– O Término Indevido do Jogo São Paulo 3×1 Coritiba

Em seu 3o jogo na carreira em Campeonato Brasileiro da série A (apenas 6 anos de formação da Escola de Árbitros de Tocantins), Alisson Furtado (CBF-TO) decepcionou, bem como seu conterrâneo Gilvan Medrado (15 anos de carreira e que hoje estreou na Série A), o bandeira 2 do jogo entre São Paulo 3×1 Coritiba.

Eis que no final da partida do Morumbi (foi concedido o acréscimo de 4 minutos), a bola é lançada para Luís Fabiano, que entra na grande área do time paranaense, se arma para chutar – e nesse instante o árbitro apita o final da partida, mesmo com o chute do jogador do São Paulo e o goleiro não o defendendo por ter ouvido o apito final.

Errou. Embora a Regra do Jogo permita essa situação, o chamado “espírito do jogo” não permite!

Entenda: a Regra 7 – “Duração da Partida”, diz que todo tempo perdido em algumas situações elencadas nela deve ser acrescido. E a partir do momento que você indica os minutos de acréscimo, você só pode prolongá-los, nunca reduzí-los.

Vamos entendê-la?

Se o árbitro concedeu 4 minutos de acréscimo, deve terminar o jogo entre 49’00” e 49’59”, em qualquer situação de bola rolando ou bola parada, exceto numa cobrança de pênalti. Ou seja, se há uma falta, um tiro de meta ou um escanteio a ser cobrado nesse período, o árbitro pode apitar o final de jogo. Porém, se o árbitro considerar que houve perda significativa de tempo nesse interim, pode acrescentar mais tempo sobre o acréscimo já concedido, indicando novamente ao quarto-árbitro o(s) minuto(s) de mais acréscimo(s).

Entretanto, o Espírito da Regra, que reza o futebol como um jogo limpo em busca do gol, inspira a entender que o árbitro não deve encerrar o jogo em situações iminentes de gol, e um exemplo claro é o gol do Luís Fabiano (além das orientações das Comissões de Árbitros mundo afora, de que não se encerre o jogo em ataque promissor). Nas imagens, impressiona que o árbitro corre, permite o contra-ataque, NÃO OLHA para o relógio e encerra a partida quando o são-paulino está na área penal sozinho! Ora, então encerrasse o jogo no meio-de-campo, nunca permitindo o contra-ataque e acompanhado a jogada.

Já o bandeira Gilvan Medrado errou na maioria dos lances, mas nesse caso há uma justificativa: são as situações em que a CBF os chama de “ajustados”, aqueles que você tem que estar milimetricamente na mesma linha do que o penúltimo defensor para saber se o atacante estava impedido ou não. Nesse jogo, foram vários lances assim. Dessa forma, Gilvan teve azar e concedeu um gol irregular ao São Paulo e anulou um regular ao mesmo time, além de outros erros às duas equipes.

Vide o lance do encerramento do jogo no final desse vídeo: http://is.gd/uVnIMP
bomba.jpg

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