– Árbitros (e pessoas que querem Fair Play) devem aplaudir Levir Culpi

Na segunda-feira posterior ao jogo entre Fluminense x Palmeiras em Brasília, o treinador Levir Culpi não reclamou da arbitragem, mas fez questão de criticar a conduta antidesportiva dos atletas!

Disse ele:

(…) Eu pedi para meus jogadores não ficarem reclamando, abrindo os braços, cavando faltas… Mas foi exatamente isso o que eu vi. Foram de cinco a dez simulações vergonhosas. Somos educados para tirar vantagem e PRECISAMOS LUTAR CONTRA ISSO. Eu acho que [o jogador que cava faltas] está sendo DESONESTO E MENTIROSO. E eu me incluo nessa, fui criado assim.

Pois é: até quando o jogador brasileiro, em sua maioria, usará o unfair play ao invés de entender o futebol como um esporte a ser vencido honestamente?

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– Você confia na Arbitragem Paraguaia para Equador x Brasil?

Claro, devemos sempre pensar positivamente e crer que no futebol se ganha dentro do campo. Mas pelas últimas arbitragens vistas pelas Conmebol, há motivos para se preocupar.

Nesta próxima rodada para as Eliminatórias da Copa do Mundo Rússia 2018, NENHUM juiz brasileiro está escalado. E para Equador x Brasil em Quito, teremos o paraguaio Enrique Cáceres.

Não confio em arbitragem paraguaia. Lembram do Epifânio Gonzáles (que chegou a apitar Campeonato Paulista nos torneios promovidos pelo Farah)? Ou de Carlos Amarilla (do assalto em Corinthians x Boca)? Ou do circo de Antonio Arias em jogo da Sulamericana envolvendo o São Paulo?

O Brasil perdeu sua força política. Afinal, o presidente da CBF Marco Polo Del Nero vive em um banker carioca e não pode ir à sede da Conmebol em Assunção… Vide o chileno Patric Polic na Libertadores deste ano, o que ele fez contra brasileiro!

Não nos esqueçamos: o Brasil empatou com o Equador pela Copa América Centenária que reclamou de um gol mal anulado (em lance difícil) naquele jogo, realizado em junho. Tomara que não exista desforra e/ou compensação.

Seus últimos jogos: 

16/8 – O’Higgins 0x0 Wanderers (Sulamericana)

20/7 – Del Valle 1×1 Atlético Nacional (Libertadores)

21/6 – EUA 0x4 Argentina (Copa América)

05/6 – México 3×1 Uruguai (Copa América)

12/5 – Nacional 1 x 1 Boca Jrs (Libertadores).

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– Xingamentos citados, mas não comprovados! Houve racismo em Jundiaí?

Após, o término da partida entre Paulista 0x2 Red Bull, atletas do “Toro Loko” foram ao alambrado “baterem-boca” com torcedores do Galo. Posteriormente, veio a informação de que eles estavam inconformados por algum xingamento racista. Da cabine da Rádio Difusora, eu e meus colegas de transmissão vimos o número 4 na discussão. Na súmula, algo um pouco diferente: o lateral Bruno Santos e o zagueiro Marcos Vinícius disseram ao árbitro Edson Alves da Silva que ambos foram chamados de “macaco”. Ainda, no campo “ocorrências” do documento do jogo, divulgado há pouco, o juizão disse que não ouviu o xingamento. Abaixo, o relato oficial:

“Após o término da partida, os jogadores n. 2 o Sr. Bruno F. dos Santos e n. 4 o Sr. Marcos Vinícius G. Nascimento da equipe Red Bull dirigiram-se próximo ao alambrado para conversar com torcedores da equipe do Paulista Futebol Clube Ltda. Em seguida, estes, vieram em direção à equipe de arbitragem, alegando terem sido alvo de xingamentos racistas, com a palavra “macaco”, porém nós da equipe de arbitragem, não ouvimos tais xingamentos. “

Curiosidade: as praças esportivas fazem parte de um banco de dados da FPF, onde os estádios são inseridos automaticamente na súmula eletrônica. E não é que lá consta o Jayme Cintra como “Estádio MUNICIPAL”?

