– A falta não marcada no 2o gol de Vasco 2×2 Santos

Foi uma leve infração: Lucas Lima (SFC) abdica de pular para disputar a bola com Alan (VAS), numa espécie de “semi cama-de-gato” desequilibrando o adversário. O árbitro gaúcho Jean Pierre “Vin Diese” Gonçalves Lima está de frente para o vascaíno e não percebeu a falta (se estivesse de lado, viria Lucas Lima, pois o santista estava encoberto pelo corpo do próprio Alan). Por esse mal posicionamento, não marcou a falta que resultou no fatal contra-ataque do Santos FC.

O curioso: Rodrigo (VAS) foi expulso após a partida por dizer ao árbitro: “você é cagão”. Também foi relatado na súmula que o quarto árbitro, no vestiário, foi ofendido por um sr identificado como Eurico Brandãoque disse: “Guarda a carteira, guarda o relógio, tem ladrão do vestiário que tem que sair de camburão”. Além disso, relatou que coletou um sapato e uma sandálias da marca havaianas, atirada no gramado.

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– Os 8 Lances Polêmicos de Corinthians 1×0 Fluminense

Muitas reclamações contra o quarteto de arbitragem paranaense na Arena Itaquerão para o jogo de volta entre Timão x Flu pelas Oitavas de Final da Copa do Brasil. Justas ou injustas?

Vamos às jogadas:

Lances 1 e 2) Os dois primeiros gols anulados do Fluminense foram muito parecidos. Jogadas em que a bola é lançada e que Cícero esta à frente da linha do penúltimo homem da equipe paulista. Nenhuma contestação, só cumprimentos ao ótimo bandeira Ivan Bohn pelos acertos.

Lance 3) O árbitro Rodolpho Toski Marques, aspirante à FIFA, vê como tranco legal a disputa de bola entre Giovanni (COR) e Cícero (FLU) dentro da área. O atacante fluminense é trancado dentro do limite permitido pela regra pelo adversário corintiano. Esse é o ombro-a-ombro em que quem for disputar a bola de maneira “mais mole”, com menos vigor, cai inevitavelmente pelo contato físico. Não é infração. Portanto não foi pênalti. Acertou o árbitro.

Lance 4) Cícero (COR) e Marquinhos Gabriel (FLU) estão esperando a bola dentro da área no agarra-agarra. Quando a bola chega ao atacante, ele dobra as duas pernas e pede pênalti. Acertou o árbitro em não marcar pênalti, mas deveria ter dado o tiro livre indireto e o cartão amarelo por simulação.

Lance 5) Douglas (FLU) é lançado em profundidade e fica cara-a-cara com Cássio (COR). Entretanto, é assinalado impedimento pelo bandeira Bruno Boschilia. Errou, havia um atleta do Corinthians no lado esquerdo dando condição, em mesma linha. Entretanto, sejamos justos: é um lance de não impedimento “ajustado”, difícil, milimétrico, que somente com ajuda do olhar eletrônico se poderia definir com exatidão.

Lance 6) A bola é lançada para a área corintiana e no meio do bololô Henrique (FLU) a toca para Richarlison (FLU) em claro impedimento e que faz o terceiro gol irregular. O bandeira Bruno Boschilia demora para marcar o impedimento pois se equivoca e crê que um defensor corintiano é quem a toca, mas é corrigido pelo árbitro Toski com perfeição no “trabalho de equipe da arbitragem”. Acerto e cumprimentos para a rápida solução do problema.

Lance 7) A expulsão de Marquinhos (FLU): o atleta, após a marcação de uma falta cometida, soca o ar reclamando da marcação. Em seguida, ele diz algo ao árbitro e é expulso. Toski se excedeu ao aplicar o cartão vermelho direto (o jogador não foi expulso pelo amarelo reincidente), pois, segundo o relato em súmula, o atleta de cabeça quente, disse literalmente: “vai se fuder”. O juiz estando longe da jogada e a falta já marcada, será que não poderia dar uma sonora advertência verbal? Precisava “gastar o cartão”? Palavrões na linguagem futebolística, muitas vezes, tem sentido de contestação relativo. Se ele chega com o dedo em riste ameaçando, aí sim. Mas parece mais um desabafo do que uma ofensa, repito, na linguagem do futebol (ele não iria dizer “Vossa Senhoria se equivocou”).

Lance 8) Esse certamente o mais difícil: Richarlison em posição legal fica de frente para o gol, intercepta a bola no ombro e é tocado levemente por Fágner. Não haveria o porquê do jogador se atirar (pois era uma situação de domínio e vantagem à frente do seu marcador). Para mim, toque leve mas relevante desequilíbrio por parte de Fágner, que após o contato recolhe a perna. Isso é infração por imprudência, sem violência alguma. E dentro da área, pênalti. Errou o árbitro.

As outras tantas reclamações do jogo não foram relatadas, ficando, portanto, a cargo do Tribunal alguma punição pelas falas em rádio e TV de jogadores e dirigentes.

Portanto, foram:

  • Quatro lances de impedimentos anotados, sendo que 3 resultantes em gol foram bem anulados. Apenas 1, o mais difícil e que não resultou em gol, errado.
  • Três lances de pênaltis reclamados e não anotados, sendo que 1 (o último) procede a queixa.
  • Um lance de expulsão discutível. Certamente, um árbitro mais calejado resolveria com autoridade;mas sem muito nome, Toski optou pelo rigor do cartão.

Detalhe final: Anderson Daronco FIFA-RS, que já estava escalado antes do jogo de ontem, apitará no próximo domingo Corinthians x Fluminense pelo Brasileirão.

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