– O Lance Curioso de Liverpool 3×0 Villarreal: Lallana tinha condições de jogo pelo braço do zagueiro que estava fora de campo ou não?

Pelas semifinais da Liga Europa (chamada jocosamente por alguns de “2a divisão da Champions League” – e que segundona!), um lance didático para quem gosta de discutir regras de futebol: o 3o gol do Liverpool.

Entenda: os ingleses tem a posse de bola, um jogador vai até a linha de fundo e cruza. O zagueiro que disputava a bola com ele fica no chão, com o corpo fora do campo de jogo, deixando apenas o braço dentro. Há um bate-e-rebate dentro da área e Lallana aproveita o rebote da tentativa de Sturridge e faz o gol.

Lallana, o marcador do gol, quando recebe a bola só tem o goleiro à sua frente para a disputa direta, e fora ele, o defensor do time espanhol que permanece fora de campo, com o braço para dentro.

Gol legal ou impedimento?

É gol legal. Alguém pode alegar que somente o braço está em campo, e como jogadores de linha não podem jogar com o braço, teoricamente esse atleta não está em campo e por isso não conta para a linha de impedimento. Realmente os braços não contam para a linha de impedimento (somente contam as partes que os jogadores de linha podem jogar: tronco, cabeça, pernas/ pé). Mas quem disse que o atleta está fora de campo por tal motivo?

O jogador do Villarreal dá condição de jogo pois um atleta que vai até a linha de fundo e por força da jogada sai momentaneamente de campo, para efeito da linha de impedimento, ainda está em jogo!

Ele não está fora do gramado porque saiu para atendimento médico ou troca de equipamento, nem está ausente esperando autorização para voltar. Ele está lá fora porque correu demais e ultrapassou a linha em disputa de bola (assim como disputa uma bola na linha lateral, quando alguém dá um drible da vaca, saindo do campo e voltando ao mesmo). Como não precisa de autorização do árbitro para voltar ao campo, ele permanece em jogo. Nesse caso, é irrelevante se a mão está em cima da linha ou não, pois mesmo se o corpo todo estivesse fora, o bandeira considera que ele está sobre a linha de fundo (repito: já que está fora por força da jogada).

Isso surgiu para evitar a seguinte trapaça: um jogador está dando condição, sozinho, próximo à linha de fundo. Ao ver que a bola vai ser cruzada e ele dá condição, sai de campo deliberadamente para deixar o adversário em impedimento. Assim, sair deliberadamente ou não para além da linha de fundo, considera-se que o jogador está sobre a linha.

Lembrando: se ele usa aquela mão para segurar um atleta dentro da área, é pênalti, pois o que sofre a infração está dentro da área.

E se ele estivesse totalmente fora do campo e cometesse uma infração contra seu adversário também fora de campo? Hoje, se marca bola ao chão no local onde ela se encontrava no momento da infração (não existe a marcação de falta pois “falta” tem que necessariamente ocorrer dentro das 4 linhas). Mas com as mudanças das orientações da Regra de Jogo, a partir de 1o de junho, deve se marcar tiro livre direto no ponto mais próximo da linha de fundo onde ocorreu a infração. E se for mais próximo da linha da grande área, será pênalti!

Assista ao lance em: http://espn.uol.com.br/video/596766_liga-europa-semifinal-volta-melhores-momentos-de-liverpool-3-x-0-villarreal

Em tempo: os espanhóis são conhecidos como Yellow Submarine. Foram perder justo na terra dos Beatles?

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