– O quão é determinante o “fator casa” no futebol?

Árbitros de futebol sabem que, em determinados estádios, o “fator casa” pode ser determinante para sua atuação: desde a qualidade dos vestiários e a proximidade da torcida até as invasões ao seu recinto de preparação. Isso é uma visão amadora que persiste em alguns locais, como a pressão do time mandante oferecendo o que há de pior para assustar o juizão.

Lógico: se o apitador for fraco, aceita tudo isso e tende a ser caseiro. O bom árbitro não se deixa intimidar, consegue resistir e não permite tais interferências em seu trabalho.

E para os clubes, isso também é verdade?

Claro que sim. O bom time vence cânticos e gritarias da torcida visitante, gramado ruim, erros de arbitragem e adversário inferior. Se jogar em sua casa, onde está mais acostumado com o ambiente físico e emocional de jogo, ótimo. Caso contrário, pela qualidade técnica, vence em qualquer outra praça esportiva.

Existem alguns exemplos que podem ou não comprovar essa tese: o Flamengo, por exemplo, virou um time cigano no Brasileirão e é vice-líder. Será que se o Mengão estivesse jogando no Maracanã, seria líder do Torneio? O Palmeiras venceu o Corinthians em Itaquera, quebrando uma grande invencibilidade do Timão em seu estádio.

Algumas pessoas podem citar outros casos: o Guarani de Campinas jogou a série C em 2015 quase totalmente fora do interditado Brinco de Ouro da Princesa e fez campanha pífia. Em 2016, com seu estádio liberado e com ótimo público, briga pelo acesso à série B e é o melhor time do certame até agora. Culpa do estádio ou dos investimentos diferentes (em especial, do trabalho do surpreendente Marcelo Chamusca, o treinador desconhecido por nós que está fazendo sucesso)?

Se estádio ganhasse jogo sempre e fosse o determinante máximo do futebol, como explicar o Maracanazzo proporcionado pelo Uruguai na final da Copa de 1950 ou do vergonhoso 7×1 para a Alemanha no Mineirão em 2014 que a Seleção Brasileira nos proporcionou?

Talvez a exceção tenha sido a Coréia do Sul em 2002, chegando às semifinais do Mundial daquele ano. Ou o “fator casa” não tenha sido tão determinante, mas outro obscuro? Os italianos não esquecem disso até hoje, em especial do fator “árbitro equatoriano Byron Moreno”…

E aí: jogar em casa é muito ou pouco determinante para o sucesso de uma equipe? Particularmente, penso que time bom ganha de tudo e de todos (mas jogar em casa pode ajudar em alguns casos). O fator maior é: qualidade técnica e tática!

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