– Justa a Punição ao Presidente do Santos FC?

Lembram-se que o presidente do Santos FC, Modesto Roma Jr, após a vergonhosa expulsão de Geuvânio (erro crasso do árbitro) na partida entre Santos x Grêmio, pediu o “escalpo” de Sérgio Correa da Silva (presidente da Comissão Nacional de Árbitros), bem como sugeriu o Coronel Marcos Marinho em seu lugar?

Para relembrar o caso, acesse: http://wp.me/p55Mu0-tn

Pois é. Modesto acaba de ser suspenso das suas atividades por 30 dias e pagará R$ 10.000,00 de multa.

Exagero, Pouco Rigor ou decisão acertada do STJD?

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Primavera, Copa Paulista, Rodada 3

Estamos na semana de Provas Teóricas aos árbitros da FPF. E como os principais nomes estarão na sede da entidade realizando os testes, poucos juízes estarão a disposição para os jogos. No Jayme Cintra, por exemplo, um árbitro não tão conhecido:

Allan da Silva Bonardi, 35 anos, Professor de Educação Física, natural de Tambaú, 8 anos de carreira, apenas 1 jogo da A2 no currículo, apitará Paulista x Primavera no Jayme Cintra.

Sua última partida foi como Árbitro Reserva em Lemense 1×1 Internacional de Bebedouro, pela 4a divisão. Tem trabalhado nas categorias Sub20 e Sub17 com mais frequência. Não o vi atuar; portanto, não conheço seu estilo.

Para o árbitro, é um jogo importante, já que só apitou uma vez pela Copa Paulista, em 2014. Os bandeiras são mais experientes, tendo trabalhado bastante na série A2 e A3. Aliás, sobre eles:

O assistente número 1, Edson Rodrigues dos Santos, trabalhará o dobro: no sábado em Jundiaí e no domingo será bandeira pelo Sub20 da 2a divisão, entre Manthiqueira x São Bernardo, em Guaratinguetá.

O assistente 2, Rafael César Fernandes, Comerciante, também dobrará: de Jundiaí vai para São Carlos, trabalhar na 4a divisão: (a chamada “Segundona Paulista”), entre São Carlos x Lemense, às 10h00.

Luís Antonio de Souza, Contador, será o 4o árbitro.

Desejo boa sorte ao quarteto de arbitragem para esta partida, e deixo a observação: com tanto árbitro e bandeira no quadro, é esdrúxulo a FPF repetir árbitro em escala dupla!

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– Mogi Mirim 2×3 Bragantino e as duas camisas 3!

Situação cômica, parecendo lance de Várzea: é o que aconteceu no Campeonato Brasileiro da Série B nesta 3a feira, no jogo entre os paulistas Mogi Mirim x Bragantino.

A dupla de zaga do “Sapão da Mogiana” era formada por Paulão (camisa 4) e Fábio Sanches (camisa 3). Paulão abusava da sorte, jogando duro e levando cartão amarelo por jogada viril.

Eis que na volta do 2o tempo, algo curioso: logo no começo da etapa, Paulão levou o 2o Amarelo e consequentemente Vermelho por… ter se tornado camisa 3!

Sim: O MOGI MIRIM VOLTOU COM 2 JOGADORES “CAMISA 3” NO JOGO.

Procedimento correto do árbitro Antonio Rogério Batista do Prado. Com base na Regra 4, (equipamento dos jogadores), há diversas considerações:

– Durante o jogo, um atleta não pode sair de campo para trocar o uniforme sem comunicar ao árbitro. E quando sair, deve esperar sua autorização para o retorno com o jogo parado (não pode voltar com a bola rolando). Caso contrário, deve ser punido com cartão amarelo. Trocar o uniforme no vestiário, lógico, não há problema (entendendo-se que a troca é de um equipamento sujo/avariado/suado por outro idêntico).

– Caso o árbitro, na vistoria inicial do jogo, perceba alguma irregularidade no uniforme, deve solicitar ao jogador que saia de campo e o regularize, sem punição (calção térmico diferente das cores do shorts, por exemplo). Se o árbitro perceber a irregularidade somente durante a partida, deve solicitar sua saída na 1a paralização do jogo e também não há punição. Mas se o árbitro perceber alteração do uniforme após a sua conferência, deve aplicar o Cartão Amarelo, determinar a saída do jogador para regularizá-lo e permitir seu retorno somente com a bola parada. Caso o atleta já tenha recebido o Amarelo por qualquer outro motivo, receberá o 2o Amarelo e o Vermelho.

