– Daronco e Claus: orientações que os atrapalham?

Quem se expõe mais, corre o risco de ser mais criticado! E é justamente o que está acontecendo com os dois árbitros que mais apitam (e que julgo fazem as melhores arbitragens neste Brasileirão), o gaúcho Anderson Daronco e o paulista Raphael Claus.

Ambos árbitros estão sendo escalados, ops, digo, sorteados à exaustão. Estão na TV quase toda 4a e domingo (ou 5a e sábado), seja na série A, B ou Copa do Brasil (mas se a bolinha quiser, cairá na C e na D também).

O fato é: defendo sempre que o árbitro tenha regularidade nas escalas, ritmo de jogo e constância. Me preocupa a falta e o excesso de escalas.

Prova disso são as críticas sobre Claus e Daronco nas arbitragens de Joinvile X Atlético Mineiro (sob deixar a violência imperar) e São Paulo x Palmeiras (a não expulsão de Prass e a não vantagem a Rafael Marques).

O árbitro pode atuar 29 jogos muito bem, mas se vai mal no 30o, será criticado como se nada antes valesse.

Mas há de se entender porque se erra, mesmo com competência: aqui, os árbitros devem se submeter a orientações que podem trazer uma certa ilusão: a de preencher estatísticas de jogo.

É.

A Comissão de Árbitros quer bola rolando, fazendo (equivocadamente) vista grossa a supostas “faltinhas”. Ora, marcar falta é do jogo; ninguém deve dar aquela “suposta falta leve cavada de alguns jogadores malandros” (detestadas na Europa), mas as faltas reais, sejam violentas ou não, têm que ser assinaladas. Isso explica as críticas ao estilo adotado por Claus na última rodada. O árbitro obrigatoriamente tem que apitar do jeito que a CBF quer, para, depois, ela se gabar que há poucas faltas e o tempo de bola rolando aumentou…

Daronco está na mesma linha. Pior: tem errado por leitura de jogo (mesmo não sendo essa a sua característica). Seria má orientação? Talvez!

São ótimos árbitros e repito: os melhores que estão atuando, à frente de Meira Ricci, Luiz Flávio, Hebert, Ricardo Marques e tantos outros. Mas para que não se percam, assim como jogadores precisam de grandes treinadores, árbitros carecem de grandes orientadores. E Sérgio Corrêa não me parece o nome ideal no momento.

Em tempo: cadê o “árbitro de vídeo à paisana”, que tanto fez em lances duvidosos de auxílio aos bandeiras em Chapecó (Chapecoense X Fluminense) e em Florianópolis (Figueirense X Santos)? Nessa rodada ele não atuou?

Lá em SC dá para “soprar a dica” ao bandeira, mas no Morumbi não dá? A propósito, se fosse oficializado o árbitro de vídeo, quanto tempo se levaria para decidir ou corrigir os equívocos de lances no último Choque-Rei?

bomba.jpg

Anúncios

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s