– A Greve e os Protestos dos Árbitros

Na tarde desta 5a feira, uma assembléia de árbitros convocada pela ANAF decidirá se eles pararão as atividades ou não. Mas por quê de todo esse imbróglio?

Na MP 671, a medida provisória que trazia responsabilidade aos clubes de futebol, havia um item que solicitava 5% de direitos de imagem aos árbitros de futebol (o mesmo valor de jogadores). Porém, na hora de ir para a votação, o índice considerado exorbitante e sob a justificativa de que havia dúvidas de como o dinheiro seria gerido, caiu para 0,5%. Só que, quando da sanção da presidente Dilma, houve o veto.

Calcula-se que esse 0,5% corresponderia a R$ 9 milhões de reais, bem mais do que muitas equipes da Série A do Brasileirão recebem.

Marco Antonio Martins, presidente da ANAF, em entrevista ao programa “Esporte em Debate” (6a feira, 20h, Rádio Bandeirantes AM 840), declarou aos jornalistas Leandro Quesada e Frank Fortes que o valor seria aplicado para capacitação e profissionalização dos árbitros. Sugeriu a greve e queria uma liminar na Justiça impedindo que as TVs transmitissem as imagens dos árbitros durante os jogos, já que não receberiam nenhum dinheiro.

A questão é: a ANAF brigar contra a CBF, exigindo que ela tenha um grupo de elite profissional, recebendo FGTS, INSS, 13o e Férias, não faz.

Muitos árbitros gostariam de receber esse dinheiro em espécie, e não estariam propensos a uma greve. Ex-árbitros importantes declararam que é um movimento dúbio. Sandro Meira Ricci, o número 1 do Brasil na atualidade, foi contra a greve.

Ontem a noite, o discurso do presidente da ANAF parece que estava mudando (a fim de ganhar apoio dos árbitros ou contradizendo-se), dizendo ao jornalista Fábio Sormani na Fox Sports de que esse dinheiro seria para os árbitros. Mas como reparti-lo…

Cá entre nós, três pontos a discutir:

Erguer uma placa com 05 antes do jogo (e no Rio Grande do Sul ergueu-se, 671, em “respeito ao 5×0 sofrido pelo Internacional” – é mole?) não adianta nada.

– O Veto maior se deu pela não explicação da Gestão do Dinheiro. Ué, por quê não explica-lo? A propósito, existe prestação de contas do dinheiro do patrocínio da camisa dos árbitros – e que é IRREGULAR, já que a FIFA só permite nas mangas e não nas costas?

– Talvez a CBF esteja gostando da ideia de greve. Claro! Uma paralisação do campeonato (e ainda mais não promovida por ela) seria algo bom para que a entidade tentasse a derrubada de outros vetos da Presidente Dilma junto ao Congresso Nacional.

Nenhuma dúvida seria levantada se as instituições fossem totalmente independentes. Calma, não falo em desonestidade, mas incompatibilidade de cargos. Não me entra na cabeça de quem deveria brigar contra a CBF (no caso, Marco Antonio Martins, que é um cara correto), trabalhe ao mesmo tempo como observador da CBF.

No fundo, quem perde, sempre será o árbitro…

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