– Análise das expulsões de São Paulo 2 x 0 Corinthians. Como foi o juizão?

Me decepcionei com Sandro Meira Ricci. Acompanhe o histórico:

1) – Há dois meses, quando o fraco Ricardo Marques Ribeiro foi escalado no jogo de ida na Arena Corinthians, ficou clara a possível escalação de Ricci no Morumbi pelos motivos lógicos: eram os dois pré-selecionados para a Copa 2018 e considerados como árbitros brasileiros mais experientes em jogos internacionais na atualidade (escrevemos isso em: http://wp.me/p55Mu0-mU)

2) – No último sábado, quando foi divulgada a escala e confirmado o nome de Sandro Meira Ricci, lembramos: é ótimo árbitro, que às vésperas da Copa do Mundo foi irregular mas que durante o Mundial foi muito bem. Porém, no pós-Copa, foi um desastre! Está nitidamente em péssima fase (escrevemos em: http://wp.me/p55Mu0-pt)

3) – Na última 3a feira, o presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, publicamente criticou o árbitro e o pressionou pré-jogo, alegando que as estatísticas mostravam 17 jogos apitados por Sandro e 10 expulsos do SPFC, contra 10 jogos e 1 expulso do Corinthians. Parece que a pressão deu certo…

Entenda as expulsões:

1) Emerson Sheik: o jogador disputa uma bola com Rafael Tolói, cai e, no chão, Tolói tenta a bola e chuta o Sheik com um “totózinho”. Tal lance é comum quando ocorre a chamada “bola presa”. Sandro deu falta para o São Paulo (provavelmente pela bola presa), o jogo se reinicia, Sheik se levanta e devolve o Totó, que é flagrado por Ricci. AMBOS os lances eram para cartão amarelo, não houve agressão de ninguém. Emerson pagou pelo histórico de catimba. O curioso é que Tolói fez o inverso do que sofreu no jogo contra o Palmeiras no Allianz: naquela oportunidade, levou uma cotovelada de Dudu, permaneceu de pé e revidou com um pontapé. Agora, ele pratica a falta (mais leve do que naquela oportunidade), sofre o revide (também mais leve) e cai, valorizando ao extremo o chute recebido. Errou Sandro Meira Ricci.

2) Luís Fabiano e 3) Mendoza: Luís Fabiano, em seu 1o lance na partida, reclamou acintosamente contra o bandeira número 2. Na metade do 1o tempo, o atacante sofre um tranco legal (um pouco mais forte, mas não infracional) em uma disputa de bola e reclama contra o árbitro, pedindo pênalti. Em ambas as reclamações recebe advertência verbal. No segundo tempo, reclama de novo com o bandeira (agora o número 1) e leva o cartão amarelo. Depois, em outra jogada, empurra Mendoza numa disputa de bola, que devolve o empurrão abrindo os braços contra ele. Não é tentativa de agressão, isso é falta por abrir os braços e impedir a disputa de bola (Cleber, zagueiro da época do Palmeiras / Parmalat fazia muito isso). Luís Fabiano simula ter recebido um tapa no rosto e cai. Sandro aplica o 2o cartão amarelo e consequentemente o cartão vermelho a Luís Fabiano, corretamente. Mas também expulsa Mendoza (por vermelho direto), erroneamente.

Ficará a questão: o correto seria cartão amarelo para ambos, mas LF seria expulso sozinho pelo 2o. Teria o árbitro peito de expulsar só o são-paulino, demonstrando que não estava sentindo a pressão?

Insisto: Me parece que Sandro expulsou Mendoza pelo efeito “Aidar”, assim também como Sheik. Trocando em miúdos: sentiu a pressão, nada de desonestidade. E ouso dizer: sentindo como o jogo estava, Luís Fabiano foi expulso pela sua própria burrice e descontrole em não entender a leitura da arbitragem.

Por fim, no final da partida, Centurion simulou ter recebido igualmente um tapa. Dessa feita, nada levou. E preocupado com o jogo que desandava, Ricci acabou a partida aos 46m, não aos 47, como indicara nos acréscimos.

Ruim arbitragem de quem precisava mostrar que a má fase poderia acabar nesta difícil partida em que foi escalado.

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Um comentário sobre “– Análise das expulsões de São Paulo 2 x 0 Corinthians. Como foi o juizão?

  1. É tudo interpretativo, mas hoje, professor, só concordo com a punição – que não aconteceu – a Centurion. Para mim, o lance do Emerson, repetindo a expulsão do zagueiro são-paulino contra o palmeiras, foi justa e infantil, e o árbitro meio que a querer dar o recado aos que ficariam em campo: “ó, tô de olho! Vou apitar tudo!”. O Luís Fabiano não pode fazer uma coisa boa, como o gol importante, coisa que quase nunca faz, sem fazer o contraponto, ser expulso bobamente: tinha que receber o cartão pela simulação, sim! E o Mendoza, coitado, estava na hora errada e no lugar errado, foi junto porque o árbitro ficaria em maus lençóis se deixasse um dos times com dois jogadores a menos, aí, aproveitou e como dava para sustentar a tese da expulsão pela tentativa de agressão (kkkkkk), mandou também ele pro chuveiro. Trouxe de novo o jogo para suas mãos. Eu penso assim.

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