– Análise da Arbitragem de São Paulo 3×2 Santos. Como foi o árbitro?

Jogo fácil de apitar, com atuação razoável de Thiago Duarte Peixoto.

A destacar os acertos técnicos em lances mais difíceis e a dificuldade em aplicar a Lei da Vantagem, já observada em outras atuações. O ponto negativo: o mau uso da advertência dos cartões e a postura disciplinar.

Vamos por partes:

1- SOBRE OS GOLS:

33m – 1o Gol do São Paulo: o Tricolor abriu o placar com um chutaço de Michel Bastos na cobrança de falta. Foi frango de Wladimir ou golaço? Gol legal, sem discussão.

44m – 1o Gol do Santos: o Peixe está no ataque, a bola é chutada e Denilson está entre a sua trajetória e o gol. O volante são-paulino (visto pela câmera de trás) está com o braço direito aberto, o recua levemente ao corpo (se a bola bate neste momento, não é infração pois ele tenta retirar o braço e não existe avaliação de imprudência, e sim de intenção), mas quando ela se aproxima, Denilson faz o movimento antinatural de abri-lo um pouco mais, deixando a nítida impressão de que desejava que a bola batesse nele. Tiro penal muito bem marcado, com aplicação correta do Cartão Amarelo. Aliás, pênalti que o goleiro Rogério Ceni espalmou por se adiantar, mas antes de mandar voltar a cobrança (será que voltaria?), Ricardo Oliveira fez o gol de empate do Santos.

46m – 2o Gol do Santos: Na volta do 2o tempo, em lance que parecia estar em impedimento (só parecia, pois o bandeira 2 mandou seguir corretamente, já que o atacante santista saiu em condição legal em alta velocidade) ocorreu a virada no placar: 1×2, em uma falha (ou não?) de Rogério Ceni, com direito à comemoração de Ricardo Oliveira + metade do time com “mini-culto religioso” (respeito toda e qualquer crença, mas essa de que “Deus ajuda a um time de futebol ganhar e a outro perder” – mesmo que existam irmãos nas duas agremiações, me desagrada e irrita).

49m- 2o Gol do São Paulo: Thiago Mendes cobra escanteio na cabeça de Paulo Miranda, que subiu sozinho para cabecear. Me recordo ter ouvido falar que o auxiliar Milton Cruz e o treinador Osório estudaram na 3a feira sobre o posicionamento da defesa do Santos FC em bolas levantadas na área em cobranças de escanteio. Parece que deu certo…

83m- 3o gol do São Paulo: Carlinhos avança na área e é infantilmente derrubado por Daniel Guedes. Pênalti fácil de se marcar, foi um simples pé-com-pé. Sem polêmica, que resultou no gol tricolor.

2- SOBRE OS OUTROS CARTÕES NÃO CITADOS AINDA:

Correto o cartão Amarelo a Michel Bastos por “apelar” e agarrar Lucas Lima que partia em contra-ataque; (23m). Mas não sei dizer se, aos 48 minutos, Renan Ribeiro foi punido corretamente por reclamação estando como reserva. O que houvera falado? Difícil saber. O certo é que Thiago Peixoto o advertiu e sem diálogo emendou o mesmo Cartão para Rogério Ceni que reclamou. Nunca vi dois cartões amarelos para dois goleiros praticamente de maneira simultânea. E aqui sou obrigado a concordar com Rogério Ceni, que lembrou o fato do abuso de postura do árbitro em seu último jogo em Curitiba, quando o Thiago não soube aplicar a advertência verbal e teatralizou nos cartões. Até o adversário David Braz reclamou do árbitro e disse concordar com Rogério!

Por fim, ainda tivemos outros 4 cartões amarelos no segundo tempo por jogadas mais duras, todos corretamente aplicados.

Com relação ao Cartão Vermelho a Marquinhos Gabriel, ao final da partida, um grande erro do lance: o santista reclamou que foi agarrado na camisa por Hudson, o juiz entende que aquele lance não era suficiente para marcar a falta e mandou seguir. Segundo a súmula, Marquinhos disse: “foi falta caralho, vai tomar no seu cú, porra“. O problema é que a bola estava no pé do jogador do SPFC em contra-ataque! Há de se esperar a definição do lance para dar o cartão, pois parar a jogada é beneficiar o infrator. Erro primário!

DUAS OBSERVAÇÕES FINAIS

1 – Vulgarizou-se o Amarelo. Concordo que o comportamento do jogador brasileiro é péssimo, mas reeducá-lo por maus educadores não dá. Banalizou-se a aplicação de Cartões e extinguiu-se a Advertência Verbal. Não é por aí. Em particular, reitero o que escrevi anteriormente: Thiago é bom árbitro mas precisa fazer menos “caras e bocas” na hora de advertir, pois está confundindo a autoridade com arrogância.

2 – Público de 13.800 pagantes em um clássico como São Paulo x Santos? Parece que o futebol não é mais tão atrativo…

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