Imagine a seguinte situação: o atleta Paulão, 4, rasga (por qualquer o motivo) sua camisa. Ele deve trocá-la por outra de mesmo número. Caso não exista uma outra camisa 4, ele poderá usar outra de um número que não esteja na relação de titulares e reservas (se na súmula consta de 1 a 18, pode usar 19, 20, 35, 88…). O árbitro deverá ser avisado que o atleta camisa 4 Paulão, por falta de fardamento, continuará no jogo com a camisa 24, por exemplo.

– E se não existir nenhuma outra camisa?

O atleta titular poderá trocar com algum atleta reserva. Ele terá permissão de utilizar a camisa 14, se quiser (o árbitro será comunicado da troca de uniforme) e como o atleta reserva não poderá jogar com a camisa 4 rasgada, deverá sair do banco por não estar uniformizado (lembrando: não se pode ter dois números idênticos em campo e no banco).

– E se na pior das hipóteses (aqui é várzea pura) o time tem apenas 11 em campo, não há camisas reservas para se trocar e naquele jogo não há nenhum jogador substituto no banco, sendo que há como sobra apenas uma camisa 3?

O atleta poderá adaptar com uma fita adesiva, um risco de caneta, uma gambiarra qualquer que monte uma nova numeração, como 13, 23, 33 (sempre um número que não seja o mesmo de alguém que esteja em campo ou no banco).

Para mim, a troca de camisa igual pode ter acontecido por únicos dois motivos: trapalhada do roupeiro ou má-fé da equipe, já que Paulão já tinha cartão amarelo.

E você, o que acha de tudo isso? Deixe seu comentário:

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– Discutindo a arbitragem da 15A Rodada do Brasileirão

São 4 jogos do Campeonato Brasileiro, de 4 horários diferentes, que gostaria de discutir pois merecem ser citados. Vamos a eles?

1- SÁB, 19H30 – GRÊMIO 1X1 SPORT

O carioca Péricles Bassols apitou “um jogo louco”: imaginaram uma partida do Tricolor Gaúcho sem um cartão amarelo sequer? Fato raro, coisa inimaginável. Mas sua atuação não passou batido: o treinador gaúcho Roger foi expulso, segundo ele na súmula, por manifestação acintosa de desaprovação (…), ele se movimentou, abaixou e com as duas mãos e o punho cerrado falou palavras que não foram identificadas, mas que considerei ofensivas à arbitragem.

Pirei. Com a clareza desse relato, qual a punição que Roger terá? Que excesso do árbitro!

2- DOM, 11H00 – CHAPECOENSE 2X1 FLUMINENSE

Muita confusão em dois lances pontuais: aos 37m do 1o tempo, a bola é cruzada na área da Chapecoense, Fred em condição legal não a toca e ela sobra para Marco Júnior que vem de trás, cabeceia e faz o gol. Tudo ok, assistente e árbitro fazem o gesto que sinaliza gol legal (correr ao meio de campo no caso do bandeira, apontar o meio de campo no caso do árbitro). Entretanto, após reclamações da equipe catarinense, o assistente núnero 2 Daniel Ziolli chama o juiz Raphael Claus e comunica algo que faz o gol ser anulado. Como tudo foi feito antes do reinício da partida, então o procedimento foi legal. O problema é: o que foi comunicado?

Teria sido domínio com a mão de Marco Júnior na hora do gol? Talvez. Mas repare nas imagens: para mim, o gol foi de cabeça, e a ilusão de ótica pode acontecer pois ele pula com os braços abertos, se jogando na bola. Aparentemente tudo legal. E se por ventura batesse no antebraço do jogador, também seria legal pois não me pareceu que tentou dominá-la propositalmente com as mãos. Sim, amigos, gol de mão involuntária vale e é um detalhe da regra. Se uma “bola na mão” (e não uma “mão na bola”) resultar num gol, este deverá ser válido.

