– Relembrando a 1a Promessa Não Cumprida de Marco Polo Del Nero

Há exatamente 2 anos, publicávamos uma entrevista do então recém empossado presidente Marco Polo Del Nero, em que louvava Ricardo Teixeira e prometia como “1o ato” profissionalizar a arbitragem!

Extraído de: http://wp.me/p4RTuC-6Kn , de (22/07/2014).

O 1o ATO DE MARCO POLO

Passou batido devido à Copa do Mundo. Mas foi de extrema cara-de-pau a entrevista do Presidente da FPF e já eleito mandatário da CBF, Marco Polo Del Nero, à Revista Isto É (ed 2325 de 18/06/2014, pg 6-12 à Rodrigo Cardoso e Yan Boechat).

Nela, louvou a administração Ricardo Teixeira e defendeu sua honestidade; disse não precisar de auditoria numa entidade tão (acreditem) transparente como a CBF!

Questionado sobre qual será o seu primeiro ato como Presidente, disse:

Melhorar a arbitragem nacional. Temos de preparar os árbitros à altura. Profissionalizar os árbitros. Fizemos uma experiência na Federação Paulista de Futebol com 20 árbitros. Pagamos salários a eles por um determinado tempo e a qualidade da arbitragem não melhorou. O que fizemos aqui foi dar assistência psicológica e técnica para prepará-los. Penso em trios de arbitragens fixos. (…) E o segundo ato é fomentar o futebol da melhor maneira possível“.

Ora, ele quer profissionalizar mas alega que a tentativa da FPF não melhorou a qualidade da arbitragem! Incoerente…

O problema é: qual o conceito de profissionalização de Marco Polo? Na Federação Paulista, pagou R$ 1.300,00 a “10 árbitros ouro” e R$ 800,00 a “10 árbitros prata” por mês. Em troca, os árbitros deveriam ter disponibilidade para reuniões e treinamentos quando solicitados.

Ora, R$ 1.300,00 mensalmente é salário digno de árbitro profissional de elite? Qual médico, advogado, professor ou administrador largará mão de sua atividade por esse valor, arcando com as viagens a SP, despesas diversas e falta de registro na carteira de trabalho (sem direito a Férias, INSS e 13o)?

Profissionalizar é dedicação plena à atividade, com salário equivalente ao esforço e a responsabilidade da função, com encargos trabalhistas sendo pagos pelo empregador. Só com tal empenho poderá se cobrar o árbitro de verdade.

Para mim, discurso demagógico de Del Nero. E para você?

Aliás, por fim, confesso: como assinante da Revista Isto É, fiquei frustrado por não ter uma pergunta incisiva, dura, firme sobre polêmicas que norteiam a CBF, tampouco contra-argumentos às respostas. A publicação ficou a dever…

Abaixo, fotos dos árbitros profissionais europeus:
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Um comentário sobre “– Relembrando a 1a Promessa Não Cumprida de Marco Polo Del Nero

  1. Porcari, você está limitando a questão da profissionalização apenas a um salário e registro em carteira. Pagar salário não é profissionalizar. É apenas uma forma de se remunerar, baseada numa legistação antiquada (CLT) de 1950 e com encargos pesadíssimos. Profissionalizar vai além, é dar condições plenas para o desenvolvimento, prepração e execução da atividade. Assim como os jogadores, que são remunerados, tem suporte médico, físico, psicológico, logístico, etc. O árbitro tem que ter condições de se dedicar àquilo e estar à altura da demanda do esporte. Pagar salário apenas não garante isso. Outro ponto são os desafios logísticos do país enorme.

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