– Análise da Arbitragem de Caldense 1×2 Atlético Mineiro

Um erro do bandeira foi determinante para o título do Galo sobre a Veterana em Minas Gerais. Mas o pior é que ele foi justificado como correto por um erro de comentário de arbitragem!

Entenda: Luan cruza a bola para Jô, que está em posição de impedimento. O zagueiro número 3 da Caldense tenta desviar a bola e consegue tocá-la; porém, mesmo resvalada, chega a Jô que a coloca para dentro da meta. Gol irregular.

Roger Flores, comentarista da Sportv, disse que o gol foi legal pois houve o desvio do adversário, e isso é uma recente mudança da Regra do Jogo, na qual soube após um curso de atualização promovido pela Rede Globo ao pessoal de esportes. Roger se equivocou…

O que mudou foi o seguinte: no pacotão de novas orientações da FIFA em julho de 2013 (no qual entrou a história da intenção subjetiva da mão na bola, movimento antinatural e outras coisas), surgiu um novo entendimento de “impedimento ou não” em lances desviados em adversários. Entenda:

ANTES, se um atacante chutasse para o gol e a bola desviasse num adversário, mas sobrasse para seu companheiro que estivesse do outro lado do campo, ele estava impedido por “tirar vantagem de uma posição.

AGORA, a bola desviada que sobre para um atleta que não participava originalmente da jogada, mesmo ele estando mais próximo da linha de fundo do que dois adversários e a bola (a definição clássica de impedimento), é lance legal. Mas atenção: é bola que foi desviada e caiu para alguém que não participava do lance, sendo diferente da situação na qual um jogador esteja sozinho e receba uma bola de rebote de goleiro, ou ainda quando lhe é lançada uma bola e ela bate no zagueiro (pois, afinal, a bola era para ele e ele a recebeu mesmo após bater no adversário). Para ambas situações continua sendo impedimento. Continua valendo a máxima: desvio não tira impedimento (com exceção ao lance modificado).

Para quem tem o livro Trívia FIFA (o conjunto de perguntas e respostas oficial e complementar às Regras do Jogo), esse lance era a questão 238, que hoje foi alterado. Há quatro anos, tivemos no Campeonato Paulista no jogo Americana x Santos (no Décio Vita) um lance similar.

PORTANTO, Jô estava em impedimento ativo e o Gol foi mal confirmado pelo bandeira Guilherme Dias Camilo, sendo lance difícil para o árbitro Emerson de Almeida Ferreira chamar a responsabilidade para ele. Mas imagine: se Lucas Pratto estivesse na ponta-esquerda, adiantado, sozinho, próximo da bandeira de escanteio, sem expectativa de receber o cruzamento de Luan, em impedimento passivo, e recebesse a bola por culpa de uma força maior do desvio do zagueiro, ele poderia continuar a jogada, já que é esse tal novo entendimento.

Eu penso numa seguinte situação: e se numa cobrança de falta, um jogador ficar adiantado, e um bom cobrador de faltas tentar tabelar com a barreira a fim de que disfarçadamente a bola sobre sozinha por um desvio? Como provar a intenção de lançar a bola através de uma burla da regra ou de uma inocente desviada?

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