– Análise da Arbitragem de Nacional 2×1 São Paulo

Sou sempre a favor de que as equipes de futebol profissionais tenham especialistas em todas as áreas. Assim, de massagista à médico, de psicólogo à assistente social e de treinador à consultor de arbitragem, a busca pela excelência deve ser total. Afinal, altos valores financeiros estão envolvidos no esporte como business.

Equipes sub 15 e sub 17 não tem “Professores de Regras de Futebol” (cujo ofício exercem). Os adultos, pouco se importam em estudar as características dos árbitros. Se a situação fosse diferente, seria sabido que clubes como Boca Jrs e tantos outros são fortíssimos nos bastidores. Ou até mesmo times como o Nacional de Medelim, que ganhou o “Atlético” no nome para não remeter o passado da força do mega traficante Pablo Escobar e seu nefasto cartel (que financiava o mesmo time).

Faço essa introdução para lembrar que nas duas partidas o São Paulo FC poderia ter evitado erros contrários dos árbitros. Vide:

1- No jogo de ida, o argentino Mauro Vigliano (com apenas 3 anos de FIFA) apitou o jogo no Morumbi. Com fama de ser rigorosíssimo disciplinarmente, era criticado por “fáceis cartões vermelhos”. Esse mesmo árbitro foi suspenso da AFA a pedido de Maurício Macri, então dirigente do Boca Jrs e atual presidente da Argentina, por erros contra sua equipe. Ficou “devendo uma” ao time do Bombonera. E alertamos isso em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/07/06/o-polemico-arbitro-que-apitara-sao-paulo-x-atletico-nacional/

2 – No jogo de volta, o chileno Patricio Polic (que já havia sido suspenso por suspeita de corrupção na arbitragem e com histórico de que nunca o time visitante consegue vitória em seus jogos), estava escalado mesmo sem ter um apitado jogos importantes e sendo suscetível a pressão. Aqui, o alerta foi mais sério, e também escrevemos sobre ele em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/07/12/analise-pre-jogo-do-arbitro-de-atletico-nacional-x-sao-paulo/

Por fim, sem a fama de ser um bom árbitro mas com repentes constantes de Carlos Amarilla ou Ubaldo Aquino, o juizão influenciou decisivamente a partida na Colômbia na noite de 4a feira.

LANCE 1 – Borja é lançado em profundidade e a recebe em posição duvidosa. Circula uma imagem na internet na qual parte do tronco está a frente do pé de Lugano (na linha de impedimento, você avalia as “partes do corpo que você pode jogar”, ou seja, não se leva em conta as mãos e braços). Errou o bandeira 2 Christian Schiermann em lance de altíssima dificuldade (nesse ítem, não dá para ser crítico).

LANCE 2 – Aos 47 minutos do 1o tempo, estando 1×1, Hudson recebe passe de Michel Bastos, está dentro da área, de frente para o gol e é derrubado por Bocanegra, que o trava no pé de apoio e ainda o empurra com o braço direito nas costas. Não havia motivo para simulação e o lance nem duvidoso era. Polic não marcou, aparentemente, porque não quis. E Centurion ainda foi advertido por Amarelo pelas reclamação (que, cá entre nós, não foi excessiva). Erro grosseiro da arbitragem.

LANCE 3 – Aos 30 minutos do 2o tempo, outro lance muito polêmico: a bola é cruzada e Carlinhos, dentro da área a curta distância salta para interceptá-la. Estando de costas, a bola bate em seu braço que está um pouco aberto. Aqui muitas considerações:

  1. Se você considerar intenção deliberada e achou que o braço estava excessivamente estendido, aberto, desejando tocá-lo na bola, é pênalti.
  2. Se você considerar que é impossível pular de braços fechados e o toque é mera causalidade de jogo (foi sem querer), não é pênalti.
  3. Se você considerar que ele foi imprudente em pular com os braços que estavam moderadamente abertos, não é pênalti, já que não se pode marcar imprudência em lances de mão na bola (não existe o “correr risco de por a mão na bola”, como se diz para faltas por carrinho).
  4. Se você considerar que o salto foi com os braços se movimentando de maneira antinatural e disfarçadamente ele tem a intenção de por a mão na bola, aí é pênalti.

O certo é que nesse terceiro lance polêmico, o árbitro estava em um lado cego, encoberto pelo corpo do são-paulino e não viu nada. Quem marcou foi o assistente 1 Marcelo Barraza.

Por fim, após muita confusão, aos 33 minutos do segundo tempo, Lugano foi expulso por segundo amarelo juntamente com Michel Bastos por reclamação. Mas o confuso árbitro avisa que é Wesley, e não Michel Bastos, quem recebera o Vermelho junto com o uruguaio. Nesse momento, percebe-se claramente que o árbitro estava mais do que perdido: sedento para acabar o jogo.

Lembrando: Wilson Luís Seneme está na Comissão de Árbitros da Conmebol mas não tem poder de decisão. Fala-se à boca pequena que Carlos Alarcón, o reconhecidamente gângster ex-presidente da Comissão, continua mandando normalmente.

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