A segunda confusão também foi de participação decisiva do bandeira Daniel Ziolli. Antonio Carlos (FLU) e Bruno Rangel (CHA) vão disputar a bola. Antonio Carlos chega atrasado, atropela o adversário com um pé atingindo a bola e com o outro atingindo o atacante. Isso é infração. Claus entendeu que foi dentro da área (para mim, em cima da linha, e isso é pênalti, portanto acertou) e confirmou o tiro penal. Mas o bandeira chamou o árbitro e ficou posicionado indicando que foi fora da área. Claus não aceitou a informação do bandeira e reiterou a marcação.

Em suma: Claus errou ao anular o gol do Fluminense por informação equivocada do bandeira e acertou na marcação do tiro penal à Chapecoense mesmo com informação também equivocada do mesmo bandeira.

3- DOM, 16H00 – SÃO PAULO 1X0 CRUZEIRO

Carlinhos ou Pato? Legal ou Irregular? Como foi o gol são-paulino?

Tiago Mendes rouba a bola limpamente do adversário cruzeirense, que cai e pede falta. Não foi nada. A bola é lançada para Carlinhos (em posição legal) e a cruza para Pato (em posição duvidosa), que supostamente toca de cabeça e faz o gol.

Se a bola entrou direto, após o chute de Carlinhos, o gol é legal (mesmo se Pato estivesse em posição de impedimento e não tocasse na bola). Porém, se Pato estivesse em impedimento e a tocasse, gol irregular. Posteriormente, surgiu uma imagem de uma câmera da Sportv que mostra Pato em mesma linha do penúltimo adversário (que é o último zagueiro). Assim, se o atacante tocou ou não na bola é irrelevante para afirmar que o gol foi legal.

O detalhe foram as poucas faltas no jogo. Fácil para a arbitragem de Marcelo de Lima Henrique, que poderia até ter dado um ou dois cartões amarelos a mais por jogadas temerárias, mas que talvez, pelo ritmo sonolento da partida, passaram batidos.

Houve um esboço de reclamação de uma suposta bola que bateu na mão do zagueiro Manoel (CRU). Como o próprio relato diz: bola que bateu na mão, e não mão que quis bater na bola. Nada a chiar!

4- DOM, 18H30 – VASCO 1X4 PALMEIRAS

Em São Januário, um lance que não gerou reclamação mas que vale muita discussão: o segundo gol do Palmeiras, de Dudu, surgiu por falha do Goleiro Martin Silva ou por um erro cometido por infração não marcada?

Aos 17m, Egídio cruza para a área vascaína e o goleiro do Vasco, ao dividir uma bola com um atacante do Palmeiras, a reboteia dentro da área, caindo nos pés de Dudu que chuta para o gol.

Vendo e revendo o lance, perceba: o goleiro é deslocado pelo adversário quando vai na bola, e isso é falta. Importante saber que o goleiro é intocável na área quando está realizando uma defesa com as mãos (ou em vias de). Entenda: você pode dar um tranco legal no goleiro (ombro a ombro, sem força desproporcional) em qualquer momento da partida. Mas quando ele está praticando uma defesa (agarrando-a ou a espalmando), não pode ser trancado. É o mesmo princípio de quando ele quica uma bola ao chão para fazer a reposição do jogo. No referido lance, ele nem é trancado legalmente, mas obstruído com o corpo do palmeirense. E ficará a dúvida: a suposta falha é realmente fruto de uma defesa errada ou de uma carga sofrida e não observada pela arbitragem? Nas imagens, o gaúcho Anderson Daronco está longe e sua visão encoberta pelo próprio corpo deste atacante que obstrui o goleiro. Quem poderia auxiliá-lo é o bandeira número 2, que teria visão lateral privilegiada da jogada, mas nada faz. Gol ilegal.

Será que o Vasco nem reclamou, devido ao clima de desânimo e má futebol apresentado? Em outros tempos, Eurico Miranda invadia o gramado e parava a partida!

Se com 15 rodadas a pressão sobre os árbitros já está grande (e em muitos casos, com razão), imagine nas rodadas derradeiras.

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– Considerações dos jogos da Libertadores, Sulamericana/Copa do Brasil e Copa Ouro

O Futebol é (e sempre será) algo de inevitáveis discussões. Compartilho 3 temas interessantes para se debater, propiciados na noite desta 4a feira. Vamos a eles?

