– Rebote de Goleiro tira Impedimento? O gol de Ganso em SPFC 3×0 Ponte Preta foi legal ou ilegal?

Existem várias “lendas urbanas” na sociedade: tomar leite com manga faz mal” é uma “dos tempos da vovó”! No mundo do futebol isso também ocorre: por exemplo, a lenda de que “rebote do goleiro tira impedimento“.

Nada disso. Nunca tirou, nem de goleiro e nem de zagueiro. Porém, a mudança numa orientação da Regra há 2 anos está confundindo algumas pessoas. 

Acontece o seguinte: hoje, existe uma excepcionalidade de bola desviada que tira o impedimento.

SOBRE o novo entendimento de “impedimento ou não” em lances desviados em adversários (de 2013): Se um atacante chutasse para o gol e a bola desviasse num adversário, mas sobrasse para seu companheiro que estivesse do outro lado do campo, ele estava impedido por tirar vantagem de uma posição. Agora, bola desviada que sobre para um atleta que não participava originalmente da jogada, mesmo ele estando mais próximo da linha de fundo do que dois adversários e a bola (a definição clássica de impedimento), é lance legal. Mas atenção: aqui, A BOLA FOI DESVIADA E CAIU PARA ALGUÉM QUE NÃO PARTICIPAVA DO LANCE, SENDO DIFERENTE DA SITUAÇÃO NA QUAL UM JOGADOR ESTEJA SOZINHO E RECEBA UMA BOLA DE REBOTE DE GOLEIRO, ou ainda quando lhe é lançada uma bola e ela bate no zagueiro (pois, afinal, a bola era para ele e ele a recebeu mesmo após bater no adversário). Para ambas situações continua sendo impedimento. Continua valendo a máxima: desvio não tira impedimento (com exceção ao lance modificado).

Talvez seja esse detalhe que traiu o comentarista da Sportv Fernando Galvão no jogo do Morumbi no último sábado. Após boa jogada de Pato, Ganso (em impedimento ativo) pegou o rebote do goleiro Marcelo Lomba e fez o segundo gol tricolor. Galvão bobeou e disse que o rebote do arqueiro tirou o impedimento… Alertado na transmissão pelo seu colega de emissora Leonardo Gaciba, corrigiu a gafe.

Portanto, cuidado com a Regra! Estudar e perguntar não faz mal a ninguém.

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– O Pênalti de Dois Toques em Belarus

Confesso a minha ignorância: quem nasce em Belarus é… Não sei!

Mas no campeonato nacional de lá, um pênalti foi cobrado de maneira rara. Só vi sua pessoas fazerem isso: Cruyff pela Holanda e Euller (o “Filho do Vento”) pelo América Mineiro.

O árbitro autoriza a cobrança, o jogador finge que vai chutar forte para o gol e ao invés disso, dá um “toquinho” para seu companheiro que invade a área e faz o gol.

E isso pode?

Claro que pode. O Tiro Penal tem como exigências de que o jogador esteja identificado e toque a bola pra frente (não necessariamente com um chute forte para o gol). Se o cobrador enganar que vai chutar e outro é quem chuta, se for gol o lance deveria ser anulado. Se ele tocar para trás e alguém chutar, a cobrança deve ser repetida. E no caso do lance em Belarus (o vídeo está no link abaixo), se o jogador invadiu a área antes do toque do seu companheiro, a jogada é invalidada com tiro livre indireto no local da invasão.

Sensacional, não? Assista o lance em: http://mais.uol.com.br/view/15589835

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– Aprendendo com a Regra: foi Gol Legal ou Ilegal no Vasco 1×1 Flamengo?

O assunto rendeu.

O jogo foi emocionante.

O gol confirmado, depois de quase anulado.

Falamos do Clássico dos Milhões no Maracanã pela Copa do Brasil: Vasco x Flamengo, com o gol flamenguista sendo confirmado em uma tremenda confusão, após um jogador que se encontrava em impedimento saltar e ela bater na canela de um vascaíno. Lance dificílimo!

Vamos discutir e aprender?

