– Futebol, política e arbitragem: árbitro vai ao STJD por postagem no Facebook

Gostaria de não escrever novamente sobre a direção do comando da arbitragem brasileira, mas sou obrigado.

Ontem, falamos sobre a infeliz declaração de Sérgio Correa da Silva (presidente da CA-CBF) sobre os motivos para não profissionalizar a arbitragem (vide em: http://wp.me/p55Mu0-TQ). Hoje, escrevo sobre a notícia de que o mesmo Sérgio enviou ao STJD o árbitro Marcelo de Lima Henrique, pelo fato dele escrever nas Redes Sociais a seguinte postagem:

Votei e votarei no Jair Bolsonaro para qualquer cargo. PSOL, PT e PC do B nunca terão meu voto. Prefiro votar em louco do que em ladrão, incentivador de boiolices, maconheiro e inimigos da família. Cada um com seu cada um. Não sou politicamente correto, não apoio boiolices, viciados, pederastas feministas e machistas…

Pouco tempo depois, Marcelo editou a mensagem explicando-a melhor:

Votei e votarei no Jair Bolsonaro para qualquer cargo. PSOL, PT, PC do B nunca terão meu voto. Prefiro votar em louco do que em ladrão, incentivador de boiolices (homossexualidade é uma coisa e eu respeito as pessoas. Boiolice é outra parada, para ficar claro estou editando este post), maconheiro e inimigos da família. Cada um com seu cada um. Não sou politicamente correto, não apoio boiolices (homossexualismo é outra coisa e eu respeito), viciados, pederastas feministas e machistas…

Por fim, escreveu ainda que:

Sou um cidadão comum, que tem pensamentos e preferências. Tenho respeito a qualquer ser Humano independente de sua opção sexual. Carioca usa os termos que falei. Voto é individual e cada um tem o seu. Se alguém se sentiu ofendido com minha postagem, peço desculpas. Apenas tenho o direito de me expressar.

Sérgio alegou que denunciou o árbitro poque:

Eu disse a ele que, na condição de uma autoridade esportiva, ele não pode ter tal posicionamento público. Nós orientamos o árbitro a parar os jogos quando houver um caso de racismo ou de homofobia.

Tire suas conclusões. Excesso de Sérgio Correa em pautar o árbitro fora de campo ou não?

Ah se o mesmo rigor fosse dado aos dirigentes do apito de acordo com seu comportamento fora (e dentro) do horário de trabalho…

Cadê a liberdade de expressão? Não somos um país democrático? Não leio homofobia ou racismo em suas palavras. Onde elas estariam?

Tire-se então o mando de campo de toda torcida que xingar o árbitro e o adversário de “bicha”.

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