– A “Quase-FARSA” dos números da CBF sobre a arbitragem!

O acompanho desde a ESPN, passando pelos jornais que escreveu/ escreve e agora na FOX: Paulo Vinícius Coelho é um dos jornalistas que melhor analisa esquema tático de futebol no Brasil.

Justamente por ter simpatia pelo PVC (que não conheço pessoalmente), acho justo escrever essa postagem explicativa para que ele não seja enganado pelos números forçados e ilusórios de Sérgio Correa da Silva, da Comissão de Árbitros da CBF.

Pois bem: em seu blog no UOL, foram divulgados alguns números interessantes de melhora dos índices dos árbitros brasileiros. Vamos a alguns (extraídos de http://pvc.blogosfera.uol.com.br/2015/12/15/para-a-cbf-arbitragem-do-brasileirao-melhorou-em-2015/?cmpid=tw-uolesp).

“Caro PVC,

Saiba que a CA-CBF gosta de trabalhar com números “frios”, determinando a qualidade dos árbitros por eles. Sem uma análise contextual, podemos até crer que eles melhoraram. Mas vamos lá:

– Os observadores que avaliam os árbitros têm grande dificuldade em dar notas conforme a real atuação. Se for “amigo do chefe”, as notas são melhores. E a própria escala dos observadores é duvidosa: quem os forma? Quem os orienta? São pessoas livres e desapegadas de outros cargos da CBF?

– Independente dos erros, há os árbitros sempre escalados. Não se esqueça das “geladeiras de mentirinha” ao longo do Brasileirão. Ricardo Marques Ribeiro errou e continuou nos sorteios.

– Redução de média de faltas: a causa é óbvia – faltas reais não foram marcadas, e isso foi motivo de discussão de muitos colegas de arbitragem, em especial as infrações que, a título de permitir maior quantidade de tempo de bola (outro índice observado como melhor), eram desprezadas.

O grande problema, amigo PVC, é que o chefe dos árbitros é um estatístico compulsivo. Desde os tempos que Sérgio Correa da Silva era presidente do Sindicato dos Árbitros e trabalhava concomitantemente na Comissão de Árbitros da FPF, perdia horas tabulando números. Assim, não acredite (como sei que não acreditou) nesses números gelados. Creia no que seus olhos viram no Brasileirão: orientação errada da normativa de 2013 (sim, elas são de 2013 – veja todas as alterações neste link: http://wp.me/p55Mu0-bW) de mão na bola e bola na mão que em 2014 se tornou polêmica e chegou até os dias de hoje com a burra insistência de que o mundo está errado e nós corretos (sobre o movimento antinatural da bola); relatórios mal feitos de árbitros; excesso de polêmicas criadas e, o mais grave: a salvaguarda de Marco Polo Del Nero a Sérgio Correa. E isso, nem os números dele conseguiram explicar: como, depois de tantos clubes e tanta gente criticar a má gestão do Sérgio, ele permanece firme e forte em seu cargo de confiança? O que Marco Polo viu de tão especial e valoroso no seu subordinado?

Claro, sei que você não precisava da minha carta pois já sabia/ ou imaginava tudo o que escrevi nela. Mas valeu para puxar assunto e escrever sobre esse tema tão apaixonante.

Abração,

Rafael Porcari”

Resumindo: a falácia de que a arbitragem do Brasileirão melhorou é uma fábula que alguns acreditarão; para outros, mais uma das fanfarronices de gente que há décadas vive dependurada em cargos como esses e que impede a oxigenação do departamento, colocando suas vaidades pessoais acima do real interesse do futebol. 

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