Eu ouvi de tudo: “Foi de acordo com a nova regra de impedimento passivo” (mas não existe nova regra!); “atendeu o que a FIFA pede” (mas o que ela pediu?) e outras tantas coisas.

A questão é a seguinte: a nova orientação pede que só se marque impedimento se efetivamente o jogador participar do lance interferindo contra o adversário (em último caso). Para mim, no lance referido, o jogador em impedimento demonstrou que não queria participar da jogada pulando. Ou seja: o gol foi legal. O flamenguista que desvia da bola abrindo as pernas faz questão de demonstrar que não quer participar do lance; então, isso deve ser levado em conta. Se ela entra no gol direto, é gol. Como bateu no zagueiro, idem. E o árbitro tem que dar como contra, não como de quem chutou.

Entenda o seguinte: corta-luz como drible, tem que conceder impedimento nesse lance. Abrir a perna para não participar da jogada, aí não pode marcar impedimento.

ENTRETANTO…

Se o árbitro entendeu que o jogador do Flamengo interferiu contra o Vascaíno pois estava à frente dele e somente por isso que a bola bateu em sua perna, aí é impedimento ativo.

Cuidado, e vou repetir: se o árbitro entendeu que a bola bateu no jogador do Vasco por interferência, é impedimento ativo e o gol deve ser anulado. Mas se ele interpretar que bateu na canela sem interferência do adversário, é impedimento passivo e o gol deve ser validado (como fez nessa oportunidade).

LEMBRE-SE: não tem nada a ver com a história de que o rebote ou desvio do goleiro tirou o impedimento. “Desvio não tira impedimento“, nesse caso. E outro lembrete, para quem fez e faz confusão com isso: desvio só tira impedimento naquela situação excepcional de quem está, por exemplo, voltando sozinho numa lateral do campo sem participar do lance (que não é o caso citado). No Maracanã , tecnica e teoricamente para a arbitragem, não foi impedimento por ser lance passivo de quem abdicou de jogar.

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– E o pênalti do Carlinhos em Ceará 0x3 São Paulo?

A questão é bem simples: o lateral Carlinhos, do SPFC, avança na área. O zagueiro adversário quer cortar o lance e estica a perna. Existe a trombada. Mas o bom árbitro deve avaliar:

1 – Carlinhos foi obstruído pelo joelho do zagueirão que vacilou?

2- Carlinhos busca o joelho para ter o contato físico e cair, pedindo o pênalti?

Reflita!

No “ao vivo” pela TV, não foi pênalti mas sim a opção 2: “forçação” de barra. Claro, a outra opção também é aceita, pois o lance é interpretativo e difícil.

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– 4a de Jogões pelo Brasil afora! Os árbitros darão conta?

Se o nível técnico dos jogos do futebol nacional está a desejar, ao menos, não se questione a emoção deles.

Pela Copa do Brasil, vários confrontos para deixar o aficcionado por futebol ligadaço na TV. Espero, sinceramente, que a arbitragem passe batida nos jogos. Cinco partidas que gostaria de assistir:

1- No Maracanã, teremos Vasco x Flamengo com Wilton Pereira Sampaio. O goiano da FIFA apitou semana passada Santos 2×0 Corinthians discretamente e já está escalado para Chapecoense x Corinthians na Rodada 21. Se o jogo não exigir, passará despercebido. Aliás, será que o Vasco tem chances de imitar o Palmeiras da última passagem do Felipão: ganhar a Copa do Brasil e ser rebaixado no Brasileirão no mesmo ano?

2- No Itaquerão, teremos Corinthians x Santos com Ricardo Marques Ribeiro. O mineiro da FIFA apitou semana passada Flamengo 0x1 Vasco e é o número 2 da CBF, sendo trabalhado juntamente com Sandro Meira Ricci para disputarem a vaga da arbitragem brasileira para a Copa do Mundo de 2018 na Rússia. Aqui, penso: se o jogo se tornar pegado, o Ricardo sente a pressão, já que tecnicamente não é lá essas coisas…

3- No Mineirão, teremos Cruzeiro x Palmeiras com Anderson Daronco. O gaúcho da FIFA fez uma arbitragem solta exageradamente no domingo passado no Flamengo 2×1 São Paulo, deixando o jogo correr demais e ignorando algumas faltas. Gosto da s suas atuações, mas não deve mudar o estilo só para ter “tempo de bola rolando”.