O link está em: http://www.futebolpaulista.com.br/sumulas2.php?cat=70&cam=100&jog=104&ano=2016

Se verdade o ato racista, penso que se deveria identificar o torcedor e puni-lo conforme as leis deste país. Afinal, só existe uma raça: a raça humana.

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– Análise da Arbitragem de Paulista 0 x 2 RedBull

Quanta coisa aconteceu no Jayme Cintra…

O árbitro Edson Alves da Silva correu bastante e se posicionou muito bem. Gostei neste quesito. Mas há uma dificuldade: a falta de vibração em campo.

Tecnicamente, não errou em nada. Todas as faltas que ele marcou (ou que não marcou) foram corretas. E soube discernir os lances de falta atrasada (quando a vantagem não se concretiza (como, por exemplo, aos 10 minutos, em favor do RedBull Brasil). Também foi correto ao não marcar pênalti reclamado pelo Paulista por mão na bola.

A se destacar:

1) Aos 24m, correto no lance entre Ariel (PFC) e o goleiro Saulo (RBR), onde houve um choque um pouco mais forte. Foi imprudência do atacante (não foi casualidade, mas poderia ter evitado). Correta a marcação da falta.

2) Aos 61 minutos, Ariel (PFC) pede pênalti que não foi. Há muita reclamação, mas Marcos Vinícius (RBR) vai na bola.

No primeiro tempo, o placar de faltas foi PFC 8×10 RBR. O de cartões amarelos, 0x2. No segundo tempo PFC 6×8 RBR em faltas e 1×1 em cartões.

O único “porém” foi aos 85m – Branquinho (PFC) recuou deliberadamente a bola para o goleiro Iago e o árbitro não viu.

Disciplinarmente, o juizão foi ruim. Faltou aplicar o cartão amarelo a Lazzaroni (RBR) aos 22 minutos. Entretanto, deixou de aplicar o amarelo em 3 oportunidades para Fábio Gomes (PFC) aos 36, aos 40 e aos 50 minutos de jogo (todas claramente por ação temerária). Faltou vibração e advertência verbal mais incisiva em vários lances. Todo o seu ótimo rendimento técnico foi prejudicado pela má questão da postura.

Os bandeiras Rafael Tadeu Alves de Souza e Samuel Augusto Vieira Paião foram muito bem no trabalho de equipe e colaboração do árbitro. Mas, em especial, uma situação incomum aconteceu ao bandeira 2 Samuel Paião que errou. Vamos a ele:

No final do 1o tempo, o goleiro Saulo (RBR) chutou a bola que bateu no calcanhar de Ariel (PFC), que estava de costas e nada viu. Ela sobrou despretensiosamente para Renato Oliveira, sozinho, que não esperava a bola e nem estava na jogada, em posição de impedimento. Como sabido, desde 01 de julho de 2014 esse lance não é mais para ser sancionado. Relembro com um exemplo postado à época das mudanças e a situação de caráter excepcional que é tal lance (difícil para o bandeira):

O novo entendimento de “impedimento ou não” em lances desviados em adversários: se um atacante chutasse para o gol e a bola desviasse num adversário, mas sobrasse para seu companheiro que estivesse do outro lado do campo, ele estava impedido por tirar vantagem de uma posição. Agora, bola desviada que sobre para um atleta que não participava originalmente da jogada, mesmo ele estando mais próximo da linha de fundo do que dois adversários e a bola (a definição clássica de impedimento), é lance legal. Mas atenção: aqui, a bola foi desviada e caiu para alguém que não participava do lance, sendo diferente da situação na qual um jogador esteja sozinho e receba uma bola de rebote de goleiro, ou ainda quando lhe é lançada uma bola e ela bate no zagueiro (pois, afinal, a bola era para ele e ele a recebeu mesmo após bater no adversário). Para ambas situações continua sendo impedimento. Continua valendo a máxima: desvio não tira impedimento (com exceção ao lance modificado). Para quem tem o livro Trívia FIFA (o conjunto de perguntas e respostas oficial e complementar às Regras do Jogo), esse lance era a questão 238, que hoje foi alterado. Há dois anos, tivemos no Campeonato Paulista no jogo Americana x Santos (no Décio Vita) um lance similar.

