– Análise da Arbitragem de São Paulo 0 x 1 Corinthians. Entendendo o cotovelo de Gil!

Leandro Bizzio Marinho fez um 1o tempo perfeito tecnicamente, mas confuso disciplinarmente. Não errou marcações de jogo (faltas, laterais, escanteios, entre outros). Mas não foi bem na aplicação dos cartões, seja pelo critério adotado ou pela simples demonstração deles; ou seja: demorava muito para aplicá-los, ao invés de mostrar presença e advertir de bate-pronto, evitando tumultos.

Mas sua discrição técnica antagônica aos espalhafatosos cartões ficou marcada no segundo tempo: aos 10m, Michel Bastos chuta a bola e ela bate no cotovelo de Gil. Bizzio marca falta.

Errou! E ERRO DUPLO: não foi mão na bola intencional, foi bola na mão (ou melhor: no cotovelo) sem intenção. E também não foi falta, mas sim pênalti (corrigido pelo bandeira).

Para você marcar mão na bola (e aqui inclua-se braços), o ato tem que ser INTENCIONAL (é a única falta das Regras do Futebol que não existe a condição de avaliação da imprudência – é simplesmente colocar a mão com intencional ou não). Para ajudar o árbitro no entendimento se houve ou não intenção, deve-se avaliar 3 situações:

1) o movimento da mão em direção à bola (e não da bola em direção à mão).

2) a distância entre o adversário e a bola (bola que chega de forma inesperada e não deu para evitar o contato).

3) a posição da mão não pressupõe necessariamente uma infração (braço aberto, fechado, colado, esquinado, seja do jeito que for, não significa nada).

O que aconteceu recentemente é que a International Board alterou o Texto da Regra onde se fala em observar a “intenção” pelo termo “Mão Deliberada” e acrescentou nas diretrizes a necessidade de se avaliar o movimento anti-natural dos braços para se marcar a infração.

Ora, dá na mesma avaliar intenção ou mão deliberada, é apenas uma questão redacional! Deliberada, na língua portuguesa, quer dizer “proposital, de maneira intencional”. Mas no Brasil a palavra teve outro sentido ainda não compreendido e tudo virou pênalti, como se existisse “mão imprudente”!

Bolas, estamos querendo enganar a quem? Intenção e deliberação são sinônimos. “Acidentalmente” é antônimo, e mão acidental não é pênalti. Foi o caso desse “cotovelo do Gil”.

O problema é a diretriz da regra: quando se usou o termo “anti-natural”, nada mais era do que observar se os braços tomam uma ação incomum numa bola que se aproxima. Por exemplo, uma bola que é chutada onde o reflexo natural é o jogador tentar tirar o braço: se ela vier muito rápida, provavelmente existirá o risco do braço bater nela pela velocidade do chute. Mas se for possível que o jogador desvie o braço e não o fizer, é essa a ação antinatural; assim como também é anti-natural saltar com os braços esticados para cima da cabeça ou pular numa dividida com as mãos abertas desejando que a bola bata no braço.

PORTANTO, ERROU AO MARCAR MÃO NA BOLA.

Alguma dúvida? Esqueça se alguém, por descuido, dizer que foi pênalti pois o chute foi desviado pela mão e ía para o gol, como se isso fosse motivo de intenção.

Gostaria de chamar a atenção para a correção do posicionamento da infração. O lance era difícil para o árbitro Bizzio, pois foi rápido e o jogador estava com o corpo parte fora e parte dentro da área. A infração deve ser marcada onde se consome, e a bola bate no cotovelo de Gil em cima da linha. Como a linha faz parte da área, é pênalti (se entender como infração, que já explicamos não ter sido).

O árbitro só consegue ter certeza de um lance assim com ajuda eletrônica. Qualquer coisa que marque (falta ou pênalti) é na sorte. Bizzio marcou falta e errou. Mas o bandeira Daniel Zioli o avisou (depois de um certo tempo) de que foi em cima da linha e sendo assim, pênalti. Ora, também é difícil tal lance para o bandeira. E o detalhe curioso é: existe a convenção de que em lances de “dentro/fora” da área, e o bandeira vendo que o árbitro errou, imediatamente corra para a linha de fundo a fim de chamar a atenção dele.

Alguns dirão de que o uso de rádio comunicador permite que o bandeira “não se apresse tanto”. A verdade é: pareceu que Zioli também teve dúvida, tanto que ficou parado na linha da grande área.

O que será que o fez dizer que foi pênalti? Uma avaliação mais demorada do lance ou ajuda externa com informação do lance da TV (que seria interferência ilegal)? Claro que não podemos dizer que o 4o árbitro ou observador receberam informação das emissoras que estão ali próximas a eles e a repassaram por rádio, eles sabem que não poderiam isso e nem ousariam solicitá-la. Portanto, ficamos com a crença de que o bandeira apenas vacilou na sua decisão e esqueceu em correr para a linha de fundo.

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Um comentário sobre “– Análise da Arbitragem de São Paulo 0 x 1 Corinthians. Entendendo o cotovelo de Gil!

  1. bom dia, brilhante comentario porcari, pensei q so eu avia analisado o lance, esta comissao de sao paulo eh um picadeiro, colocam pessoas q nao sabem nem pq estao ali(quer dizer td quinto dia util eles sabem sim) , nao tem capacidade de explicar a diferença entre mao na bola e bola na mao, ta de brincadeira, como diriam um nobre colega/ o pior colocam pessoas para observar e comentar na televisiva q por pactuar para nao deteriorar as instituiçoes mostra a regra de uma maneira totalmente errada , putz fui muito incompetente , estes caras ainda foram fifa (meu deus, q falta fez um padrinho). ainda observo na area disciplinar a nao demonstraçao do cartao vermelho para o o ganso ao bater palma (atitutde desreiposta e contraria ) de uma advertencia. poxa como faltam os saco-roxo do sr.gustavo, q perfumaria esta a arbitragem atual.

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