– Análise da Arbitragem de Paulista 1×0 Red Bull

Uma atuação razoável, com altos e baixos do quarteto de arbitragem no Jayme Cintra na abertura da Copa São Paulo

O árbitro Saulo Samuel Muniz Felix não teve dificuldades em sua atuação (partida com 38 faltas, sendo o placar delas: PFC 18×20 RBB, com 6 cartões amarelos para o Galo e 3 cartões para o Toro Loko).

O árbitro permitiu no começo da partida algumas jogadas mais viris, poupando 1 cartão para cada equipe. Depois, sentindo que o jogo poderia pesar, aplicou corretamente as advertências. Apenas um equívoco: o Amarelo a Bryan, quando o árbitro estava muitíssimo próximo do lance (o excesso de proximidade às vezes ilude o juiz), não sendo merecedor da advertência.

Um ponto positivo do árbitro foi a boa sinalização (por exemplo, ao advertir Júlio por reincidência mostrando que ele houvera cometido a 3a falta leve). Também mostrou bom discernimento em jogadas duvidosas ao não marcar pênalti a favor do Paulista pedido por Mateus Silvestre após disputa na área, pois o zagueiro do Red Bull foi preciso na bola (em meu entender, já que o lance foi polêmico). Também gostei dele tecnicamente.

Pecou em não permitir cobranças rápidas de falta, e após perceber uma certa animosidade dos atletas, resolveu marcar as supostas “faltinhas leves” (na verdade, disputas mais fortes legais não-faltosas), perdendo, em uma delas, uma boa situação de vantagem. Claro, tudo isso se melhorará com sequência de jogos e mais experiência. E um “puxão de orelha” / aconselhamento: permitir que o jogo se agilize mais, pois com os inúmeros atendimentos médicos dentro de campo, quase que o árbitro leva a crer que “estava fazendo cera”.

O árbitro assistente Patrick André Bardauil não foi tão bem. Inverteu um claro escanteio a favor do RedBull transformando em tiro de meta ao Paulista, no 1o tempo. Em lance de ataque do time do Galo, o adversário ergueu o pé em um lance de tiro livre indireto (não atingiu o jogador), o árbitro não havia marcado e o assistente resolve auxiliá-lo; porém, informou errado como tiro livre direto. Também não marcou um impedimento ao Red Bull e outro ao Paulista, ambos que poderiam resultar em gol. No final da partida, uma cena inusitada: um meio campista lhe perguntou as horas, ele não respondeu e estendeu o braço para que ele a visse em seu relógio. Flagrado, foi motivo de crítica em nosso comentário durante a partida (a arbitragem não tem que informar tempo de jogo aos atletas).

João Petrucio Marimônio de Jesus dos Santos, o bandeira 2, sofreu com a linha de impedimento do Red Bull. Os zagueiros Matheus Garrido e Rhayne saíam atrapalhados. Num desses lances, Matheus Silvestre ficou impedido no ataque e não foi sancionado. Depois quando não estava, foi (reitero: em lances rápidos e constantes). Entretanto, no lance capital, acertou: o centroavante do Paulista estava em condição de impedimento mas a bola foi a Criciúma, que vem de trás e faz o gol. Acerto do bandeira.

Já o quarto árbitro Lucas Bovi Baptistella não conseguiu conter os bancos. Numa das situações, uma cena engraçada: Umberto, o treinador do Galo, que se mostrou extremamente ativo e vibrante no jogo, foi orientando a equipe e, empolgado e concentrado, quase ultrapassou o meio de campo. Lucas passou por ele e foi ao banco advertir alguém que pedia o final da partida. A imagem, abaixo, foi curiosa:

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