– China e o alto investimento no futebol. O que você pensa? Eu me recordo da arbitragem…

As saídas de atletas de destaque do último campeonato brasileiro (2015), como Jadson e Renato Augusto, preocupam muito o cenário atual do futebol local. Ambos irão para a China, que tem coberto propostas até de clubes de primeira linha da Europa.

No ano de 2014, o mercado asiático também levou dois jogadores: Everton Ribeiro e Ricardo Goulart.

O que me incomoda: perceberam que não há nenhum dito craque, “bam-bam” ou destaque sendo cogitado para ser contratado por clube gigante europeu?

Na contramão do excesso de jogadores que se vão, aqui repatriamos atletas veteranos. Vide Diego Lugano, 35 anos, e talvez mais ninguém de destaque reconhecido ou nome de história importante.

Cadê os craques revelados no ano passado? Não tivemos novatos despontando? Isso preocupa demais. E preocupará para o médio prazo, especificamente para a Copa 2018. Quem serão os jogadores disponíveis em alto nível técnico no Mundial da Rússia? Teremos Neymar, Douglas Costa e… um punhado de atletas fazendo conexão em Pequim?

A China vem vindo forte para as negociações de atletas. Lá, políticos influentes se associaram a bancos, construtoras, indústrias e outros novos ricos da economia emergente e de proporções gigantescas. Nem sempre os negócios são as claras, já que em muitos casos se crê em lavagem de dinheiro pelo fato da corrupção no futebol ser uma constante. Vide as máfias de apostas e árbitros corruptos revelados pela FIFA há pouco tempo e punidos, todos provindos da China.

Claro, com a desvalorização do dólar no Brasil, o já alto valor oferecido pelos clubes tem peso maior. Mas me perturba: por 10 meses a atividade industrial da China caiu. Hoje, a preocupação é o que fazer com os crescentes galpões vazios e uma suposta quebradeira geral. Nada como nosso país, que já vive esse panorama. É o paradoxo da China: agir como capitalista ao extremo, agressivo nos negócios, com respaldo do Partido Comunista Chinês, em meio ao um clima de mudança no país e desaquecimento (pequeno, é verdade) mas regular. Os contratos a longo prazo serão cumpridos?

O certo é que o investimento no futebol é uma realidade: os dois últimos títulos de campeão da Copa da Ásia de Clubes foi o Guangzhou, cujos elencos nas duas temporadas foram comandados por Marcello Lippi e Scolari, campeões mundiais de futebol em 2006 e 2002. Aliás, os dois últimos treinadores da Seleção Brasileira estão por lá: o próprio Scolari e Mano Menezes.

Vide o elenco do Shandong, ao final de 2015: 3 goleiros chineses / 9 defensores chineses / 4 meio-campistas chineses, 1 argentino (Montillo) e 2 brasileiros (Júnior Urso e Jucilei) / 4 atacantes chineses e 2 brasileiros (Diego Tardelli e Aloísio Boi Bandido). O treinador é Mano Menezes.

Elenco do Guangzhou: 25 jogadores, sendo 19 chineses e 6 brasileiros: Robinho, Paulinho, Ricardo Goulart, Elkeson, Alan e Renê Júnior, com o treinador Scolari.

Duas perguntas:

Por quê não há zagueiros ou goleiros brasileiros?

Por quê os dois principais clubes chineses, com vários atacantes brazucas, não possuem um só europeu?

Teríamos respostas?

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