– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para São Paulo x Atlético Mineiro, 11/05/2016 (Jogo de Ida da Libertadores da América).

Ele é persona non grata ao Tricolor Paulista: Wilmar Roldán, o árbitro colombiano que um dia, ao jornal argentino Olé, declarou que seu grande ídolo no esporte era o argentino Javier Castrilli (o árbitro do famoso episódio do pênalti decisivo de Corinthians x Portuguesa pelo Campeonato Paulista na década de 90). Considerado o sucessor em importância de Oscar Ruiz junto à Conmebol, foi apelidado de “Castriilli da Colômbia”.

O mal-estar entre Roldan e o time do São Paulo começou em 2011, quando discutiu com Richarlysson (que tentou agredi-lo) na partida entre Libertad x São Paulo pela Copa Sulamericana. Naquela oportunidade, o lateral esquerdo Juan acusou o juizão de chamar atletas de “macaco”. Mas com muito prestígio na Conmebol, nada aconteceu a Roldan.

Na Libertadores de 2013 (ano que Wilmar Roldan apitou a final da Libertadores entre Atlético Mineiro x Olímpia, conquistada pelo Galo), o colombiano conduziu São Paulo x Arsenal de Sarandi, tendo acontecido confusão ANTES do início do jogo: o Arsenal entrou com os shorts da mesma cor que o SPFC, e como é o visitante quem deve usar cores diferentes do mandante, o time do Morumbi se recusou a jogar de camisa branca e calção preto em seus domínios. Roldan obrigou o time da casa a trocar o uniforme e o clima ruim se instaurou. Durante o jogo, uma bola bateu despretensiosamente no braço do lateral Cortês, Roldan se equivocou e marcou pênalti ao Arsenal. Posteriormente, não marcou um suposto e duvidoso pênalti por empurrão em Luís Fabiano (que foi expulso após o término da partida por reclamação), nem um outro suposto pênalti reclamado por Oswaldo (este, com acerto ao árbitro pois foi simulação).

Em 2015, Roldan apitou São Paulo 1×0 San Lorenzo pela Libertadores, ocasião em que houve muita reclamação por um gol legal mal anulado de Centurion.

Eu não escalaria Roldán para jogos do São Paulo. Sabe aquele árbitro que “não dá química” com certos clubes? É como Paulo César de Oliveira em jogos do Palmeiras: mesmo que fosse bem, sempre havia um “quê” a discutir.

Não nos esqueçamos: Carlos Alarcón, o paraguaio que há décadas escala árbitros na Conmebol e flagrado em esquemas com Julio Grondona (o mesmo cartola responsável por Amarilla no fatídico Corinthians x Boca), é quem promoveu a escala. Mesmo com o anúncio de que Wilson Seneme seria o chefe da Comissão de Árbitros da Conmebol (e que nunca ocorreu sua posse), Alarcón, sabe-se lá quais os motivos, continua vivo e forte em Assunção…

Tecnicamente: Roldán corre bastante em campo graças ao seu bom porte físico, tem posicionamento regular dentro de campo (às vezes, percebo que não se coloca bem para visualizar as jogadas), tem bom discernimento técnico de faltas ou disputas mais viris e é bastante rigoroso disciplinarmente. Quando quer, apita muito bem – embora, sejamos justos, a irregularidade e alternância de ótimas e ruins atuações tem sido frequentes.

O presidente Leco, do São Paulo FC, reclamou para a Conmebol de erros contra o seu time. Isso funciona?

Se o clube estiver afinado com a Confederação, na rodada seguinte, se jogar em casa, ganha de escala um árbitro fraco, suscetível à pressão. Se estiver “de mal”, ganha o mais rigoroso em seu jogo. A questão é: no jogo da volta, já está escalado o bom uruguaio Andrés Cunha.

Como Roldán reagirá as críticas pré-jogo? Certamente, pelo seu estilo e histórico, não vai querer bancar como o “cara que foi pressionado”…

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