– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Bragantino x Paulista, Rodada 1

Para a rodada inicial da Copa Paulista, teremos Antonio Ferreira de Oliveira Junior, 34 anos, como árbitro central. Ele tem apitados jogos da Série A3 e trabalhou como 4o árbitro na partida entre Água Santa x Paulista na série A2. Apesar de 10 anos de carreira como árbitro, não chegou ainda a principais jogos da A2 e A1.

Os bandeiras serão Vicente Romano Neto (38 anos, 20 anos de carreira, que já foi aspirante da FIFA e que vive uma fase ruim desde o ano passado) e Marco Antonio Teixeira Ianez , 35 anos, buscando se firmar como assistente. O quarto-árbitro será Luciano Silva (curiosamente, com mais experiência do que o próprio árbitro).

Nos demais jogos, vejo árbitros jovens que se destacaram na A1 ou que foram muito bem na série A2. Espero que eles estejam nas outras escalas em jogos do Paulista como visitante.

Acompanhe Bragantino x Paulista com o Time Forte do Esporte da Difusora AM 810, sob o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu, comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo. Reportagens de Sílvio Loredo. Sábado, as 13h.

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– Os pênaltis não marcados de São Paulo 2×1 Fluminense e Coritiba 1×0 Atlético Paranaense

Dois jogos com muita reclamação sobre pênaltis. Vamos a eles?

1- SÃO PAULO 2X1 FLUMINENSE

Levir Culpi reclama da arbitragem de Anderson Daronco em São Paulo 2×1 Fluminense. Com razão?

Em parte, sim.

A primeira queixa foi o pênalti marcado corretamente por uso indevido das mãos na bola de João Schmidt. O são-paulino de maneira infantil estica o braço e toca na bola em um lance desnecessário dentro da área. É pênalti e se pediu cartão amarelo. Deve receber a advertência?

Neste caso, não. Nem toda mão é advertência para cartão amarelo. Especificamente, o amarelo por uso nas mãos é aplicado, segundo as diretrizes da Regra 12, quando você evita um contra ataque, domina a bola com a mão ou faz um gol tentando ludibriar a arbitragem. Esta mão indevida do atleta do São Paulo não teve gravidade, embora seja uma infração. Se é no meio do campo, tiro livre direto sem cartão. Dentro da área, pênalti sem cartão (cuidado: não caia na tentação em dizer que “todo pênalti tem que ter cartão pois foi dentro da área”).

A segunda queixa do treinador do Fluminense foi o pênalti cometido aos 31 minutos do segundo tempo em Osvaldo. O zagueiro Maico vai no corpo do atacante carioca, não há o que discutir. É pênalti e cartão amarelo e que Anderson Daronco bobeou e não marcou.

2- CORITIBA 1X0 ATLÉTICO PARANAENSE

Já em Curitiba, no Atletiba, o goleiro Wilson (COR) sai pulando “a la Fabio Costa”, e estando no alto atinge com a sola a cabeça do adversário Deivid (ATL). É pênalti e cartão vermelho, não marcado pelo árbitro paulista Thiago Duarte Peixoto. Repare que o árbitro não está em diagonal na jogada, ele está numa linha reta ao goleiro tendo o corpo de um jogador do Coritiba atrapalhando sua visão. Ali, faltou experiência em perceber que um goleiro que pula com a perna na cabeça de um adversário dificilmente acerta a bola em movimento. Talvez a maior falha tenha sido a do bandeira paranaense Ivan Carlos Bohn, que estava de frente para a jogada. Assim, com razão o Furacão reclama deste lance contra o Coxa Branca.

Vídeo deste lance em: http://globoesporte.globo.com/pr/futebol/brasileirao-serie-a/jogo/29-06-2016/coritiba-atletico-pr/#video-id=5129469

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– Árbitro José das Couves Fulano de Tal em jogo errado???

Bobeada daquelas que há muito eu não via. 

O Jornal Lance costuma divulgar suas notas aos jogadores e árbitro pós-jogo (gostaria que árbitro e bandeiras tivessem nota a parte, mas os assistentes são sempre esquecidos). 

Eis que jogaram Vitória 1×1 Ponte Preta, com arbitragem de Ricardo Marques Ribeiro. Mas não é que o jornal publicou Vitória 1×1 Chapecoense?

Pior foi o nome do árbitro que levou nota 5,5: José das Couves Fulano de Tal! E não é brincadeira não… Vai sobrar para alguém na Redação. Veja abaixo:

– E as reclamações de Lugano sobre Claus?

Jogo da Paz? Esqueceram de combinar com os atletas dentro de campo…

O Santos 3×0 São Paulo foi marcado por poucas faltas mas muita confusão e bate-boca. O ânimo dos jogadores se elevou logo no começo da partida.

