– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem de Santos x Palmeiras – Final da Copa do Brasil

Para a primeira partida da final da Copa do Brasil 2015, apitará o paulista Luiz Flávio de Oliveira.

Bom árbitro escolhido por sorteio?

Sim, bom nome pelos árbitros que se tem no quadro na atual geração. Mas há algumas coisas interessantes a serem discutidas. Vamos a elas?

1- LF leva o estigma do sobrenome Oliveira, tão repudiado por santistas e palmeirenses devido ao histórico de discussões marcadas na carreira de seu irmão Paulo César (algumas críticas justas, outras não). O problema sempre foi: a comparação!

2- Paulo deixava o jogo, no auge da carreira, fluir muito mais. Quando viu o sonho de apitar a Copa do Mundo se desmanchar, tornou-se comum. Luiz paralisa mais as partidas, tenta controlar o jogo marcando as faltas mais leves.

3- PC ouvia as queixas dos atletas, que entravam por um ouvido e saíam pelo outro. LF as ouve, filtra e dá satisfação aos jogadores.

4- PC e LF, se comparados, são iguais na condição tecnico-física, mas opostos nas disciplinar.

E isso é bom para quem?

Avalie você mesmo: para um time de jogo truncado, com mais reclamações e onde a bola não rola tanto (pela condição ou tamanho do gramado), Luiz Flávio é melhor. Assim, seu estilo não se encaixa para equipes velozes e que jogam mais para o ataque.

Trocando em miúdos: em tese, teoricamente, para o Palmeiras, time mais marcador, que toca a bola mais de lado e possui jogadores que falam muito e estão pilhados, LF é uma boa pedida.

Se eu fosse dirigente do Santos, torceria para que a bolinha sorteada (pelo estilo de arbitragem, não por pressão, afinidade ou qualquer bobagem que o valha) fosse de: Vuaden, Daronco, Claus – que gostam do jogo mais corrido e não permitem reclamações.

E se eu fosse dirigente do Palmeiras, torceria para árbitros como: Luiz Flávio, Ricardo Marques Ribeiro, Péricles Bassols e Wilton Sampaio – árbitros que “picam mais o jogo”, aceitam conversa e não tão rigorosos disciplinarmente.

Claro, tudo isso pensando no jogo sendo na Vila Belmiro, pelas suas características próprias.

Tenho certeza que se a final fosse em 3 jogos e Sérgio Correa da Silva, o chefe dos árbitros, pudesse escolher 3 árbitros por pura indicação, escalaria: Dewson Freitas-PA (jogo 1) e Anderson Daronco-RS (jogo 2), escalados à exaustão e apostas que ele faz, dando a finalíssima a Ricardo Marques Ribeiro, que mesmo com tantos erros no Brasileirão é prestigiado – sendo ele o nome trabalhado hoje pela CBF para a Copa do Mundo de 2018 na Rússia.

Espero que Luiz Flávio faça uma grande partida; afinal, está maculado pelo erro bisonho de um “pênalti de queimada”, daqueles da “Regra 12B”, no jogo Corinthians x Sport pelo Brasileirão. É a oportunidade para mostrar que superou o equívoco!

Aliás, tomara que não tenhamos tais lances polêmicos de mão na bola e bola na mão; e se ocorrerem, que se aplique a Regra da FIFA, não a da CBF.

Em tempo:

1- Luiz Flávio precisa de mais exposição em jogos internacionais. Sendo FIFA e com 38 anos, está pouquíssimo aproveitado fora do país.

2- Os bandeiras Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Van Gassen são incontestáveis hoje. Eu os escalaria tanto nos jogos de ida e de volta.

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