Ainda, do mesmo lado de Samuel Paião, uma defesa do goleiro Iago (PFC) onde supostamente ele a fez dentro do gol. Para mim, a bola não entrou por inteiro no dificílimo lance. Mas, evidentemente, só com a tecnologia para afirmar erro ou acerto.

Daniel Sotille, o quarto árbitro, teve muito trabalho com Maurício Barbieri, treinador do RedBull, que reclamou todo o primeiro tempo, principalmente aos 31m, quando Pedro Naresi recebeu amarelo. No segundo tempo, se comportou melhor.

Público: 380 pagantes

Renda Bruta: R$ 2825,00+

Renda Líquida: R$ 4056,11-

IMPORTANTE: após o jogo, no alambrado da geral, Marcos Vinícius (RBR) foi discutir com a torcida organizada do Paulista. No mesmo instante, do outro lado do campo e também no alambrado, Fábio Gomes (PFC) fez o mesmo! Supostamente, Marcos Vinícius foi chamado de macaco e Fábio Gomes por xingamentos de torcida.

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– Balbuena deveria receber Amarelo ou Vermelho?

Vamos lá: desde meados deste ano, a Regra mudou. Em situações de área, quando um atleta evitar uma situação clara e iminente de gol DISPUTANDO A BOLA, deverá receber cartão amarelo e ser marcado o pênalti. Se o mesmo lance for fora da grande área, deverá ser aplicado o cartão vermelho e ser marcado o tiro livre direto.

O que é mais vantajoso: Pênalti e jogar com 11 ou Falta e jogar com 10?

IMPORTANTE: se a situação acima for SEM DISPUTA DE BOLA (ou seja, o jogador comete a infração sem tentar a bola mas diretamente no corpo), é lance para Cartão Vermelho por agressão ou jogo brusco grave, dependendo do caso, independente se é dentro ou fora da área.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Red Bull

Edson Alves da Silva (o Edy, de Lins) apitará o importante confronto entre Galo x “Toro Loko” pela Copa Paulista (10a Rodada).

O árbitro tem 35 anos, é formado árbitro na turma de 2004, funcionário público, e todo ano tem subido uma divisão da FPF. Aliás, essa característica tem sido marcante nas últimas rodadas: árbitros em ascensão querendo oportunidades e sendo testados. No último final de semana, apitou América 1×2 Desportivo Brasil pelo Sub 17. Na retrasada, Catanduvense 0x1 Mirassol pela Copa Paulista. Na anterior a esta, Garulhos 1×2 Manthiqueira pela 4a divisão.

Ele é bem seguro em campo, transmite serenidade e, fora das quatro linhas, é extremamente educado e tranquilo. Creio que levará a contento a partida.

Rafael Tadeu Alves de Souza e Samuel Augusto Vieira Paião serão os bandeiras, ambos professores de educação física, serão os bandeiras. Daniel Carfora Sottile (tão bom árbitro quanto Edson Alves da Silva) será o quarto árbitro.

Desejo uma boa atuação dos “homens de preto” e bom jogo para as equipes.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Red Bull Brasil pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica Antonio Carlos Caparroz e André Luís Lucas. Domingo, às 10h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 09h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– O STJD tentará suspender Heber de novo? E Lucas Lima?

Heber Roberto Lopes deixou de expulsar Fágner em uma entrada dura no Corinthians x Flamengo. Ficou só no Amarelo, e no STJD, pegou 20 dias de gancho (que não cumpriu).

Nesta 4a feira, em outro confronto entre Paulistas x Cariocas, agora Santos x Vasco, de novo uma entrada violenta (Lucas Lima em Jorge Henrique) e Heber ficou só no Amarelo.