1- LIBERTADORES DA AMÉRICA 

O Internacional é a grande decepção das semifinais. Não pelo 3×1 que sofreu, mas por ter jogado apenas 15 minutos em 180 de disputa. Jogou até os 2×0 em Porto Alegre e nada fez em Monterrey. Diego Aguirre, treinador uruguaio, que sempre dá boas entrevistas (quando contratado, mostrou que tinha profundo conhecimento do futebol brasileiro e que estudava a fundo, em especial, o Campeonato Gaúcho), nada trouxe de novidade taticamente. E o pior: poupou tanto no Brasileirão, descansou demasiadamente e por fim não jogou nada. Geferson (com G mesmo) foi muito mal, cometendo uma falha grotesca no segundo gol do Tigres. Aliás, ele é o jogador que ninguém conhecia e que Dunga levou para a Copa América.

A grande pergunta é: na final entre Tigres x River Plate, a Conmebol deixará os convidados da Concacaf serem campeões? 

A dúvida é pertinente.

Eu NÃO CONFIO NELA. E os motivos são óbvios, o FBI que o diga. Aliás, o mais importante: quem escalará os árbitros é o paraguaio Alarcon, o mesmo amigo de Abel Gnecco, da Comissão de Árbitros da AFA, que foi flagrado em gravações pedindo Carlos Amarilla para apitar Boca Juniors x Corinthians (e que se vangloriou com o falecido Grondona de garantirem o título do Estudiantes contra o Santos). E a coincidência maior é: quando jogaram os também mexicanos e argentinos Cruz Azul x Boca Juniors, Alarcon escalou o árbitro brasileiro Marcio Rezende de Freitas que teve péssima atuação. Deu o time da Conmebol, naquela ocasião. Abel Gnecco caiu, mas Alarcon se sustentou. Vai dar outra vez um time da AFA/Conmebol contra o time convidado da Concacaf?

2- SULAMERICANA / COPA DO BRASIL

Durante o Campeonato Brasileiro, algumas equipes se contentam com a classificação na zona da Sulamericana. Mas depois a menosprezam. E por não ser simultânea à Libertadores e sim com a Copa do Brasil, fica a dúvida: o que é mais importante: ganhar a competição internacional ou a nacional?

Aqui fica a consideração: ambas classificam para a Libertadores do ano que vem. A Sulamericana possui viagens mais longas em estádios mais acanhados e de times teoricamente mais fracos. A Copa do Brasil (principalmente nessa próxima fase) tem jogos mais difíceis e prováveis clássicos. Qual o melhor caminho?

Em tempo: o Paulista de Jundiaí continua sendo a única equipe a ter vencido a Copa do Brasil tendo enfrentado somente equipes do Brasileirão da Série A, em 2005 – e classificado para a Libertadores 2006, venceu o River Plate no Jayme Cintra (desculpem a brincadeira, não resisto: o Galo Jundiaiense bicou as Galinhas Hermanas).

3- COPA OURO 

A Concacaf, que tem a mesma credibilidade (ou falta de) da co-irmã Conmebol, promove a “Copa Oro”, sua principal competição entre Seleções. No papel, a lógica seria uma final entre EUA X México. Os americanos foram surpreendidos pela Jamaica na semifinal. No outro jogo, o Panamá, por 1’30”, quase foi o outro finalista…

Quase, se não fosse o árbitro americano Mark Geiger!

Aos 88m, estando México 0x1 Panamá (os panamenhos tiveram um jogador expulso aos 25m do 1o tempo – Tejada deixou o braço no rosto do seu adversário quando a bola seria disputada pelo alto), eis que o panamenho Roman Torres escorrega na grande área e cai com o braço batendo totalmente de maneira involuntária sobre ela e o árbitro marca pênalti. Aqui não dá pra alegar intenção subjetiva, movimento antinatural ou qualquer coisa que o valha. Sinceramente, considerando que é árbitro da FIFA e em um jogo de tal importância, pela situação – da forma como aconteceu e com a final se concretizando de EUA x México para Jamaica x Panamá – não tenho dúvida: má fé do juizão! Ou não?

Aos 104 minutos (sim, no último minuto do 1o tempo da prorrogação), outro pênalti para o México: Cumminz (PAN) disputa a bola com um forte tranco em Orozco (MEX) e o árbitro marca outro pênalti. Este, duvidoso, parecendo tranco legal e o juizão interpretando como carga faltosa.

