– O pênalti de 2 toques de Griezmann já aconteceu no Morumbi!

O 2o gol do Atlético Madrid no confronto decisivo da Semifinal da Champions League contra o Real Madrid, surgiu de um pênalti cobrado irregularmente: Griezmann escorregou na hora que chutou, a bola bateu no outro pé e foi para o gol. Seria tiro livre indireto para os merengues, mas passou despercebido pela arbitragem.

O curioso é: em Outubro de 2013, na partida entre São Paulo x Vitória pelo Brasileirão, o lateral esquerdo Juan cobrou do mesmo jeito.

Relembre, extraído do Blog “Pergunte ao Árbitro” de 06/10/13:

O PÊNALTI EM DOIS TOQUES DE SÃO PAULO X VITÓRIA

Responda rápido: é válido um gol de pênalti em dois toques?

Surpreenda-se com a resposta: sim (tocado de um jogador para outro)! Mas não como o de Juan na partida no Morumbi, válida pelo Brasileirão da série A (tocando “em si mesmo”).

Entenda: o tiro penal deve ser sempre cobrado por um jogador identificado (não vale um ameaçar cobrar e outro chutar, como em cobranças de falta ensaiadas) e sempre tocando-a para a frente (não necessariamente para o gol). Euller, o “filho do vento”, que começou a carreira no América-MG, se aprimorou nesse detalhe no final da carreira: nas cobranças de pênalti, um companheiro chutava a bola em diagonal, ele usava a sua velocidade, dominava-a e chutava para o gol. Estratégia arriscada, mas válida, em pênalti convertido por dois toques.

O que não pode é um mesmo jogador tocar seguidamente a bola, e isso vale para qualquer cobrança de tiro (Tiro Inicial e Tiro de Reinício de Jogo; Tiros Livres Direto e Indireto; Tiro de Meta e Tiro de Canto; e, claro, Tiro Penal).

Um jogador só poderá tocar na bola novamente após cobrar um tiro (qualquer que seja) depois de um toque de qualquer outro atleta (companheiro ou adversário). E tocar não significa que seja voluntário, pode ser um toque por domínio claro, leve resvalão ou desvio inesperado. Mas atenção: tocar na trave, na bandeira de escanteio ou em alguém da arbitragem não vale, pois são neutros.

Se um jogador cobrar um tiro livre (ou penal, como Juan) e a bola simplesmente relar nele antes do toque de outro adversário, é marcado um tiro livre indireto para a equipe adversária no local onde aconteceu o “bi-toque”. E um detalhe: se o segundo toque for na mão, é tiro direto.

Agora, pense: quantas vezes você viu tal lance em uma partida profissional? Situação realmente inusitada… Juan cometeu infração ao escorregar e a bola bater nele no chute, mas passou batido para o juizão e acabou prejudicando o time baiano.

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O lance do pênalti cobrado por Griezmann

– A polêmica da arbitragem do último FlaFlu do Cariocão 17.

Muita polêmica na final do Campeonato Carioca 2017, domingo passado.

No FlaFlu decisivo, Rever (FLA) vai cabecear a bola e faz a carga faltosa em Henrique (FLU). A “redonda” sobra na pequena área e Guerreiro finaliza para o gol.

E por quê o árbitro Wagner Magalhães (que fez um bom trabalho ao longo do Cariocão) não marcou?

Justamente porque estava exatamente de frente à jogada. Se estivesse de lado, teria visto o lance irregular. Ele ficou de um “lado cego” no seu posicionamento.

Também recaiu sobre o árbitro a suposta “comemoração” do gol. Claro, isso foi um flagrante retirado do contexto e que ilude o mais fanático: o juizão se comunica questionando o seu Árbitro Adicional Assistente (o AAA da linha de meta), a fim de saber se viu alguma irregularidade (e o AAA também erra, pois não viu a falta por estar preocupado com a área pequena).

Veja o lance questionado e a reação do árbitro em: https://www.youtube.com/watch?v=jAdV3IXEOcY