– Análise da Arbitragem de Santos 2×1 Palmeiras

Jogo muito difícil de se apitar na Vila Belmiro. Em cartões amarelos, Santos 2×5 Palmeiras. Em cartões vermelhos, Santos 1×2 Palmeiras. Em gols com a bola rolando, Santos 2×1 Palmeiras. Na decisão por tiros penais, Santos 4×2 Palmeiras.

No começo do 1o tempo, existiu um reclamação muito tímida de um suposto pênalti de Werley empurrando, fora do lance de bola, Vitor Hugo. Não foi, acertou o árbitro em ignorar. No começo do 2o tempo, Valdívia sofre um empurrão por trás de Chiquinho, dentro da área, estando em posição de impedimento. Também acertou em não marcar nada.

Claro, existiram muitas faltas no jogo e isso proporcionou muitos cartões. As advertências corretas foram: Dudu (4m, corretamente por cama de gato), Valdívia se estranhando com Chiquinho (9m, mas Chiquinho também deveria ter sido advertido), Valência (15m) por matar o contra-ataque em Valdívia, Gabriel por matar o contra-ataque de Robinho (24m), Victor Ramos aos 59m por segurar Ricardo Oliveira pela camisa e posteriormente o 2o Amarelo e consequentemente o Vermelho por dar uma sola em Valência, David Braz (86m) por falta em Rafael Marques e (ufa) Lucas aos 88m por carrinho desnecessário.

Porém, existiram alguns erros como: Dudu que simulou uma falta aos 17m alegando ter sido empurrado por Werley e Ceretta “caiu” na dele, bem como uma falta por ação temerária de Ricardo Oliveira em Leandro Pereira no final do 1o tempo. Mas me chamou a atenção o carrinho de Gabriel em Lucas Lima aos 68m, que era para Amarelo (ele já tinha) e consequentemente a expulsão. Osvaldo de Oliveira percebeu o vacilo do árbitro e tirou de campo seu jogador.

O grande questionamento aconteceu no final do 1o tempo: em uma cobrança de falta, fora do lance de bola e antes do chute, Dudu e Geuvânio estão se agarrando. No desfecho do agarra-agarra, Dudu segura Geuvânio e ambos caem. Ceretta resolve expulsar os dois. Para mim, ERROU. Exagero total! Será que a pilhagem de torcedores nas redes sociais que ora o acusavam de santista/ ora de palmeirense no pré-jogo ali lhe influenciou?

Enfim, entre erros e acertos no difícil trabalho da tarde de domingo, o destaque positivíssimo foi o bandeira Emerson Augusto Carvalho, que soube discernir muito bem o lance do 1o gol santista: Valência lança a bola para o ataque e havia dois atletas em impedimento passivo e que não participam da jogada (inclusive David Braz). Robinho, que vinha de trás, a domina em condição de jogo, avança e cruza para trás da linha da bola a David Braz, que finaliza ao gol, agora em condição legal. Acrescente ao mesmo árbitro assistente o acerto no difícil lance de anulação por impedimento do gol do palmeirense Amaral.

Parabéns ao Santos Futebol Clube, campeão, e à Sociedade Esportiva Palmeiras, pois, afinal, o vice-campeonato significa ser o 2o melhor da competição!

(em tempo: já imaginaram se na injusta expulsão de Geuvânio o árbitro estivesse ainda com a camisa patrocinada pela Crefisa? Pipocariam teorias da conspiração a là “Era Parmalat”…)

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Abaixo, o lance a lance da partida:

– 4 minutos, Amarelo ao Dudu por cama de gato em Valência e reclamação.

– 9 minutos, Chiquinho e Valdívia dividem uma jogada, Valdívia vai um pouco mais forte por baixo e Chiquinho devolve soltando o braço. Só Valdívia leva Cartão Amarelo, faltou dar ao santista.

– 15 minutos, Valência leva Cartão Amarelo por falta em Valdívia, matando o contra-ataque.

– 16 minutos, ataque palmeirense entra na área, dupla santista rouba a bola limpamente mas palmeirense pede pênalti. Ceretta nada deu, acertadamente.

– 17 minutos, Werley e Dudu dividem, Dudu se joga e Ceretta marca falta, não foi.

– 24 minutos, Gabriel faz falta pra matar o ataque de Robinho e recebe Amarelo. Correto.

– GOL do Santos: excelente trabalho do bandeira Emerson Carvalho. Valência lança a bola para o ataque e havia dois atletas em impedimento passivo e que não participam da jogada (inclusive David Braz). Robinho, que vinha de trás, a domina em condição de jogo, avança e cruza para trás da linha da bola a David Braz, que finaliza ao gol.

– Após o gol, no reinício do jogo, aos 44m, Ricardo Oliveira tenta roubar a bola e pratica uma falta temerária por trás em Leandro Banana, que se revolta. Era para Cartão Amarelo. Ceretta não deu e errou.