O certo é: “garfaram” o Panamá! Tanto que, após o apito final, as imagens mostravam os jogadores mexicanos sem esboçarem qualquer comemoração por chegarem à finalíssima, visivelmente constrangidos.

É por essas e outras que o futebol deve ser investigado por FBI, CIA, e outras entidades sérias.

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– A 1a Promessa Não Cumprida de Marco Polo

Há exatamente 1 ano, publicávamos uma entrevista do recém empossado presidente Marco Polo Del Nero. Olha só o que ele prometeu E NÃO CUMPRIU como “1o ato”!

Extraído de: http://wp.me/p4RTuC-6Kn , de (22/07/2014).

O 1o ATO DE MARCO POLO

Passou batido devido à Copa do Mundo. Mas foi de extrema cara-de-pau a entrevista do Presidente da FPF e já eleito mandatário da CBF, Marco Polo Del Nero, à Revista Isto É (ed 2325 de 18/06/2014, pg 6-12 à Rodrigo Cardoso e Yan Boechat).

Nela, louvou a administração Ricardo Teixeira e defendeu sua honestidade; disse não precisar de auditoria numa entidade tão (acreditem) transparente como a CBF!

Questionado sobre qual será o seu primeiro ato como Presidente, disse:

Melhorar a arbitragem nacional. Temos de preparar os árbitros à altura. Profissionalizar os árbitros. Fizemos uma experiência na Federação Paulista de Futebol com 20 árbitros. Pagamos salários a eles por um determinado tempo e a qualidade da arbitragem não melhorou. O que fizemos aqui foi dar assistência psicológica e técnica para prepará-los. Penso em trios de arbitragens fixos. (…) E o segundo ato é fomentar o futebol da melhor maneira possível“.

Ora, ele quer profissionalizar mas alega que a tentativa da FPF não melhorou a qualidade da arbitragem! Incoerente…

O problema é: qual o conceito de profissionalização de Marco Polo? Na Federação Paulista, pagou R$ 1.300,00 a “10 árbitros ouro” e R$ 800,00 a “10 árbitros prata” por mês. Em troca, os árbitros deveriam ter disponibilidade para reuniões e treinamentos quando solicitados.

Ora, R$ 1.300,00 mensalmente é salário digno de árbitro profissional de elite? Qual médico, advogado, professor ou administrador largará mão de sua atividade por esse valor, arcando com as viagens a SP, despesas diversas e falta de registro na carteira de trabalho (sem direito a Férias, INSS e 13o)?

Profissionalizar é dedicação plena à atividade, com salário equivalente ao esforço e a responsabilidade da função, com encargos trabalhistas sendo pagos pelo empregador. Só com tal empenho poderá se cobrar o árbitro de verdade.

Para mim, discurso demagógico de Del Nero. E para você?

Aliás, por fim, confesso: como assinante da Revista Isto É, fiquei frustrado por não ter uma pergunta incisiva, dura, firme sobre polêmicas que norteiam a CBF, tampouco contra-argumentos às respostas. A publicação ficou a dever…

Abaixo, fotos dos árbitros profissionais europeus:
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– Avaliando a arbitragem nos jogos dos 5 paulistas do Brasileirão da série A1 nessa 14a Rodada.

Muita coisa a discutir, aprender e refletir sobre arbitragem de futebol na última rodada do Campeonato Brasileiro. Vamos aos 4 jogos que envolveram as 5 equipes paulistas?

1) CORINTHIANS 1X0 ATLÉTICO MINEIRO

Ótima atuação do gaúcho Anderson Daronco, mostrando algumas virtudes como: não vulgarização do cartão amarelo, boa postura dentro de campo e na sinalização, além de saber usar muito bem a advertência verbal, não permitindo reclamações ou tentando se esconder delas. Soube coibir os nervos dos atletas.