Algumas observações:

– Os atletas confundem gana/ garra com pancada. Excesso de jogadas viris desnecessárias. E cito aqui Calleri: ótimo jogador, mas que está se tornando um “Luís Fabiano gringo”: faz gols e leva cartões com muita facilidade. A cotovelada que ele deu no 1o tempo, reclamada pelo Santos FC, procede. Foi do lado cego de Raphael Claus, que não viu. Se existisse árbitro de vídeo, poderia ter ajudado.

Claus foi muito bem na difícil partida, errando apenas no lance técnico acima citado e em outro, de natureza disciplinar: após a confusão de uma pernada de Zeca em Michel Bastos, advertiu os atletas Hudson e Lucas Lima envolvidos em conduta antidesportiva mas esqueceu daquele que originou o lance: o próprio Zeca, que merecia o Cartão Amarelo. Do resto, nada a reclamar. Já os bandeiras… não o auxiliaram no que deveriam, em especial nas faltas próximas a eles e a inversão de escanteio/ tiro de meta.

Lugano foi bem expulso. Ali, ele “quis mostrar serviço” à torcida que o idolatra. O veterano jogador uruguaio perdeu a cabeça e passou do limite nas reclamações. Aliás, saiu claramente sinalizando (vide as imagens) que Claus apitava de “nariz empinado”. E aqui há um ponto delicado: não se pode confundir autoridade com autoritarismo, e Raphael Claus, pelo porte físico avantajado, costuma ser rotulado por alguns como arrogante. Discordo, não vejo essa vaidade e exagero do juiz. Eventualmente, podemos até achar algum excesso vez ou outra, só que como exceção.

Por fim: ainda bem que apenas a chegada das equipes foi conjunta. Já imaginaram se a saída do estádio também fosse assim? A propósito, por que a equipe de arbitragem não participou da promoção também?

Imaginem a fumaça…

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– Heber, Messi e Maradona: E a final da Copa América Centenário conquistada pelo Chile?

Heber Roberto Lopes foi muito criticado pela arbitragem de Argentina x Chile. Algumas queixas são corretas: o mau posicionamento dentro de campo, a aplicação da “targeta roja” para Rojo (aliás, dar cartões em meio ao bololô é algo condenável para qualquer árbitro) e outras queixas mais. Mas não influenciou no resultado.

Sua escala foi um presente dado por Wilson Luís Seneme (o responsável pelas escalas da Copa América Centenária-16) pelos serviços prestados. Heber é respeitado árbitro, mas nada de espetacular tecnicamente, ainda hoje pecando por algumas posições espalhafatosas.

Quanto a Messi (que perdeu o pênalti nas cobranças decisivas da final), uma injustiça o craque não ter um título pela Seleção Argentina. Aliás, a Argentina tem uma geração que merecia ter conquistado algo (a de Batistuta e Riquelme). Esta, de Messi e Mascherano, por pouco não levou a Copa do Mundo do Brasil, mas como vice-campeonato nunca é reconhecido… E Lionel, ao anunciar que abandona a seleção, só faz crescer o “mito Maradona” entre seus compatriotas.

Para mim, Pelé foi e será sempre o número 1, seguido por Maradona, o número 2, colado com Messi, o número 3. Embora, há muita discussão se Di Stéfano (que não vi jogar nem em vídeos) seria tão bom quanto Dom Diego. Cruyff estaria no meu ranking na sequência.

Cá entre nós: falamos de gênios, de gente fora de série, de extraterrestres da bola. Criticar Messi, tantas vezes melhor do mundo, é imbecilidade. O grande erro dele foi não se naturalizar espanhol, pois sua vida foi construída na Espanha.

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– SanSão perdendo a oportunidade de revelar árbitros

Não gostei do sorteio do árbitro Raphael Claus para a partida entre Santos x São Paulo para este domingo. Nada contra o bom árbitro, mas… todo clássico só dá ele?

Nos tempos em que a Comissão de Árbitros da FPF degringolou, tivemos uma sequência de escalas em clássicos exclusivamente para Seneme e Sálvio. Abade, Bragueto e Paulo César de Oliveira eram vetados ou desprestigiados. Agora, a CBF só utiliza Claus (que faz por merecer bons jogos) em clássicos paulistas?

Gostaria de ver outros árbitros tendo oportunidade e se destacando. Como firmar a carreira de Vinícus Furlan, Thiago Peixoto, Flávio de Souza, Vinícius Gonçalves e outros nomes interessantes, se não tem oportunidades em jogos possíveis?

Um clássico como esse em jogo da metade do 1o turno era a chance de testar alguém, mas a chance foi desperdiçada.

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– Grêmio 1×2 Vitória e a Malandragem de Dagoberto. Valeria punir por imagem?

