– Análise da Arbitragem de Paulista 3 X 0 Rio Branco. Como foi o juizão?

Se um time já está praticamente rebaixado às vésperas do fim do torneio…

Se os salários estão atrasados…

Se um atleta tenta agredir seu presidente por falta de comida na concentração…

Se o ônibus da delegação quebra na Anhanguera…

Se não está em campo na hora do Hino Nacional…

Se o próximo jogo é fora de casa, no Domingo de Páscoa à tarde…

… haveria comprometimento dos jogadores na partida antecedente?

Foi o que aconteceu na noite desta quarta-feira no Estádio Jayme Cintra. Visivelmente alguns atletas do Rio Branco de Americana “pediram cartões”, forçaram situações e tornaram a partida, em um determinado momento, um espetáculo varzeano.

O Paulista de Jundiaí, mandante e adversário, que não tem nada a ver com isso, fez sua parte e ganhou fôlego para a permanência da A2, vencendo por 3×0.

Já o árbitro Marcelo Pietro Alfieri teve muito trabalho inicialmente, mas depois poderia apitar a partida na arquibancada. E explico as razões:

O time do Rio Branco chegou aos poucos no estádio, de carona, devido a quebra do ônibus. Deu WO no cerimonial de abertura e subiu depois das 20h para um breve aquecimento. E assim que começou a partida, reclamações infundadas de motivos diversos de vários jogadores. Vide o 1o gol do Paulista, quando havia 11×11: jogada limpa, sem dividida, nenhuma polêmica e com nada a reclamar. Sabe-se-lá Deus o porquê e as reclamações contra o árbitro eram insustentáveis, saindo os primeiros cartões amarelos e consequentemente o Vermelho por aplauso irônico de um jogador do Tigre.

Veja que curioso: aos 35 minutos do 1o tempo, tínhamos somente 3 faltas do Paulista e 12 do Rio Branco, só que nenhum cartão ao Galo e 6 Amarelos + 2 Vermelhos ao Tigre. E dos 8 cartões, apenas 1 por jogada temerária (os outros por indisciplina).

Para quem conhece do riscado, percebeu: após “todos os que desejavam receber cartões e/ou ficarem suspensos do próximo jogo”, o nervosismo, como um passe de mágica… passou!

Faltou aquela pergunta brincalhona: “tá calminho agora?”.

Me impressionou demais a tranquilidade e a passividade do Rio Branco após as punições. Era outro time! E escrevo isso tristemente, pois sou um amante do futebol do interior e o Tigre de Americana é uma equipe tradicional e simpática.

Marcelo Pietro Alfieri deu todos os cartões que precisava dar – e se fosse mais rigoroso (não que necessitasse), outros poderiam sair! Disciplinarmente, fez o que manda a Regra, faltando apenas um cartão amarelo no final do segundo tempo para Jonathan Brito (PAU) após dividir uma bola com o goleiro Neto (RBR), entendendo que foi jogo perigoso (pé alto), mas existindo de fato o toque no peito do arqueiro. Tecnicamente não foi exigido, aplicou bem a lei da vantagem por duas oportunidades e fisicamente esteve bem em campo. Um destaque positivo a Alfieri é que se posicionou espetacularmente correto em campo, seu ótimo senso de colocação no gramado merece a menção. Uma grata surpresa, muito melhor do que em outra feita que aqui esteve, contra o Bragantino no início do campeonato.

Rafael César Fernandes, bandeira 1, foi bastante participativo e ajudou o árbitro em marcações de falta. Luiz Paulo Fonte Domenich, bandeira 2, teve bastante trabalho com a linha de impedimento no começo do jogo, devido a inúmeras jogadas e à linha burra que não funcionava do Rio Branco, acertando tudo. Rosinel Campos, o quarto-árbitro, teve tranquilidade na partida, exceto quando o treinador Bordon ironizou a arbitragem mas soube ter calma suficiente na advertência verbal.

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