2) PALMEIRAS 1X0 SANTOS

O jogo colaborou para o árbitro Wagner do Nascimento Magalhães, que não teve muito trabalho na partida (exceto o imbrólho envolvendo o goleiro Fernando Prass e o atacante Ricardo Oliveira, que passou batido). Sem lances polêmicos, a destacar apenas a não expulsão do lateral Egídio. Tendo já recebido cartão amarelo, cometeu 4 faltas posteriores a ele, sendo que ao menos em uma delas poderia ter recebido o segundo cartão amarelo. Ainda, um detalhe a corrigir: está apitando longe dos lances. Posicionamento ruim ou mau condicionamento físico?

3) JOINVILLE 1X1 PONTE PRETA

Será que o time do Joinville vai ser punido?

O árbitro paulista Raphael Claus paralisou a partida pois foi avisado pelo observador catarinense da CBF Marco Antonio Martins (que curiosamente também é presidente da Associação Nacional dos Árbitros), de que havia uma faixa de protesto contra o presidente da FCF, Delfim Peixoto, que acumula a vice-presidência da CBF. Nela havia os dizeres: “Vergonha FCF/ Fora Delfim FDP”. A faixa foi retirada.

Aliás, Claus foi bem na partida: num tiro livre direto a favor do Joinville, o camisa 10 a cobra, a bola bate na trave e sem resvalar em nenhum outro jogador cai em seus pés novamente. Como a trave é neutra, isso é um bi-toque! Ou seja, deve paralisar o lance e marcar tiro livre indireto a favor da Ponte Preta. Claus não percebeu de imediato e deixou seguir. E não é que a bola quase entra no gol no rebote do mesmo camisa 10? Ainda bem que antes do reinício do jogo o árbitro fez a correção (procedimento correto), marcando o tiro indireto. 

Curiosidade: se fosse gol, a Ponte Preta poderia pedir ERRO DE DIREITO (quando o árbitro permite uma irregularidade do não cumprimento ou desconhecimento da Regra – isso dá anulação de jogo). Não dá para alegar ERRO DE FATO (quando o árbitro interpreta errado uma situação), pois foi nítido que a bola não bate em ninguém.

4) SPORT 2X0 SÃO PAULO

O Ponto negativo foi a arbitragem do goiano e ex-aspirante da FIFA, André Luís Castro, que errou para os dois times! Confundindo autoridade com autoritarismo, ruim tecnicamente e mostrando insegurança nas marcações, foi o exemplo a não ser seguido na rodada.

Vamos lá:

  1. No 1o tempo, aos 37 minutos, Ganso lança a bola que bate na mão de Durval, involuntariamente. O árbitro com correção nada marcou. O detalhe é que foi uma jogada idêntica de São Paulo x Flamengo no Morumbi em 2014, também pelo Brasileirão, onde o mesmo árbitro marcou pênalti (foi fora da área e igualmente involuntário). Pensei que com tal certo, o árbitro mostraria boas qualidades… Ledo engano!
  2. 38m (1o tempo): André domina a bola, tenta girar sobre Hudson, que coloca a mão em seu peito, buscando fazer a falta. O problema é que o são-paulino não chega a fazer a falta, e o atacante pernambucano, ao sentir o contato físico, desaba. Foi simulação e o árbitro entende que foi infração, aponta a marca do pênalti (sim, ele marcou o tiro penal) e se arrepende marcando tiro livre direto fora da área! Lembrei-me do árbitro Felipe Gomes em Santos x Grêmio, que faz um gesto autorizando a entrada do jogador Geuvânio e depois disse que não autorizou. Como explicar essa bipolaridade do apito? Erro duplo!
  3. Aos 31m do 2o tempo, Ganso (que já tinha cartão amarelo), reclama de uma falta marcada a favor do Sport. O árbitro ignora. Quando André Luís Castro se vira para retomar a partida, Ganso diz: “Foi sacanagem o jogo inteiro, você está de brincadeira”. Aí o árbitro resolve dar o Cartão Amarelo (portanto, a 2o advertência e consequentemente o Vermelho). Isso é excesso de autoridade, o árbitro deveria dar a advertência verbal dura, incisiva, e continuar a partida. Entretanto, na súmula, o árbitro alega algo um pouco diferente das imagens: escreveu que já estava decidido a dar o Cartão Amarelo por reclamação acintosa e, entre o tempo da  decisão e aplicação do Cartão, Ganso proferiu a reclamação citada. As imagens não mostram isso, mas sim o árbitro dando as costas e, após o último pronunciamento de Ganso (até pensei que fosse uma ofensa grave) ele se vira e resolve dar o 2o cartão.
  4. Aos 39m do 2o tempo, um acerto da arbitragem: Luís Fabiano (que já tinha Cartão Amarelo por reclamação), comete uma falta típica para Cartão Amarelo, consequentemente recebendo o Vermelho. Nada a contestar (aliás, ficou só 27 minutos em campo e conseguiu levar dois amarelos e um vermelho). Jogadores rodados e de time grande, como Ganso e Luís Fabiano, devem evitar situações que lhe propiciem expulsões, em que pese o excesso de rigor no caso de Ganso.
  5. Aos 42m me chamou a atenção a expulsão do treinador Juan Carlos Osorio. Me pareceu que, ao se virar para o árbitro, o técnico são-paulino o aplaude ironicamente pela expulsões de seus atletas. A manifestação do assistente Milton Cruz é de que os aplausos de Osorio eram pedindo garra à sua equipe. Não colou… Se aplaudiu ironicamente, não há o que reclamar. Entretanto, o árbitro alega que o expulsou (além dos aplausos) por ter sido ofendido pelo treinador pois ele teria lhe mostrado o dedo em riste, segundo a súmula (o popular “Fuck You”). Isso pode ser grave na hora do julgamento. Mas o que me entristeceu foi a postura do quarto árbitro Nielson Dias Nogueira (outro ex-aspirante à FIFA), confundindo sua autoridade com certa arrogância, esquivando-se de qualquer toque ou manifestação de Osorio de maneira tão incisiva, que impressionou-me pela forma como ele conduziu a situação. Não gostei!

