Bruno sofreu a falta (desde que, após o lance da infração, não tivesse ocorrido nenhum lance de reinício do jogo – exatamente como aconteceu).

Enfim: o Corinthians jogou bem melhor do que o São Paulo; o placar foi justo; Sheik foi fundamental com a experiência tão necessária exigida pela Libertadores da América e o árbitro foi ruim, como de costume

Repito o que escrevi quando Ricardo Marques Ribeiro foi eleito o melhor juiz do Brasileirão 2014:

O futebol brasileiro teve um ano tão desastroso, tanto na Copa do Mundo quanto em torneios internacionais de clubes, que a premiação do árbitro mineiro reflete à altura o nível técnico do futebol jogado e a qualidade do jogo apitado“.

Por fim: me impressiona a apatia de Muricy Ramalho. Calculo que trabalhei por volta de 10 jogos com ele como 4o árbitro. Mesmo quando estava ganhando, ele me impressionava pois se mostrava agitado, irrequieto e atuante no banco de reservas. Nos últimos jogos, está “low profile” demais!

Está infeliz no clube ou tentando se conter depois dos problemas de saúde que teve?

A mim, comportamento estranho.
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