– As reclamações de Ponte Preta 1×0 São Paulo procedem?

Muitas queixas do Tricolor Paulista sobre a arbitragem de Vinícius Furlan contra a Macaca a respeito de jogar uma partida quase que inteira com 1 jogador a menos. Vamos à análise do lance?

Aos 8 minutos de jogo, Matheus Reis (SPFC) vai dividir a bola de maneira temerária e atinge a perna de Mateus de Jesus (AAPP) com o bico da chuteira. Na regra do jogo, é a clássica Advertência (Lembre-se: em Falta Imprudente não há cartão; Temerária é Amarelo e Força Excessiva é Vermelho). O são-paulino recebe corretamente o Cartão Amarelo e o ponte-pretano fica fora de campo para ser atendido. O treinador Eduardo Baptista reclama e, antes da “teórica permissão” do reinício de jogo, o árbitro vai “reavaliar” sua decisão indo verificar a gravidade da contusão. Na sequência, cancela o Amarelo e aplica o Vermelho.

Pode fazer isso?

Sim, pode (mas não digo que a decisão foi correta, pois não sei se ele houvera pedido ao jogador ponte-pretano para esperar a cobrança da falta, já que ele não precisa esperar permissão daquele tipo de falta  – e se não fez o pedido, foi erro de direito). É possível mudar uma decisão técnica ou disciplinar, desde que não seja reiniciada a partida (e naquele momento Vinícius está de costas ao reinício).

A dúvida principal que fica no ar é: Vinícius Furlan resolveu verificar de novo a contusão (mesmo não sendo médico)…

1) Por que o quarto árbitro Márcio Henrique de Góes o chamou? Se foi isso, é válido.

2) Por que teve uma preocupação em conferir a decisão que lhe trazia dúvida por iniciativa própria? Se foi isso, é válido também.

3) Ou tomou a decisão após os berros do treinador da casa? E se foi isso, é lamentável.

Por fim, sinceramente, creio que houve equívoco. Era lance para Cartão Amarelo e é inaceitável que o árbitro vacile de tal forma na decisão. Que respire fundo antes de aplicar um cartão e tenha que corrigi-lo. Ademais, ao ir de encontro ao atleta fora do campo, na frente do banco que reclama, deixa a impressão de que aceitou pressão. E não se use o argumento de que havia sangue, pois, se fosse assim, todo atleta que sangrasse em divididas teria que fazer o adversário levar o Cartão Vermelho (não se esqueça que o futebol é um esporte de contato físico). Para o azar de Furlan, o torcedor do SPFC não esquece a sua má arbitragem contra o Palmeiras em que ele expulsou Rafael Tolói também no começo da partida (vide a análise daquela arbitragem em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/03/26/entendendo-as-expulsoes-de-palmeiras-3-x-0-sao-paulo-corretas-ou-nao/).

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