Dagoberto, veterano atacante do Vitória, entrou na área com a bola dominada, se viu na frente do gremista Bressan e… se atirou descaradamente ao chão. Usou da experiência para ir de encontro com a perna do adversário e simular uma infração, cavando o pênalti. O árbitro Sandro Meira Ricci, traído pela interpretação, marcou.

Sem absolver o erro do árbitro, vale o debate: diante da clara simulação, não valeria punir o atacante pelas imagens?

Reflita: Dagoberto, além do pênalti a seu favor, fez com que o adversário Bressan (que não fez falta) recebesse o seu segundo cartão amarelo e ser expulso. E isso no 1o tempo. Será que a burla da regra e o benefício dentro do campo de tamanha malandragem não mereceria uma punição pós jogo?

Precisamos urgentemente acabar com a falta de espírito esportivo no futebol. Chega de jogo sujo!

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– Precisa-se de bandeiras vesgos para o Brasileirão!

Aos críticos de plantão (e eu me encaixo muitas vezes nesse quesito): sim, os erros de arbitragem estão ocorrendo aos montes no Campeonato Brasileiro, mas algo precisa ser dito: as falhas de gols onde há alguém em impedimento, cá entre nós, estão sendo perdoáveis!

Explico: repare que muitos lances neste Brasileirão surgem em decorrência de poucos centímetros de diferença na linha do impedimento. Por mais capacitado que seja o bandeira, só o olhar eletrônico pode tirar a dúvida (e ainda assim muitas vezes ela persiste, mesmo com imagens). Dessa forma, em Atlético 2×1 Corinthians, Fluminense 2×4 Santos e em outros tantos jogos em que isso ocorre, tal dificuldade tão elevada faz com que sejam erros “aceitos”.

Mas por que ocorrem?

Talvez os atacantes estejam treinado mais a saída para o ataque quando os zagueiros os marcam mal. Ou as linhas de impedimento (as famosas “linhas burras”) estejam sendo mal feitas ou realizadas no limite, permitindo as falhas. Deve-se pensar em “uma margem de segurança” para a zaga.

O ideal é que nós tivéssemos bandeiras “vesgos”! Um olho na bola na hora do lançamento e outro na linha de impedimento. Pronto, resolvemos a questão.

É mais difícil ser árbitro assistente e ser preciso na linha, do que ser árbitro central para interpretar uma falta ou não.

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– Cala-te, Calleri

Todo jogador que está com cartão amarelo, precisa tomar cuidado em levar a segunda advertência e ser expulso. É o be-a-bá do futebol. E Jonathan Calleri bobeou e levou cartão vermelho (era o 2o amarelo) por reclamar contra a arbitragem. Relatou em súmula o árbitro goiano Elmo Resende que com o “dedo em riste”, reclamou:

Está de marcação comigo, caralho! Só porque sou argentino? Essa arbitragem é uma vergonha”.

Faltou malandragem… Talvez vendo que em determinado momento os flamenguistas estavam falando a vontade com o árbitro, o atacante são-paulino errou na dose de reclamação.

Palmas para o treinador Edgardo Bauza, que disse sobre seu jogador:

Ele não é perseguido. Tem que falar menos, mas é difícil quando você está dentro de campo e joga numa posição em que sempre é empurrado pelos zagueiros. Os árbitros estão lá para isso, eles devem observar tudo. Calleri não deve falar muito, mas eu entendo, porque foi uma partida difícil e de muita intensidade“.

Fica a observação: novamente, um jogador prejudica sua equipe por desconhecer / menosprezar a Regra do Jogo e suas orientações.

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– As Teorias Conspiratórias dos Torcedores de Futebol

Na mente dos apaixonados torcedores, sempre o seu time é prejudicado e o adversário é favorecido pela arbitragem. E as teorias conspiratórias são as mais diversas!

As últimas dão conta de Palmeiras e Corinthians: a 1a, é que a CBF não quer ver o Verdão campeão e por isso promove os erros de arbitragem que têm sido constantes. A 2a, de que a CBF não quer ver o Timão campeão e por isso levou Tite para a Seleção.

Tudo bobagem! Você não verá torcedor, treinador, jogador ou cartola agradecendo os erros a favor. Mas verá a maior chiadeira quando o erro é contra (seja por diferença de centímetros em impedimento ou em lateral invertido).

Se isso acontece com a arbitragem, também se vê na imprensa. Tem fanático que cronometra os segundos gritados de gol pelo narrador! Além dos rótulos: fulano é flamenguista, ciclano é vascaíno, e por aí vai.

Os erros da arbitragem existem sim, mas os erros dos atletas (e nos dias atuais, dos torcedores e seus sinalizadores) também são relevantes no Brasileirão!

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