– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem da Final da Copa SP de Futebol Jr 2016: Corinthians x Flamengo

Surpreendente e incoerente: é assim que se pode classificar a escala final da Copa São Paulo deste ano.

Rafael Gomes Félix da Silva, 10 anos de carreira, professor de Educação Física, apitará a decisão entre Corinthians x Flamengo. O que esperar dele?

Já o vi apitando Paulista x Rio Branco pela Copa Paulista em 2015. Boa condição física, não teve dificuldades em levar o jogo a contento – embora a partida não tivesse lances polêmicos e nem trazido dificuldades para a arbitragem. De longe, me lembrou o estilo de Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza (já escrevi sobre isso na análise daquela partida) com a preocupação em deixar o jogo correr. Disciplinarmente razoável, tecnicamente bom.

Entretanto, uma crítica à sua escalação: enquanto o Coronel Marcos Marinho e Arthur Alves Jr escalavam árbitros rodados e veteranos como Flávio Guerra (e aqui neste blog eram criticados por mim, diante da necessidade da Copinha em revelar árbitros também), a Comissão de Arbitragem da FPF em caráter interino (já que ela foi destituída e contratados Ednilson Corona e José Henrique de Carvalho, que ainda não foram oficializados – e nem o presidente da comissão foi escolhido) resolveu ousar demais! Explico:

O ideal e a coerência mandam que árbitros jovens e que tenham realizado boas partidas nas fases iniciais sejam premiados com semifinais e final. Porém, Thiago Duarte Peixoto e Márcio Roberto Soares (ambos de A1 e que já trabalharam em clássicos) apitaram as semifinais. Rafael Gomes só apitou um único jogo na Copinha (São Paulo 7×0 Tiradentes), partida fácil para qualquer iniciante. Ademais, trabalhou como Quarto-Árbitro em outros dois jogos. Para mim, a final deveria ser apitada por um jovem promissor como ele, e que tenha se destacado em maior número de arbitragens na Competição. Ou quer me convencer que uma única partida de goleada o credenciou?

E aí vem a incoerência maior: Danilo Simon e Daniel Ziolli, ótimos bandeiras à beira de jogos da FIFA, serão seus assistentes. Não deveriam ser também dois bandeiras jovens e de destaque na competição?

Thiago Scarascati, bom árbitro que apitou a série A1 em 2015 e trabalhou na finalíssima do mesmo ano, será o quarto-árbitro.

Nada contra o quarteto de arbitragem. É o jogo da vida para o emergente Rafael Gomes Félix, mas acho injusta sua escala pelos motivos acima (bem como dos bandeiras).

Provavelmente, teremos boa atuação do quarteto de árbitros. Esse é o meu desejo e a minha expectativa.

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