4- No Castelão, teremos Ceará x São Paulo com Pablo dos Santos Alves. O carioca que apitou pelo RJ, depois ES e hoje está locado na Federação Paraibana é jovem e experiente, embora não tenha conseguido chegar à indicação da FIFA, permanecendo bom tempo como aspirante. Gosta de deixar o jogo correr, embora algumas vezes eu tenha visto alguma dificuldade disciplinar. Mas nada de se preocupar.

5- No Novelli Júnior, teremos Ituano x Internacional com Marcelo de Lima Henrique, ex-FIFA carioca que hoje apita pela Federação Pernambucana. Bem rodado, sabe se posicionar em campo e deve fazer ótimo jogo.

Sobraram ainda os jovens árbitros paulistas Thiago Duarte Peixoto e Vinícius Furlan para Grêmio x Coritiba e Figueirense x Atlético, respectivamente. Não vejo grandes dificuldades para esses árbitros nas partidas que trabalharão. Já para Paysandu x Fluminense teremos Luís Teixeira Rosa, um gaúcho que não conheço; afinal, nunca apitou série A do Brasileirão.

Que seja uma grande rodada para a Copa do Brasil!

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– Os placares não legitimados do Brasileirão! Vide Atlético Mineiro x Palmeiras, Santos x Avaí, Flamengo x São Paulo…

Você até pode usar o argumento de que em campeonato de pontos corridos, os erros se equivalem (pela duração e quantidade de jogos). Vide que o Palmeiras foi beneficiado contra o Flamengo e o Atlético Mineiro prejudicado na rodada passada. Nesta última, o beneficiado foi o Atlético e o Palmeiras prejudicado por um pênalti decisivo mal marcado

A questão é: ISSO É A REGRA?

Não é e nem deve ser.

Isso se tornou o grande problema: está sendo um campeonato com placares ilegítimos! O árbitro só existe para legitimar o resultado final de um jogo, mas ele tem sido o protagonista negativo. Se um time vence com pênalti inexistente e se usa o argumento de que um outro pênalti existente não foi marcado, isso não é correto. Aceitar o “fazer média”, o compensar num outro jogo ou ainda que “por vias tortas o resultado foi justo” NÃO É CORRETOPrecisamos defender o resultado de dentro do campo apitado corretamente, sem viés ou interferência.

Essa situação esdrúxula está como o país em geral: não se pode aceitar que um político é melhor do que outro pois “rouba com moderação” ou porque a bandalheira é generalizada. De tanto nos acostumarmos com inúmeros escândalos políticos, muitos nem se escandalizam mais. Assim está o futebol: com tantos erros de arbitragem, quando vemos um novo equívoco, “é só mais um“.

Aliás, vimos abrindo a 20a rodada no sábado um “pênalti de fantasminha” sobre o Lucas Lima; no domingo a tarde os erros em São Paulo x Flamengo e fechamos o dia com Atlético Mineiro x Palmeiras tendo um pênalti “muito menos pênalti” (e se entenda: não foi infração) daquele famoso caso do Ronaldo nos arquirrivais Corinthians x Cruzeiro, apitado pelo mesmo Sandro Meira Ricci.

E a CBF, faz algo para melhorar? Nada, só piora. Vide a interpretação equivocada da Regra 12 do uso indevido das mãos na bola que aqui no Brasil virou uma nova Regra (a 12B) e, para diminuir as reclamações dos clubes, agora escala dois quarto-árbitros por jogo (sempre sendo um de cada estado dos times).

