– Acabando o 1o tempo da Arbitragem Brasileira em 2016

O calendário do futebol brasileiro, diferente do europeu, tem um começo do ano com torneios regionais e “um semestre” com mais de 6 meses para o Brasileirão.

Sendo assim, uma nova etapa finda no esporte. E esse “primeiro tempo”, como foi, se analisarmos a arbitragem em geral?

Nos estaduais, nenhuma novidade. Poucas polêmicas nos campeonatos, sem lances muito duvidosos e ou atuações horrorosas. Mas nada de excepcional também. Talvez a facilidade em se arbitrar os jogos esteja mostrando a diminuição da importância dos regionais. Em São Paulo, por exemplo, um árbitro que se destacou foi para o primeiro jogo da final (Flávio Rodrigues de Souza) e outro já renomado e que faz parte do quadro da FIFA (Raphael Claus) no 2o jogo. Parafraseando o ex-árbitro Sálvio Spinola, uma “escala de segurança”.

No âmbito nacional, mais politicagem do que arbitragem. Um discurso demagógico de que se utilizaria o árbitro de vídeo no Brasileirão (e desde março tenho reiterado: NÃO VAI USAR DE MANEIRA OFICIAL), e as mudanças de diversas orientações de regra que causam certa expectativa e curiosidade. Há, ainda, uma novidade: a Federação Pernambucana que “comprou o passe” (numa linguagem retrô futebolística) do carioca Péricles Bassols. Já se tornou frequente: sempre o pessoal de PE quer ter um árbitro FIFA em seus quadros. E um detalhe: agora, o Rio de Janeiro está sem nenhum árbitro FIFA!

No âmbito sulamericano, nada de diferente: Carlos Alarcon, o dirigente que há décadas manipula a arbitragem (declaradamente corrupto nas gravações de conhecimento público), continua “formando” árbitros sulamericanos. E não sai de lá nunca.

Nas demais competições internacionais, vejo a escolha do árbitro Heber Roberto Lopes para representar a Copa América Centenária uma forma equitativa de comparar o que pensa a CBF: o teoricamente melhor árbitro brasileiro, pré candidato à Copa de 2018, Sandro Meira Ricci, apitando a Olimpíada 2016, demonstrando que os Jogos Olímpicos são mais importantes para a entidade do que a Copa América hoje.

Uma observação final: ótima (e até certo ponto, surpreendente) atuação de Wilton pereira Sampaio no jogo Boca Júniors x Cerro Porteño. Apitou em nível maior do que faz aqui no Campeonato Brasileiro.

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