– Análise da Arbitragem de Paulista 1×4 Bragantino. Como foi o árbitro?

Placar elástico significa arbitragem tranquila?

Nem sempre, José. Algumas coisas importantes a se relatarem.

Antes da bola rolar, vale o registro: percebemos que houve atraso de 5 minutos para o cerimonial da entrada das equipes. Agora, os clubes são obrigados a entrarem juntos em campo, para que seja tocado o Hino da Federação durante a entrada e fiquem postados para o Hino Nacional. Sabemos que a entrada deve acontecer com 8 minutos de antecedência; porém, verificamos da cabine da rádio que o Paulista estava pronto, aguardando o Bragantino. Em súmula, foi corretamente informado que o time de Bragança Paulista entrou atrasado e que por isso o Paulista não pode ser responsabilizado. Dessa forma, o Massa Bruta responderá pela multa de 5 minutos de atraso.

Dentro de campo, um começo de jogo eletrizante, e o árbitro Marcelo Pietro Alfieri muito bem ligado: 1 minuto de jogo e Ramalho tenta e alcança a bola com virilidade, Jobinho cai e pede falta. O árbitro nada marca (corretamente) e usa o mesmo critério nos minutos 2 e 3 em situações idênticas.

Aos 4 minutos, Cleber (PFC) faz um pênalti infantil em Lincoln (BRA) e Alfieri marca pênalti, sem aplicar o cartão amarelo. Correto também. Só que aí… Faltou a atenção: na comemoração do gol, o atleta sai de campo, fica abraçado aos reservas e treinador e o jogo se reinicia. Lincoln voltou com a bola rolando, sem a percepção do 4o árbitro Leomar Oliveira Neves que poderia ter ajudado.

O maior lance polêmico do jogo surgiu aos 9 minutos: Erick Mamadeira (PFC) faz grande jogada, entra na área e o goleiro Felipe (BRA) o derruba. Pênalti com aplicação de Cartão Vermelho, pela situação iminente de gol. O último recurso do goleiro foi derrubar o atacante após sofrer o drible, pois Mamadeira estaria sozinho para empurrar a bola para as redes. Mas Alfieri só deu amarelo…

Ficará a dúvida: o que mudaria no jogo se a partida fosse disputada entre 11 x 10 jogadores por 80 minutos? Claro que a má apresentação do Paulista no segundo tempo impede o exercício de futurologia, mas vale o registro do erro.

Oito minutos depois, o Bragantino está no ataque e a bola é cruzada na área. O defensor Lucão (PFC) estava com o braço aberto, em um posicionamento discutível de movimento antinatural da mão na bola, que o atinge. Pênalti ou não? Lance difícil… Na hora, tive dúvida e fiquei com o árbitro. Mais tarde, tenderia a marcar o pênalti – mas se registre a dificuldade para o juizão interpretar a jogada com a visão encoberta pelo corpo do jogador.

Após a parada para hidratação, mudou um pouco o jogo. Ao perceber que o árbitro (que estava muito bem tecnicamente no jogo, apesar do deslize disciplinar do lance de Felipe versus Mamadeira) não estava marcando tentativas de falta, os jogadores começaram a entrar mais rispidamente e o jogo ficou tenso, com faltas reais não marcadas.

Existiram duas reclamações contra o assistente 2 Luís Felipe Prado Silva, de dois impedimentos inexistentes a favor do Paulista FC  marcados e mostrados pela TV. Entretanto, lances rápidos e difíceis para o assistente. Não pode ser condenado com rigor.

Boa participação do bandeira 1 Eduardo Vequi Marciano, que acabou ficando “vendido” no começo do segundo tempo após anotar um escanteio no segundo tempo por ter visto com precisão o toque do zagueiro do Bragantino, sendo que o árbitro não entendeu assim e preferiu marcar tiro de meta. Estava certo o assistente.

Um único erro de “malícia” do árbitro: aos 46 minutos: Renan (BRA) atingiu com um carrinho Arthur (PFC). O árbitro ficou esperando uma vantagem, que demorava a se concretizar. Quando um jogador do Paulista conseguiu o domínio, Arthur, que sofrera a falta e já estava de pé armando o contra-ataque, o árbitro marcou a falta de maneira atrasada, matando a jogada e pior: beneficiando o infrator, que recebeu cartão amarelo no chão! Sabedor que iria tomar a advertência, o jogador ficou caído esperando provavelmente a vantagem e um possível “esquecimento do cartão”. O correto seria a vantagem e a aplicação o do Amarelo na primeira oportunidade de paralisação da bola.

Enfim: um começo de jogo tecnicamente perfeito do árbitro, com péssima decisão disciplinar em um lance importante. Após a metade do 1o tempo deu uma relaxada e no 2o tempo apitou o “feijão com arroz”, visto a facilidade que a partida se tornou para a arbitragem.

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