– Análise da Arbitragem de Paulista 1 x 1 Novorizontino

Razoável arbitragem de Carlos Roberto do Santos Júnior na tarde de domingo no Jayme Cintra. Vamos aos lances e detalhes?

A) DISCIPLINARMENTE, o árbitro não foi bem. Aplicou 4 cartões amarelos ao Paulista e 2 ao Novorizontino, mas poderia ter dado 2 Vermelhos (1 para cada lado). O juiz Carlos Roberto poupou o zagueiro Guilherme Teixeira (NOV) que deveria ter sido expulso, já que economizou uma Cartão Amarelo aos 32 minutos numa falta dele em Mamadeira (PAU); aos 37m, o mesmo jogador faz falta tão dura quanto a anterior em Jailson (PAU) e aí leva Amarelo. Se tivesse dado o Amarelo 5 minutos antes, seria o segundo e consequentemente o Vermelho. Mas, em compensação ao erro contra o Paulista, errou a favor também – deixou de expulsar o lateral Felipe Augusto (PAU) aos 65m, dando Amarelo na falta que era situação clara e iminente de gol no ataque do adversário (era para Vermelho, não se pode falar em último homem ou coisa que o valha, mas sim pelo fato em ser falta por trás, de frente para o gol). Aos 69m, o Felipe fez outra falta, árbitro e bandeira marcaram e era para Cartão Amarelo (consequentemente o 2o Amarelo e viria o Vermelho). O juizão fez vista grossa (ou em bom português: pipocou) e nada deu.

B) TECNICAMENTE, ele foi bem, dentro da exigência da divisão. Adiantamos na análise Pré-Jogo que ele pararia o jogo com marcação de faltas mais leves, abdicando de vantagens e não deixando a partida correr. É seu estilo e não fugiu dele. Marcou 35 faltas, sendo 18 para o Paulista e 17 para o Novorizontino (na súmula, há o relato de apenas 29, sendo 16 x 13 – provavelmente o 4o árbitro, que é o responsável pela contabilidade de faltas, perdeu algumas). Existiram dois lances mais discutidos: um irrelevante e outro mais importante:

1) O lance do Yannick (PAU) com o goleiro Veloso (NOV): um erro técnico comum, onde o goleiro vai disputar a bola com o camisa 10 do Galo, perde o tempo de socar a bola e cai. Ali o árbitro entendeu como carga faltosa no goleiro (um erro muito comum da arbitragem em qualquer divisão). Veloso usa de experiência e fica no chão. Nada que interferisse no placar final. Fez o que arqueiros fazem na Libertadores, ou seja, matou o tempo.

2) O pênalti de Maykon (PAU) em Pereira (NOV): esse é o clássico lance de INFRAÇÃO POR IMPRUDÊNCIA. É o típico pênalti da mesma natureza daquele de 5a feira, do jogo São Paulo x São Bento pelo Paulistão da A1, quando o jogador não quer fazer uma falta, mas faz! 

Verifiquem algumas dicas para entender o que é imprudência:

– Pereira chutaria a bola para o gol, em direção à meta; porém ela toma outro rumo, foi para cima em um movimento anti-natural, forçado por alguma força, que no caso foi o calço do Felipe (a lógica seria: se o Maykon pegasse a bola única e exclusivamente, ela não tomaria aquela trajetória para o alto (iria para o lado contrário baixo ou pegaria a canela do atacante e sairia como tiro de meta sem aquela força). Nesse lance, caso o árbitro tivesse dúvida, observaria isso. É um macete que se ganha com a experiência da arbitragem.

– A troco de quê ele se jogaria para cavar, já que a queda é durante o chute e não depois? É outro indicador.

– Por fim, relato a impressão que tive na transmissão pela Rádio Difusora e a certeza que tenho após ver a imagem do lance na postagem do Cláudio de Andrade na comunidade do Paulista FC no Facebook: Maykon toca bola e o pé do jogador. E hoje (e desde o começo da década de 90) isso é pênalti. Se fosse nos anos 80 (quando só se avaliava intenção), não seria. Esse lance acontece com certa frequência e sempre dá discussão. O repórter Cobrinha teve a mesma leitura e ele estava em posição privilegiada, a mesma dos antigos AAA (árbitros Adicionais Assistentes). A propósito, no Campeonato Paulista do ano passado tivemos vários penais assim marcados por dicas dos AAA aos árbitros centrais via rádio comunicador).

C) FISICAMENTE, o árbitro esteve muito bem na partida, sempre correndo próximo às jogadas e com muita vontade.

Gostaria de fazer uma consideração final: observa-se 3 tipos de árbitros na A2: os que procuram oportunidades na A1 e são testados; os que estão sem perspectivas de A1 e precisam ser escalados pois fazem parte do quadro e embora tenham experiência sofrem com certas dificuldades técnico/disciplinares; os que são punidos na A1 e “castigados” com o rebaixamento à A2. Nestas últimas rodadas, erros aconteceram aos montes, mas não se pode creditar nenhum infortúnio que tenha decidido o jogo, a não ser na rodada passada contra o Comercial, quando o Paulista foi prejudicado com um gol de falta inexistente. Lembremo-nos que na Rodada 3, contra o Água Santa, o Galo garantiu o empate com a não-marcação de um pênalti na Javari em um sábado cedo, cujo erro beneficiou o Tricolor.

Enfim, se aos 48 minutos do Segundo Tempo a bola que bateu na trave fosse ao gol 5 cm mais baixa, certamente os ânimos de toda coletividade jundiaiense seriam mais festivos!

A lamentar o bate-boca, xingamentos e ameaças promovidas pelo treinador Guilherme (NOV) e seu preparador físico ao 4o árbitro e a membros da Comissão Técnica do Paulista pós-jogo. Foi nítido que o auxiliar do Novorizontino ofendeu até a 3a geração da família do 4o árbitro Wanecley Lopes e o chamou “pro pau” literalmente. Gestos e palavras aos montes, e na súmula… neca de pitibiraba. Se foi ofendido e não escreveu nada nos documentos oficiais, é porque deve ter gostado!

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