– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem de Corinthians x Palmeiras

Thiago Duarte Peixoto, 36 anos, natural de Barretos, apitará o Derby Paulistano na semifinal do Paulistão.

Jovem, tem bom preparo físico e possui experiência em outros esportes (já apitou também voleibol, handebol e basquetebol). Professor de Educação Física, corre muito bem e deixa o jogo correr. Mas ainda lhe falta alguma experiência em grandes jogos. Para um jogo do peso como esse, em tal fase do campeonato, aguardaria mais um pouco para escalá-lo.

O problema é que em algumas comunidades das redes sociais começam a surgir questionamentos sobre Thiago: uma foto onde ele aparece segurando uma camisa do Corinthians ao lado de algumas pessoas.

Inevitável lembrar do caso Braguetto e Corinthians, ocorrido recentemente. Não se pode pensar que tal fato seja sinônimo de desonestidade, mas sim de um comportamento inadequado para a atividade que exerce (arbitragem de futebol) que o torcedor pode não entender.

Um árbitro de futebol sofre, invariavelmente, 3 perguntas/pedidos comuns dos torcedores menos avisados:

1 – “Diz pra mim, quanto vai ser o jogo de Fulano x Ciclano amanhã?” (Como se tivesse o dom da premonição…)

2 – “Ei, arranja um ingresso pra mim ir ao jogo?” (Como se ele fosse bilheteiro!)

3 – “Tem jeito de descolar umas camisas para gente?” (Como se fosse íntimo dos diretores dos clubes).

Imagine O QUE DEVE PENSAR, ENTÃO, OS TORCEDORES ORGANIZADOS E DEMAIS FANÁTICOS! Árbitro de futebol tem que evitar contato com cartola, se esquivar de fotografar com qualquer coisa que traga a lembrança de clube e manter grande distância de jogadores.

Agora, veja que situação complicada: essa foto que aparece na Internet do juizão com a camisa do Corinthians assinada pelo elenco, que à primeira vista assusta e pode trazer ilações indevidas, na verdade representa outra coisa: a mãe do árbitro ficou internada na Santa Casa de Barretos, e através do goleiro reserva Rafael, Thiago conseguiu as assinaturas dos atletas e a doou para o Hospital, a fim de um leilão solidário. Na foto, emocionado, está o pai do árbitro e o diretor da Santa Casa.

A ação é louvável, mas… “o que uma mão vê, a outra não precisa saber”. Assim, nota 10 pela doação da camisa, e nota 0 pelo vacilo em se deixar fotografar e permitir a exposição.

Espero que essa pressão de última hora não atrapalhe o rendimento dentro de campo.

Ou será que atrapalhará?
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