– O pênalti equivocado de São Paulo 2 x 0 Grêmio

Bobeada do árbitro Péricles Bassols Cortes no jogo entre os tricolores paulista e carioca na noite de sábado. Vamos discutir o lance?

A bola está no ataque são-paulino e é levantada na área. O gremista Marcelo Oliveira está no caminho dela e tenta evitar o contato com as mãos recolhendo os braços, e pela velocidade do lance, não consegue o desvio total.

Aparentemente, nenhum desejo intencional de dominá-la, nem intenção subjetiva, tampouco movimento antinatural. Simplesmente o chute veio rápido, à queima roupa, e antes que o jogador conseguisse se desvencilhar da bola, ela bate nele. Ao invés do jogo seguir, o árbitro marca pênalti. Errou!

Infelizmente, até na Champions League (Barça 3×1 Juve) vimos lances de mão na bola marcados erroneamente (vide a análise desse jogo em: http://wp.me/p55Mu0-s2).

Para se marcar lances infracionais de bola na mão, recorde-se:

Só se deve marcar infração por uso indevido das mãos na bola (entenda-se por mãos: a mão, o braço e o antebraço) se for uma ação deliberada (proposital/intencional). É uma das poucas infrações onde o árbitro não deve avaliar imprudência, nem força excessiva (lembrando que em qualquer outra falta deve se considerar ação imprudente, temerária ou brutalidade). A Regra 12 (infrações e Indisciplinas) diz que:

“Uma das faltas punidas com tiro livre direto é: tocar a bola com as mãos intencionalmente (exceto o goleiro dentro de sua área penal).

Tocar a bola com a mão implica na ação deliberada de um jogador fazer contato na bola com as mãos ou com os braços. O árbitro deverá considerar as seguintes circunstâncias:

– O movimento da mão em direção a bola (e não da bola em direção a mão);

– A distância entre o adversário e a bola (bola que chega de forma inesperada);

– A posição da mão não pressupõe necessariamente uma infração;

– Tocar a bola com um objeto segurado com a mão (roupa, caneleira etc.) constitui uma infração;

Atingir a bola com um objeto arremessado (chuteira, etc.) constitui uma infração.”

A novidade, desde julho/2013, é: o árbitro deve avaliar se em determinados lances não houve movimento antinatural dos braços no momento do toque (uma intencionalidade disfarçada de falsa imprudência) ou um risco mal calculado do atleta em que a bola possa bater nos braços, em jogada que se poderia evitar. Trocando em miúdos:  pular/ se jogar na bola de maneira a qual a bola possa bater em seu braço, não se cuidando para evitar o contato).

Tomara que tais lances, que haviam diminuido, não sejam frequentes no Brasileirão.

bomba.jpg

Anúncios

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s