– Análise da Arbitragem de Paulista 1×0 Primeiros Passos de Vitória da Conquista

Procurei ter boa vontade com o árbitro Michel Luciano de Lima, mas foi uma missão inglória.

E por quê?

Vamos lá: logo no começo do jogo houve uma falta não marcada para a equipe do Vitória da Conquista, no meio de campo, na qual fez boa leitura e aplicou a lei da vantagem. Ótimo, pensei que veria uma grande arbitragem! Foram duas vantagens acertadas para o Vitória e duas para o Paulista (ambas em lances de meio campo). Entretanto, aos 80 minutos de jogo, no lance em que poderia se consagrar, um atleta do Paulista sofre a falta no meio de campo mas a bola sobra para seu companheiro atacante disparar para o gol. O árbitro não aplica a vantagem e mata o contra-ataque.

Visivelmente, o time baiano é mais franzino do que o time paulista. Em boa parte das bolas divididas, é natural que o jogador mais fraco caia. Nesses lances, o árbitro entendeu como tranco com força excessiva. Errou, e elevou o número de faltas: PFC 19 x 10 VIT, sendo que o centroavante Matheus Sylvestre cometeu 6 (4 por “tranco” ilegal, marcadas com equívoco).

Com esse critério, o árbitro foi até o final da partida (em um jogo fácil para se apitar). Porém, quando o jogo ficou mais nervoso, o árbitro se atrapalhou e não marcou algumas faltas para ambas equipes.

Uma dificuldade muito grande foi o posicionamento na bola parada. Em quatro faltas frontais, ele marcou a barreira e ficou ao lado e/ou atrás dela, não tendo condição adequada para fiscalizar o batedor e a própria barreira. Na última falta a favor do Vitória (52m), ficou olhando para o gol, de costas ao cobrador de faltas, que tinha um companheiro ao seu lado. Se ele toca a bola ao lado, o jogo teria se reiniciado, a jogada continuaria e ele nada teria visto. Errou feio nesse posicionamento.

Cito 5 situações mais difíceis para a arbitragem (lances polêmicos), que em nossa ótica acertou em 2:

  • 43m: Felipe (VIT) empurra Matheus Brandon (PAU) dentro da área, durante a cobrança de escanteio, fora do lance da bola. O árbitro estava apenas olhando a bola e não observou a indubitável infração, citada na hora da nossa cabine de transmissão. Errou ao não marcar o pênalti.
  • 44m: Roni (VIT) tenta marcar o atacante do Paulista, se adianta a ele e toca a bola para o goleiro Abílio. Foi recuo deliberado (intencional), e provavelmente o árbitro foi iludido crendo que a bola fora tocada pelo jogador atacante. Errou de novo.
  • 52m: O zagueiro Felipe Santana (VIT) divide a bola com Mateus Sylvestre (PAU) dentro da área, sendo que o atacante cai. Não foi pênalti, acertou o árbitro.
  • 79m: Um atacante do Paulista chuta ao gol e a bola bate no peito e no braço do defensor Vinícius (VIT), dentro da área. Não foi mão intencional nem de movimento antinatural. Acertou o árbitro ao não marcar o pênalti para o time de Jundiaí.
  • 93 min: O erro “compensatório”: o jogador do time da casa tem um adversário na sua marcação, sente a aproximação e no contato físico leve e legal ele… cai! Pênalti inexistente marcado a favor do Paulista (e que se converteu no gol do jogo). Errou novamente.

Enfim: quando não exigido, o árbitro se portou bem. Disciplinarmente, melhor ainda. Mas tecnicamente deixou a desejar em muitos lances decisivos.

Os bandeiras Thales José Pinheiro e Ricardo Luis Buzzi foram chamados a trabalhar em impedimentos importantes e acertaram. O quarto-árbitro Paulo Santiago de Medeiros não teve trabalho.

IMPORTANTE: supostamente, no final do jogo, um ou outro torcedor chamou o excelente goleiro baiano Abílio de BICHA, fazendo coro aos torcedores das grandes torcidas da Capital que imitaram no ano passado o hábito das torcidas mexicanas de chamarem os goleiros adversários de PUTO, durante a cobrança de tiros de meta. A FIFA determinou que gritos homofóbicos devem ser relatados pela arbitragem e a equipe cuja torcida gritou deve ser multada e até mesmo punida com perda de mando. Em São Paulo, os clubes solicitam aos torcedores para não gritarem tais ofensas durante os jogos. Tomara que o árbitro não tenha se atentado a essa situação e/ou entendido que foi apenas um ato isolado (a súmula não estava disponível até o encerramento deste texto para saber se foi relatado ou não).

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