É o #GER7x1BRA do apito…

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Para ler a análise do citado jogo entre Flamengo x São Paulo, clique em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/08/23/analise-de-7-lances-de-dificuldade-em-flamengo-2×1-sao-paulo/

Para ler a análise do citado jogo entre Santos x Avaí (o pênalti inexistente), clique em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/08/23/o-que-falar-do-penalti-do-gramado-de-lucas-lima-em-santos-5×2-avai/

Para ver as medidas da CBF para melhorar a arbitragem e os vídeos de orientação da mão na bola, clique em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/08/19/a-invencao-da-cbf-para-a-rodada-20-e-seus-videos-polemicos/

– Análise de 7 lances de dificuldade em Flamengo 2×1 São Paulo

Elogiei por diversas vezes a arbitragem de Anderson Daronco, árbitro gaúcho da FIFA. Mas no Maracanã, neste domingo, quando foi um pouco mais exigido, decepcionou. Vamos a 7 lances de dificuldade para analisar erro ou acerto?

1- Aos 7 minutos, Sheik (FLA) faz falta leve em Bruno (SPFC), o árbitro manda seguir e na sequência Bruno divide com Sheik. Daronco resolve marcar a falta para o Flamengo e dá Cartão Amarelo para Bruno, errou pela 1a vez.

2- Aos 35 minutos, Luiz Eduardo (SPFC) sobe para cabecear e fazer o gol, usando a mão para apoiar e consequentemente empurrar o adversário número 4. Leve empurrão, mas é falta. Gol irregular, errou pela 2a vez.

3- Aos 42 minutos, Guerrero (FLA) vai dividir com Luiz Eduardo (SPFC), o desloca usando irregularmente o corpo, a bola sobra para Thiago Mendes (SPFC) que erra e deixa para Ederson (FLA) fazer o gol de empate. É o 3o erro do árbitro.

4- Aos 51 minutos, após cruzamento de Auro (SPFC), a bola bate sem intenção no braço de Everton (FLA). Não é falta, mas o árbitro entende como intenção e marca. Errou de novo, é o 4o erro.

5- Aos 54 minutos, Auro (SPFC) cruza para Centurión (SPFC), que cabeceia mas a bola é interceptada pelo antebraço de Samir (FLA) sem intenção. Ufa, em lances difíceis, 1o acerto importante do árbitro.

6- Aos 62 minutos, Carlinhos desce em velocidade e seu adversário número 22, Everton (FLA) dá um carrinho certeiro que o atinge, quase na entrada da área. O árbitro manda seguir. Erro crasso, o 5o do jogo.

7- Aos 85 minutos, Carlinhos está no ataque, parte para o gol e Everton lhe faz falta por trás, atingindo-o certeiramente. É lance para Cartão Vermelho, não para Amarelo, como aplicou. Foi o 6o erro no jogo.

Em suma, não gostei da arbitragem, com erros importantes para as duas equipes.

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– Análise da Arbitragem de Paulista 1×0 Barueri, Copa Paulista, Rodada 6

Boa arbitragem no Estádio Jayme Cintra na vitória do Galo sobre a Abelha. Vamos falar dela?

Diante 644 pagantes, com renda bruta de R$ 5.160,00 + (mas renda líquida negativa de R$ 3.227,00), tivemos um jogo fácil de se apitar, com alguns detalhes importantes a se comentar:

TECNICAMENTE, o árbitro Douglas Marcucci foi muito bem. Soube marcar bem as faltas e principalmente não entrar na onda das simulações. Em especial, Jáder, que por 3 oportunidades tentou ludibriar o árbitro: se jogou na área aos 15m, caiu em disputa de bola aos 23m e novamente aos 24m. Ainda bem que aos 26m, quando realmente ele sofreu falta, o árbitro marcou e saiu o gol de Serrano.

DISCIPLINARMENTE, muito bem. Todos os cartões foram bem aplicados (3 ao Paulista e nenhum ao Barueri, 15 faltas do Paulista e 13 do Barueri).

FISICAMENTE, esteve em cima dos lances. Sentiu um pouco o forte calor ao final da partida, mas nada que comprometesse.

Um erro: no final do segundo tempo, Felipe Diadema dividiu uma bola no meio de campo com Moreno, não foi falta (a impressão é que ele chuta o chão). O jogador ficou caído, lesionado, a bola saiu para a linha de fundo e na parada o árbitro não permitiu o atendimento. O goleiro colocou a bola para fora e só aí houve a entrada da maca. Deveria ter permitido o atendimento quando a bola saiu no tiro de meta.

Enfim, nada que influenciou o resultado.