Enfim, repito: a arbitragem não vive um bom momento em nosso país.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Barueri x Paulista

E saiu a escala da 1a rodada da Copa Paulista. Nela, há árbitros da A1, da A2, da A3 e da B.

Marcos Silva dos Santos Gonçalves, 41 anos, que é nome constante na A3 e raro na A2, apitará Barueri x Paulista no gramado sintético de Taboão da Serra. O árbitro já esteve em 2015 no Jayme Cintra, no jogo contra o Oeste.

A minha preocupação é que o juizão gosta muito de contato físico, e confunde “não marcar falta” com “deixar o jogo correr”. Da última vez, deixou de dar alguns cartões. E fica o alerta: no piso em que se jogará a partida, a bola corre muito e pula demais. Sendo assim, atenção para as faltas e que o árbitro se esforce em correr bastante, já que o condicionamento físico não é o seu forte.

A análise pré-jogo que fizemos na oportunidade (Paulista x Oeste, A2) pode ser acessada em: http://wp.me/p55Mu0-nb

A análise pós-jogo dessa partida (1×3), em: http://wp.me/p55Mu0-nr .

Em tempo: o treinador do Barueri é um velho conhecido, Michael Robin, empresário de futebol que ora se diz diretor de clubes, ora é treinador. Também é cantor de Pagode Gospel e, excentricamente, gosta de se concentrar com massagens antes da preleção. Tive a oportunidade de apitar dois jogos dele: no Guarani B e na Internacional de Limeira (e o expulsei nas duas…). Uma figuraça!

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– As Notas dos Árbitros batem com a sua Sensação?

Existe o chamado “Senso Comum” na Sociedade, algo que traz a impressão do povo sobre determinado assunto.

Eis que a agência Lancepress! trouxe na coluna “De Prima”, do jornalista Fábio Suzuki, as notas que a CBF deu para os árbitros: em 1776 partidas do 1o semestre de 2015, a média de atuação foi de 8,28. Apenas em 25 jogos a arbitragem tirou nota abaixo de 7.

Essas notas são coerentes com a sua sensação ao assistir uma partida? Bate com o “Senso Comum do Torcedor”?

Me parece mais um #7×1 no futebol brasileiro: assim como a Comissão Técnica da Seleção Brasileira e os cartolas costumam dizer que está tudo bem, na Comissão de Árbitros idem.

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– Lambanças e boataria da Arbitragem

Ruim final de semana para os árbitros no Brasileirão. Vamos destacar alguns erros?

