– Duas infrações inexistentes na Rodada de Sábado – sobre Palmeiras 1×2 Linense e Novorizontino 3×3 Santos

Não é birra, mas vejo erros em dois jogos com lances polêmicos de dois árbitros que não consigo assistir uma partida sequer em alto nível.

Vamos lá:

1) Palmeiras 1×2 Linense – Aos 35 minutos do 1o tempo, o experiente Alecsandro (SEP) recebe uma bola e vai girar o corpo. Como é um atacante bem rodado, percebe que o Marcão (LIN) vem pronto para tentar lhe roubar a bola e deixa o corpo mole. No contato inevitável, a trombada e a queda. O árbitro José Cláudio da Rocha Filho entende como carga faltosa e marca pênalti. Discordo, faltou malícia ao juizão. Compare com uma “cama de gato”: dois atletas que vão saltar para disputar a bola e um deles fica mais baixo (ou nem salta), derrubando o adversário. Se o árbitro não estiver atento, marca falta do cara que ficou no chão, entendeu que sofreu uma carga – embora a infração seja a contrária: é falta de quem não disputou a bola e forçou a própria queda. Errou!

2) Novorizontino 3×3 Santos – Serginho (SFC) está no ataque, avança e Paulinho (NOV) dá um carrinho certeiro na bola. O atleta do Santos caiu por força da jogada, não por ser tocado (até pelo fato de que, pela virilidade da jogada, se o adversário erra o tempo da bola e o atinge seria falta para cartão vermelho). Foi tudo no limite da legalidade. Entretanto, o árbitro Luiz Vanderlei Martinuccio entende como infração e marca a falta. Errou. Se fosse jogo perigoso (a popular “sola”), seria dois lances. Se entendeu carrinho faltoso (que não foi), deveria dar o cartão. E desta falta saiu o gol santista…

Lembremo-nos: a nova Comissão de Arbitragem está iniciando seu trabalho e observando os árbitros que apitaram no ano passado para avaliá-los. O trabalho dela está se iniciando…

Observação: se o carrinho fosse em direção ao adversário e este pulasse para não ser atingido, é falta e cartão vermelho (o atleta tem o direito de saltar para não se machucar) e a ação do árbitro é a mesma de quem atinge, pois a Regra fala em “atingir” ou “tentar atingir”. Diferente de ontem, quando o jogador atinge exclusivamente a bola, sem levar risco ao jogador.

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