Duas perguntas pertinentes:

Não pode expulsar jogador da casa por jogo brusco grave? Ao menos, certo ou errado, ele usou o mesmo critério.

O STJD dará novamente mais 20 dias de suspensão ao árbitro (afinal, por coerência, deveria, pois os lances foram muitíssimo parecidos).

Observação: Sou contra que o Tribunal “reapite” decisões dos árbitros, mas, como o Flamengo reclamou e o STJD tentou suspender Fágner (e depois ele conseguiu efeito suspensivo), fará o mesmo por Lucas Lima caso o Vasco reclame?

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– Quanto ganha um árbitro de futebol? Salário dos juízes para 2016 e a Exagerada Estrutura Administrativa da CBF.

A arbitragem brasileira vai mal no quesito administração?

Pudera. Vejam só que estrutura exagerada e ineficiente: temos 6 estruturas criadas pela CBF para levar a contento os árbitros:

  1. Comissão de Arbitragem
  2. Escola Nacional de Arbitragem
  3. Departamento de Arbitragem
  4. Corregedoria de Arbitragem
  5. Ouvidoria de Arbitragem
  6. Comissão de Análise da Arbitragem

Não seria mais fácil reestruturar em algo mais racional com gente mais competente? Por que tanta departamentalização, cheia de cargos políticos? E o essencial: profissionalizar a Arbitragem!

Enfim: esses órgãos são todos independentes entre si?

A CBF, aliás, permite uma independência de seus departamentos sem a ingerência de Marco Polo Del Nero, seja qual área for?

A propósito, respondendo alguns questionamentos sobre taxas de arbitragem, os valores pagos foram majorados.

Para apitar a Série A do Brasileirão 2016, independente se é Fla-Flu ou jogo de time pequeno, um árbitro do atual quadro da FIFA receberá R$ 3.850,00 (o bandeira R$ 2.300,00). Se for aspirante à FIFA: R$ 2.950,00.

Se for árbitro CBF 1 (os melhores do quadro nacional mas que não foram à FIFA), receberão por apitar a série A cerca de R$ 2.600,00.

Lembrando: se o jogo for fora do seu estado, adicione R$ 500,00.

Pode parecer muito, mas e se o árbitro apitar 1 partida por mês? Se ele se machucar, vai para o INSS ou que use seu plano de saúde. FGTS e Férias, esqueça! Ainda: é ele, recebendo o que ganha, que decidirá se um centroavante que recebe R$ 450.000,00/mês sofreu ou não pênalti de um zagueiro que ganhe R$ 200.000,00.

Pela responsabilidade, atribuições do cargo e dificuldades da carreira, ganha pouco ou ganha muito?

Algo a mais: os observadores, delegados, tutores (aquele pessoal que fica engravatado, sentadinho, assistindo o jogo e que as vezes são membros das Comissões de Arbitragem), receberão… R$ 500,00! Se o jogo for em SP e ele vier do RJ, pula para R$ 1.000,00!

É mole?

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– Os nomes que Seneme terá que suportar na Conmebol!

Está no site da Conmebol: a entidade resolveu desmembrar a Comissão de Arbitragem em duas: a Comissão de Árbitros e a Comissão de Desenvolvimento de Árbitros. Ambas serrão presididas por Wilson Luís Seneme.

O problema é: os nomes dos membros submetidos ao comando do brasileiro. Veja só quem são eles:

Comissão de Árbitros:

Rodolfo Otero (Argentina)

Óscar  Ruíz (Colômbia)

Jorge Larrionda (Uruguai)

Comissão de Desenvolvimento:

Hugo Muñoz Báez (Chile)

Ubaldo Aquino (Paraguai)

Alberto Tejada (Peru)

Seneme tem crédito na praça. Mas Larrionda, Ruiz e Aquino? Só faltou complementá-la com Patricio Polic e Carlos Amarilla…

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– O Emocional dos Treinadores Desconhecidos da Mídia e a falta de Empatia para com os Árbitros.