  1. SÃO PAULO 3×1 CORITIBA: No Morumbi, o árbitro Alisson Furtado, do Tocantins, foi muito mal. Encerrou indevidamente a partida na hora do chute de Luís Fabiano, cara-a-cara no gol. Isso não pode, há certas condições para que o árbitro encerre um jogo e na hora de se marcar um tento não se deve dar o apito final. (Explico com detalhes a “Regra 7 – Duração da Partida”, em: http://wp.me/p55Mu0-ts). Pior do que o árbitro, foi o bandeira Gilvan Medrado, estreante na série A e que errou quase tudo: confirmou o 1o gol do São Paulo em condição de impedimento; anulou o que seria o 2o gol em que estava em condição legal alegando impedimento; confirmou o 2o gol válido de Pato em lance duvidoso (revejam o lance: quando Lucão lança a bola, Pato está a frente do seu marcador, mas há um atleta do Coritiba sobre o círculo central dando ou não condição; pela linha do corte da grama, talvez estivesse em mesma linha; mas se você tentar parar a imagem, a dúvida persiste – e aí não se pode culpar o bandeira).
  2. FLAMENGO 0x3 CORINTHIANS: Tudo bem que estava com o placar quase definido, mas erro grotesco do bandeira Rafael Alves (Aspirante a FIFA/RS) ao anular o gol legítimo de Jonas alegando impedimento. Faltou atenção…
  3. ATLÉTICO PARANAENSE 1×2 FLUMINENSE: No 1o gol do Fluminense, um atleta tricolor empurra com os braços e derruba o lateral esquerdo do Atlético Paranaense. Anderson Daronco (FIFA/RS e que fez uma ótima partida, exceto errando esse lance) não marcou a falta. Para azar do árbitro e do time do Paraná, a bola sobra para Gustavo Scarpa, em condição legal, marcar o gol. Gol legal que nasceu de jogada irregular.
  4. JOINVILLE 0X2 INTERNACIONAL: Francisco Carlos Nascimento, o popular Chicão (ex-FIFA/AL e hoje apitando como árbitro especial), foi infeliz na marcação do pênalti a favor do Colorado. Rafael Donato (JEC) trava a bola limpamente e Taiberson (SCI) cai. Chicão marca pênalti. Errou duas vezes: foi carrinho legal e fora da área. O Joinville reclama e com razão…

Mais uma vez, o trabalho da Comissão de Árbitros da CBF tem sido fraco. Com a política de dar espaço a árbitros de estados “mais fracos futebolisticamente” no Brasil (como Tocantins, Alagoas, Pará), sob a desculpa de integração nacional, o prejuízo em campo é visível. Sou contra tal ideologia, sou a favor da meritocracia, apitando sempre os melhores.

Curiosamente, em meio a essa má gestão da arbitragem brasileira, saem duas notícias na imprensa:

1) a de que o Santos FC lidera um movimento para que o Cel Marcos Marinho, chefe dos árbitros da Federação Paulista de Futebol, assuma o lugar de Sérgio Correa da Silva, atual chefe dos árbitros da CBF – tal fato foi divulgado pelo Blog do jornalista Ricardo Perrone do UOL, que conseguiu a declaração pública de Modesto Roma Jr, presidente santista, sobre esse desejo (vide nossa opinião sobre isso em: http://wp.me/p55Mu0-tn);

2) a de que Sérgio Correa da Silva seria o nome forte para assumir a Comissão de Árbitros da Conmebol, no lugar de Carlos Alarcon, envolvido no escândalo do caso Amarilla, divulgada pelo site Apitonacional.com .

Particularmente, penso que seria uma demonstração política de força caso Marco Polo Del Nero colocasse Sérgio Correa na Conmebol, já que aparentemente a CBF parece estar muito fraca nos bastidores sulamericanos. E dessa forma, traria o Cel Marinho para a CBF, agradando alguns clubes que não gostam do Sérgio Correa. Embora, a minha impressão é que ventilar o nome de Sérgio Correa da Silva na Conmebol seja puro “lero-lero”, “forçação de barra” e brincadeira de mau gosto (e digo isso sem desacreditar quem noticiou o fato, o Apitonacional.com, entendendo que a CBF tenta realocar o Sérgio caso ele caia).

E você, o que está achando da arbitragem brasileira a essa altura do Brasileirão? Fico preocupado nas rodadas decisivas sobre como estará o nível da atuação dos árbitros…

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