– Análise da Arbitragem de Paulista 0 x 2 RedBull

Quanta coisa aconteceu no Jayme Cintra…

O árbitro Edson Alves da Silva correu bastante e se posicionou muito bem. Gostei neste quesito. Mas há uma dificuldade: a falta de vibração em campo.

Tecnicamente, não errou em nada. Todas as faltas que ele marcou (ou que não marcou) foram corretas. E soube discernir os lances de falta atrasada (quando a vantagem não se concretiza (como, por exemplo, aos 10 minutos, em favor do RedBull Brasil). Também foi correto ao não marcar pênalti reclamado pelo Paulista por mão na bola.

A se destacar:

1) Aos 24m, correto no lance entre Ariel (PFC) e o goleiro Saulo (RBR), onde houve um choque um pouco mais forte. Foi imprudência do atacante (não foi casualidade, mas poderia ter evitado). Correta a marcação da falta.

2) Aos 61 minutos, Ariel (PFC) pede pênalti que não foi. Há muita reclamação, mas Marcos Vinícius (RBR) vai na bola.

No primeiro tempo, o placar de faltas foi PFC 8×10 RBR. O de cartões amarelos, 0x2. No segundo tempo PFC 6×8 RBR em faltas e 1×1 em cartões.

O único “porém” foi aos 85m – Branquinho (PFC) recuou deliberadamente a bola para o goleiro Iago e o árbitro não viu.

Disciplinarmente, o juizão foi ruim. Faltou aplicar o cartão amarelo a Lazzaroni (RBR) aos 22 minutos. Entretanto, deixou de aplicar o amarelo em 3 oportunidades para Fábio Gomes (PFC) aos 36, aos 40 e aos 50 minutos de jogo (todas claramente por ação temerária). Faltou vibração e advertência verbal mais incisiva em vários lances. Todo o seu ótimo rendimento técnico foi prejudicado pela má questão da postura.

Os bandeiras Rafael Tadeu Alves de Souza e Samuel Augusto Vieira Paião foram muito bem no trabalho de equipe e colaboração do árbitro. Mas, em especial, uma situação incomum aconteceu ao bandeira 2 Samuel Paião que errou. Vamos a ele:

No final do 1o tempo, o goleiro Saulo (RBR) chutou a bola que bateu no calcanhar de Ariel (PFC), que estava de costas e nada viu. Ela sobrou despretensiosamente para Renato Oliveira, sozinho, que não esperava a bola e nem estava na jogada, em posição de impedimento. Como sabido, desde 01 de julho de 2014 esse lance não é mais para ser sancionado. Relembro com um exemplo postado à época das mudanças e a situação de caráter excepcional que é tal lance (difícil para o bandeira):

O novo entendimento de “impedimento ou não” em lances desviados em adversários: se um atacante chutasse para o gol e a bola desviasse num adversário, mas sobrasse para seu companheiro que estivesse do outro lado do campo, ele estava impedido por tirar vantagem de uma posição. Agora, bola desviada que sobre para um atleta que não participava originalmente da jogada, mesmo ele estando mais próximo da linha de fundo do que dois adversários e a bola (a definição clássica de impedimento), é lance legal. Mas atenção: aqui, a bola foi desviada e caiu para alguém que não participava do lance, sendo diferente da situação na qual um jogador esteja sozinho e receba uma bola de rebote de goleiro, ou ainda quando lhe é lançada uma bola e ela bate no zagueiro (pois, afinal, a bola era para ele e ele a recebeu mesmo após bater no adversário). Para ambas situações continua sendo impedimento. Continua valendo a máxima: desvio não tira impedimento (com exceção ao lance modificado). Para quem tem o livro Trívia FIFA (o conjunto de perguntas e respostas oficial e complementar às Regras do Jogo), esse lance era a questão 238, que hoje foi alterado. Há dois anos, tivemos no Campeonato Paulista no jogo Americana x Santos (no Décio Vita) um lance similar.

Ainda, do mesmo lado de Samuel Paião, uma defesa do goleiro Iago (PFC) onde supostamente ele a fez dentro do gol. Para mim, a bola não entrou por inteiro no dificílimo lance. Mas, evidentemente, só com a tecnologia para afirmar erro ou acerto.

Daniel Sotille, o quarto árbitro, teve muito trabalho com Maurício Barbieri, treinador do RedBull, que reclamou todo o primeiro tempo, principalmente aos 31m, quando Pedro Naresi recebeu amarelo. No segundo tempo, se comportou melhor.

Público: 380 pagantes

Renda Bruta: R$ 2825,00+

Renda Líquida: R$ 4056,11-

IMPORTANTE: após o jogo, no alambrado da geral, Marcos Vinícius (RBR) foi discutir com a torcida organizada do Paulista. No mesmo instante, do outro lado do campo e também no alambrado, Fábio Gomes (PFC) fez o mesmo! Supostamente, Marcos Vinícius foi chamado de macaco e Fábio Gomes por xingamentos de torcida.

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2 comentários sobre “– Análise da Arbitragem de Paulista 0 x 2 RedBull

  1. Os xingamentos de “macaco” da torcida do paulista, eram primeiramente direcionados para o Camisa 2, Bruno Ferreira, que ao ser provocado pela torcida mostrou o dedo do meio duas vezes para a mesma, o jogador Marcos Vinicius durante o jogo foi pedir para os torcedores pararem de gritar “macaco” e acabou sendo xingado pelos torcedores também. No final do jogo ele foi falar com os torcedores sem a intenão de arrumar confusão, dizendo que não tem problema eles xingarem, o problema é eles xingarem de “macaco”, o Jogador Lucão do paulista também foi pedir para os torcedores parem de xingar dessa maneira.

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  2. Obrigado pelas informação, John. Relatei o que chegou à cabine da rádio. Entretanto, estou ansioso para ler a súmula sobre o relato ou não. Assim que estiver disponível, a coloco aqui. Abraços.

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