– O Diálogo Flácido do Workshop dos Árbitros, sem árbitros!

Quando José María García-Aranda, árbitro espanhol que apitou 3 partidas na Copa do Mundo da França em 1998 e 2 na Eurocopa 2000, resolveu pendurar o apito, se tornou Diretor de Árbitros da FIFA, chefiando e orientando os juízes.

Hoje, atua em consultoria de futebol e realiza trabalho como assessor da Real Federação Espanhola. E estará no Brasil para um workshop sobre arbitragem, entre 30 de janeiro e 02 de fevereiro.

O evento, chamado de “Planejamento Estratégico Plurianual da Arbitragem Brasileira”, organizado por Sérgio Correa da Silva, terá 3 momentos especiais, segundo a CBF. No primeiro, haverá palestras sobre planejamento estratégico, momento atual e diretrizes organizacionais (Missão e Objetivo). No segundo, o tema será “Como projetar e selecionar estratégias de ação e formas de monitorar e avaliar os processos”. No terceiro, os participantes vão assistir palestras de como viabilizar/incluir o intercâmbio e responsabilidade social (instituição/sociedade), debater o atual plano de carreiras, a arbitragem feminina e outros temas.

Gostou?

Sabe a quem se destina?

Aos 27 presidentes de Comissões de Arbitragem Estaduais.

Responda: diante de tamanha teoria e lenga-lenga burocrática, sem a presença dos árbitros (que estarão nos estaduais apitando), você tem noção de quanto, na prática, irá melhorar a arbitragem dentro de campo?

Possivelmente NADA. E se alguma coisa piorar, culparão Aranda como fizeram com Larrionda sobre os pênaltis de queimada.

Colocar gente competente para administrar a arbitragem, trazer alguém atuante na FIFA (nada contra Garcia-Aranda, ele poderia atuar até mesmo no cargo de Sérgio Correa) ou chamar Massimo Bussaca, o número 1 da arbitragem da FIFA, seria muito mais eficaz.

Aranda, hoje, não é voz oficial da FIFA, mas consultor remunerado. Para mim, pura demagogia e desperdício financeiro. Sem contar, claro, que tal evento irá para a conta dos serviços prestados pela CA-CBF.

Perguntar não ofende: já que é para gastar com cartolas administrativos e dizer que isso melhorará a arbitragem, por quê não se traz a cúpula da Comissão de Arbitragem da FIFA e convida OS ÁRBITROS, não os coronéis da vida (como Cel Marinho e tantos outros que ocupam cargos de presidência de CEAF) para participarem?

Incrível: a CBF teve Ricardo Teixeira, José Maria Marin, Marco Polo Del Nero, Marcos Vicente e em breve o Cel Nunes, e Sérgio Correa continua firme e forte em seu cargo, mesmo com reclamações dos clubes da Série A.

Ok, entendo. A presidência da Comissão de Árbitros é cargo de confiança de quem chefia a CBF. Se o chefe o quer, que assim seja.

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