E você, o que achou do jogo? Deixe seu comentário:

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– O que falar do “pênalti do gramado” de Lucas Lima em Santos 5×2 Avaí?

Nesta Rodada 20 do Brasileirão, visando melhorar o nível da arbitragem e diminuir as reclamações, a CBF escalou em todos os jogos 2 observadores e 2 “Quartos-Árbitros”. Mas os erros continuaram os mesmos…

Na Vila Belmiro, na boa vitória do Santos por 5×2 contra o Avaí, Lucas Lima atravessou o meio campo, entrou na área, escorregou no gramado e… não é que o árbitro Leandro Pedro Vuaden (que fazia um bom jogo até então) marcou pênalti?

Não foi nada. Ninguém o tocou. No interior, chamamos isso de “trupicão”! E o santista, após o jogo, declarou:

“- Não sei o que foi. Alguma coisa me desequilibrou e aí eu caí”

Eu respondo: foi a grama que o desequilibrou…

Mesmo com 2 observadores, árbitro, 2 bandeiras, 4o e 5o árbitro, ninguém foi capaz de perceber que o lance foi um mero escorregão?

Em um mundo ideal, utópico e sonhado, Lucas Lima deveria se levantar e dizer: “Vuaden, me desculpe, eu escorreguei sozinho. Você foi traído pela minha queda no lance”.

Claro que não veremos nada disso…

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– E os lances de Goiás 3×0 Vasco? Pênaltis e Expulsões corretos ou não?

Jogo complicado para a arbitragem no Serra Dourada. Vamos discutir 3 lances?

LANCE 1) Estando 1×0 para o Goiás (gol de Zé Love de bicicleta – sim, você leu corretamente, ZÉ LOVE DE BICICLETA), aos 15minutos do 1o tempo, o atacante do Goiás Bruno Henrique entra na área, se enrosca com o vascaíno Christianno que puxa sua camisa. Ele continua a jogada e posteriormente perde a bola. Ao perdê-la, o bandeira 1 Alex Ang Ribeiro (que já foi muito elogiado neste blog pelas boas atuações) sinaliza ao árbitro uma irregularidade e corre para a posição que o árbitro assistente deve ficar em lances de pênaltis. O árbitro Luiz Flávio de Oliveira atende Alex Ang confirmando o tiro penal.

Cá entre nós? Não foi nada. A interpretação do bandeira foi clara: o atacante goiano sofre a falta do vascaíno, tenta a vantagem que não se consolida. A interpretação do árbitro também foi clara: ele não marcaria a infração mas resolveu prestigiar o seu assistente pelo ângulo de visão mais privilegiado. A minha interpretação é diferente: o agarrão nada impediu o prosseguimento da jogada, lance legal que deveria ter sido dado a sequência. O fato de segurar uma camisa não é necessariamente uma infração. Avalie: houve força suficiente para atrapalhar o adversário? Portanto, errou a arbitragem.

LANCE 2) Aos 20 minutos, uma solada/pernada de Bruno Henrique (GOI) que envolveu Jorge Henrique (VAS). O vascaíno reagiu violentamente em um lance de desinteligência. Na verdade, ambos os atletas deveriam receber Cartão Amarelo, mas o atleta do Goiás nada recebeu e Jorge Henrique (que é experiente e deveria ter evitado confusão) recebeu o Vermelho. Aqui, é pura interpretação do árbitro. Discordo, mas respeito a decisão de Luís Flávio.

LANCE 3) Aos 75 minutos, após um rebote do goleiro Martin Silva, Erik (GOI) estava em velocidade tentando aproveitar a sobra, e o zagueiro Rodrigo (VAS) o empurra. Empurrão bem leve, por impulso, mas capaz o suficiente de desequilibrar o jogador. Aqui, vacilo total do capitão vascaíno. Não é lance violento, a queda só ocorre pela velocidade do atleta onde qualquer toque o atrapalharia. Acertou o árbitro, que aplicou o Amarelo (era o 2o) e consequentemente o Vermelho.

Em suma: pênalti e expulsão equivocada no 1o tempo; pênalti e expulsão acertada no 2o tempo.

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