Tarcísio Pugliesi, Paulo Roberto e Marcelo Chamusca: tratamos destes técnicos de futebol em nossa participação no programa Futebol Esporte Show desta sexta-feira (apresentado por Marcel Capretz, no SBT, pelas suas retransmissoras Vtv e Tv Sorocaba).

Podem ser desconhecidos pelo grande público, mas cada um deles tem uma peculiaridade dentro de suas competências e são figurinhas carimbadas no Interior Paulista. E aqui vai uma provocação: estariam preparados para um desafio em grandes clubes de massa?

Vamos lá:

1) Tarcísio Pugliese é atual treinador do Ituano. Já passou por inúmeros clubes pequenos, teve uma passagem razoável pelo Guarani (que estava em fase turbulenta) e ao encontrar a boa estrutura proporcionada pelo Galo de Itu através de Juninho Paulista, tem feito um ótimo trabalho. Sabe montar equipes ofensivas dando equilíbrio à defesa. Gosto muito do seu trabalho, embora, na única vez em que apitei um jogo dele anos atrás, continuo com a mesma impressão: tende a querer ganhar no grito! E precisa corrigir urgentemente esse defeito, pois quando desanda a ficar nervoso, perde a razão e acaba expulso. Se tiver equilíbrio emocional, vai longe!

2) Paulo Roberto é um veterano no ofício. Trabalhando por algumas vezes no São Bento, encontrou um grupo de empresários que deu suporte financeiro para que o Bentão não tenha problemas econômicos a fim de deixar o treinador atuar focado somente com os problemas dentro de campo. E é lá que Paulo dá o seu melhor e o seu pior! Expulsei-o no Rio Claro quando ainda o chamavam de “Luxemburgo do Interior”, pois seus métodos são os mesmos: arma muito bem suas equipes, que sempre mostram intensidade, mas conturba o jogo com “pilhagem excessiva”. Irriquieto na área técnica, pula, grita, gesticula e… cria fatos! Adora chamar a atenção e acaba sendo convidado a sair de campo. Digo e repito: se tivesse um comportamento mais elegante à beira do gramado, sem chiliques, Paulo já teria tido uma oportunidade real para mostrar sua inteligência tática como treinador. Seu temperamento dirá até onde chegará.

3) Marcelo Chamusca é a grata surpresa. Trazido pelo Guarani e confundido num primeiro instante com Péricles Chamusca, esse mais conhecido, era um ilustre desconhecido para a maioria. E em meio à formação do elenco do Bugre Campineiro (fez a pré-temporada com 12 jogadores e vários atletas chegando com o Brasileirão da Série C em andamento), conseguiu montar uma equipe sólida, raçuda, coesa taticamente. Se ela não ganha jogando bonito, alcança os resultados de maneira pragmática. Um adepto de Carlos Alberto Parreira? Talvez. Mas o certo é que marcou seu nome nessa 1a fase do torneio, colocando o time de Campinas como o melhor clube da Terceirona. Mas e quando o time precisar de um cara “pilhado à beira do gramado” (que não é muito o seu estilo), o terá?

Talvez tenhamos bons nomes para o futebol brasileiro, taticamente falando. Mas e o emocional?

Aqui eu reafirmo uma antiga opinião: as Comissões Técnicas devem ter obrigatoriamente um psicólogo, não só para os atletas, mas também aos treinadores. Ou eles estão “acima do bem e do mal”?

Em especial, Tarcísio e Paulo Roberto, que há tempos estão na estrada e ainda não tem tanta idade, precisam conciliar a inteligência que têm ao equilíbrio psicológico. É o último passo da carreira deles para uma série A de Brasileirão. E, evidentemente, diminuir a antipatia que transmitem aos árbitros, pois isso atrapalha tanto a carreira deles quanto aos próprios times que dirigem. Por experiência própria: em muitos momentos, chega a ser irritante ver tal comportamento deles.

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