– 45 minutos: em uma cobrança de falta, fora do lance de bola e antes do chute, Dudu e Geuvânio estão se agarrando. No desfecho do agarra-agarra, Dudu segura Geuvânio e ambos caem. Ceretta resolve expulsar os dois. Para mim, errou.

– 59 minutos: Victor Ramos segura Ricardo Oliveira pela camisa derrubando-o. Cartão Amarelo bem aplicado.

– 68 minutos: Gabriel (que já tinha Cartão Amarelo) dá um clássico carrinho para cartão amarelo em Lucas Lima, o qual não foi mostrado. Se Lucas Lima não pula, é atingido me cheio e se machuca. Errou Ceretta, tem que aplicar e seria expulsão do Palmeirense. Em seguida, Osvaldo Oliveira o substitui…

– 69 minutos: Mais uma falta do Valdívia, e mais um sorriso irônico e expressões desrespeitosas à arbitragem. Se o chileno jogasse na Europa, já teria sido advertido.

– 71 minutos: Victor Ramos vai com o pé alto e atinge com a sola o jogador Valência. Já tinha Cartão Amarelo, e recebe outro por ação temerária. Expulso corretamente.

– 86 minutos: Cartão Amarelo para David Braz após falta em Rafael Marques. Correto.

– 87 minutos: Emerson Carvalho novamente acerta um lance difícil, agora a anulação do gol de Amaral, em impedimento.

– 88 minutos: Lucas faz falta desnecessária na lateral do campo. Correto. bomba.jpg

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5 comentários sobre “– Análise da Arbitragem de Santos 2×1 Palmeiras

  1. Se o juiz acertou no cartão para o Dudu por ter feito “cama de gato” então deveria ter dado o amarelo para o Robinho (Santos) por ter feito uma “cama de gato” no Prass. No lance que vc diz que era para cartão amarelo para o Gabriel por carrinho e consequentemente o vermelho, não concordo, pois ele foi na bola e acertou ela. Com relação ao primeiro gol do Santos, acho que poderia ter sido considerado ilegal, pois o jogador que fez o gol aproveitou-se da posição de impedimento anterior e leva vantagem, no lance ele estava impedido, mas o Robinho que recebeu o passo e tocou pouca coisa para trás para o jogador que estava impedido antes. Considero igual ao gol que seria o empate do Palmeiras goleiro rebateu e o Amaral marcou, tirou vantagem da posição que não era muito adiantada com relação aos outros. Mas do ponto de vista do regulamente os dois lances foram corretamente assinalados pelo juiz.

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  2. Marcos, três observações, sempre respeitando as opiniões em contrário:
    – Posso ter bobeado e não visto esse lance do Prass e Robinho. Se foi idêntico (uma real cama de gato), errou o árbitro.
    – O carrinho foi no adversário (e é isso que se observa no julgamento segundo a regra do jogo. Pegou na bola pois ele pulou; se não pulasse, pegava nele. E isso é falta, o jogador não deve ficar esperando ser atingido).
    – O 1o gol foi legalíssimo, esqueça totalmente isso. Quando o Robinho recebe a bola, é outro lance, esqueça a posição do David Braz. E não existe em ser “pouco atrás”, poderia se mesma linha.

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  3. O lance do Robinho que o Marcos cita realmente foi para cartão. O Prass pula na bola e não havia a chance de outro jogador pegar. O Robinho dá um passo da direção do goleiro e dá um pequeno pulinho, coisa de 10 cm, apenas para deslocar com o ombro a linha de cintura do goleiro. Jogada proposital e até mesmo maldosa, porque poderia contundir o adversário.

    Rafael, acabei de conhecer o site e gostei das suas análises, parabéns!

    Gostaria de saber por que (ou baseado em que) o árbitro acertou em não marcar o empurrão do Werley no Vitor Hugo no começo de jogo. Foi um tranco suficientemente forte para derrubar o adversário, mesmo que ele não estivesse em condições de cabecear. A minha impressão foi de que a bola já estava em jogo.

    De resto, muito difícil contestar qualquer decisão do Ceretta.

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  4. Obrigado pelo lance do Robinho citado, Giovanni. Confesso que deve ter sido alguma bobeada pois não constava nas minhas anotações nem me recordava.
    Sobre o lance do Werley, respeito interpretações contrárias, mas, particularmente entendo ser disputa de bola que não se deve marcar. Na Europa, corretamente passa batido.

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  5. No lance do Werley, concord que não deveria ser apitado penalty, ele estava longe da bola e nem chegaria nela, mas se a bola tivesse vindo em direção a ele e ele com reais condições de chute ou cabeceio, ai sim para mim teria sido penalty, pois houve o tranco com o proposito de tirar o jogador do Palmeiras da jogada.

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